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    [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

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    Abel
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    [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

    Mensagem por Abel em Qui Jun 19, 2014 2:32 pm

    A sala, antes escura, se iluminava assim que se aproximou dali, e alguns guardas levavam o líder do Conselho Supremo ao local indicado ao mesmo. Embora fosse tão forte, era uma honra - segundo os próprios guardas - prezar pela vida daquele que guiava seu povo. No entanto, além da linha iluminada que ficava sobre o chão, anterior à porta automática que só se abria com a ordem de Abel ou autorizados, os guardas se colocavam ali, de joelhos, esperando por seu mestre.

    Senhor Abel, rezaremos por sua vida! Onde quer que esteja...

    Senhor Abel, por favor, tome cuidado. Não sabemos quando aquele homem voltará e...

    Preocupado, virou-se rapidamente, sabendo a quem o guarda se referia.

    Não se preocupem. ─ Contudo, não deixaria sua preoupação transparecer, esboçando um sorriso em seus lábios e acenando, de modo que os guardas poderiam se retirar dali. ─ Estou bem. Prezem pela vida dos trabalhadores desta nave, pois cada um está cumprindo os afazeres de suas devidas funções. ─ Sabia muito bem que a atitude dos guardas era desnecessária, porém, entendia o temor deles após a "quase-catástrofe" que ocorreu na nave. "Kain apenas deu um aviso... Eu só queria poder falar com ele sem que se revolte, mas é impossível...". Entrou na sala, as portas se fechando logo em seguida. Ergueu o rosto; as íris azuis, claras, se tornavam brilhantes quando parte do metal que cobria a janela se levantou, o vidro resistente sendo a única barreira entre o lado de fora e Abel. Era noite, pôde visualizar a lua, as estrelas e a cidade, tão pequena, devido a altura que se encontrava.

    Gaia... O que eu devo fazer agora? O Conselho Supremo não tem respostas... Necessitamos de sua bênção e... Sei que Lilith não demorará até se manifestar sobre Ren. Preciso de respostas, meu deus. Ó deus. Deus da terra fértil, pai da natureza, aquele que olha por todos nós... Será que... Está na hora de contar a eles? E, se não for atrevimento de minha parte, ó, meu Soberano... Peço que me dê sabedoria para condenar o traidor entre nós. Os traidores.

    Após isso, Abel se virou e o metal da janela desceu; a sala toda só não ficou toda escura peas luzes que automaticamente se acenderam. Retirou-se da sala, e as portas se fecharam quando o loiro saiu.

    ───────────────────────────

    A esperança de um dia trazer Kain pro lado da luz caía por terra a cada ato do escorpiano. Kain, antes de tudo, não era alguém ruim; inovador, como qualquer Aquário enterrado no mapa, e amável, como qualquer bom escorpiano, além de bom - ótimo - amante, como adoráveis vênus librianas. Era dono de maior parte das ideias que Abel colocou na mesa, inspirado pelo ex-melhor amigo; Kain era alguém realmente confiável e que pensava no bem de todos. Não era aquele monstro que Adam divulgava para o mundo, e Abel sabia muito bem do verdadeiro homem que aquele rapaz era.

    Mas ele estava corrompido. Totalmente corrompido. A vingança o estragara; Se Kain era o recipiente de maçãs perfeitas, sua inveja, seu descontrole, seu rancor e toda sua raiva era apenas uma maçã estragada. Abel, inicialmente, até tentou trazê-lo de volta com uma boa conversa, mas... Kain era teimoso. Sabia muito bem o que queria agora e Abel era a única pessoa que Kain queria ver... Morta. E como Kain não é do tipo que mata de uma vez e sim que destrói - e como destrói - aos poucos, o pisciano sabia que toda a nave corria perigo, e que deveria protegê-la com tudo o que tinha. Ah, claro, e tinha Lilith, que era pior que tudo junto. Era o mal numa vaca só. Ela realmente queria destruir tudo. E se não fosse o bastante: os pecados capitais encarnados, controlados por Kain, dominados por Lilith. Cada um com seus problemas e todo mundo querendo explodir a nave.

    Precisava despertar Gaia e todo o poder que havia nele, e o único capacitado para isso, mentalmente, era Rin Damien, regente da constelação de Virgem, filho da Terra. O único problema é que seu físico era fraco demais e, mesmo que sua mente fosse forte, não era resistente e poderosa o bastante para uma possessão de Gaia, no qual o deus da terra pudesse usar todo seu poder sobre o mal e manter a balança como ela deve estar. Pediu mais uma vez ajuda e sabedoria aos deuses e à deusa de sua constelação, convocando uma reunião com o virginiano. E dessa vez, não o fizera na sala de reuniões como sempre... O fizera em sua sala particular. Afinal, Abel sabia muito bem da existência dos traidores.

    Esperou que Rin se acomodasse, e então seguiu com o assunto.

    Senhor Damien, creio que, quando entrastes para a Nave, tenha ouvido falar sobre os deuses, huh? ─ Sentou-se sobre a mesa, cruzando as pernas, esboçando um leve sorriso. Prosseguiu. ─ Hypnos, o deus do sono, dos sonhos e pesadelos; Serena, a deusa dos mares e da constelação de Peixes; Lilith, a deusa da morte e controladora de todo o mal existente na terra e, por último, mas tão importante quanto os outros... Gaia, o deus da vida, da fertilidade, da natureza e controlador de todo o bem existente da terra. Isso fora os deuses de cada constelação. Libra, a balança, equilibra as forças de Lilith e Gaia, pois são as únicas capazes de afetar as decisões de qualquer ser existente aqui. Afinal, não é com água que você vai ficar bonzinho ou malvado, correto?

    Riu. Ok, piadinha muito sem graça. Abel não deve ter nada de Sagitário em seu mapa astral.

    Enfim... Eu preciso que Damien se torne mental e fisicamente mais forte. Infinitamente mais forte. É o único a quem confio a possessão de Gaia, e só assim para que Lilith seja derrotada e a balança volte ao normal. Até porque, ela quer levar a balança ao extremo, e se isso acontecer, é o nosso fim.

    Afastou-se da mesa, virando-se e ficando de costas para o virginiano.

    Seu treinamento começará em breve. Eu mesmo tratarei de treiná-lo e observá-lo sempre, sondar se está prosseguindo e, de fato, se fortalecendo. Como subiu de cargo, apesar dos acontecimentos entre seus colegas, eu conto com você. A propósito, eu responderei dúvidas suas à respeito disso e de Gaia, contudo, não direi mais que o necessário. Não desaponte sua nação, Damien.

    Hohohomo escreveu:1. Ren vai ensinar Abel a contar piadinha. nn
    2. Me desculpe por alguns erros no turno, Juju. ;; Fiz isso com o cu na mão do meu pai não me pegar no flagra aqui, quase 7h. q
    3. Ainda penso em fazer um tópico com os deuses do mundo deles só de curiosidade. ?
    4. Eu sei que não soube explicar a parte da janela... mas sabe aquelas janelas automáticas, de metal, que desce e sobe? çç Aí sobe, e dá pra ver o céu e a cidade deles. <3 Desce e fecha tudo. ;;

    Sinto que esqueci algo, mas quando eu me lembrar, edito isso. q
    krlh abel fala mt


    Última edição por Abel em Ter Jul 01, 2014 3:48 pm, editado 1 vez(es)
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    Rin Damien
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    Re: [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

    Mensagem por Rin Damien em Qui Jun 19, 2014 5:43 pm

    Achava curioso o fato de que assim que botara os pés na nave, fora convocado a uma reunião com Abel. Era justamente quem estava prestes a procurar, devido ao curioso acontecimento que presenciou em um jardim próximo, em que sentira e ouvira a presença de uma entidade que dissera que deveria falar com seu líder. Uma conversa com o regente de touro depois, e teve uma ideia do que aquilo poderia significar, e ainda que tivesse certo receio da certeza de que o próprio corpo deveria ser possuído por Gaia e o que isto dizia sobre a situação atual da nave e do planeta, se sentia estranhamente calmo. Teria mais respostas agora.

    Se encaminhou até a sala particular de Abel, local que visitara pouquíssimas vezes. Normalmente quando via o líder do Conselho Supremo era em uma reunião, e o mais comum era apenas saber de decisões feitas por ele por meio de outros. Não fazia questão de conviver com o pisciano, nem pelo fato de ter certa implicância com o signo; apenas ainda havia de começar a respeitá-lo verdadeiramente, devido ao fato de tudo acontecer debaixo do nariz daquele homem e ele mal agir em relação aos problemas graves da nave. Talvez fosse parte de algum plano, talvez ele apenas não pudesse, mas ainda não impressionada de nada o virginiano.
     
    No entanto, exteriormente, claro que agiria com respeito total a alguém tão importante. Era a virtude que achava mais necessária, que muitos dos guerreiros pareciam não possuir.  Cumprimentou Abel com um aceno de cabeça, sentando-se na cadeira normalmente reservada a convidados da sala, o pequeno sorriso que já lhe era natural presente em sua face, sem realmente demonstrar qualquer alegria em particular. Ouviu atentamente as palavras sobre os deuses, e realmente, sentia que não deveria ter ignorado tanto a mitologia do próprio mundo, sendo ele próprio um usuário de magia. Só soubera o que era realmente Gaia pelas palavras de Nero, e agora, as do líder mais influente. Não tivera a certeza de que entendera a piada quando Abel rira, ou por que razão teria graça, então apenas continuou a ouvir em silêncio.

    Infinitamente mais forte. De novo a noção de que era fraco. Mas fazia sentido, se ele tinha de lidar com algo daquele cálibre, era óbvio que não estava preparado. E teria que treinar com o próprio Abel, além dos treinamentos que já imaginara que teria? Sua vida ficaria corrida, certamente, mas o próprio signo não o deixaria completar os treinamentos e continuar o próprio trabalho com nada menos que perfeição. Desapontar a nação? Mais para desapontar o mundo, se algo como o lado ruim da balança ganhasse. Nenhuma pressão. Claro. Nunca imaginaria que teria que lidar com mais do que companheiros quase mortos que possuíam problemas mentais, e ainda assim, se recusava a ficar nervoso com aquela perspectiva. Encarava as costas do pisciano ao começar falar, se perguntando brevemente se aquilo era algum tipo de dramatismo da parte do outro.

    - Hoje eu saí da nave principal pra tomar um ar fresco, e lá fora eu senti algo. Uma presença boa, uma aura mais pura do que qualquer coisa que eu já vi. Algo que só eu conseguia sentir e ouvir. Nero me disse o que achava que era, e acho que tive mais noção, com tudo que o senhor disse. Se é isso que eu tenho que fazer, eu farei. Mas, já que me permitiu perguntar, eu quero saber. Possessão significaria o que, exatamente? Ela poderia ter meu corpo, mas em que condições? E, quando ela estivesse, eu não teria noção do que acontece? – Um mínimo interesse era notável em sua voz, que continuava suave, como de costume. Claro que, mesmo que fosse algo que em teoria era do bem, ele queria saber as condições exatas sobre a possessão, para saber se não teria que se preocupar depois. – E o que, exatamente, eu treinaria?
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    Abel
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    Re: [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

    Mensagem por Abel em Qua Jun 25, 2014 7:05 am

    Abel nunca foi de julgar alguém injustamente, mas a princípio, Rin não parecia tão interessado na história da nação... Até aquele dia. Ficou contente em saber e notar o interesse do virginiano, fazendo seu sorriso voltar a aparecer em sua face por um instante, fechando os olhos numa reflexão de dois segundos. Abel sabia a verdade, tinha as respostas para as perguntas que ele tinha naquele momento e das dúvidas que um dia terá. Era muito parecido com Nerissa. Era idêntido a Ren. Então, o pisciano deu as costas por um momento, e suas mão estavam atrás de suas costas com seus dedos logo entrelaçados.

    Damien, se lembra de Lilith? A deusa que mencionei? ─ O tom era suave, como sempre. ─ Ela tem se revoltado e se voltado contra tudo e todos, a fim de fazer com que a energia das trevas, da balança, predomine. Isso seria o fim para todos nós, lembrando que o nosso objetivo é de, apenas, manter a balança como sempre devesse estar. Lilith está aprisionada, não tem como utilizar seu poder, até que alguém a liberte e use seu corpo de recipiente, até que o corpo envelheça ou faleça por alguma doença. Ela conseguiu um corpo um pouco antes de Kain nos trair, mas o corpo havia falecido e então pude aproveitar que ela estava vulnerável.

    Ah, mas claro, não diria, em hipótese alguma, que seu irmão era o recipiente de Lilith. Tampouco diria sobre a ligação familiar de Rin para Ren. Sabia o que deveria dizer e o que deveria calar. Abel era bastante cauteloso.

    Quando ela se apossa de alguém, é sem o consentimento da pessoa. O recipiente perde a memória e desconhece a possessão, além do que o corpo se torna forte quando Lilith o domina. Quanto mais forte for o corpo do recipiente e quando mais fraca for sua mente, mais fácil para a possessão de Lilith.

    Virou-se novamente, ficando de pé, de frente para Rin.

    Diferente dela, Gaia não quer possuir por conta própria. Ele quer ser invocado, com a vontade do recipiente, para deter Lilith e aprisioná-la, para manter o mundo em equilíbrio. E você tem a mente forte, Rin. Não se deixa levar facilmente pelos outros e tem uma ótima capacidade de liderança. Além de ser forte com magia, mas não forte o suficiente para Gaia. Você seria perfeito para a invocação. Treinando suas habilidades básicas de magia e se aprimorando, assim como treinando as técnicas de invocação, Gaia pode apossar-se de seu corpo, e então pode enfrentar quaisquer males em nosso mundo que nenhum dos doze guerreiros consiga.

    Num ato de humildade, o Líder do Conselho Supremo se curvou levemente, como respeito ao virginiano. Ele pedia algo muito importante para Rin, e isso poderia salvar ou não o povo dos ataques de Lilith e Kain, porque quando os guerreiros se afetavam com as forças malígnas, o povo acabava sofrendo junto. E, pedindo algo assim ao loiro, Abel reconhecia que dependeriam dele enquanto Gaia estivesse presente. Então, não achava ruim curvar-se em respeito ao menor.

    Espero que compreenda a situação e aceite. Pelo bem de todos nós.
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    Rin Damien
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    Re: [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

    Mensagem por Rin Damien em Qua Jun 25, 2014 7:27 pm

    Rin apenas observava e escutava atentamente as palavras do líder do Conselho Supremo. As informações sobre Lilith o intrigavam, e já havia perguntas na ponta da língua que queria fazer, porém, conteve-se. Era estranho que Abel omitisse quem era o recipiente da deusa, que já devia estar presente novamente, já que ele próprio estava agora oficialmente sendo convocado para o papel oposto. Se ele não o estava informando algo tão essencial... Provavelmente era alguém conhecido. Não só conhecido, como muito provavelmente, um dos regentes? Poderia apenas especular, e se nada fora dito, talvez fosse melhor que não soubesse. Ainda.

    Já as informações sobre Gaia, fora um alívio ouvir. O virginiano não teria que se preocupar sobre qualquer possessão que fosse contra a própria vontade. Entendera um pouco mais sobre o deus, e também sobre a gravidade da situação, principalmente ao ver Abel se curvando diante de si. Ele próprio seria uma das maiores forças na luta que decidiria o destino do mundo, para equilibrar a balança e salvar todos das desgraças que já tiveram uma pequena prévia de como poderiam acontecer. É, absolutamente nenhuma pressão. Não poderia demonstrar fraquezas. Sua expressão continuava a mesma, atenta, e agora completamente séria.

    - Não acho que negar seja uma opção. Todos dependem disso, não é? Eu aceito. – Meneou a cabeça em concordância, sem dúvida em sua voz. Claro que o faria, mesmo com todo o trabalho e risco. Poderia na maior parte do tempo dar a impressão de ser alguém distante, porém, algo tão nato de Virgem que raramente viam em si era a gentileza, a habilidade de, por mais ríspido que fosse, ligar para os outros e para o que acontecia a sua volta, o que é claro, com sua racionalidade, normalmente não afetava suas decisões em grande escala. Contudo, se não aceitasse, havia uma grande possibilidade de ver toda a população sofrendo, e todos os regentes e membros do conselho mortos. Não queria aquilo, de forma alguma.

    Só mais uma pergunta, se puder responder. – E não via nenhuma razão para Abel lhe omitir esta informação em particular. – Queria saber mais sobre a minha família. Sobre quem era meu pai. O Senhor deve saber, já que minha mãe era parte dos regentes. Qualquer informação é útil. – Não saber absolutamente nada sobre o pai era frustrante, e se suas suspeitas estivessem corretas, poderia tentar blefar e dizer de uma vez que sabia que os pais eram dos regentes. E ainda assim, não teve coragem para fazê-lo; algo ainda queria que estivesse errado sobre aquilo. Às vezes odiava suas intuições.
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    Abel
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    Re: [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

    Mensagem por Abel em Ter Jul 01, 2014 2:33 pm

    Rin era diferente de muitos ali e, embora fosse tão reservado, se destacava à sua maneira. Dono de uma paciência na qual nem Abel entendia muito — apesar de ter Lua em Aquário —, era perfeito para servir de recipiente ao deus daquele lugar. E Abel não pensava nisso como algo negativo ou como se Rin fosse escravo de um sistema cujas medidas foram forçadas por conta de Kain, e sim, pelo fato de poder contar com o virginiano e confiar nele.

    No entanto, Rin queria algo. Não exatamente algo em troca, mas queria uma informação tão delicada sobre parte de seu passado que Abel ficou um pouco inseguro de contar. Sabia que, se não contasse com jeito, não buscasse um meio de dizer as coisas da forma "correta", um belo estrago poderia ser feito. Ninguém estava pronto no momento, até mesmo Rin, tão mentalmente equilibrado, diferente de seu irmão. Mas, por outro lado, acharia injusto não contar pelo menos parte do que Rin queria saber ao mesmo. Ele tinha o direito de saber quem era seu pai, mesmo sem muitos detalhes, sem o nome ou quaisquer outras informações que juntassem todas as peças daquele quebra-cabeça.

    Seu pai foi um homem gentil. ─ Pensaria num meio de contar as coisas sem expor Ren ou ligações com Kain e Lilith. ─ Ele pertencia ao grupo zodiacal e se apaixonou por sua mãe, mas ele era um homem um pouco complicado, também. Nunca parava quieto. Desconheço os motivos que o levou à sumir e abandoná-lo, assim como também fez com Nerissa. Nunca entendi muito bem o que se passava na cabeça de Dimitri, muito menos quando ele abandonou Re...

    Arregalou os olhos. Por pouco, não causou um estrago. Prestou bastante atenção no que havia dito e, em questão de milésimos de segundos, pensou em outra coisa para disfarçar o que havia dito. Deu nome, falou demais e quase mencionou sobre Ren, a última pessoa que deveria falar sobre, no momento. Virou-se rapidamente, e  antes mesmo de terminar de pronunciar o nome do sagitariano, conseguiu se conter e dizer outra coisa "por cima". Iria reparar a besteira que foi feita.

    ... Quando ele abandonou este grupo. Mas cada coisa acontece como deve ser, correto? O dono posterior, da mesma constelação que seu pai, fez um ótimo trabalho, também. Inclusive, é Noir, do Conselho Supremo. ─ Sorriu, indo em direção a porta, colocando a palma de sua mão no dispositivo, ao lado da porta automática, que reconheceu os dados de Abel e então as portas se abriram. ─ Está dispensado, Damien.

    Agradeceu por Nerissa dar seu sobrenome ao virginiano. Seria impossível Rin buscar por "Dimitri Damien", até porque, Dimitri tem o sobrenome Walker. E, até ele descobrir o sobrenome do pai, acabaria descobrindo sua ligação familiar com o sagitariano atual do grupo.
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    Rin Damien
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    Re: [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

    Mensagem por Rin Damien em Ter Jul 01, 2014 3:20 pm

    Se quisesse expor que acabara de descobrir em cheio a verdade, provavelmente também teria dito para Abel ter cuidado com o que falava. Peixes era o signo com o qual menos simpatizava, e o líder do Conselho Supremo, com todo seu poder, não escapava de uma das características principais dele. Piscianos eram sonsos. Um fato normalmente irritante, mas que no momento era ótimo, pois Rin se aproveitava daquela característica e ligara todas as informações que foram concedidas.
     
    Primeiro apenas ouvira atentamente, percebendo que ele tentava falar o mínimo possível sobre seu pai, enquanto cedia certas informações que para si, não eram tão relevantes. Não importava para o loiro que um dia o pai fora um homem gentil ou o que quer que fosse. Não duvidava que havia sido, para sua mãe se apaixonar por ele. Porém, as ações posteriores daquele homem e as repercussões que tivera na própria vida e na da única pessoa que amara no mundo foram desastrosas. Nunca fora de se importar com muita coisa, mas quando algo o atingia, não era exatamente fácil. Não o perdoaria, não importando as razões que levaram ao abandono.

    E, ali estavam. Duas falhas nas palavras alheias, uma a qual Abel desconhecia, e outra que ele se apressara a consertar, e que o virginiano apenas entendera por ter compreendido o primeiro deslize. Dimitri. Ren havia lhe dito - e provavelmente falava aos quatro cantos para quem quisesse ouvir - que era o nome do próprio pai. Abel não conhecia o regente de sagitário para saber que algo assim poderia ser facilmente falado por aí? E o mais importante, por que o esforço para omitir a informação? O nome era o do pai do sagitariano, assim como do virginiano. Por que esconderia algo, a não ser se houvesse algo maior em jogo? Deixaria o pensamento de lado por enquanto, pois as suspeitas que já começara a ter pareciam crescer, porém, antes de se permitir sentir qualquer coisa, Rin teria que confirmar os fatos.

    Após ser dispensado, agradecendo a Abel sem demonstrar qualquer vestígio de saber algo que não deveria, fora para a sala de reuniões, no momento vazia, e acessara os dados dos guerreiros zodiacais anteriores. Não eram classificados como informação oculta, apesar de haver certa vigilância no sistema, e ele, como líder, poderia acessá-las sem maiores problemas. Pesquisou até encontrar um dos regentes anteriores, regido pelo signo de sagitário, cujo nome aparecera em letras simples na tela.

    Dimitri Walker.

    Fora parte dos regentes na mesma época de sua mãe. Ren Walker. Ren ser tão parecido consigo. A resposta estava bem na sua frente, apesar de não ter provas concretas. Não havia outra conclusão. Sua vontade era de honestamente bater a cabeça contra a mesa de reuniões, mas é claro que não faria tal coisa. Ren era seu irmão. Mais velho, ainda. O que deveria fazer com tal informação...? Decidiu que no momento, a esconderia. Depois pensaria em como isto poderia ser revelado, ou até... Usado em sua vantagem. O sagitariano comentara que queria achar o pai. Por uma vez, talvez possuíssem o mesmo objetivo, mesmo que com pequenos detalhes diferenciados. Não gostaria de enganá-lo, mas não sentia conexão alguma com o outro, como família, e de fato, se pudesse escolher, queria manter distância. Não faria bem nenhum se aproximarem, sabendo que no futuro, mataria o pai dos dois.

    Sentia que o sorriso presente na própria face estava longe de ser agradável.

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    Re: [#08] Turno Livre ─ Sala do Líder do Conselho Supremo

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      Data/hora atual: Sex Ago 18, 2017 9:54 pm