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    [#04] Turno livre - Fora da Nave

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    Rin Damien
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Rin Damien em Sab Maio 20, 2017 10:15 pm

    A dinâmica entre todos não ia muito além do esperado. Até mesmo a chegada espalhafatosa de Jack na sala não rendeu muito mais do que um olhar reprovador de Rin; que no fim do dia, sentia que não se surpreenderia com muita coisa vinda do sagitariano, apenas por conta das poucas interações que tiveram. Até a invasão do espaço pessoal do Líder Supremo deveria parecer plausível ao olhar dele, e qualquer bronca vinda de si mesmo, de Nero, ou até mesmo de Abel, não resultaria em absolutamente nada. Então, continuou a observar o desenrolar das interações.

    Apontar alguém para ficar era uma solução, de certa forma, mais viável. Uma que tinha a mesma chance que as outras de acabar em desentendimento, no entanto. E o fato do escolhido ser James, que parecia deixar-se ser facilmente levado pela opinião dos outros, talvez viesse a ser a alternativa que resolvesse o impasse mais facilmente. Com um pequeno suspiro, continuou a ouvir o que precisava e ignorar as palavras e risadas desnecessárias, até que outra pessoa atrasada se fez presente.

    Uma que havia visto apenas uma vez, quando este foi apresentado como regente. Não fora encarregado de dar uma introdução geral ao novo Sabaoth de Gêmeos, mas imaginava que alguém o tivesse feito. Também não fazia sentido qualquer comentário sobre atrasos, já que havia alguns que sequer estavam presentes na reunião. Deixou de lado por completo as interjeições desnecessárias do geminiano, vendo que ele ao menos procurava se atualizar sobre o que fora dito sozinho.

    Concordo com o reconhecimento. — Voltando o olhar novamente a Abel, fingiu que a pessoa no colo dele não existia para o bem da própria sanidade. Tinham tirado uma boa conclusão estratégica daquilo, mas a confirmação sobre quem ficaria continuava em pauta. Era preferível que o Líder Supremo desse uma palavra final naquilo, para que pudessem continuar a pensar em especificidades da missão. — E também, com James ficar. Vai ajudar a dar alguma noção de responsabilidade ao garoto. O que acredito que esteja faltando, mesmo ele estando no mesmo nível que o resto. — Teoricamente. Não o vira em ação, mas acha-lo em lugares aleatórios, sem perspectiva do que fazer, incomodava minimamente o virgiano. E, ao contrário de alguns ali, acreditava que o regente de Peixes ainda era capaz de aprender alguns conceitos essenciais, que se adquiriam principalmente com experiência. O que um garoto de dezesseis anos, por mais poderoso que fosse, não tinha.
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    Jack Kalon

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Jack Kalon em Sab Jun 03, 2017 12:14 am

    Um curto silêncio foi feito enquanto ainda mastigava a informação que a pouco recebera de Optimus. Havia mais de um Optimus naquela sala e aquilo deixou o Sagitário um tanto quanto desconcertado. O único som vindo de si era o característico vrá do leque em suas mãos, e o objeto não demorou muito para bater contra o rosto daquele que usava como poltrona assim que a realização o atingiu.

    CAAAAARAAAAAALHOOOOOOO! 'TÔ VENDO QUE SER GOSTOSO É DE FAMÍLIA, NÉ?! ㅡ A poluição sonora que vinha sempre junto de sua presença em qualquer lugar explodiu como um tiro de canhão, fazendo um dueto descompensado com aquela apontada como Órion. Ainda que explodisse em barulhos cujas farpas pareciam acertar todos no cômodo de maneiras distintas, ouvia tudo que era falado desde a sua chegada. Não tudo com clareza, mas os pontos que realmente importavam. A sala era como um campo de Candy Ninja e cada um dali representava um dos doces com certo valor de pontos e bônus especiais. Era assim que o latino encarava todos e analisava as condições para começar a trabalhar. Optimus parecia estar de péssimo humor. Bom, ele também estava então já tinham algo em comum. Chifrudo ofendia a todos, jogando as verdades na cara, então estava tudo bem. A tia do café parecia querer se jogar do abismo. Palhaço estava se achando o último Toddy do deserto, mas defendia o Primeiro Ano, que parecia mais perdido do que o John Travolta. Catman estava sendo gato, normal. Megazord estava praticando a arte de ser lindo e na verdade se saía muito bem nisso. Não era nenhum Kalon, mas não estava mal. E havia um cara novo com cara de coxinha que adentrava na sala. Não se lembrava dele sendo apresentado, mas faria as honras depois.

    Bom, ao menos não foi o último a chegar e nem via Big Z ali. Foda-se, né.

    Não precisava mesmo ler a log para saber do assunto principal da reunião, como Optimus apontara, mas lera. Não leu exatamente, quer dizer. Ouvira o assunto na voz de Arthemis no tempo de espera para chegar até a sala. Apertou o botão errado no tablet e acabou por sair ganhando. O ponto de perguntar qual era o B.O. da situação era só porque quis puxar assunto. Estavam falando com Jack Kalon, a anaconda dourada. Era uma honra passar informações para si.

    Jack abriu e fechou o leque três vezes até soltar um sonoro “tsk, que cu” para o que todos falavam e as plumas róseas se encontraram novamente com o tampo da mesa. A mão diminuta desapareceu por dentro do colete, que cobria boa parte da estampa sensacional de sua camiseta (“ME CHAMA DE PINÓQUIO QUE EU TE CONTO UMA MENTIRA”). Os dígitos preenchidos de alguns anéis voltaram a aparecer por detrás do tecido segurando um pote mediano comportando um líquido esverdeado, que também foi deixado sobre a mesa. Os mesmos movimentos se repetiram e o que se seguiu foi a mesa recebendo um arco com enfeites de bolo, agulhas de tricô, um burrito e uma caneca em formato de ornitorrinco. Jack ouvia o ditar alheio sem, no entanto, demonstrar tal já que sua atenção parecia voltada às quinquilharias que retirava da roupa.

    Segura aqui o meu pinto. ㅡ Ditou, por fim, tirando o bicho de plástico de dentro do colete e apoiando na mão do Bonitinho Loiro que usava como assento.

    Soltou uma risada compenetrada e agora tinha em mãos o que queria. O brinquedo multicolorido possuía 32 pequenas faces de tamanhos e formas diferentes. Seis botões enfeitavam o centro do que o latino apelidara de Satanás Mágico. Tinha uma relação de ódio com aquele brinquedo sempre que não conseguia resolver a combinação de cores no tempo determinado, fazendo com que se embaralhasse ainda mais, mas ele acabava com seu tédio. Agora, com o objeto em mãos, deixou o colo do homem loiro e deslizou pela mesa, se alojando no colo de Órion.

    Namoral, posso? Eu quero contar pra galera que andei num avião. ㅡ A risada explodiu novamente e se arrumou nas pernas da mulher que bem maior e mais confortável, que o loiro. Era espaçoso e descarado demais para aceitar uma negativa. A diferença de tamanho que ridícula, Jack podia se registrar no peito de Órion e colocar os pés em cima da mesa com folga. E foi o que fez, erguendo a face para encarar a olhos estreitos aquela que estava próxima. ㅡ Aí, com todo respeito, teus córneo é show.

    Fez um silêncio pelo tempo que montava as três primeiras sequência de cores do brinquedo, girando com rapidez as faces do objeto.

    Vocês parecem um bando de cotia manca atropelada ao meio dia, puta que pariu. Uns bagulho zumbi russo fazendo um carnaval escrotiane com helicóptero de pó na área do Optimus e ‘cês aqui com essa cara de cu sem cuspe. Puta que 'pas merda, hein...! ㅡ Cuspiu num tom meio dissimulado, meio engraçado demais para as palavras que dizia, ainda mais porque não erguia os olhos para ninguém da sala quando o falava. Se concentrando totalmente em girar as faces do satanás mágico. ㅡ Vai dizer também que vocês acham que o... Vai dizer que o... Tinha K...ㅡ Parou um segundo e olhou para  o teto como se ele fosse mostrar a resposta como o espelho mágico. ㅡ Tá, foda-se. Eu vou chamar de Kleberson. O Kleberson tá por trás dessa patota toda? PORRA, PUTA QUE PARIU, KLEBBERSON! VAI FICAR MONTANDO CLUBINHO DO BOLINHA NA CASA DO CARALHO!

    A voz do latino parecia estar na montanha russa de decibéis, mas não era nenhuma novidade.

    Não sei o que vocês estão esperando pra chegar lá e mandou todo mundo circular. Eu posso me teleportar e pescar os B.O todo da área, se me levarem lá. Eu sou um rolê porque sou legal pra caralho e se a coisa ficar feia chuto os Minions do Big Z pra cima dos zumbis. Pronto. Sem mistério. ㅡ Rolou os olhos e os ombros foram sacudidos durante a gostosa gargalhada. ㅡ Melhor do que ficar nessa rasgação de seda aqui. Sem caô. E O LOMBARDI AINDA 'TÁ ALI SEGURANDO O MEU PINTO!
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Harold Wilhelm em Dom Jun 04, 2017 5:34 pm

    A forma como Harold olhara para a porta de entrada da sala de reunião, fazia parecer que a mesma havia aberto suavemente num rangido de uma brisa fraca, ao invés de ter servido de passarela para a entrada triunfal do segundo Sagitário debilóide daquela merda toda. Como iria demorar para alguém conseguir falar de forma que fosse escutado, após o estrondo todo que Jack conseguia fazer mesmo sendo tão minúsculo, o albino apenas revirou os olhos novamente. Era ótimo ver que alguém ali levava tudo tão a sério quanto a si mesmo. A diferença era que o latino tinha muito mais habilidade do que o Capricórnio, de mostrar a grande piada sem graça que aquilo tudo era, de forma debochada e desdenhosa. Ao menos, melhorava o humor do regente. Diferente de Ren, Jack ao menos não era hipócrita de fazer tudo errado e achar que estava fazendo certo. Diante do resto, era um ponto positivo, até.

    Suspirou, tendo 10% da paciência renovada logo em seguida esmagada pelos dizeres de Lavi. O britânico ergueu a caneca de café rumo aos lábios, como era habituado, mas parando no meio da ação por não acreditar na demência alheia. A incredulidade silenciosa era palpável até para quem tivesse Harold em visão periférica. Abaixou a caneca novamente, sem ter desfrutado do conteúdo, virando o rosto para o mais velho, na mesma velocidade lenta em que o recipiente voltara à superfície fria. Ah, não. Era sério que depois de ter dado uma demonstração de objetividade, o escorpiano optou por repetir a burrice de Rin? Após ir contra a própria sugestão sem nenhum argumento embasando, ainda por cima? Por que ainda se surpreendia com aquelas pessoas? Iria se perguntar isso o dia inteiro, provavelmente. Já estava cansado da missão e ela nem havia começado. Parabéns aos envolvidos.

    Foda-se pro que James queria, também. Harold nem queria estar ali, pra começo de conversa. Se o que queriam fosse ser levado em conta, Abel já estava morto em todos os universos paralelos existentes, todo mundo ali já teria sido pulverizado até a alma e Harold estaria sentado em sua mina de ouro e café, trabalhando e ficando mais rico ainda, com todos que tentassem incomodar morrendo automaticamente. Paz.

    Nesse mesmo ritmo, ouvir Heike puxar saco de Órion igual uma criança melequenta, só fez Harold suspirar e tentar mais ainda achar defeitos na sugestão aparentemente útil, dele. No entanto, parecia plausível, em base. Só estavam falando de operações que tinham durabilidades completamente divergentes. Os robôs poderiam ser teleportados para a região e averiguarem o local em questão de segundos. Seria ociosidade pegarem este tempo para preparativos manuais, que também eram desnecessários, visto o que tinham à disposição. Assim como aquela reunião já era uma perda de tempo total. Uma pena sua habilidade de pausa temporal não ser extensa o suficiente para fazer o Universo todo esperar aqueles retardados entrarem em um consenso, ao invés de ocuparem 90% dos argumentos em xingamentos ou adendos imprestáveis, e o resto em sugestões não-aproveitáveis. Era uma pena o único ali tentando seguir uma linha de raciocínio útil apenas acatar às sugestões do cônjuge, sem repensar nas falhas dela. Engraçado como Heike perdera o posto de líder, mas sua palavra continuava sendo a de maior valor. Exceto para Harold, ao menos.

    Péssimo. — Respondeu, ao plano do Touro, antes de olhá-lo diretamente nos orbes distintos. Num suspiro, começou, com o tom bem mais contido, como se estivesse explicando à uma turma de crianças quando se deveria usar "bom dia", "boa tarde" e "boa noite". A diferença foi ter um sorriso extremamente simpático nos lábios enquanto o fazia com um repleto desgosto, desprezando internamente todos os presentes, menos o holograma de Arthemis. — Temos plataformas de teletransporte, os robôs podem fazer a verificação enquanto instalam num local propício e nosso tempo de viagem em naves será anulado. Temos também a jaqueta mágica de Jack agora, não precisamos de mantimentos pré-estabelecidos, ou seja: sem preparativos. — Só uma boa dose de paciência, talvez, visto as quinquilharias que já tomavam conta de uma porcentagem da mesa. — Também temos noção de que nossa composição total supre qualquer ocasião, então não temos porquê perder mais tempo esperando reconhecimento de local para entrarmos nessa mesma conversa depois, do zero. Mas você acertou na necessidade de uma estratégia antecipada, Nero. Só que eu posso fazer isso enquanto nos teleportamos pra lá, já que é minha função. De nada. Podemos só concordar que o traste do James vai ficar porque não vai fazer falta e sair agora?

    Desfez o sorriso assim que encerrou os dizeres, como se ele nunca tivesse dado sinal de existência em seu rosto, sentindo o breve aborrecimento de ter precisado explicar o óbvio didaticamente, como se fosse complexo. Pelo menos, às únicas pessoas que deram palpites consideráveis. O resto, ignorara. Parecia bom, então dentre os próprios dedos, um gesto pequeno fez uma tela holográfica surgir na palma da própria mão, por onde poderia coordenar os robôs do Aquário. Por baixo da mesa, como se estivesse mexendo no celular aleatoriamente numa situação imprópria. Se adiantaria naquilo, uma vez que Zion não estava ali e não podia fazer o favor de comandar os robôs. Era para isso que Arthemis servia também, afinal. Não iria esperar a permissão de Abel, uma vez que não fazia sentido ele discordar daquilo. E quanto mais rápido recuperassem o tempo perdido naquela, como disse Jack, “rasgação de seda”, melhor.
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    Abel
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Abel em Seg Jun 12, 2017 8:40 pm

    Abel suspirou mais uma vez.

    Não estava surpreso, é claro. Na verdade, conhecia extremamente bem cada um de seus regentes para saber quando e como cada um iria se pronunciar. Era o mínimo, afinal. O pisciano tinha plena consciência de que eram guerreiros plenos, com habilidades inigualáveis e que espelhavam suas personalidades, assim como às Entidades que os abençoavam. Isso, consequentemente, trazia problemas de incompatibilidade, mas que era necessário trabalharem em grupo toda vez para que, de pouco em pouco, aprendessem a lidar uns com os outros. Ainda que isso pudesse gerar problemas incorrigíveis e outros até mesmo letais. Com o próprio tempo de atuação em batalha, Abel aprendeu que a equipe perfeita nem sempre era a mais amigável numa sala de reunião. Mas seu real propósito sempre aparecia em batalha, queiram os envolvidos ou não.

    Assim, o loiro esperou os dez minutos percorrerem mais lentos do que a paciência de alguns conseguia absorver. No meio disso, todos deram suas palavras, alguns com muito mais proatividade do que outros. Ao menos, os que estavam presentes desde o começo. A atuação de Jack não abalou o Líder, permanecendo com o brinquedo que lhe foi dado com um nome pejorativo nas mãos e girando-o tranquilamente entre os dedos, quando o mais baixo finalmente deixou de usá-lo como poltrona; apenas para fazer o mesmo com a nova visita. Mas não sentiu necessidade de pedir perdão à Órion pelo comportamento inadequado do Sagitário, uma vez que o sorriso no rosto da mesma mostrava que ela estava tudo, menos incomodada. Ainda por cima, parecia ter recebido um segundo novo apelido que não fazia a menor ideia da origem. Igualmente ignorado com todo o resto, em meio a expressão suave e inabalada do pisciano mais velho no local.

    Era uma pena que James ainda não tivesse conquistado a confiança de seus companheiros, ou sequer mesmo feito os mais céticos admitirem que ele pelo menos seria útil naquela formação. Abel acompanhara de perto o treinamento das habilidades do rapaz, mas embora fosse o Líder Supremo, não fazia sentido dizer para James ir e provar sua capacidade apenas por essa conquista. Era algo que ele teria outra oportunidade de fazer, também. Não muito distante, inclusive. Entendia a vontade do rapaz de querer ir em uma missão daquele porte pela primeira vez. Mas realmente não tinham mais tempo e sabia que o mais novo faria um bom trabalho protegendo a nave sozinho.

    Ofensas aqui e ali, pois elas faziam parte, no último instante pareceram entrar em um breve consenso, ainda que com discrepâncias breves. Mas bastante próximo do que Abel idealizara em primeira mão, caso tivesse que intervir. — Se mais ninguém tem objeções quanto às sugestões feitas, então James fica e os restantes podem partir imediatamente. — Os procedimentos anteriores e posteriores de qualquer missão eram de conhecimento geral, mas instruções que Nero e Rin poderiam se responsabilizar. O próprio Abel não precisava mais prendê-los ali diante de uma situação que precisavam agir o mais rápido possível.
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    Heike_Walker
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Heike_Walker em Sex Jun 16, 2017 6:55 pm

    Sentir o desgosto vindo do moreno foi algo que o pegou de surpresa, virando o rosto para encará-lo com uma sobrancelha arqueada e um sorriso no rosto. Ainda era divertido para si depois de todo aquele tempo ver como o outro reagia a certas situações, sendo que antes era tão indiferente a tudo. Poder compartilhar aquilo e ver como ele lidava com as coisas agora, mesmo quando negativo assim, era algo que o agradava infinitamente. O assunto foi continuado naturalmente com as ideias do líder, porém Heike não conseguiu evitar o som que escapou a garganta antes de dar uma gargalhada com o comentário de Orion em sua língua. Não podia acreditar que ela tinha ido com a cara de Jack, de todos ali. Ou melhor, na verdade não era surpresa nenhuma, considerando a personalidade da mulher.

    Logo em seguida, porém, um homem que não conhecia entrou no local falando demais como a maioria ali tinha o costume de fazer. Um breve escaneamento com o olho mecânico revelou que ele era o novo regente de Gêmeos, que ainda não tivera o desprazer de conhecer. Bufando pesadamente onde estava, encarou o outro sem interesse ao que pelo menos ele não parecia tão inútil, logo começando a se inteirar no que estava acontecendo através do log.

    Jack por sua vez não conseguia calar a boca por um segundo sequer, e por mais que a atenção do ariano não ficasse fixa por muito tempo na mesma coisa e o sagitariano fosse uma ótima distração tirando uma com a cara de Abel e provavelmente fazendo uma veia estourar na cabeça de Nero por aquele abuso com sua irmã, Heike já estava novamente sem paciência. Harold se manifestou também, se achando a última bolacha do pacote de inteligência e nadando em desprezo gratuito, fazendo uma expressão de desgosto semelhante à do taurino modificar sua expressão. Infernos, não suportava quase ninguém naquele lugar.

    Não sabia se tinha gostado da "solução" do capricorniano, não confiava realmente nele para planejar com antecedência algo que sequer tinha ideia do que seria. Pela primeira vez na vida queria planejar tudo com calma antes de partir para a ação direto, já que a situação parecia delicada, mas Abel deu sua palavra final logo em seguida sem esperar nenhuma resposta.

    Ótimo! — Rosnou estalando os lábios com raiva, levantando-se bruscamente e jogando a própria cadeira longe, em seguida disparando para fora da sala em passos pesados para pegar o resto do próprio equipamento. Que todo mundo se explodisse.
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    taurusnero
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por taurusnero em Sab Jun 24, 2017 10:34 pm

    De tudo o que precisava naquele momento - e eram muitas coisas, dada a situação que vivenciava -, a última de sua lista - e, que, talvez sequer constasse em sua lista - era ter sua irmã se empolgando logo com a presença do sagitariano, e ao ponto de comentar algo, que, bem, realmente poderia viver sem ter que ouvir algo do tipo vindo da mais velha. De verdade. E seu desgosto era tamanho, que sua expressão sequer conseguia acompanhar o nível do mesmo, congelando-se no olhar morto de quem tinha sentimentos demais dentro de si, mas que não possuía mais forças para os expor na face.

    Talvez fosse por tal motivo que, ao notar a chegada do novo integrante dos Sabaoth, não conseguiu fazer mais do que observá-lo - ainda com a expressão morta -, e chegar à conclusão de que para se tornar um regente era necessário possuir um dos dois requisitos: Se vangloriar ou saber reclamar. Para alguns, era até possível notar os dois bem presentes, para outros… Bom, tinha a opção “ser insuportável” também, e, pelo visto, muito bem utilizada pelo sagitariano - assim como foi pelo seu antecessor.

    Fora apenas com um piscar de olhos que lidara com a gritaria, e fora com um tremer suave de uma das pálpebras que recepcionara as ações seguintes do anão de fogo - estava puto, iria chamá-lo assim internamente por alguns vários dias, provavelmente -, onde o mesmo achou bastante educado sentar no colo da pessoa que viera os alertar sobre possíveis situações críticas, e que era sua _irmã_ - até porque estava pouco se importando com o que ele fazia com Abel, fora graças a ele que tinham Jack no time mesmo. Ao menos, sabia que a mulher não se importava. Na realidade, ela deveria estar adorando… Nero suspirou pesado, esfregando o rosto com as mãos de forma lenta e pesarosa.

    E era claro que sua observação interna sobre insuportabilidade não poderia deixar de se mostrar pelo rei da reclamação e mau humor.

    Nero quis rir ao escutar o capricorniano contestar praticamente tudo que havia dito com a delicadeza característica à sua pessoa, porém preferiu apenas recostar-se por completo contra a cadeira e levar o olhar ao teto. De fato, muitas das colocações de Harold eram extremamente válidas, por mais que sua teimosia taurina quisesse desconsiderar tudo que lhe fora dito e enfiar a cabeça do outro homem contra a parede mais próxima. No entanto, por mais que tudo se encaixasse bem para que pudessem partir o mais rápido possível - havia até descoberto que sagitarianos possuíam utilidade, algo incrível se consideradas suas experiências anteriores -, acreditava ser muita inocência dar continuidade a missão com um plano só e sem que todas as precauções fossem devidamente tomadas.

    Harold era um gênio para muitas coisas, precisava reconhecer isso, porém o ambiente para onde iam estava muito além dos conhecimentos alheios, e, o taurino, se bem acreditava em seus instintos, não via aquele ambiente como algo a ser tomado de forma apressada. Aliás, o que garantia que seus métodos de viagem não seriam destruídos pelo que quer que fossem enfrentar? Suspirou, escorregando a mão pelos fios longos, jogando para trás a franja, para que pudesse continuar observando o teto em toda sua magnitude, principalmente após escutar o que Abel tinha a acrescentar.

    Perfeito, e ainda mais perfeito fora ver Heike erguer-se irritado de uma maneira que também se sentia, mas a qual não conseguia externar como seu marido. Apenas assentiu, escorregando os dedos pela mesa, para usá-la de apoio e arrastar a cadeira para trás. - Entendido. Em trinta minutos partiremos, se preparem. - E ignoraria as palavras de Harold para preparar algo além daquilo que naturalmente usava em combate.

    Esperava apenas que não tivessem perdas significativas em batalha.


    Última edição por taurusnero em Sab Jun 24, 2017 11:34 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por oreobiscuit em Sab Jun 24, 2017 11:22 pm

    Apesar de realmente ter se divertido com a criaturinha que havia adentrado a sala de reuniões, os dizeres escaparam de si apenas com o intuito de deixar o irmão transtornado e trazer um pouco de diversão ao seu cunhado. No entanto, fora como uma surpresa mais que agradável que viera a ter o corpo pequeno de Jack sobre seu colo, e algo a que recepcionou com uma risada gostosa, e que se prolongou com os dizeres do guerreiro. - Um avião? - Apesar de nunca ter visto o objeto, conhecia sua função e como o termo era utilizado, mesmo jamais tendo o escutado anteriormente. Se fosse ser sincera, aquilo apenas tornava aquele momento ainda mais divertido, o choque de culturas sempre deixava tudo mais engraçado. - Meus o quê?

    Porém, apesar de perguntar, não esperava resposta, ainda havia uma reunião ocorrendo e era claro que o rapaz tinha sua própria contribuição para dar, mesmo que não entendesse muito do linguajar do mesmo. Voltando ao seu estado de silêncio opcional, onde preferia não se meter em um espaço que não lhe dizia respeito, envolveu o corpo pequeno com os braços, aproveitando aquela presença para adquirir mais calor, e voltou a “observar” os presentes, novamente tendo sua atenção voltada ao homem que não possuía uma aura, e que assumia seu turno, expressando suas opiniões de forma mau humorada - e às quais não deu muita atenção.

    Sua face continuou voltada ao mesmo por todos os instantes que foram utilizados até o findar da reunião, ignorando por completo a saída irritadiça do ariano e a do seu irmão. Tentou, mais uma vez, buscar um vestígio que fosse daquilo que tão naturalmente enxergava, porém, novamente, falhou. Aquilo era estranho demais, e, por mais que não fosse de sua vontade se meter na vida daqueles guerreiros, mal notou quando se erguera - o sagitariano ainda preso em seus braços e sendo carregado como um urso de pelúcia -, e traçara o caminho para aquele que não conseguia enxergar, usando apenas do que havia absorvido de sons característicos do mesmo para se guiar. - Se importa se eu te narrar um mapa do ambiente para onde iremos? Imagino que auxilie na hora de montar sua estratégia.

    Iria esperar estarem a sós para poder questioná-lo. Não queria assustar a pessoa de energias destoantes antes da hora.
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    Kase Y.

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Kase Y. em Dom Jun 25, 2017 6:51 pm

    No começo, teve que dividir muito sua atenção. Olhando para os outros do local e processando suas falas, depois voltando a ler o log em uma voz baixa. Nunca teve o hábito de ler em silêncio, sempre tentando preencher os cômodos vazios com seus pensamentos. Agora, uma sala fechada com este número de pessoas?  — Como é possível falarem mais que o regente de gêmeos — balbuciou para si, talvez em um tom mais alto do que o planejado já que os mais próximos de si na mesa ouviram. Enfim, duvidou que tinham se importado. A atenção do grupo estava voltada em exibição de opiniões.

    Honestamente, se tivesse mais experiência no assunto também estaria fazendo isso. Era bom na área.

    Logo, atualizado com o log e com as conversas, ficou em um humor melhor. A missão era preocupante, claro; assim como a reunião, um caos. Porém o fato de tantos duvidarem do regente de peixes, alguns até em voz alta, o fez rir. Uma risada muda, enquanto seus ombros sacudiam levemente. Coitado. Gostava um pouco mais desse lugar.

    Por fim, não tinha objeções com o que o albino tinha pensado. — Claro, precisaremos de múltiplos planos, mas isso não é uma novidade para os gênios aqui presentes. — Deu um grande sorriso falso, não tentando esconder o tom irônico. Então apoiou o cotovelo na mesa e deixou seu rosto pender pro lado, descansando em cima de sua mão levantada. — Reunião encerrada ou vamos recomeçar esse ciclo?  — Considerou a última frase do taurino como sua resposta, levantando de seu lugar.

    A caralhada de gente que vai e o único que fica é o que todos acham que é o trouxa. — Começou a andar em direção a porta. — E o showzinho dos médicos? Pensei que até teria um strip-tease. — Já estava no corredor, mentalmente cancelando as outras tarefas do dia enquanto ia para o seu quarto. Precisaria de um traje parecido com o seu antigo de caça, além de sua amada arma. Na verdade, deveria agradecer qualquer chance de usar as lâminas de Pollux.
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    Rin Damien
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Rin Damien em Ter Jul 04, 2017 7:24 pm

    Nunca entendia meia palavra do que Jack proferia, e como todas as falas e ações do sagitariano levavam a cansaço mental só por estar no mesmo cômodo, apenas tentou tirar algo de útil do que era proferido. Sem sucesso. Harold, depois, com toda a simpatia característica do mesmo, apontou erros e alternativas ao plano. Não confiava em absolutamente nada que o Sagitário não deixaria eles morrendo de fome, ou que conseguiria tirar provisões para todos da jaqueta, mas não questionou que poderia ser útil, se funcionasse. Quando o Líder Supremo se pronunciou após o que pareceram séculos de especulação, concordou com a cabeça. Nem a cadeira jogada longe, nem a expressão de que queria ser enterrado vivo na face de Nero eram incomuns. Tudo poderia ter saído muito pior, e ao menos, chegaram a um consenso e uma solução útil para o que fariam.

    Não tinham tanto tempo a perder com preparações. Pegar a arma e a roupa de batalha eram as partes fáceis, e viriam por último. Não precisou dirigir-se à outra sala para começar a revisar alguns procedimentos, ligando a tela holográfica que tinha na frente de cada assento. Após entrar com uma senha do sistema, pôde arquivar uma nova missão, que seria mandada para o comunicador de todos e para seus superiores, com os objetivos da mesma. No caso, se resumiam em ver o que estava acontecendo em uma terra conhecida apenas por relatórios, ainda que tivessem dois nativos acompanhando; e identificar a origem de uma energia maligna, o que ela causava, e por fim, neutralizá-la. Mandou inicializarem a instalação de um portal para lá, e pediu para que Nero a supervisionasse. Quando estivesse pronto, mandariam os robôs para a verificação e partiriam não muito depois.

    ... Pediu também para programarem alguns robôs com a função de levarem suprimentos pelo portal para eles, em caso de emergência. Não custava nada.

    Acabando aquela parte, saiu do sistema e desligou a tela, levantando-se em uma sala praticamente vazia. Os que não tinham respondido o chamado da reunião provavelmente não iriam, mas havia vantagem em ter segurança a mais na nave. Revisaria o armamento e possíveis defesas disponíveis com cuidado antes de se aprontar. E, mesmo com toda a metodologia do mundo, conseguiria estar lá no horário exato que combinaram, se não, um pouco antes.
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    Katsaros Aya

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Katsaros Aya em Sex Jul 07, 2017 11:04 pm

    Ainda que tivesse passado um longo tempo afastado de suas atividades como regente, o libriano pôde perceber que muito pouco (ou quase nada) havia mudado na dinâmica de interações entre os presentes; ainda pairava uma boa dose de dissonância e desconfiança no ar. Este fato o deixava bastante preocupado dado o teor daquela reunião, estavam ali para pensar em soluções coerentes para um problema grave, porém tudo o que podia observar era um show de horrores regado a brigas de ego e julgamentos mudos; não iriam chegar a lugar nenhum daquela forma.

    A demora para chegarem a um lugar comum na discussão fez com que a mente de Aya fosse vagando para suas próprias preocupações, especialmente no que dizia respeito à Orion, mesmo que não estivesse olhando para ela, o mestiço podia sentir o escrutínio da morena sobre si e isso estava o deixando terrivelmente desconfortável. O estado contemplativo foi brutalmente interrompido com a presença “exuberante” de Jack, geralmente o Sabaoth até achava graça das bizarrices do sagitariano, mas desta vez, o felino só conseguiu arregalar os olhos e ser tomado por uma profunda vergonha alheia. “Eu devo ter dormido e estou num pesadelo, não é possível.... O cara estava no COLO DO ABEL e agora NO COLO DA MOÇA QUE MAL CHEGOU AQUI” –manteve o pensamento para si enquanto massageava as têmporas, desaprovando completamente a falta de noção do colega.

    Não era só o ambiente que estava conturbado, o mago do ar mal podia organizar os fatos em sua mente devido a rápida progressão dos mesmos, em algum lugar do seu cérebro ainda processava o flerte breve do leonino e como ele havia sido rude ignorando o ocorrido; Aya esperava que Klaus relevasse o momento pois ele teria de convir que a reunião havia se transformado em um episódio de “A praça é Nossa”.

    Com um suspiro, descansou o queixo nas mãos cruzadas em cima da mesa e pensou em se manifestar quando mais uma novidade surgiu na sala: o regente de gêmeos, o qual chegou mais perdido do que o senso de ridículo do Jack. “Olha mas isso daqui tá um cabaré de cego mesmo.” –resmungou por entre as mãos desistindo de dar sua opinião.

    Preferiu observar sem expressão alguma o desenrolar daquela bagunça apenas aceitando o que estava sendo proposto apesar de estar desgostoso com a falta de planejamento da missão. Após o rompante protagonizado por Heike, o libriano discretamente empurrou a cadeira para trás assumindo sua forma felina, saindo silenciosamente do local afim de ter um pouco mais de tempo para por a cabeça no lugar e iniciar os preparativos pessoais.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Lavi Strauss em Ter Jul 11, 2017 11:42 pm

    O escorpiano sentia que deveria dizer a James que ele deveria se impor mais e não apenas aceitar as coisas, se continuasse assim, provavelmente não iria durar muito tempo ali tendo em vista as pessoas com quem estaria começando a convier, não removendo o próprio dessas pessoas.
    Continuou a observar e absorver as coisas que os demais regentes falavam, Heike com certeza sabia o que falava no momento, o escorpiano tinha que concordar, entendia agora porque ele já fora Lider dos Sabaoth um dia. Nero deu continuidade ao que o Ariano dizia basicamente dizendo o óbvio. E Lavi finalmente estava vendo o Geminiano pessoalmente, Kase era mais bonito pessoalmente que pelas fotos dos registros médicos, além do mesmo parecer ter um certo humor, resumindo, ele era interessante.
    Lavi poderia discutir com Rin sobre como ir na missão seria melhor para o amadurecimento do Pisciano do que ficar na Nave onde ele já conhecia as cosias e continuaria na mesma. Ação as vezes é o que faz as pessoas melhorarem. Mas esse não era o momento para isso.
    Não podia negar que tentava entender o que Jack dizia, sim tentava, não conseguia compreender tudo claramente, mas ainda assim via certo, senão muito, sentido nas coisas conexas que o sagitariano dizia. Será que tinha algum curso para falar Jack? Pois precisaria fazer, Kleberson deveria ser Kain? Lavi segurou uma gargalhada para isso.
    Claramente Harold abriu sua boca para destilar presunção, sobre o que Nero falara antes, não que ele deixasse de ter razão. Harold era realmente inteligente e capaz e não deu um ponto sem nó no que dissera. Realmente sentia que não precisava falar nada, as decisões estavam tomadas e o melhor que poderia fazer agora era preparar-se ao invés de falar qualquer coisa inútil para atrasarem ainda mais a missão.
    Ademais o escorpiano gostava da ideia de seguir para onde deveriam ir e criar estratégias conforme necessário, tentar preparar tudo antecipadamente as vezes tornava as coisas piores, as vezes elas davam errado e as pessoas já se desesperavam. As vezes em uma batalha real o melhor é criar estratégias instantâneas e maleáveis para adaptar-se a todas situações, e o escorpiano conseguiria fazer isso e pelo visto Harold conseguiria fazer isso também, não duvidava que muitos ali fossem capazes de fazer isso e adaptar-se a situações, mas nunca se sabe quando alguém precisa tomar a frente.  O regente de gêmeos verbalizou de certa forma seus pensamentos, parte deles ao menos.
    Ao ouvir a última frase de Kase, Lavi não se conteve, andou a passos largos e ultrapassou o moreno, em seguida parou na frente dele arrancou a própria camisa deu uma piscadela para o detetive jogou a camisa na face alheia e em seguida focou-se a ir para a Nave d’água, pois tinha que fazer seus preparativos, precisava separar armas e alguns suprimentos que sempre levava para batalhas.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Harold Wilhelm em Qua Jul 19, 2017 9:57 pm

    Finalmente aquela palhaçada acabava de uma vez.

    Indiferente às reações diversas sobre o término da missão, Harold deu 1% de sua atenção ao mais novo infeliz naquele grupo de indigentes, que entrara atrasado querendo ter alguma moral – como todos os que chegaram depois do horário. Mas ela foi dada com um olhar de soslaio de profundo desprezo e só. Nada fora do normal.

    Voltando às próprias ideias, levantou-se da cadeira ainda manipulando os comandos do holograma sobre sua mão, acionando informações necessárias para que montasse uma estratégia prévia, uma formação de combate adequada ao terreno e ao que fosse mais preciso. Não faria nada detalhado, pois ao contrário do que a maioria achava, quanto mais detalhes desse a um plano que se tratava de uma situação vaga, mais chances ele tinha de falhar. Usaria o básico para que chegassem no local preparados para qualquer ataque surpresa. Independente do que a situação apresentasse, a partir das próprias análises lá, faria alterações no que fosse preciso em sua estratégia sem comprometer nada, ou ninguém. Simples.

    Se os robôs conseguissem instalar as máquinas de teleporte, seria o suficiente para que soubesse que o ambiente não estava tão hostil quanto poderia – ainda. Se fossem destruídas, precisariam viajar tradicionalmente, mas o tempo seria uma vantagem para que montasse uma postura de combate muito mais atenta a agressividades inesperadas. Ren não estava mais entre eles. Era ótimo saber que ninguém desmaiaria na hora H. Por mais que não gostasse de nenhum deles ali, sabia que no máximo, um ou dois poderiam morrer por qualquer incompetência individual, já que alguns simplesmente não conseguiam pensar antes de agir. Num geral, todos sabiam se virar. Treinaram feito cornos pra isso, então era o mínimo que se esperava.

    Iria para o próprio quarto vestir o traje de combate, quando percebeu Órion se aproximar. Com Jack nos braços, igual uma criança carregando um gato. Quê. — Aceito. Mas eu tenho acesso via satélite ao mapa do terreno da sua tribo. — E também à localização dos robôs via GPS. Mas ela provavelmente não sabia o que era um satélite. Ou GPS. Mas ela sabia de algo bem mais útil, no momento. — Ao invés disso, você disse que sentiu a energia, mas a tal Pwairu não te deixou ir lá averiguar. Mas se sentiu, sabe dizer a direção de onde vem, certo? — Não sabia a forma que a energia que Órion sentiu havia tomado. Se eram monstros, animais loucos, gás tóxico, distorção do espaço-tempo, qualquer merda incoerente dessas. Portanto, acionou as câmeras nos robôs enviados ao lugar, podendo acompanhar pelo olho mecânico o ambiente que os mesmos presenciavam, enquanto um scanner da geografia do local era mostrado no holograma em sua mão.

    Não perdera a atenção da mulher enquanto fazia isso. Ela era cega, então seria completamente inútil mostrar o mapa holográfico do terreno e manda-la apontar a direção de onde a energia veio. Imaginava que a forma de localização utilizada pela mais alta, fosse por sentidos humanos e mesmo que tivesse algo mais, algo virtual não deveria estar incluso entre as coisas que ela conseguia “ver”. — Descreva se há algum ponto de referência onde a energia se concentra com mais intensidade no local, ou onde você suspeita que ela se originou. Uma caverna, um rio, qualquer coisa assim. — Se sim, procuraria no mapa e utilizaria como ponto principal e foco da missão; pois logicamente, era a fonte do problema e também, de informações. Se ela não soubesse, seria algo a se precisar dela lá, então. Mas essa parte poderia vir depois, quando chegassem no local.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por James Beckham em Dom Jul 23, 2017 5:19 pm

    Não poderia ir.

    De acordo com os outros, queria falar mais, mas não poderia discutir se Abel confirmava as sugestões. Olhando para a mesa por algum tempo, sentia frustração acompanhar o restante das sensações negativas que passavam por si, mas... Estava tudo bem. Mesmo podendo jurar que se esforçaria para aprender os planos, tinha mesmo capacidade para ir para uma missão daquelas? Ou para proteger a nave? Tinha que ter. Só tinha.

    Desligara-se da fala dos outros por vários minutos. Era completamente incomum, ter que refletir sobre assuntos tão sérios. Mas tinha que começar a... Fazer algo. De algum lugar. Nem sabia achar o caminho pra nave em que dormia direito, indo dali. Tinha que achar um jeito de confiar em si mesmo, pros outros confiarem em si? Ou era o contrário? E realmente queria aquela aceitação, se não falava direito com eles...?

    Assustou-se com que, ao que olhava para cima, viu o companheiro de nave jogando a camisa na pessoa que nunca vira na vida. Ué. Já tinha acabado a reunião? E aquela sala tinha virado outra coisa? Levantou-se para seguir o rosto conhecido, já que ele normalmente voltava para a Nave da Água. De lá, tentaria pensar mais. Quem sabe quando voltassem, tentasse pegar missões menores pra ver como se saía. Alguém tinha falado que elas existiam, alguma hora. Não se lembrava exatamente quem, contudo.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por oreobiscuit em Dom Ago 06, 2017 7:53 am

    Apesar de ainda não conseguir enxergar o homem que tinha à sua frente, o pouco que absorvera das interações dele durante a reunião fez com que a mulher não se surpreendesse com a resposta que recebera. Alguém que afirmava ter tudo sob controle, ainda mais em meio a guerreiros possuidores de forças diversas e incríveis, não poderia deixar de cumprir com a própria palavra tão prontamente quanto percebia. Sendo assim, permitiu-se apenas menear a cabeça em um sinal de compreensão - afinal, por mais que nunca houvesse acessado, ou sequer visto, a tecnologia citada pelo guerreiro, compreendera o mais importante, que era o fato dele possuir acesso ao mapa da região em que sua tribo se encontrava -, aguardando as perguntas que provavelmente viriam.

    Mais uma vez assentira com um movimento da cabeça, dessa vez à pergunta direcionada a si, e a qual respondeu num tom frio, típico de alguém que tratava de negócios. Era óbvio que, ao contrário da pessoa que ainda mantinha em seus braços - ele não iria tentar se desvencilhar? Aquilo era engraçado -, o homem regido pela constelação de capricórnio não seria considerado alguém com quem gostaria de agir de maneira além do formal. - Claro. Como você sabe a localização da minha tribo, busque a montanha mais alta perto dela. A energia vem do encontro dela com a montanha logo à sua direita. Ao menos, esse é o ponto em que está mais concentrada. Há uma outra tribo nesse local, mas não costumamos passar pela região graças a um histórico de inimizades, então não sabemos como, ou onde exatamente essa energia se iniciou. Há uma distância considerável entre as duas tribos, como pode notar, então a energia já passou do nível de excessiva para algo além. Somente nesse ponto consegui a sentir propriamente, e ela está absurdamente forte mesmo a essa distância. Recomendo que prossigam com o máximo de cautela possível.

    A mais alta, mais uma vez, tentou buscar qualquer sinal de aura vindo daquele corpo, algum sinal além do natural, para se perceber realmente falando com alguém. Mais uma vez, nada foi capturado por sua “visão”. - Realmente não consigo te enxergar… - Murmurou mais para si do que para o outro homem, antes de ajeitar a postura e continuar seu relatório - o rapaz em seus braços sendo movido para uma posição mais confortável. - Existem as ameaças naturais também. Não sei se é possível as ver por suas tecnologias, mas há uma série de animais e vegetações que não se comportam como deveriam. Conseguimos proteger a tribo com uma série de medidas preventivas, mas esses seres são livres fora do perímetro de Oghla. Por sinal, vocês não deverão ir para Oghla. Precisamos manter o ambiente fechado, fora de perigo, e a presença de vocês no local pode causar transtornos. Nem antes e nem depois de entrarem em contato com a energia. Posso ajudar com mais alguma informação?
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por taurusnero em Dom Ago 06, 2017 9:04 am

    Nero encontrou Heike no meio do caminho para o quarto que ambos dividiam, e tentou passar um mínimo de conforto para o marido ao espalmar a mão em um toque firme em suas costas, na região da cintura, e um sorriso mínimo. Acompanhou-o assim até chegar ao destino de ambos, onde rapidamente vestiu a própria armadura, recolheu a sua arma - prendendo a haste do novo machado em um local específico do uniforme em suas costas -, e uma bolsa onde colocara o pouco que possuía de provisões em seu quarto. Enquanto prendia outras pequenas armas brancas em sua vestimenta, supervisionava a instalação do portal, coordenando-a para que fosse feita em um ponto cego, e relativamente distante do foco de energia.

    Por mais que compreendesse a necessidade de agirem o mais rápido possível, não achava interessante darem de cara com o ambiente onde a situação ocorria de primeira, principalmente considerando que estavam lidando com uma energia provinda de fonte desconhecida, sequer sabiam se lidariam com inimigos físicos realmente. As experiências de todos ali deixavam claro como energias negativas podiam causar transtornos irreparáveis e imprevisíveis, e nada custava um pouco de precaução - ao menos o mínimo, considerando o quão rápidas as decisões haviam sido tomadas, para o desagrado de seu lado que preza pela segurança acima de tudo.

    No entanto, não havia muito o que podia fazer além de improvisar um pouco. Deixou Heike terminar o que fazia, anunciando que iria tentar juntar mais algumas coisas, o que pudesse colocar na bolsa antes de partir para o local de encontro. Seus cabelos foram presos em uma única trança enquanto caminhava, os passos o levando para a cozinha, de onde tirou uma quantidade considerável de garrafas de água e enlatados. E, após gastar um breve momento, entrou em contato com Lavi e Rin, requisitando que, caso eles possuíssem alguma caixa de primeiros socorros, a levassem para o local de encontro.

    Com um suspiro pesado, recebeu a notícia que os portais estavam devidamente instalados, seus passos o guiando para o que se encontrava na nave. Chegara cedo o suficiente, ainda faltando cinco minutos para o horário marcado, e aguardou, encostado à parede, por notícias dos outros Sabaoth.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Kase Y. em Ter Ago 08, 2017 5:25 pm

    Claro que tinha sido parado momentaneamente por outro regente. E esse ainda teve a coragem de seguir sua brincadeira de striptease ao pé da letra. Estava quase em seu quarto, encarando a camisa em suas mãos. — Bando de gente louca. — Disse em um tom incomodado, não condizente com sua expressão de alguém prestes a rir a qualquer instante. Abriu a porta de seu quarto e jogou a camisa do escorpiano de lado, na entrada. Se preocuparia com homens topless depois. Até porque, ele não tinha sido o único problemático naquela sala.

    O albino. Ele lhe era familiar.

    Vestiu suas roupas de batalha – leves, focadas mais na agilidade ao fator defensivo. As botas tinham uma sola macia o suficiente para não pesar seus movimentos, e sua munição ficava bem distribuída na grande quantidade de bolsos que existiam na calça. Por fim, levantou, olhando para a arma que repousava sobre um gancho na parede. — Desculpa por você não estar vendo muita ação ultimamente, eu prometo mudar isso dessa vez. — Deu um beijo na lâmina de uma das foices de sua kusarigama. Após, afastou a cabeça e a encarou por alguns segundos. — Qual foi a última vez que eu limpei essa…? Bem, não importa. — Sorriu como uma criança, encaixando cada foice de Pollux em um lado de seus quadris. Tinha um carinho demais por estes objetos. Kase certamente gostaria de que os outros regentes não descobrissem esse lado.

    Saiu de seu quarto, um pouco embaraçado com a possibilidade de tal coisa acontecendo. Sacudiu a cabeça, jogando os pensamentos para fora, só para lembrar da dor de cabeça que o incomodava antes da reunião. — Merda. — Resmungou, já perto dos portais para a missão. Assumiu uma expressão levemente irritada. Não aguentaria gritos a partir daquele momento.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Rin Damien em Qui Ago 17, 2017 8:44 pm

    Não planejava demorar mais que o necessário, mas tomou o tempo que deveria para revisar os armamentos, e analisar se não havia qualquer outra possibilidade defensiva para caso algo desse errado. Os robôs com suprimentos seriam aliados, mas também já comunicara para possíveis reforços ficassem atentos, sem sair em missões menores. Os Sabaoth do escalão mais alto, mas prepotência demais para achar que não precisariam poderia ser fatal. Também contatou o departamento tecnológico, vendo se poderiam ter recursos úteis para caso de emergência, e falando para deixarem alguns à mão – incluindo armas de diversas potências – na sala de transporte.

    Após tudo dito e feito, faltou apenas ir para a nave designada à terra, onde seguiu para o próprio quarto para botar a roupa de batalha. Sempre fora bem mais leve do que parecia, embora fosse feita para proteger de dano físico moderado. Com a espada-tesoura nas costas, já estava na metade do caminho para fora da nave quando recebeu a mensagem de Nero. Foi mais fácil voltar e resgatar algumas caixas de primeiros socorros dos próprios aposentos do que ir ao hospital. Tinha várias lá, mas também possuía aquelas por precaução. A quantidade de coisas que podia – e dava – errado naquela nave ou nas proximidades fizera aquela ser uma medida necessária. Ou quase, já que tinha o poder de cura; mas aquilo não resolvia tudo na vida. Se preocupar demais, naquele caso, nunca era ruim.

    Com aquele atraso, em vez de chegar um pouco adiantado no local combinado, acabou exatamente na hora. Cumprimentou o taurino e o geminiano com um aceno de cabeça, sabendo muito bem que não sairiam no horário exato. Deixou os primeiros socorros com cuidado junto às outras provisões, pensativo. Não era conveniente levarem aquilo na mão. Refletia entre a possibilidade de deixar algumas coisas em compartimentos da roupa, ou o quão pior seria pedir para que Jack botasse um daqueles no casaco. Realmente não queria confiar nada a ele, mas quanto mais precauções, melhor. Especialmente já que podiam deixar outras a postos, ali.  
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Harold Wilhelm em Sex Ago 25, 2017 7:42 pm

    O nível de decepção e descontentamento que já ficava abaixo do aceitável em seu cotidiano, havia aumentado drasticamente com a reunião que tiveram há poucos minutos. Porém, ter alguém que fornecesse informações de forma direta e precisa, deixava o humor do capricorniano um pouco menos pior. Ainda que não fizesse diferença alguma no semblante constantemente ou apático, ou ranzinza. No momento, apático.

    Não, já está bom assim. — Ignorou o comentário que a escutou fazer, já que não fazia parte do que precisava para pensar no problema presente. Mas uma parte de seu cérebro se lembrou vagamente de ouvir algo parecido vindo... Do Peixes. Só que de uma forma mais imbecil. Talvez tivesse uma correlação, ou não. Tanto fazia. — Vou me trocar. Você pode ir para o salão dos portais. Pergunte ao sistema da nave a direção, é só seguir as instruções dela. — Desceu o olhar ao Jack que ela segurava ainda, realizando que não poderia contar com ele para indicar nada para ninguém. Era mais fácil ele falar trinta e duas cantadas com gírias indecifráveis, jogar um sutiã colorido em Órion e se teleportar pra outro lugar. Arthemis seria mais útil nisso.

    Não levou nem metade do tempo que precisava para vestir o traje de batalha, ajustar o necessário e verificar o funcionamento dos mecanismos no próprio corpo. Já sabia que eles estavam em perfeitas condições, mas checar pela trigésima vez não fazia diferença depois de vinte e nove vezes. E como a mente de Harold era condicionada a fazer infinitas coisas ao mesmo tempo sem perder o foco do principal, já havia um plano estratégico inicial formado, assim que saíra de seus aposentos, revisando o mapa e as marcações que fizera pelo caminho até os portais. Adiantando-se, como o previsto, encontrou Nero e Kase já em seus postos. Rin chegara logo depois. Não precisava de mais de dois ou três minutos para comunicar o que precisasse aos líderes. Se o Gêmeos quisesse intervir, não se importava, desde que ele mostrasse que sabia falar utilidades; ao contrário de seu oposto complementar, em 97,9% do tempo.

    Nero, Rin. — A intimação foi apenas para os mesmos, já que a aprovação deveria vir deles inicialmente. — Órion me deu algumas informações sobre o estado do local e fiz minhas próprias análises. Como não temos tempo, irei direto ao ponto. — Ainda que não soubesse falar de outra forma. — Eu vou abrir espaço pra que vocês façam reconhecimento do local, sem alterar as condições da missão. Creio que duas escoltas sejam suficientes e nossa formação funciona melhor que qualquer outra aqui. Nós três passaremos pelos portais primeiro. Independente do que aconteça, eu preciso de dois segundos de proteção, apenas. Por aproximadamente uma hora, eu vou parar o tempo do lugar, num raio de dez quilômetros a partir de mim. Vocês terão liberdade de analisar o terreno e convocar o restante dos guerreiros, sem muitos riscos de ataques surpresa ou pioras nas condições do objetivo.

    Ao contrário do que havia dito na reunião, as palavras saíam sem acidez, ainda que fosse com o mesmo tom imperativo que não mudava em ocasião alguma. Harold não gostava de gracinhas quando precisava ser entendido de primeira. Os dois ali sabiam bem disso. — Porém, há uma pequena desvantagem, ainda que possa ser aproveitada. Se o foco da energia no lugar for mesmo originária da de Kain, então qualquer coisa com a influência de Serpentário, ou de Lilith, não será paralisada. Mas estaremos consideravelmente distantes de uma possível zona de risco. A estratégia é para conseguirmos condições de recuar, detectar possíveis alvos e saber como nos preparar, ao invés de nos preparamos cegamente. Então, detectaremos o problema primeiro, com nossos próprios olhos. Após uma hora, eu cessarei a pausa temporal para que eu continue em condições de combate e nos reorganizaremos de acordo. Alguma objeção de vocês?

    Por mais que fosse arrogante, ignorante, prepotente e muitas outras coisas boas, Harold ainda tinha um mínimo de discernimento que o fazia obedecer a hierarquia na qual era submetido. Os dois à sua frente tinham a palavra final em qualquer decisão que fosse, por mais burra que pudesse ser. O estrategista era ele, mas isso não o dava direito de tomar a frente. E como seu humor estava 1% melhor do que quando na reunião, esperou pacientemente, com a mesma expressão taciturna, os guerreiros restantes de seu elemento avaliarem a proposta. Foda-se o Kase.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Lavi Strauss em Qui Ago 31, 2017 6:51 pm

    Diminuiu um pouco o ritmo de seus passos ao perceber que James estava próximo a si. Iria dar algum conselho ou outro para o garoto, não que ele fosse lhe ouvir ou lembrar de algo que falasse, mas a sua intenção era das melhores. 

    - Você não deve se importar com o que disseram. Você tem sua utilidade sim, você tem capacidade, ou você não estaria na posição em que está. É só uma questão de tempo até adaptar-se e, talvez, prestar mais atenção nas coisas e se desligar menos. Um habito. Quando retornar dessa missão podemos sair para realizar alguma juntos caso queira, se não veja com a Arthemis as possíveis missões que pode fazer, ela saberá lhe indicar as melhores.

    Não sabia quanto tempo tinha gasto para dar esses conselhos para o Pisciano, então assim que acabou de falar, sem esperar ele responder, partiu com certa pressa para o próprio quarto. Colocou sua armadura, embainhou suas duas espadas nos quadris e escondeu mais algumas facas pelo corpo. Em uma bolsa um tanto quanto grande colocou alguns suprimentos médicos que com certeza utilizariam junto com seu kit de emergências para o campo de batalha, colocou mais algumas coisas que sabia que seriam uteis. A bolsa grande dificultava um pouco a movimentação e era pesada, mas o que tinha ali não deveria ser deixado para trás, além disso não confiava em Jack o suficiente pra ele levar tudo que precisassem.

    A passos mais rápidos que o usual, Lavi chegou ao ponto de partida, culpou-se um pouco, odiava chegar atrasado e a maioria das pessoas já estavam ali.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Jack Kalon em Dom Set 03, 2017 12:12 pm

    Leque de plumas. OK. Óculos espelhados amerelo-ouro-ostentação-do-norte. OK. Satanás mágico. OK. Toalhas. OK. Chicletes de café. OK. Sunga laranja da sorte. OK. Cartão de crédito american express?

    Ué.

    Não sabia porque tinha isso, mas levaria de qualquer jeito. Nunca se sabe. Cartões são tão úteis quanto toalhas.

    A medida que ditava os nomes dos objetos em voz alta, o latino fazia com que o mesmo desaparecesse dentro do colete negro firmemente atado ao restante de seu uniforme de batalha. As luvas, as botas, os fones de ouvido. Tudo estava nos trinques. No momento em que um click vindo da circunferência em seu peito foi ouvido, o raio desenhado dentro piscou três vezes num vermelho atordoante e linhas de mesma cor começaram a se espalhar por todo negrume da roupa, como se uma mão invisível traçasse um mapa no corpo do petiz.

    Jack 'tá na área!

    Estava feito. O Sagitário estava lindo, gostoso, brilhando e nem mesmo levara muito tempo para chegar num ponto tão fabuloso desses. A maior parte do tempo que deveria ser usado para se preparar coisas que os outros regentes pareciam achar utilíssimas, Jack consumiu num dilema agonizante baseado na hipótese de continuar esmagado nos peitos daquele mulherão da porra que era a irmã de Optimus. Repensara muitas vezes se precisava mesmo se ausentar daquele conforto  devido à uma meia dúzia de regras pré-dispostas quando "aceitou" ser regente. Jack lembrava-se de ter se esparramado ainda mais entre os braços de Órion enquanto pensava nos prós e contras. Ao que tinha entendido, o pé no saco que apelidara carinhosamente de Klebberson estava fazendo um helicóptero de pó – como sempre, pelo visto – na área dos Optimus e a coisa estava feia já que trouxe o mulherão da porra até ali só para bater o fio da procedência toda. Os regentes, por sua vez, estavam tão localizados quanto cego em tiroteio, mas teriam que ir por ordens de Lombardi. Era apenas questão de tempo para que vestissem suas fantasias e se juntassem para meter o pé. Sendo um regente, o esperado era que se juntasse aos outros. Era como no pôquer. Jack calculou o tempo que cada Às levaria para voltar à mesa. Provavelmente Harold tiraria alguma carta da manga e se portaria aos valetes – Rin e Nero – sobre algum movimento que lhes concederia um royal straight flush . Após a rápida análise, Jack deixou uma gargalhada histérica se fazer presente e se teleportou dos braços da mulher para a mesa, onde se ajoelhou numa atitude digna de artista de cinema em cenas sentimentais. A mão esquerda foi para a testa ao que a destra puxava uma rosa negra de dentro do colete e jogava em Órion dizendo meia dúzia de cantadas bem feitinhas pra caralho, antes de sumir jogando uma sunga negra estampada com flores roxas.

    Não havia sido uma má ideia se tornar regente. Arquitetar planos de fuga de cadeias de segurança máxima protegidas por tecnologias de ponta não era nem 10% tão divertido quanto presenciar aquele tipo de caos de camarote. Estava mesmo precisando de umas férias.

    A última parte de seu uniforme de batalha não era parte do uniforme, na verdade. Uma lâmina preta de cabo da mesma cor tomava a forma aparente de um facão, que enfiou em suas botas para que se camuflassem na roupa. Aparente. Aquela era uma arma que havia roubado de um parente seu antes de sumir no mundo. Não lembrava quem exatamente, mas pouco fazia questão de tal. O importante era o botão quase imperceptível pouco acima da bainha. Quando pressionado, o facão rapidamente se abria em pequenas engrenagens, desintegrando a forma de facão e se reinventando em forma de um riffle. Havia descoberto em seu Candy Njnja XD que poderia calibrar a mira do riffle com suas luvas e, assim, causar maior estrago do que originalmente foi arquitetado para fazer. Jack estava louco para testar isso no meio da guerra mundial Z que estavam sendo enviados. O fato de se transformar numa arma de fogo não significava, porém, que a lâmina não fosse capaz de causar algum estrago em forma de facão. E essa, meus amigos, era a tecnologia Kalon para vocês. Não são nenhum Jack, mas são úteis.

    Após uma parada para coletar – e comer – boa parte dos mantimentos selecionados por Arthemis como sendo os melhores para se ingerir em situações de perigo extremo e emergência, o Sagitário se teleportou para a sala de reuniões – agora já sabia onde ficava, poderia se dar ao luxo. Assim que aterrisou no cômodo deu de cara com a tia do café e... Uma bunda. Não reconhecia aquele bunda de suas explosões pela nave, mas após uma checada de lei realizou que era a bunda do gringo novo e sorriu maroto, acenando positivamente com a cabeça. Era o gringo gostosinho. Bom, não parecia de se jogar fora, então Jack se aprumou e passou pelo outro dando uma boa apalpada em sua bunda.

    GOS-TO-SI-NHA! – Explodiu num tom tão alto quanto um carro de som de proporção nacional, as gargalhadas se fazendo presente segundos após se teleportar para o lado da tia do café. Cerca de cinco passos de onde estava antes. Captou o bonde da conversa andando, então apenas soltou: – Concordo. Se a gente organizar direitinho todo mundo transa.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Heike_Walker em Seg Set 04, 2017 12:33 pm

    Estava praticamente espumando pela boca quando sentiu a presença de Nero se aproximar e então a mão grande tocar em suas costas num gesto reconfortante e carinhoso. Diante da presença alheia e da certeza que o que sentia era compartilhado ao menos por ele, a raiva que sentia se dissipou rapidamente, fazendo-o respirar pesado e oferecer um olhar mais suave ao companheiro antes de continuarem para o quarto que dividiam. Ainda estava frustrado com a situação, é claro, mas de nada adiantaria ficar remoendo aquilo uma vez que já estava decidido. O que deveria fazer agora era se preparar para lidar com o que quer que fosse.

    E assim o fez quando finalmente chegaram ao cômodo, rapidamente vestindo a própria armadura e conferindo duas vezes todas as funções que o auxiliariam e melhorariam ainda mais seu desempenho em batalha. Assim como o moreno, prendeu o cabelo, mas num rabo de cavalo alto, e não demorou nada para que estivesse pronto.

    Nero, porém, logo partiu para resolver mais coisas, e Heike tratou de resolver outros assuntos também. Primeiro entrou em contato com a central militar da qual ainda era responsável, anunciando sua ausência nas próximas obrigações e delegando algumas tarefas para cada um dos oficiais superiores entre os regentes subordinados à sua constelação que compunham o exército de Atlas, deixando clara a necessidade de uma melhor atenção na segurança até que voltasse. Não entrou em detalhes sobre a missão, é claro, mas a maioria dos regentes principais sairia de uma vez, e ainda não tiveram contato com aqueles que não compareceram a reunião, então a segurança da nave deveria ser prioridade enquanto estavam fora por tempo indeterminado. O ariano era extremamente rígido e exigente com seus subordinados, talvez por isso pudesse dizer que confiava mais neles até do que confiava em alguns dos 12 regentes principais.

    Feito isso, em seguida entrou em contato com a cuidadora de Hima, passando algumas instruções a ela para tomar conta do garoto enquanto ele e Nero estivessem em missão. Assim, gravou um vídeo para a criança, se despedindo brevemente e mandando ele se comportar.

    Mesmo sendo rápido em tudo, quando finalmente saiu do quarto para se juntar aos outros, acabou sendo o último a chegar, então apenas se colocou ao lado do taurino e cruzou os braços com a expressão costumeira de irritação e impaciência, esperando o que viria a seguir.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por taurusnero em Qui Set 14, 2017 4:36 pm

    Pelo pouco tempo antes de ser abordado por Harold, Nero se manteve pensativo, analisando a situação em que estavam com a expressão muito mais fechada do que lhe era natural. Para quem o conhecia melhor, ou possuía uma boa capacidade de observação, provavelmente era evidente o quão desgostoso estava com a situação em que se encontravam. A mandíbula travada, junto à tensão dos ombros - quase invisível sob os fios presos em uma trança de um lado e sob a alça da mochila do outro - tornavam os sentimentos do taurino ainda mais visíveis. Porém, seu olhar era praticamente frio e composto enquanto corria cada um dos guerreiros que se reuniam naquela sala, fiscalizando se estavam realmente prontos para a missão que iniciariam em muito breve, e cumprimentando-os sem reconhecimento algum aparente em sua feição.

    A sua análise, no entanto, não era feita por desconfiança na capacidade dos guerreiros em se prepararem, e, sim, pela sensação estranha que corria seu corpo e persistia desde o momento em que a reunião fora encerrada. Sentia como se todas as peças do quebra-cabeças não estivessem postas de forma correta. Era claro que, considerando a realidade dos presentes ali, nunca possuiriam tudo em perfeita ordem, a imagem nunca estaria completa para eles. Contudo, faltar uma peça ou outra, não era o mesmo que sentir como se elas estivessem todas embaralhadas, forçadas em posições que não suas originais, como se uma imagem falsa estivesse exposta para todos, iludindo-os para uma realidade inventada.

    O taurino respirou fundo, sentindo uma singela irritação lhe correndo o fundo da mente, ao mesmo que sua pele explodia em pequenas ondas de arrepios. Não entendia muito bem a própria reação, afinal, nunca fora prodígio em compreender aquelas respostas instintivas de seu corpo quando não estava em situação de perigo eminente, mas sabia bem que aquilo significava que nada de bom o esperava.

    Sua reflexão durou mesmo diante do barulho excessivo de alguns dos Sabaoth. Na realidade, somente ao escutar o tom característico do capricorniano, junto à sensação de sua presença próxima, fizeram com que sua atenção se voltasse ao guerreiro - o estreitar de suas pupilas seguindo como o único indício de que estivera perdido nos próprios pensamentos até então. Em silêncio, ouvira a estratégia construída pelo mais novo, prendendo toda sua atenção aos dizeres e permitindo que sua mente construísse as possibilidades ao mesmo tempo em que o escutava. Era uma ideia boa, e o taurino aprovou assentindo somente com um movimento breve da cabeça, ao mesmo que sentia parte de seus nervos se dissiparem, levando com eles parte dos estranhos arrepios.

    Teriam um tempo curto para analisar o ambiente, porém o teriam, e isso era um ponto positivo para o taurino. Apenas precisavam pensar na melhor maneira de aproveitar aquele período enquanto estivessem no local. - É uma boa estratégia, obrigado Harold. - Assentiu mais uma vez para o capricorniano, deixando o olhar correr dele para Rin e pousar em Heike, que estava ao seu lado - por instantes tão breves que o olhar mal poderia ser registrado -, antes de expor a voz mais uma vez, deixando suas ideias correrem livremente em um tom muito mais frio e objetivo que o convencional. - Durante os quarenta primeiro minutos façamos a análise só nós três. Rin, estaremos em um ambiente em que sua magia estará em extrema vantagem. Faça a análise de cima, busque usar das plantas da floresta ao seu favor e anuncie tudo que encontrar de estranho enquanto estiver no topo. Eu irei analisar de baixo, da terra, e como conheço o ambiente melhor que os dois, provavelmente conseguirei comparar melhor o antes e o depois e surgir com qualquer detalhe que não se encaixe. Harold, utilize as tecnologias adequadas para medir a energia local e compará-la com as antigas aparições da energia de Kain. Qualquer semelhança é sinal para dobrarmos nossos cuidados, levando em consideração o alerta que nos deu sobre seus poderes.

    O guerreiro de touro ergueu o olhar para o teto, por momentos mínimos, antes de focar cada um dos presentes no local, e voltar a falar apenas para os que tinha próximo a si. - Não sei se concordam comigo, porém acredito que devamos separar os demais guerreiros em dois grupos. Um deles atravessaria o portal em exatos quarenta minutos, e se reuniria comigo e com Rin para continuar o processo de reconhecimento do local e para a criação de um ambiente neutro seguro para nós. O outro grupo atravessaria dez minutos após a uma hora estipulada por Harold, porém somente se recebesse o sinal para tal. Caso nenhum contato tenha sido realizado até então, a missão seria abortada e o portal desativado ou destruído. A falta de comunicação seria um sinal claro de que encontramos problemas e estamos tendo dificuldade em resolvê-los. Não podemos arriscar os restantes dos guerreiros e a segurança da nave, tendo-os presos em qualquer que seja a situação, e o portal aberto ou apenas seguro pelas tecnologias da nave. - Nero ainda não havia esquecido as situações anteriores, e, muito menos, a quantidade de pessoas que os traíram até então. - O que acham? Acredito que Heike poderia liderar um dos grupos e Lavi o outro.
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Kase Y. em Sab Set 16, 2017 4:16 pm

    Ignoraria todos que passassem – colocou essa regra mental, enquanto esperava os outros guerreiros. A mente do geminiano estava em outro lugar, em específico com suas anotações e as palavras do cliente de seu caso atual na cabeça. A superfície dele era fácil: uma mulher preocupada que seu marido “tenha mudado” e “está chegando tarde do trabalho”. Teria a dedução automática de traição, no entanto a criatura desapareceu no final. Sem levar malas, carteira, coisas do estilo premeditado. Kase já visitou os locais que o cara mais frequentava. Haviam poucas coisas que o pudessem levar a algum lugar certo, todavia duas localizações com descrições vagas e incoerentes entre si.

    Começou a ouvir uma voz no fundo. Olhou de canto, percebendo que o albino falava com os outros dois ali. Cerrou os olhos para o grupinho e ficou ouvindo. Parte de si gostaria de ignorar, já que pelas palavras do branquinho robótico a conversa era para Nero e Rin. Mas não adiantaria. Era isso ou ficar se torturando com um caso quase perdido e talvez, talvez ficar curioso sobre os planos dessa missão.

    Focou-se neles, novamente ignorando os que chegavam. Parte de sua mente ainda sentia a urgência de pensar em outros problemas envolvendo seu trabalho de detetive, que não envolvia coisas místicas e robóticas. Não haviam tantas complicações quanto este ramo de Sabaoth. Eram pessoas, e só pessoas. Algumas vezes um pouco do governo, a mídia, ou o tipo “animais comeram minha família” mas estes casos eram raros.

    Em meio de táticas e pensamentos em andamento, o geminiano sentiu algo atrás de si. Deu um pulo quando percebeu o que tinha sido uma apalpada, com o meliante ainda ali gritando um absurdo. Pensou em socar a cara dele. Talvez, talvez tivesse começado a ação quando o regente de sagitário resolveu se teleportar para o grupinho. — Ô PAQUITA DO CAPETA — tentou chamar, mas desistiu quando Nero começou a falar. Fez uma nota mental de resolver isso depois enquanto ouvia sobre a divisão em grupos.
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    Rin Damien
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Rin Damien em Seg Set 25, 2017 7:39 pm

    Continuava a observar quem chegava no aposento com o canto do olho, engolindo o desgosto que era a possibilidade de ter que confiar algo sério a Jack, mesmo tendo o plano B. E C. E provavelmente deveria começar a pensar em um D, por via das dúvidas. Mas como não custava deixar ao menos uma provisão alimentícia e de primeiros socorros com ele, o faria antes de se retirarem. Contudo, sua atenção foi presa por Harold, o que fez o loiro ir se postar ao lado de Nero conforme o albino começava a explicar o plano.

    Pela fala direta e sem rodeios de seus companheiros, não havia qualquer complicação em entender seus pontos de vista. E concordava com os mesmos, tendo em mente que deveriam ter o máximo de cuidado enquanto forem apenas os três, e ainda mais ao que o primeiro grupo entrasse. — Certo. — Até mesmo reunidos, não poderiam deixar a guarda baixa em momento algum. — E mesmo com todos juntos, a ordem de retirada continua sendo prioridade, caso o inimigo tenha vantagem. — Qualquer perda, até os momentos mais cruciais da missão, deveria ser evitada. Se detectassem que o nível do que estavam lidando era maior do que poderiam aguentar apenas lutando, se afastariam e pensariam em uma estratégia ideal.

    Aya e Jack podem ficar com Heike. Orion, você com eles. — Como não estavam no número total, não havia tentas opções assim, e o ideal era uma variação de habilidades em cada grupo. Não sabia como estava a relação de Aya com o ariano, mas terem habilidade de fogo em ambos os times viria a calhar; então seria bom Klaus ir para o outro. No mais, Heike seria melhor em lidar com Jack, em muitas instâncias, do que Lavi. — Klaus e Kase com Lavi. — Conseguiriam, ao menos, manter os números de regemtes iguais. Havia se referido aos demais na sala ao separá-los, antes de voltar-se mais uma vez a seus companheiros de elemento. — Se estiverem de acordo e com todas as preparações feitas, podemos explicar o plano direito a todos e nos movermos. — Enquanto somente o taurino era um líder consigo, a opinião do capricorniano como estrategista não deveria ser diminuída. Não demoraria mais do que dois minutos para que finalizasse o necessário, e imaginava ser o caso dos demais, também.


    Última edição por Rin Damien em Sab Out 28, 2017 5:30 pm, editado 1 vez(es)
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    Jack Kalon

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Jack Kalon em Qua Out 11, 2017 10:51 pm

    Os minutos que transcorreram até que o tédio o consumisse não foram contados, mas também não foi muito número maior que dois dígitos. Ao menos era engraçado que o gringo gostosinho tinha perdido as estribeiras e gritara que nem maritaca.

    O Sagitário estava pouco atrás daquele intitulado pelo latino como tia do café e, mesmo que as palavras chegassem no regente, sua postura não indicava um traço sequer da mesma tensão palpável entre os outros ocupantes do local. Ainda que toda informação tenha sido compreendida perfeitamente pelo mesmo. O largo sorriso de quem havia passado as últimas cinco horas e meia bebendo Coca-Cola com energético estampava a face do petiz e, ainda assim, não era o ponto em que mais deixava claro o quanto a seriedade da situação parecia não conseguir tocar seu senso de responsabilidade – dado como inexistente até então. A forma desleixada como apoiava um dos pés sobre a mesa dizia muito, mesmo sem contar que as pernas se abriam num total descaso descarado e o dedo mindinho encontrava-se numa busca implacável por algo claramente muito mais importante do que o assunto discutido, dentro do nariz do latino.

    — AH, 'TÁ. ENTÃO EU VOU FICAR MARCANDO UNS DEZ AQUI ATÉ BATEREM O FIO PÁ PODER METER O PÉ COM O CHIFRUDO E O SALEM ALI? — o tom de voz explodiu mais uma vez, quando Jack decidiu que sua empreitada no morro da amoeba já não era o suficiente para matar o tédio. Batendo os dois pés no tampo da mesa, agora destravava o aparato no meio do colete e retirava de lá uma mini cafeteira italiana e um pilot verde fluorescente para só então voltar a falar, enquanto rabiscava frases desconexas na superfície do objeto. — MAS QUE MERDA, HEIN, VIADO.

    O latino preservava o mesmo sorriso Mentos com Coca-Cola ao dizer as últimas palavras sem qualquer receio ou paninho quente no teor do que dizia. Em questão de – pouquíssimo – tempo, as frases e desenhos abstratos que fazia para enfeitar a cafeteira já não eram mais suficientes e Jack se ergueu indo para o canto em que acreditava ter visto de relance uma máquina de bebidas. Não daria para fazer café sem água.

    — ACHEI MEIO BOSTA, MA CAGUEI, NÉ.

    A parte interior da pequena cafeteira foi enchida com água e o chileno voltou para o lugar onde se encontrava antes, sacando um pacote de café do mesmo lugar de onde havia retirado a cafeteira para encher o segundo compartimento com o pó – de café –, apoiando o objeto já fechado em cima da mesa e acionando o botão na parte superior. O objeto começou a tremer e esquentar, mas Jack já não prestava mais atenção nos chiados, encarando o colega de equipe que não parecia Satan II em forma de gente.

    — Aya, né? Alguém já te disse... — pausa reservada para o mistério dramático desnecessário gratuito necessário para acionar seu modo Casanova — ... Que você é um gato?

    A risada psicodélica envolveu o ambiente como um tiro de canhão. Um canhão lindo, gostoso, maravilhoso, talentoso e barulhento. O que poderia fazer? Que aquilo era puro dedo no cu e gritaria todo mundo já sabia, mas continuar naquele clima de helicóptero de pó era um cu sem dedo no cu. O que era claramente pior.

    — 'TÁ, FODA-SE. JÁ QUE NÃO 'TÔ DENTO DA BATALHA NAVAL AINDA, BORA UM UNO?


    Última edição por Jack Kalon em Sex Out 20, 2017 11:44 pm, editado 1 vez(es)

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

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      Data/hora atual: Dom Dez 17, 2017 10:45 am