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    [#01] O Judas de Leão, Parte I

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    Heike_Walker
    Áries

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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

    Mensagem por Heike_Walker em Seg Abr 07, 2014 2:05 am

    Com a adrenalina correndo pelo sangue resultante da tensão em que se encontrava com o fato da nave mãe estar sendo invadida juntamente com as naves dos elementos, o ariano corria com toda velocidade que conseguia, usando os propulsores instalados na armadura atrás das pernas para praticamente deslizar pelos corredores enquanto seguia para o pátio principal.

    Não demorou para que chegasse no local, felizmente sem passar por mais nenhuma criatura ou civil desgarrado dos grupos de busca e deparou-se com uma confusão de monstros, soldados e uma criatura que deveria ser no mínimo umas 10 vezes maior do que as outras, emitindo um odor que deixou o ariano enjoado só de sentir. Encontrado com os oficiais superiores do exército, deu ordens focarem na defesa daqueles civis inúteis enquanto os regentes que logo estariam chegando focariam num ataque localizado em massa. Podia ver uma enorme quantidade de feridos e muitos gravemente sendo atendidos por enfermeiros de emergência, porém eles precisavam do comando do regente de Virgem, que para variar ainda não estava ali. Bufando exasperado, foi como um furacão de encontro a um daqueles monstros que seguia na direção de um grupo de pessoas, deixando o corpo absorver a energia de sua constelação durante a corrida e descarregando-a num chute poderoso que esmagou o crânio do que quer que fosse aquilo.

    Já tinha percebido que eles se regeneravam, mas pelo menos aquilo iria retardá-lo o suficiente para aquelas pessoas saírem dali. Avistou Ren e Hans ao fundo do grande local e rapidamente se direcionou para lá, vendo que o sagitariano vinha em sua direção também. Teve o impulso de perguntar se ele estava bem visto como estava pálido, mas agora não era hora de amenidades. Assentiu quanto a primeira frase e então deixou um sorriso selvagem brincar nos lábios ao ter o consentimento de Ren para fazer o que quisesse.  Sujo de sangue, miolos e fluidos das criaturas que já tinha matado, Heike sentia-se estranhamente a vontade. Vai se ferrar, vadia. Disse animado com a perspectiva de poder lutar com todas as forças, com a perspectiva de esmagar e cortar, de acabar com as vidas daqueles monstros. Fazer parte do conselho supremo e perder toda a diversão? Nah! Riu e saiu de perto do mais velho, usando de toda a sua empolgação e esforço para aniquilar os inimigos.

    Claro que focava os ataques nas coxas daquelas bestas deformadas, mas experimentava novos tipos de ataques e técnicas diferentes para acabar com eles, realmente se divertindo em matar como não ocorria a muito tempo. Em consequência disso, foi relaxando e deixando o corpo absorver toda a energia de sua própria constelação a medida que atacava, ficando mais forte e violento a cada segundo. Enquanto enfiava as garras nos olhos de um monstro mediano, ouviu a voz do capricorniano e saltou com a ajuda dos propulsores segundos antes de uma onda de tiros passar por onde estava. Pousando sobre as costas de um morto, olhou estupefato o albino rindo feito um maníaco enquanto matava vários monstros de uma vez. Não tinha nem voz para gritar com ele pelo perigo que passou diante daquele poder de fogo que via, uma centelha de orgulho queimando no peito brevemente.. Certo, não suportava o maior, mas estava animado por lutar lado a lado com alguém tão forte. Sorrindo ladino saltou em direção a criaturas mais atrás enquanto Ren e Hans lidavam com o monstro gigante e voltou a estraçalhar o que encontrava pela frente.

    Porém, impulsivo como era e pelo fato de que a anos não tinha tido nenhum problema sério, deixar o próprio corpo absorver tanta energia era um erro que o primeiro regente não poderia cometer. Infelizmente, em vez pensar nisso estava mais interessado em lutar e acabar com aquilo. Desde que tinha sofrido um colapso na infância e matado uma série de pessoas em sua cidade natal Heike vinha treinando com Ren, Abel e diversos outros mentores, formas de suprimir a energia maligna que seu corpo possuía. Não sabia de onde ela vinha, isso era fato, mas desconfiava que tanto sua aparência, quanto os constantes pesadelos e alucinações que tinha era resultante disso. Depois que conseguira a benção da constelação de áries o rapaz veio a descobrir que ambas as energias (da constelação e a que já tinha) entraram em conflito dentro de seu corpo e para não entrar em colapso deveria manter ambas "adormecidas", lutando com o mínimo possível e restringindo todo o poder que tinha. Mas agora enquanto lutava e abusava dos próprios limites usando mais e mais poder, o ariano não percebeu que outra energia despertava dentro de si depois de tantos tempo.

    A pupila se dilatou completamente, deixando as orbes do primeiro regente completamente negras e uma palidez mórbida tomou conta de sua pele. Demorou para perceber, mas o barulho de pessoas gritando e o som gutural dos rugidos das criaturas agora pareciam desfocados e confusos, distantes, como existissem apenas no fundo da mente. Até mesmo os próprios movimentos, ainda que extremamente rápidos, para si pareciam desacelerados. Fechou os olhos com força e balançou a cabeça, voltando a se concentrar nas criaturas decidiu que iria atrás do gigante, correndo até ele com um urro ensandecido. Saltando sobre as costas de monstros em baixo dele, Heike aproveitou uma brecha nos ataques de Ren e Hans e deu uma cambalhota no ar, fincando as lâminas da armadura com toda a força que tinha no local lesionado e deixando o peso do próprio corpo o puxar para baixo e rasgar a pele fétida do monstro. Rolou para o lado assim que caiu evitando que fosse esmagado pela criatura que foi de encontro ao chão e se levantou num pulo, sentindo-se tonto e confuso.

    Um zumbido alto invadiu seus ouvidos, fazendo-o gritar em agonia e tampar as orelhas, curvando-se ao mesmo tempo em que uma dor absurda percorria todos os membros. Respirando pesado e entendendo o que estava prestes a acontecer, o ariano ajeitou a postura e tentou se acalmar apesar de tremer violentamente. A visão estava desfocada e não poderia perceber, mas pequenas linhas pretas saíam de seus olhos e se espalhavam pelas laterais do rosto, o que tornava ainda menos convincente o fato dele estar fingindo que nada estava acontecendo. Cambaleando ao redor do gigante que agonizava, não percebeu que era observado atentamente por Hans e que um dos últimos monstros vinha em sua direção.
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    taurusnero
    Touro

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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

    Mensagem por taurusnero em Seg Abr 07, 2014 11:00 pm

    Estava acabado, era verdade, mas não poderia dizer que fora difícil lidar com os monstrengos que restavam. Certo, o cheiro ainda era extremamente inconveniente, e a sensação ardida dos cortes causados pelos dentes estragados, traziam choques doloridos ao corpo toda vez que a roupa roçava sobre, mas nada disso fora o suficiente para, após descobrir o ponto fraco dos inimigos, impedir o taurino de exterminá-los sem precisar sequer piscar. Ainda parecia levemente alterado, quase como se tivesse incorporado a personalidade que cultivara nas épocas em que era praticamente um gladiador, porém mesmo com o sorriso maligno no rosto, seria muito difícil levar Nero ao estado de indiferença que vivia naqueles tempos, até porque, ele fazia o que fazia no intuito de proteger as pessoas escondidas nas salas, e as quais recrutou com chamados altos, antes de lançar ordens importantes para sobrevivência de todas.

    Eu irei na frente. Vocês busquem o rapaz que está na primeira sala, ele estava em um péssimo estado. Se houver alguém aí que saiba imobilizar membros, preciso que cuide de fazer isso com as pernas dele, ou os danos serão ainda maiores. Após isso, preciso que sigam juntos, vou repetir, juntos, até o pátio secundário. O caminho estará limpo, porque cuidarei disso. Então podem ir sem muitas preocupações, mas, não esqueçam, todo cuidado é pouco. Certo?

    Provavelmente era a primeira vez que ouviam tanto da voz do enorme guerreiro, porque todos pareciam realmente abismados. Ou, talvez, estivessem chocados com o ferimento enorme em seu ombro, que parecia não querer parar de sangrar tão cedo, mas, que mesmo assim, não impedia o rapaz de atravessar o corredor destruído a passos rápidos, e sair enterrando o machado em qualquer pedaço de carne andante que surgia no caminho. De qualquer forma, resolveram que era mais saudável cumprir as ordens do guerreiro, e o fizeram de forma apressada, enquanto Nero limpava o caminho até o local onde estariam protegidos.

    O moreno, no entanto, já sabia que não haviam muito mais monstros dentro da nave, e, os que ali estavam, pareciam interessados em seguir o cheiro de sangue que sentiam, buscando presas mais fáceis para sua carnificina. No estado em que o taurino estava, era muito fácil drenar a atenção dos animais para si, e tratava de usar aquilo como vantagem, enquanto assegurava-se, ao olhar pelo canto dos olhos, que todos conseguiam seguir ao local indicado sem maiores problemas. Ah, estava satisfeito, apesar de em péssimo estado, uma vez que havia cumprido muito bem a primeira parte de sua missão, e resolveu que deveria seguir para próxima, então: Seguir para o lado de fora.

    Em silêncio, tentou perceber o que o esperava do lado de fora, e não fora nada difícil escutar os sons de explosões, vozes e rugidos que mais pareciam a morte agonizando. Além do peso dos passos... E, wow, o que estava lá era bem grande, talvez muito mais que qualquer coisa que tinha enfrentado no tempo em que permanecera ali como guerreiro. Talvez fosse melhor se tomasse providências mais drásticas, e foi com os pensamentos alterados pela tontura e agressividade, que subiu para um dos andares superiores.

    De cima, pode visualizar bem tudo o que havia percebido com seus sentidos, e sentiu-se muito bem ao perceber que não estava errado. A única coisa que não esperava era perceber, mesmo que enxergasse pouco devido a distância, a forma como alguns dos corpos que combatiam as aberrações pareciam se divertir. Será que eles não poderiam tratar nada com seriedade?! Bem, não que pudesse falar muito, já que ainda mantinha um pequeno sorriso afetado nos lábios. Mas, aquele apenas existia por ter se sentido desafiado, seu orgulho havia sido ferido junto com o ombro.

    De qualquer forma, aquele não era o momento para se preocupar com tal fato. Precisava auxiliá-los, apesar de não ser algo tão imediato, já que assistira o ariano derrubar o gigante nojento com um golpe, um ataque poderoso que nunca havia visto Heike realizar. Emitiu um som baixo, admirado, mas que logo se perdeu no ambiente ao que percebeu que havia algo de errado. Algo de muito errado com o líder das constelações. Ele parecia alterado, desnorteado, e, se concentrasse o bastante, poderia até ter ouvido o grito angustiado que o outro liberara. Sequer parecia perceber que estava prestes a sofrer um ataque! Gemeu baixo, desagradado, antes que tomasse a providência mais rápida para aproximar-se da batalha sob si.

    Apoiou-se sobre o batente da janela, e jogou-se da mesma em um instante. Seus pés, descalços, escorregaram por algumas estruturas de metal, alcançando uma velocidade absurda em seu impulso inicial, e que só aumentava graças à força do vento e da gravidade. Quando percebeu, já estava no ar, o corpo lançado diretamente onde desejava, e fora sobre o mostrengo gigante que pousou. Um pouso conturbado, valia ressaltar, já que afundara no monte de carne podre, e fora banhado em uma gosma, que, por todas as constelações, preferia não saber o que era. Mas poderia agradecer à criatura por ter amortecido sua queda, ainda que, bem, talvez ela não tivesse a capacidade de entender sua gentileza, já que sua cabeça havia explodido graças à pressão.

    Porém não podia perder tempo se preocupando com aquilo. Primeiro porque o cheiro era insuportável demais para que conseguisse continuar a raciocinar, e, segundo, porque o outro monstro estava próximo demais do ariano, perigosamente próximo com a mandíbula escancarada em desejo de provar carne de carneiro. Agiu mais por instinto do que pensando, e seu machado saiu voando de forma que atingisse o inimigo, partindo-o ao meio, enquanto corria para puxar o mais novo para longe daquilo. E fez uma careta ao notar as patas inferiores ainda se mexendo, mesmo que a parte superior estivesse bem longe das mesmas.

    Merda nojenta. Heike! Mas que droga está fazendo abaixando sua guarda desse jei--- Você está bem?!

    Estava eufórico, agitado e assustado. Não sabia que a perspectiva de ver Heike machucado o afetava tanto, mas estava tão louco de preocupação, que sequer conseguira impedir-se de usar palavras tão agressivas, e diferentes da forma com que se pronunciava normalmente. No entanto, no momento em que batera o olhar na face alheia, percebera que suas preocupações não eram suficiente. Realmente tinha algo de muito errado ali. A expressão do ariano estava completamente diferente da que estava acostumado, o que eram aquelas marcas em sua expressão? E por que seus olhos estavam tão escuros...? Não sabia, mas tinha certeza de que coisa boa, aquilo não anunciava. Com um suspiro, e ignorando a dor que começava a surgir nas pernas - resultado do impacto irracional -, tratou de fingir que o peso do outro não incomodava de jeito algum, e o carregou, prendendo-o bem contra o peito, para longe da luta que ainda ocorria ali. E somente alertara a Harold com um olhar que algo muito ruim estava acontecendo com o menor, contando com a compreensão do mesmo, e ciente de que não faria falta naquele instante. Eles estavam indo muito bem sem um guerreiro que quase perdia o braço e havia fodido boa parte dos ossos em um salto arriscado.

    Fora somente por os pés na estrutura metálica, para que desabasse ao chão, sobre os joelhos doloridos, e o machado voasse para um pouco longe. Em seus braços, apenas matinha o ariano, e passara a limpá-lo com o pano que usara diante do rosto até aquele momento. Não era como se o odor fosse ser amenizado por muito mais tempo, e, também, não sabia se toda a sujeira no corpo menor influenciava no estado diferenciado dele, mas não conseguira resistir à urgência de livrá-lo de toda aquela nojeira, antes de prendê-lo mais forte contra si.

    Heike! Chamou uma vez, em um tom exasperado, como se quisesse acordá-lo, mas respirou fundo, e tratou de se controlar no momento seguinte, não poderia acalmá-lo parecendo tão preocupado, certo? Ei. Eu preciso que você se acalme. Respire fundo e preste atenção no que eu te digo. Está tudo bem, Heike. Está tudo bem. Quem você é, e onde você está... Você sabe, certo? Você sabe quem eu sou e qual sua função, certo? Então preciso que se acalme. Nós precisamos de sua ajuda.
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    Rin Damien
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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

    Mensagem por Rin Damien em Ter Abr 08, 2014 1:41 pm

    Como esperado, deveriam seguir as ordens previamente comandadas pelo regente de áries; ainda assim, Rin achara importante pedir a opinião do líder que estava presente. Se seguissem sem considerar a situação do local onde estavam e pessoas presentes, a situação poderia ser desastrosa. No entanto, não havia nada excepcional com que se preocupar – fora os monstros e as pessoas feridas – então passou a correr atrás de Harold, com Zion na retaguarda. Decidiu ignorar sabiamente o comentário do aquariano sobre não ter como se defender, em parte por não querer ter a possibilidade se alterar em um momento crítico, em parte por ser verdade. Dentro da nave e sem seu cajado, quase não tinha habilidades ofensivas. Você vai ver muito bem como café quente poderia ser usado como tática ofensiva depois. Pensou vagamente, apenas continuando em seu caminho.

    Harold já desaparecera de vista quando chegavam ao quarto do virginiano, e ao ouvir o outro comentário do ruivo que continuava consigo, balançou a cabeça em afirmativa. - Ele vai lá pra fora. É só continuar nesse caminho, se quiser ir explodindo algumas dessas coisas desde já. – Não haviam encontrado nenhum outro monstro ainda, porém, podia ouvir sons de conflitos ao longe. Entrou no local que normalmente descansava e pegou seu cajado em um piscar de olhos, logo após voltando ao corredor e disparando na direção que o capricorniano fora. Havia uns poucos civis perdidos pelo caminho, e Rin parava apenas meros segundos para analisar se realmente precisavam de uma cura mais forte ou se poderiam ser deixados para outros curandeiros, logo após os mandando se refugiarem com o resto. Tinha que poupar seu poder; nunca sabia o quão grave poderia ser o ferimento tanto dos guerreiros quanto de vários civis em pior situação.

    Chegando ao lado de fora, via que quase todos os guerreiros presentes aniquilavam os monstros de várias formas. Seu poder ofensivo poderia ser necessário hora ou outra, mas tomou uma decisão. Confiaria nos que estavam lutando, e ajudaria aqueles que precisassem de outra forma. Localizou uma grande quantidade de feridos, e entre estes havia vários que realmente não pareciam estar em bom estado, apesar de já haver vários enfermeiros tentando os atender. Respirou fundo enquanto se dirigia a eles e os mandava separar as pessoas por ordem de gravidade dos ferimentos, vestindo luvas que um deles oferecera enquanto falava. Limpeza não era prioridade em uma situação daquelas, mas já que havia aquela conveniência no momento, não hesitou em usá-la. Olhando novamente para o campo de batalha, via que várias bestas continuavam lá, e Nero caía de sabe-se lá de onde em uma delas, a explodindo com o impacto. Ele parecia ter um ferimento particularmente ruim no ombro, e... Havia algo de errado com Heike? Concentrando o poder em seu cajado, fez a terra se levantar do chão, criando uma muralha entre os feridos e a batalha, do tamanho aproximado daqueles seres que invadiam, com um espaço conveniente para apenas pessoas passarem embaixo.

    Falou aos outros que auxiliavam os feridos que logo voltaria, e saiu do local a tempo para ver o taurino correndo para longe carregando o regente de áries, e os seguiu rápida e silenciosamente. Chegou à nave a tempo de ouvir as palavras ditas a Heike, e apesar de achar estranho ver alguém regido pela terra se emocionar assim, um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, sem nenhuma da ameaça que normalmente continha. Aproximou-se dos dois, observando o ariano com cuidado antes de falar. Não parecia haver nenhum ferimento significativo nele.  - Não sei exatamente o que houve, mas cuide dele. E pra isso, você precisa estar decente. – Tocara o ombro de Nero, e em poucos minutos este ferimento, assim como qualquer outro no corpo alheio, estavam curados. Com isto, levantou-se novamente para voltar ao lado de fora, ao local em que os feridos se encontravam, sem esperar qualquer palavra. Eles ficariam bem. Provavelmente. E o virginiano tinha muito, muito trabalho a fazer.
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    RenWalker

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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

    Mensagem por RenWalker em Qua Abr 09, 2014 11:01 pm

    Não poderia - nem deveria - parar de lutar. Claro que Ren se preocupava demais com Heike, isso é lógico, mas conhecendo bem o ariano e já tê-lo visto daquela forma antes, julgou que o maior estivesse passando pelo período da raiva extrema. Ficava extremamente violento, e não enxergava nada a sua frente, ansiando apenas por sangue, destruição e morte. Não era algo que o ariano escolhia para ele, e o motivo daquilo ter acontecido, de Heike reagir daquela forma... Ren achava muito estranho. Não da parte de Heike, e sim que outra pessoa havia metido o bedelho na história. O sagitariano continuou lutando, desviando de cada golpe do monstro em si, afastando-se quando Harold disparou o canhão em direção ao ser. Atacava e desviava de mais ataques antes de, com uma última flechada, fazer o monstro cair, derrotado e morto. Teve de se concentrar para utilizar as flechas da morte para que seu corpo não se tornasse vulnerável, como da vez em que tentou atacar Harold inconscientemente.

    Após a flechada, sentiu o corpo fraco, mas ainda ciente de tudo o que acontecia ao seu redor e ainda se mantinha de pé. Comemorou assim que o monstro caiu - sem habitantes, óbvio - sobre uma praça naquele local, esmagando o chafariz com seu grandioso corpo. Pedregulho por sobre o monstro e o lugar um tanto destruído. Ao menos, conseguiram enfrentá-lo.

    Isso é o que ganha por tentar invadir a minha terra, seu saco de bosta. ─ apesar do palavreado um tanto cômico, Ren estava sério, segurando suas bestas. Respira fundo e logo tentou normalizar sua respiração, por pouco fechando seus olhos e tentando ao máximo não perder a consciência. Hans, que também lutou contra o monstro, ao ver que Ren poderia cair, segurou o mesmo por trás, seus braços sob os braços do sagitariano.

    Ren! Você está bem?!

    E-Eu... Eu estou, Hans, obrigado. ─ ficou de pé mais uma vez, guardando as bestas num suporte que ficava nas laterais de seu corpo, mais precisamente, em suas coxas. ─ Preciso checar se todos estão bem. Aguarde por ordens do Haro, ok? ─ o geminiano assentiu, e assim o sagitariano se retirou, fazendo um sinal com uma das mãos para o capricorniano, não tão longe deles. Um sinal de "ok".

    Antes que se retirasse do local, viu Hans em direção de Heike e Nero. Pensou que o geminiano fosse para oferecer ajuda aos dois, então o ruivo apenas sorriu, se virando e voltando ao seu objetivo.

    Resolveu arriscar, mesmo fraco, e ergueu suas asas para voar ao mesmo local por onde veio: a saída de emergência. Pensou em auxiliar o pessoal dentro da nave, ajudá-los e dar suporte aos acidentados, e faria isso o mais depressa possível. Voou até seu destino e adentrou à nave, pela saída/entrada de emergência, e suas botas - calçando seus pés, lógico - tocaram o solo revestido de aço. Seus calçados faziam sons conforme caminhava pelos corredores, e o ruivo olhava para os lados, procurando algo ou alguém. Se antes o local estava apagado e com as portas travadas, estranhamente tudo havia voltado ao normal naquela área da nave. Ergueu a cabeça, fitando o teto, sem parar de andar; as portas não bloqueavam mais a passagem, e Ren achou aquilo tudo muito estranho.

    Abaixou a cabeça, procurando algo pelo chão - Bom, não custava arriscar! - e continuou seguindo reto. Aos poucos, as luzes voltavam, o sistema retornava e as portas se destravavam. Contudo, a coisa mais estranha que aconteceu foi quando Ren saía da nave elementar, se retirando também do local elementar onde estava (que antes fora travado pelo "sistema"), e viu algo jogado ao chão que era bastante familiar... Então se abaixou, apanhou o pequeno objeto e sorriu pelo canto dos lábios.

    Ou você planeja algo digno de adoração por quem está te comandando, ou é um tremendo idiota. ─ Ren havia encontrado o chip no qual havia "perdido" antes. Por pouco aquilo não passava batido, se não fosse pela visão quase perfeita do sagitariano. ─ E o que fazia aqui, querido? Se as portas das naves elementares estavam travadas... ─ tudo muito suspeito. Ren não parecia achar nada engraçado, e pela primeira vez, o sagitariano tratava algo com extrema seriedade. ─ A não ser que... Esse alguém, que roubou esse chip, seja o mesmo alguém que modificou o sistema. Hah! Te peguei. Só falta descobrir o setor que trabalha. Talvez você conheça meu pai. ─ guardou o chip, ligando o comunicador. Precisava falar urgentemente com qualquer um dos guerreiros; quem o atendesse primeiro. ─ Walker falando. Preciso me encontrar com vocês o mais rápido possível. O sistema da nave já está voltando ao normal. Repito. Preciso me encontrar com vocês e levar o que encontrei à Abel. Walker desligando.
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    Aya Katsaros

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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

    Mensagem por Aya Katsaros em Qui Abr 10, 2014 2:37 am

    Estava tão nervoso e perturbado com aqueles acontecimentos que sequer se dava ao luxo de desperdiçar energia tentando se desfazer do traço que mais odiava: a cauda, esta estava balançando furiosamente tanto em irritação quanto em desespero para se ver livre daquela situação de uma vez. Ainda que um tanto bruta,a carícia foi recebida com um sorriso e um leve menear da cabeça para passá-la delicadamente na palma da mão alheia, Aya era muito grato por aquele que o resgatara e algo dentro de si sabia que anos podiam se passar e ele ainda se comportaria como um bichinho de estimação, tendo uma lealdade real entre dono-animal.

    -Ok, entendido. Tentem se virar com o cheiro até que eu volte,ok? –deu um profundo suspiro porque sabia o que o esperava, não era nem os monstros que o incomodavam e sim o que iria acontecer se encontrasse algum civil...Especialmente se fosse do seu povo do Ar. Retribuiu o sorriso leve para o Ariano, e teve a mesma reação de carinho com o Taurino ao sentir a pesada mão a acariciar-lhe as orelhas, havia criado um carinho também pelo outro regente e de certa forma achava engraçada aquela configuração de “família”; pensou se seu pai acharia decente um mago da família Katsaros como um bicho de estimação de 2 outros regentes. Balançou brevemente a cabeça,afastando aquele pensamento para invocar novamente seu livro e agradeceu por ter aprendido uma magia invocadora básica, assim não precisaria voltar ao seu quarto para vestir o traje mais apropriado à situação.

    Com uma lufada de ar, suas roupas agitaram-se e num segundo tomaram a forma do traje de batalha, a capa longa e leve esvoaçando com o restante de magia no qual Aya circundava-se e usava para se locomover mais rápido, como se fosse apenas uma pluma flutuando no ar. Jogou o capuz por cima da cabeça afim de cobrir as orelhas felinas, não estava nem um pouco afim de ouvir cochichos sobre o “regente amaldiçoado do Ar”. Meneou a cabeça aos presentes indicando sua saída, rumando para os corredores indicados.

    Já estava um tanto longe do centro e pensou que aquele método não estava sendo muito eficaz, temia pelos seus companheiros e então lembrou-se do feitiço que uma vez usara em uma missão. Parou num ponto de onde teria acesso a praticamente todos os corredores a serem vasculhados por si, deixou o livro flutuando à sua frente e conjurou correntes de ar que percorressem todo o perímetro atrás de vida humana. Cruzou os braços e esperou um tanto impaciente os pontos que indicariam quem deveria salvar; um grupo de mais ou menos 10 pontos se formou na metade do corredor Noroeste e foi pra lá que o libriano se deslocou o mais rápido possível.

    -Era só o que me faltava! Não bastasse esse fedor, ainda temos que bater de frente com esse menino amaldiçoado! Olhe só pra ele, mais parece uma garota!
    -É ISSO, que vai nos ajudar a sair daqui?
    -MAMÃÃÃE EU QUERO ORELHINHAS ASSIM TAMBÉM!


    Aya respirou fundo, muito fundo, já devia esperar ouvir esse tipo de coisa e honestamente preferia encarar 10 daquelas aberrações fedorentas do que ouvir aquele falatório inútil que começara assim que encontrou os civis desgarrados. Era um grupo de idosas com os netos e as crianças pareciam babuínos descontrolados a respeito de sua aparência e o mestiço fez questão de se elevar o suficiente para que aquelas mãozinhas todas sujas de terra não sujassem o pelo da sua cauda.
    -Ora,agradeço a recepção calorosa! Também me sinto muito agradecido por estar nessa situação e ter de lidar com idosas desgarradas de onde seria seguro! –ironizou num tom cortês, fazendo uma mesura. –Agora, se pudermos discutir sobre minha fragilidade e aparência onde seja seguro,agradeceria se me seguissem. –impulsionou-se na direção da passagem que os levaria até o pátio do subsolo, e ativando o comunicador disse brevemente. –Por enquanto está tudo bem,achei um grupo de senhoras simpaticíssimas com os netos bem educados e estou levando-os para o pátio ok? –informou ao Ariano, o tom transbordando deboche, era a sua saída para não ser deselegante e nem perder as estribeiras ali.
    -ORA QUE ATREVIMENTO! VOCÊ QUE DEVERIA NOS SEGUIR,SOMOS MAIS VELHAS! –Aya apenas revirou os olhos e antes de dar alguma resposta sentiu o chão tremer sob seus pés, a audição denunciava umas 5 criaturas pisando forte por ali e aquele cheiro sensacional de esgoto já invadia as narinas sensíveis do felino.
    -Ô VÓ, FALA PRA ELE NÃO FICAR PEIDANDO ASSIM! –Não. Aquilo não era sério,era? Isso é coisa que se diga em público?

    -A culpa não é dele, por favor,cooperem e fiquem parados, tem uns probleminhas grandes e malcheirosos vindo em nossa direção. –disse no tom mais tranquilo que encontrou, tomando a dianteira do grupo.
    Os tremores subitamente ganharam frequência e velocidade, os monstros estavam correndo e em questão de segundos começavam a querem passar seus corpos mutilados pelas entradas, seu cheiro tóxico já invadia todo aquele lugar de forma insuportável e pior que o cheiro era a algazarra gerada pelas pessoas atrás de si, Aya precisava de paz e aquilo não estava ajudando.
    Estava tão conturbado por aquilo que não percebeu um pedaço ser jogado em si. A mão da criatura havia sido arremessada com o peso de uma pedra,atingindo-o em cheio no rosto e cobrindo a parte branca de seu cabelo com um líquido que ele não queria saber o que era.

    -NÃO. É. POSSÍVEL. –urrou com ódio ao perceber que agora provavelmente cheirava como aquelas aberrações e ainda tinha pegado no seu precioso cabelo, a fúria era a chave para despertar a maioria dos seus poderes e por isso conjurar seu livro todo o tempo não se fazia necessário agora, podia invocar a partir da palma das mãos e foi o que fez. Primeiro o mais importante: uma barreira de ar para afastar as criaturas que já avançavam em si e nos civis que devia proteger; e então uma bolha similar a anterior mas com algo a mais: ela abafava os sons e deixava aquelas velhas “no mudo”.
    - O SEU ALVO É AQUI Ó. –gritou apontando pra si – AGORA QUE JÁ COMEÇOU ESSA PALHAÇADA,VOLTA PRA FODER DE VEZ. – pareceu que a horda o tinha escutado e outro avançou pelas suas costas desferindo um golpe nas suas costas. –Minha vez. –sibilou se recuperando rápido, passando as unhas afiadas pela palma da mão afim de rasgá-la, era preciso uma paga em sangue para magias negras e em meio a raiva sentida, Aya não ligava nem um pouco.
    O mestiço jogou uma corrente que se assemelhava a uma parede de vento espessa, dentro dela circulavam foices cortantes, assim que o feitiço atingiu aquelas criaturas elas foram devidamente estraçalhadas, Aya nem pôde perceber que se regeneravam, uma vez que lançou a magia mais de uma vez,atingindo o ponto fraco das mesmas sem nem mesmo saber qual era.
    Bufava com ainda mais ódio, as criaturas foram eliminadas mas o lugar estava coberto de pedaços,fluidos e aquele líquido malcheiroso que era o sangue das criaturas, não só o local como ele mesmo, virou-se ainda com fúria nas orbes safira para o chocado grupo das senhoras.

    -Vão continuar aqui e virar a janta deles, querem o mesmo tratamento que eu dei a eles ou vão me seguir? –deu as opções com um sorriso frio e rumou para o subsolo com a finalmente quieta, turma da terceira idade. Nem ligava mais pras outras aberrações à sua frente, repetia o processo e acaba com elas antes mesmo de poderem urrar daquele jeito grotesco.
    -Pronto. Fiquem aí e PELA ÚLTIMA VEZ CRIANÇA, NÃO SE CONSEGUE ESSAS ORELHAS INCOMODANDO OS OUTROS COM ESSE FALATÓRIO. –entregou o grupo aos responsáveis e finalmente teve de invocar o livro de páginas negras, arrancando algumas páginas e desenhando um símbolo com uma mistura do seu sangue e do sangue dos monstros, dispondo-as na entrada do lugar, se algum daqueles bichos viesse a cruzar a proteção seria recebido com lâminas cortantes.

    Elevou-se no ar alguns centímetros para impulsionar-se à frente, locomovendo-se rápido para encontrar os outros regentes. Estava a poucos metros do que parecia ser o Taurino amparando o corpo de outra pessoa... O sangue gelou nas veias ao perceber que era Heike e de trás parecia que ele estava ferido gravemente, correu na direção dos dois mas ao se aproximar não conseguiu falar nada, parecia que o mundo estava de cabeça pra baixo Nero estava fora de seu estado apático e o rosto do Ariano estava esquisito demais para não se preocupar.

    PS:
    OI GENTE VOLTEI COM UMA BÍBLIA RÇRÇRÇRÇ Se tiver algo errado ignorem e corrijam mentalmente porque to bugada com o leaked do EXO e tá tarde pra caralho e to fazendo 30 mil coisas hue Beijos de luz e não irritem o Aya sujando ele, a bicha ficou danada -NN
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    Zionga
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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

    Mensagem por Zionga em Dom Abr 13, 2014 12:38 am

    Vou recusar as explosões hoje, já vi essas coisas demais sozinho. ─ Disse daquela forma apressada e bagunçada tipicamente sua, com aquele sorriso torto e idiota ao rosto, mesmo em uma situação duplamente desagradável como aquela. Primeiramente por estarem sendo atacados ainda, a outra era ter que acompanhar justamente Rin. Não que tivesse algo contra o loiro, tinham suas desavenças muitas vezes, mas nada que fizesse Zion o detestar. Era mais pelo fato do aquariano não se sentir bem na presença de outras pessoas além de Harold e Nero, principalmente se a pessoa fosse maniaca por algo qual ele estava cagando e que parecia claramente não gostar do ruivo.

    Apenas continuou a acompanhar o regente de virgem, agradecendo mentalmente por suas crias lindas e maravilhosas parecerem ter funcionado. Afinal, não haviam encontrado nenhum bicho feio desde que ativara porcamente um novo comando em seus filhos. Era uma pena ter que perder eles, mas certamente faria outros bem melhores que aqueles com o tempo. Observou Rin fazer o que devia ser feito com certo tédio e o acompanhou com uma calma fora de contexto. Não iria correr só porque todo mundo estava correndo, não era obrigado a fazer o que todo mundo fazia, oras essa. Apenas dava passos largos vez ou outra quando temia perder o loiro de vista, perder-se não era uma opção. Assim em meio tempo chegaram ao local de combate e, wow que caos! Por um momento um sorriso largo marcou o rosto do aquariano, porém ao ver que talvez não fosse o momento, diminui-o.

    Era o momento perfeito para mostrar a todos, principalmente para Abel, que o regente de aquário também servia para missões importantes. Pro caralho que ele só era feito pra criar e concertar coisas ─ por mais que amasse isso ─, iria quebrar a cara daqueles filhos de uma puta de mentes fechadas. Com ajuda de seu visor conseguiu enxergar bem a batalha travada no local, em todos os detalhes, incluindo a de seu "irmão". Ele estava realmente ali, isso era ótimo. Fora atacado umas duas vezes por ficar parado, mas por sorte havia sido rápido e inteligente para pegar uma das pistolas que colocara em seu cinto, atirando nos monstros para ganhar tempo. Fazia algumas observações e cálculos mentais enquanto tomava cuidado para avançar sem ser notado por mais monstros e até mesmo pessoas. Precisava ser discreto se quisesse seguir com seu plano.

    Harold, em 7 minutos. Tem um ponto cego na barreira do Rin onde os monstros não estão atacando, seus sócuro vão te mostrar. Aparece, tenho um plano. ─ Com um dos dedos a haste de seu visor, ligou o comunicador com o capricorniano, era hora de um bom trabalho com seu melhor parceiro.  E sim, naquele meio tempo, conseguira alcançar a barreira dos feridos. Estava do lado de fora, obviamente, não queria ter que ver mais gente ferida, obrigado. O ponto cego fora captado pela belezura do seu óculos, juntamente com a audição aguçada que adquiria em momentos como aqueles. Era fácil dizer porque ali os monstros não chegavam, era um espaço pequeno, já que se encontrava próximo de uma parede ─ ou parecia ser uma parede. Não precisava se encolher tanto para ficar ali, mas o fizera, mandando um comando para seu aparelho auditivo captar apena os barulhos de inimigos e Harold.

    Uma vez ali naquele cantinho mágico que precisava junto com o silêncio quase perfeito, tacou todas as máquinas que havia trago consigo no chão e então começou o trabalho. Um desmonta aqui, monta ali. Fazia tudo rápido e improvisado demais, porém estava tão acostumado a mexer com a tecnologia daquela forma que não se importou. Sem contar que tinha ajuda de Akira*, o que facilitava e muito. Em pouco tempo já tinha quase tudo o que precisava para finalmente terminar toda a bagunça, agora só precisava de Harold que logo chegara ali. Levantou-se com um sorriso de orelha-a-orelha, batendo por costume em suas roupas já completamente estragadas.

    Preparado para terminar isso com estilo, bro? ─ A animação era palpável, principalmente quando fizera um gesto com a mão para que o albino observasse suas novas criações improvisadas. ─ Eu preciso que você invada parte do sistema, você sabe onde tem algum computador de comando e uma daquelas coisas de teleportal nessa área? Que seja, é o seguinte. Eu consegui localizar todos os monstros da nave, não é totalmente preciso. Adaptei o Chang* pra captar apenas o barulho e marcar no pama, enquanto isso fiz essas coisinhas que vão fazer Kabum com eles, mas preciso teleporta eles pros locais e pra isso você precisa dar o comando certo 'praquele negócio. MAS, essa não é a parte legal! Como eu fiquei com uma das bombinhas anti-fogo de emergenecia consegui recriar algumas e, depois de destruir os mosntros você vai me ajudar a salvar o caralho da minha sala, seu viado. ─ Gesticulava enquanto explicava, vez ou outra batendo de leve no amigo. Estava ansioso. ─ Mas antes, olha como meus bebês funcionam!

    Enfiou todos aqueles robozinhos perfeitos, lindos e maravilhosos dentro da bolsa, pegando meia-dúzia com uma das mãos antes de sair do esconderijo, puxando Harold consigo. Tacou suas crias no chão e num piscar de olhos perninhas saíram daqueles discos antes inanimados, mas que agora corriam em direção a alguns monstros dali. Estes que, tão rápido quanto, explodiam sem deixar um rastro de existência. Com empolgação de uma criança olhou para o capricorniano. ─ Eu te passo as localuzações em arquivo pra Arthemis e te dou um sinal por comunicador quando estiver okay a teleportadora. Vamos matar uns pórco! ─ E assim abandonou o irmão de consideração feliz da vida para o local indicado onde teria a tecnologia que precisava. E enquanto o Albino não dava um sinal de estar tudo certo, terminava de vez com as lutas ali, deixando que alguns de seus filhotes fizessem o que foram programados para fazer: destruir bichos feios. Ah, como amava as máquinas, elas seguiam a programação de uma forma linda, tão diferente dos humanos. E agora iria provar o quão boas úteis elas e seu trabalho podiam ser.

    *:
    São os nomes do visor e do aparelho auditivo respectivamente.
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

    Mensagem por Harold Wilhelm em Dom Abr 13, 2014 10:25 pm

    Mas que bando de imprestáveis. ─ Resmungou para si mesmo, enquanto observava de longe os outros guerreiros arrumarem mais confusão entre si. Ótimo, o que diabos havia acontecido com Heike? Apenas levou uma olhadela do Touro, que não foi preciso mais nada para que entendesse que algo de muito ruim estava acontecendo com o chifrudo. Começava a se preocupar mais com os montros que se direcionavam às pessoas feridas, e não tardava em atingí-los precisamente nas pernas. A mira do capricorniano era livre de falhas. Tal segurança sendo proveniente de sua frieza e estabilidade emocional. Sentiu-se mais aliviado ao notar a enorme e fantástica barreira de terra que fora criada pelo Virgem, sabendo que havia feito o certo em terem passado pela Nave da Terra para que o loiro pudesse se armar devidamente. O enorme canhão em seu braço desfez-se, e agora Harold se limitava em atingir as criaturas de perto, apenas disparando tiros menores da palma da prótese. À queima-roupa e direto no ponto fraco, mesmo um disparo de menor potência que o de um canhão era suficiente para dizimar um por um. Embora isso exigisse mais velocidade, para desviar de qualquer ameaça vinda dos grandões. Não era difícil, o albino sequer fazia questão de mudar a expressão facial enquanto desviava de alguns golpes, por brincadeira, e no final estourasse as pernas dos monstros. Só que eles eram muitos. Aquilo já estava ficando tão repetitivo que tornou-se entediante.

    Não preocupou-se em nada com ariano surtando. Desde o começo sabia que um homem sem capacidade para limitar seus próprios instintos não tinha também capacidade para ser líder. Era o número um do Zodíaco, e por características do signo em si, o regente de Áries realmente deveria ser o líder perfeito. Mas descontrolar-se por conta de alguns muitos monstros? Ou Heike estava sob efeito de alguma energia muito ruim, ou simplesmente tinha problemas. Harold preferia levar em conta a segunda opção, pelo pouco que conhecia - e máximo que queria conhecer - do carneiro. Fora aquilo, piscou para o lado e viu aquela criatura laranja se deslocar para longe da confusão.

    Pra onde diabos você está indo, Ren? ─ Monologou enquanto, quase numa sincronia perfeita, a voz do veterano podia ser ouvida em seu comunicador. Agora não é hora para reuniões, sua puta retardada... Esfregou com ódio a palma da mão direita no próprio rosto, entortando os óculos no meio do movimento, procurando se controlar com o nível de senso quase nulo do Sagitário. Trezentas e sessenta e quatro pessoas feridas, metade delas quase mortas, e o "sabichão mais velho" querendo dar palestra? Porra, vá ajudar Rin, pelo menos. Mas, não ignoraria o pedido do nono signo, apenas deixaria pra mais tarde.

    Pôde logo em seguida escutar a voz que o acompanhou durante anos. O único mais novo que ele próprio em todo o grupo ali, apesar de não parecer de primeira vista. Observou a muralha anteriormente feita por Rin e lá achou seu ponto cego recomendado, estendendo a mão para o lado e disparando, na coxa esquerda de um dos monstros que antes vinha numa velocidade absurda para atacá-lo. O movimento interrompido e a morte instantânea do ser fez a criatura voar por inércia. Acertou outra que veio pelo outro lado, dando uma passagem muito tranquila do Capricórnio até o ponto de encontro marcado com Zion. Avistando seu irmão adotivo, magicamente já rodeado de bagulhos e construindo coisas que, por convivência, Harold já até sabia reconhecer o que seriam. Era incrível o quão ele se sentia à vontade em qualquer lugar, desde que estivesse com suas bugigangas. Apenas cruzava os braços e ouvia atentamente o plano do irmão.

    Há anos que Zion cometia erros de vocabulário e, consequentemente, há anos que Harold NUNCA cansava de zoar com a cara do aquariano. Em todas as palavras erradas, o Capricórnio repetia o erro, mesmo que isso não interrompesse o discurso do mais novo. Observou com admiração suas "crias", como ele gostava de chamar suas criações, explodirem os alvos com máxima eficácia. Harold fez uma expressão de aprovação, ainda mais com a ideia de explodirem o interior e o exterior da nave simultaneamente.

    Ninguém mais sabe reconhecer esse gênio que você é, né Zion? Vou te dar um abraço por isso, vem cá, brother. Você é meu orgulho. ─ Abriu os braços, com um sorriso de cafajeste na cara, sabendo que o aquariano DETESTAVA receber abraços. E Harold não gostava nem um pouco de fazer o que os outros detestavam, claro. Perseguiu os movimentos do mais alto pra desviar de seu abraço, mas uma hora conseguiu prendê-lo entre os braços, levando pontapés e socos nas costas. Soltou-o, satisfeito em irritá-lo por enquanto daquela forma. Hora de voltar ao trabalho. A ideia de explodir cada um daqueles bichos vibrou a empolgação quase nula do albino, e dois filhos de Saturno trabalhando juntos... É, não dava boa coisa.

    Enquanto um lado estava paparicando a ovelha virando do avesso ninguém sabe porque ou como, os dois "terroristas" oficiais do Zodíaco colocavam em execução seus planos de destruição em massa daquelas criaturas, que fediam mais que uma pilha de cadáveres mortos. Na verdade, era quase isso que eles eram, de fato. Deu um chute no traseiro de Zion, antes do mesmo rumar em direção onde havia os canais de teletransporte emergenciais. Pelos óculos, acionava o comando de Arthemis, para que não precisasse ter contado direto com o sistema, podendo solucionar a programação dali mesmo.

    Arthemis, vou te pedir mais um favor. ─ Desviou de mais alguns monstros, aquilo já estava um saco, deixando o décimo signo mais esperançoso ainda com a ideia de ver todos aqueles bichos explodirem de uma vez só. Enquanto falava, ia em direção aquela borboleta cor de rosa reluzente, que provavelmente estava fazendo algo sem noção dentro da nave. ─ Oi, Ren. Vou te obrigar a sossegar esse rabo e ficar comigo dessa vez, ok? Cansei de te ver rebolando por aí aleatoriamente. ─ Não esperou resposta ao chegar perto do amante, agarrando-o pela cintura e levantando-o do chão, prendendo seu corpo por cima de seu ombro direito. Daquele jeito ele ficaria longe de perigos maiores, ou não. De toda forma, explodir o interior da nave com Ren lá dentro não era uma coisa que ele aprovava.

    Arthemis, pegue os pontos no mapa marcados pelo Chang e una-os ao mapa de seleção da teletransportadora.Entendido. ─ Zion em pouco tempo já dava sua permissão para acionar o teletransporte em questão. Harold, ainda com o Sagitário sobre o ombro, já estava longe do interior da nave, virando-se e sorrindo, como máximo de empolgação - um pouco bizarra - pela imagem que estava por vir. ─ Ative.

    Tantos os monstros do lado de fora da nave, quanto os do lado de dentro, receberam visitas ao mesmo tempo. Estas, grudaram em alguma e qualquer parte de seus corpos, fazendo aquele belo e ensurdecedor estrago. O som de todas as explosões eclodindo de uma só vez, todas as janelas da nave, de vidro blindado, não resistindo à potência dos explosivos e, apesar das paredes resistirem, era possível observar parte daquele estrago pela luz, fogo e fumaça que eram ejetados com toda fúria por cada buraco da nave. As explosões também atingiram os monstros mais próximos, do lado de fora, sendo possível apreciar com mais detalhes a forma como cada um foi exterminado. Harold soltara Ren ao chão, finalmente.

    Vou parar de caçar os brinquedos do Zion durante um tempo, como gratidão à ele. Acho que ele merece, né? ─ Sorriu para o ruivo menor. É claro que ele ia continuar destruindo as palhaçadas sem utilidade que o Aquário criava, aquilo era só da boca pra fora. Mas encerravam aquele problema com estilo, e de uma única vez. E só de praxe, fez questão de dividir toda aquela paisagem com os visor dos óculos do irmão, pra que, do lado de dentro, ele não perdesse o espetáculo, é claro.

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    Re: [#01] O Judas de Leão, Parte I

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