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    [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

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    Rin Damien
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    [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Dom Jul 06, 2014 11:15 pm

    O treinamento intensivo não era motivo para Rin relaxar minimamente no trabalho médico que fazia na nave. Claro, o adaptou para trabalhar menos horas, porém, quando estava lá, continuava sendo algo como chefe, alguém que era chamado nos casos mais imediatos e graves, porém que ajudava em ferimentos e consultas de rotina se o dia fosse particularmente monótono. Este era um deles. Era ótimo que poucas pessoas precisassem de tratamento, porém estava a algumas xícaras de café de distância de achar algo para limpar o lugar para espantar o tédio. Tinha uma em mãos, da qual bebia o líquido lentamente, até que fora chamado para ver um paciente com um problema leve qualquer, e saiu da própria sala para fazê-lo.

    Mal deu alguns passos pelos corredores quando viu à distância o novo regente de escorpião, provavelmente a caminho de algo parecido com o que teria de fazer. Estava de costas, os cabelos azulados e chamativos aparecendo mais do que deveriam. Algo que o virginiano se perguntava com toda a sinceridade possível, era como uma pessoa poderia pintar o cabelo desta cor e sair com ele como se fosse a coisa mais normal do mundo. Certo que algumas pessoas possuíam cabelo estranho naturalmente, porém, isto e o comprimento, o faziam querer pegar um pote de tinta e a tesoura mais próxima. Talvez hoje fosse um bom dia para isto, não?

    Apressou o passo, passando a caminhar ao lado do mais novo, o sorriso mais simpático que conseguia aparecendo nos próprios lábios. – Olá, Lavi. – Não era um signo de puxar conversa sem nenhuma razão, ou de enrolar quando finalmente falava algo, porém possuía o mínimo de educação para tentar amenizar as palavras às vezes.Me diga... Você gosta mesmo do seu cabelo assim? Se você quiser, eu poderia dar um jeito nele. Pintar, e até cortar. – Quantos cabelos dos regentes já cortara até então? Sabia de uma coisa: Se ele não aceitasse, haveria sempre um segundo plano. Só esperava não ter que chegar até lá.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Seg Jul 07, 2014 12:49 pm

                Lavi estava bastante ocupado na ala hospitalar, parecia que todos os serviços com alguma complexidade haviam sido colocados a cargo dele, além de estar trabalhando muitas, muitas horas para um recém-chegado. “Não se pode mostrar talento algum que já montam em cima de você.” Pensava desgostoso, já começava a nutrir algum desgosto para com Abel, era provável que ele tenha mandado colocarem mais horas de trabalho que o normal sobre o encargo do escorpiano, só por ele ser habilidoso no que fazia e terem a falta do líder da equipe médica, que estava treinando. Rin não era culpado por isso, Abel era, era culpado por não contratar mais médicos capazes.
                Estava a caminho do quarto de recuperação de um paciente no qual passou a noite fazendo uma cirurgia, a pessoa certamente estaria boa, mas seu dever como médico o obrigava a monitorar a pessoa no pós-operatório. Estava segurando uma xícara grande de café em uma das mãos, liquido o qual degustava com um pouco de desgosto, gostava da bebida, mas não apreciava toma-la aos montes para manter-se acordado, mas era sua única opção, não podia mascar mais uma de suas pílulas especiais que o manteriam acordado e mais energético por um tempo, já havia exagerado nelas nessas duas noites que passara de plantão. Agradecia que a visita a esse paciente seria a última e então poderia finalmente ir para seu quarto na nave da água e descansar verdadeiramente e talvez mais tarde dar uma escapadinha da Nave para se divertir.
                Verificava a ficha do paciente de novo, confirmava se precisaria dar algum medicamento para ele, pois se necessário passaria pegar o remédio antes para tornar as coisas o mais breve possível e então quando ia virar o corredor ouviu uma voz familiar que o fez sorrir.
                - Olá, Damien. – Respondeu em um tom agradável, mas prestando atenção ao sorriso forçado do menor.
           Esperava que não pedissem para que ele passasse mais uma noite nessa ala, caso pedissem Lavi começaria a matar pessoas ao invés de cura-las. E o primeiro poderia ser sem dúvidas Abel, pisciano incompetente, pensava em manda-lo contratar mais médicos decentes e mandar alguns que não faziam diferença embora, era um dinheiro investido em pessoas que não valiam a pena que poderia ser investido em alguém que valesse. Sabia que alguns deles estavam aprendendo as coisas ali ainda, mas ontem quando pedira a pinça e lhe deram uma tesoura foi um tanto quando inconveniente e incompetente.
            Sentiu-se aliviado quando, o virginiano começou a falar de seu cabelo, pelo menos era um assunto trivial; não exatamente trivial, porque vindo do menor com certeza ele tinha alguma ideia mirabolante na cabeça, aquele sorriso o entregava. Poderia dizer que ficou um pouco incomodado com as perguntas alheias a  respeito de seu cabelo, imaginava se ele incomodava o menor, obvio que sim, virginianos importavam-se com coisas minúsculas.
           - Bom, se eu não gostasse, ele provavelmente não seria assim. – Disse de forma suave, tentando não ser grosso com o outro médico, estava cansado e seu humor não era dos melhores nesse estado. – Se importa de caminhar enquanto conversamos? Preciso verificar um paciente. – Disse dando um passo e vendo se o menor o acompanhava. – Quando a cor, eu gosto dela, apesar de não parecer é natural – sorriu simplório – e são da mesma cor dos cabelos da minha mãe, toda minha família materna tinha cores peculiares nas madeixas. – Deu uma pausa em sua fala por um instante e sorveu o restante do líquido amargo da xícara. – O comprimento dele – disse pegando nas pontas do cabelo – às vezes me incomoda, é meio chato ficar arrumando ele toda manhã, estava pensando em cortar um tanto, mas pouco tempo me sobra com o tanto de turnos que Abel mandou me designarem. Acredito que ele verifique os turnos e não sei se você percebeu, mas estou em muitos deles, você era bastante ocupado assim também? – Perguntou curioso, não era de reclamar das coisas, mas isso estava deixando ele cansado e sem muito tempo para melhorar sua aptidão física e suas habilidades com as espadas. – Mas não é necessário que você faça isso por mim, não hoje, estou cansado demais e não quero tomar seu tempo, só quero atender esse paciente e ir para meu quarto hibernar. 
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    Rin Damien
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Seg Jul 07, 2014 3:30 pm

    Talvez não tivesse notado se não fosse de um signo que analisava tanto tudo à sua volta, porém teve a impressão de que Lavi estava com um leve mau humor. O que foi esclarecido conforme ouvia as palavras ditas, algo que ele próprio já passara muito em sua vida. Ter trabalho demais. Rin sempre fazia suas tarefas impecavelmente, e não pensava realmente nelas como um trabalho chato, porém podia ser cansativo. Nos dias particularmente agitados, era um inferno, apesar de gostar de se ocupar com algo relevante. No entanto, nos dias mais calmos, se entediava, tal como aquele, e aparentemente todo o trabalho ia para os que em teoria tinham capacidade para lidar com ferimentos médios, menores, ou menos imediatos, senão eles nunca teriam nada para fazer. No caso do escorpiano, talvez estivesse apenas sendo testado.

    Quanto ao cabelo alheio, apesar de ter levantado uma sobrancelha ao que ele dissera que era natural, mudara quase imediatamente a ideia de pintá-lo ao ouvir que era a cor de cabelo da mãe do regente. Entendia, em parte, querer manter algo na aparência por causa da mãe. Porém, não estava tudo perdido, ao ver que Lavi não se importava que cortassem o cabelo dele. Sucesso. Mesmo que tivesse algo contra isto, não era como se cortar um pouco faria qualquer mal.

    - Ah, eu cheguei a trabalhar demais. Mas, foi diminuindo com o tempo, por um número de razões. Nesses dias, por causa do treinamento, tenho menos turnos e trabalho menos horas neles, também. Realmente preciso focar em outras coisas, então acho ótimo. – No entanto, havia um quê de simpatia real em sua voz agora. O seguia sem problemas, e notara também a xícara de café que o mais novo carregava, que talvez denotasse o cansaço do mesmo.  – Mas, se você estiver cansado, me diga. Posso pegar parte de seus horários. Não muitos, mas se ajudar, já sabe. E de qualquer forma, posso cortar seu cabelo. Você não precisa estar necessariamente consciente pra isso. – Falara num tom tão direto, tão normal, que poderia estar comentando sobre o tempo. Consciência era uma coisa que, de fato, deixava as pessoas menos suportáveis.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Seg Jul 07, 2014 4:46 pm

                    Observava cada expressão do menor, viu que a expressão dele alterou-se minimamente quando falou do cabelo ser igual o da mãe, talvez a figura materna o deixasse um pouco inquieto e o afetava, não sabia, talvez fosse apenas uma impressão devido ao cansaço, costumava pensar e sentir demais quando estava cansado e as impressões podiam muito bem ser falsas.
                    - Espero que os meus venham a diminuir também. Preciso de tempo para aprimorar minhas habilidades de batalha. Não, creio que não seja necessário que me cubra em algum turno, eu realmente gosto do trabalho, gosto de trabalhar, tudo é bastante interessante, só estou cansado mesmo, quatro cirurgias demoradas em apenas dois dias é bem cansativo, fora alguns acompanhamentos menores e meio tediosos.  – Suspirou cansado. – Agora pouco eu fui atender uma senhora, ela só aceita ser atendida por mim, quando uma enfermeira foi atendê-la ela fez um escanda-lo. – Revirou os olhos. – E quando eu estava lá ela me fez ficar por um booom tempo, ficou falando de quando era jovem e mais milhões de coisas, eu quase dormi, não dormi porque ela ficava me acariciando... – deu um breve riso ao lembrar-se da senhora – Agradeci a Serena quando fui chamado para outra consulta urgente.  Um momento, preciso atender esse paciente, será rápido.
                  Lavi entrou no quarto e viu o garoto sentado na cama olhando a janela enquanto suspirava, pobre menino, só queria sair desse hospital e sentir um pouco de ar fresco, comer uma porcaria qualquer e brincar com os amigos. Lavi botou um sorriso no rosto quando o chamou, e quando o garoto viu o médico deu um sorriu grande e os olhos brilharam.
                    - Tire a camiseta, Luka. Respire fundo e inspire de vagar como te disse da outra vez. – O garoto prontamente obedeceu à ordem do maior que logo pegou o estetoscópio e sentiu a respiração do garoto ruivo e depois ouviu os batimentos também. – Você está melhorando bem, amanhã ou depois poderá sair. Então, você gostou da cicatriz que eu te dei no peito? – O maior passou os dedos em uma cicatriz na lateral do tórax do menor, onde os pontos foram tirados recentemente, a cicatrização ainda estava rosada.- Ela te deixa bem másculo quando sem camisa.
                    - Eu a adoro! – O garoto disse sorridente com uma voz um tanto aguda. – E nem dói mais quando você a toca, doutor. Sério? Eu vou poder sair em breve?! Não vejo a hora de sair daqui! Mas eu vou sentir sua falta! Você é tão legal.
                  - Agora eu tenho que ir. Ah! E seus remédios, não se esqueça de toma-los, combinado? Quero que saia daqui bem forte.  – Disse voltando-se para a porta onde o loiro o esperava.
                   - Mas já, doutor, você não ficou nada aqui hoje. – Disse em um tom tristonho.  – Você volta amanhã, não é? Promete ficar um pouco comigo, promete?!
               - Ah, aqui um presente. – Lavi tirou um pirulito do bolso do jaleco e deu ao menor. – Não conte a ninguém, certo? Isso é só para os pacientes especiais. – Deu uma piscadela para o menor. – Amanhã não é meu turno, mas venho te visitar, mas amanhã me chame de Lavi e não doutor, combinado? – Sorriu para o menor e se despediu. 
                  - Desculpe a demora, Ri... Damien. Onde estávamos? Ah sim, no meu cabelo. Bom, não recomendo que o corte enquanto eu estiver inconsciente, nem tente invadir meu quarto a não ser que seja por outro motivo.  – Sorriu de canto, mesmo cansado ainda pensava em sexo, isso o fez querer rir mais. 
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    Rin Damien
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Seg Jul 07, 2014 5:36 pm

    Entendera melhor o cansaço alheio quando ele detalhara o que andava fazendo. Realmente, parecia trabalho demais para quem havia acabado de chegar, mas ele teria que aguentá-lo se quisesse continuar ali. Já que parecia querer fazer tudo sozinho, também, seria uma maneira de ver a resistência do escorpiano. Quanto às histórias de pacientes, não estava tão interessado em ouvi-las, apenas acenando vagamente com a cabeça para não parecer estar o ignorando. – Certo, mas não exagere. Lembre da sua própria saúde. – Aconselhou, antes de parar na porta do paciente que o outro estava indo atender.

    Ao mesmo tempo em que era uma visão estranhamente agradável ver Lavi tratando e conversando com aquele paciente de forma tão... Afetiva? Era parcialmente estranho, devido ao desinteresse que havia notado com a pouca atenção  que ouvira a história que ele contara anteriormente. Ele não parecia ser do tipo que cuidava de pacientes em um nível emocional, que era o que aparentava com aquele garoto. E mesmo com esta pergunta na mente, um sorriso raro, verdadeiro, apesar de pequeno, surgiu na face do virginiano ao presenciar a cena. E quase teve vontade de rir quando ele dissera que pirulitos eram para pacientes especiais, se lembrando de que já havia dado um ao regente de aquário, tempos atrás. Pensamento desagradável, ao se lembrar da situação toda, o que fez seu sorriso sumir quase instantaneamente.

    Antes que pudesse refletir mais sobre o assunto, Lavi já havia voltado, com palavras finais sobre o cabelo, que incluía insinuações com um sentido a mais, que como sempre eram ignoradas. Até demoraram para aparecer, daquela vez.  – Eu vou cortar, então. Sobre quando... Veremos. – Havia uma nota de desafio em sua voz, apesar de não fazer questão de cortar o mais rápido possível. Conseguia fazer este tipo de coisa com pessoas inconscientes. Passou a andar de novo pelos corredores, esperando ser seguido, lembrando que ele próprio fora chamado para uma consulta.  – Há algo de especial naquele paciente? – Questionou, simples, a curiosidade ganhando do desinteresse.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Seg Jul 07, 2014 7:24 pm

               O escorpiano sentia-se mais leve após visitar Luka, o garoto era realmente um doce, até mesmo esquecera-se do mau humor e lembrou-se o quão atraente o loiro podia ser e voltara a dar em cima dele.
                - Sobre minha saúde, não se preocupe, estou em perfeito estado, é só o cansaço mesmo, mas após uma boa noite de sono estarei novo em folha. – Respondeu com um sorriso um pouco cansado ao lembrar-se do que o virginiano dissera antes dele entrar no quarto.
             Notara um tom que instigava um desafio. Então o louro sabia ser prepotente e abusado hã, mais interessante, o virginiano se tornava cada vez mais interessante, apesar de Lavi sempre ter considerado esse um signo um tanto frívolo por se apegar demais a detalhes que, muitas vezes, não eram importantes. Entretanto agora Rin o regido por esse signo estava o interessando bastante, será que anteriormente avaliava essas pessoas com um pouco de preconceito, reveria alguns de seus conceitos, sem dúvidas. Talvez devesse estudar melhor o menor, quem sabe assim conseguiria algo, não que esperasse mais que sexo.
            - Ainda o aconselho a não tentar fazer isso enquanto durmo, digamos que meus reflexos são um tanto apurados e eu vou acabar te atacando. Não da forma que quero, mas te atacando. – Disse em um tom sério, tirando o sorriso do rosto para ver se o menor entendia o que ele dizia. – Eu não duvido da sua força, mas bem fisicamente é obvio quem de nós ganharia algo, não? – Desta vez sorrira ao fim do aviso, não queria assustar o menor, apesar de que duvidava que fosse assusta-lo.
            Esperava ir direto para a nave da água e dormir depois que consultasse Luka, mas uma conversa com o virginiano parecia bastante interessante mesmo que estivesse cansado, então o acompanhou para onde ia, provavelmente teria alguma consulta também.
          - Talvez tenha. – Respondeu tentando fazer mistério, mas lembrou-se que se um virginiano perguntou sobre algo assim isso realmente devia tê-lo deixado curioso, então prosseguiu: - Ele foi o primeiro paciente que atendi desde que cheguei aqui. Luka chegara aqui em um estado bastante critico, mas os pais nunca vieram vê-lo uma única vez. – Sorriu de forma amarga, um sorriso que poderia assustar pessoas comuns, mas sabia que não assustaria Rin, ele também tinha sorrisos assim, toda pessoa que tem sorrisos falsos tem sorrisos assim.
         – Os pais fizeram-no tentar aprender uma magia que era de longe compatível com a dele, queriam que ele aprendesse Ar enquanto ele é de Água, fizeram algo que afetou bastante o pulmão direito dele. – Suspirou. – Isso só pode ter sido fruto de magia negra. – Falou um pouco mais baixo, essa magia era suja demais e fazer um garoto de oito anos passar por uma experiência dessas... Lavi teria uma boa conversa com os pais do garoto depois, não poderia como médico e como novo regente deixar algo assim acontecer. – Os pais provavelmente não amam o garoto e ele era bastante fechado e rude com a maioria das pessoas, apenas um amigo veio visita-lo. "Ao menos ele tem alguém em quem confiar", pensou. – E ele parecia outra pessoa quando estava com o amigo, aos poucos ele ficou da mesma forma comigo. Levo jeito com crianças.
         - Não é como se eu estivesse apegado sentimentalmente a ele. – Começou a explicar a relação antes que começasse a deixar transparecer que o garoto lembrava bastante ele em seu passado, dessa vez tomara bastante cuidado para não deixar escapar qualquer expressão que o deixasse vulnerável ou como um livro aberto para o virginiano. – É só que não posso deixar uma criança ser tratada assim. Elas são tão puras e sinceras, você não viu o brilho no olhar dele? É fantástico. Quando ele está com o amigo dele então, isso se intensifica múltiplas vezes. A aura deles é radiante, é tão bonito. – Finalizou sorrindo ao lembrar-se da forma inocente que Luka e o amigo se olhavam. Talvez algum dia brotasse uma paixão entre eles, Lavi quereria ver isso, seria puro e fofo, além de meio engraçado.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Seg Jul 07, 2014 10:21 pm

    Não acreditou muito nas palavras alheias sobre ele, pelo motivo de sempre: Médicos eram os últimos a se preocuparem com a própria saúde. Porém, não havia muito o que discutir; se visse que ele estava se forçando além do que conseguia, apenas daria um jeito de diminuir a carga horária do escorpiano. A vontade de fazer isso diminuiu de alguma forma, ao ouvir o que foi dito em seguida, sobre o corte de cabelo. Em parte Lavi estava certo, em uma disputa física, Rin não ganharia dele. Porém, o desafio era não ter a necessidade de uma, ou seja, o outro estar constantemente dormindo. Talvez não fosse um bom plano fazê-lo enquanto ele dormia, talvez tivesse que fazê-lo dormir para ter certeza.

    Por Gaia, tinha que parar com aquele tipo de ideia.

    Havia tanto que podia dar errado, sendo o outro tanto um médico como aparentemente especialista em venenos, que deixou o pensamento de lado, no momento. Continuou a ouvir, finalmente entendendo a história do paciente, e o porquê de Lavi parecer tão tranquilo com ele. Era uma pena, mas casos daquele tipo não eram de todo incomuns. Energia era algo que nem todos entendiam, e pais podiam muitas vezes ser, se não cruéis, indiferentes aos filhos. Ao menos, aquela criança possuía um amigo. Ou dois, contando a pessoa ao seu lado.

    - Não se apegou emocionalmente, huh. – Seu tom era estranhamente divertido, como se não acreditasse em absolutamente nenhuma palavra dita. – Se você simpatizou tanto com a criança e ela sofre maus tratos, pode tentar adotar. Não recomendo, já que você pode morrer a qualquer segundo, sendo um guerreiro. Mas já vi isso sendo feito. – Heike era um exemplo, sendo “adotado” por Ren, mesmo que em condições especiais. Rin não se impressionava com crianças. Nunca se sabia o que elas fariam quando crescessem, e infantilidade em si já o irritava. Mesmo assim, possuía certo instinto materno vindo de seu signo, que aparecia vez ou outra, normalmente relacionado a ter que cuidar dos outros regentes. O que não o impedia de julgá-los com a cabeça fria. Enfim, chegou a sala a qual fora designado, e se despediu de Lavi com um aceno de cabeça. - Te vejo depois. Cuidado com o cabelo. - E entrou, sem outra palavra.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Ter Jul 08, 2014 3:58 pm

               O tom divertido do virginiano realmente quase, quase assustou o maior. Não imaginava que ele ironizaria situações pra brincar, imaginava que ele usava a ironia para ofender ou criticar alguém, mas para brincar era bem diferente.
              - Talvez você tenha razão, talvez eu tenha me apegado a ele e virado um pedófilo, por Serena, Gaia e todos os outros deuses. – O escorpiano retribuiu a brincadeira, mas com um tom sério que faria qualquer um acreditar, o sinal de que era brincadeira só surgiu quando ele gargalhou. – Eu realmente gostei do garoto – era melhor que fosse sincero consigo mesmo e com o virginiano, afinal ele já havia notado e isso não machucaria Lavi –, mas não posso ser um pai, não creio que tome jeito para isso. Mas quem sabe, se você quiser se casar comigo, sairmos de toda essa loucura dos regentes e criamos Luka como nosso filho, você seria uma ótima “mãe”. – O escorpiano já não media os limites de suas brincadeiras. – Desculpe talvez eu devesse ter dito pai. – Piscou para o menor. – Tá bom, sem essa de adoção. – Desistiu das brincadeiras. – Bom, eu sei que não podemos deixar nosso trabalho como regentes, dificilmente achariam pessoas melhores qualificadas que nós. Não creio que eu possa morrer tão fácil em um combate, eu sou bastante forte e caso algo grave aconteça você me salvaria sem dúvidas. – Olhou o menor de forma séria.
              - Voltando ao Luka, eu pretendo conversar com os pais dele, conversar de forma bem gentil. – Deu um sorriso suave que beirava a simpatia, que na verdade escondia um grande perigo. – E tem o amigo dele, caso eu o trouxesse para cá seria difícil para eles terem contato e não quero separa-los. August, o amigo dele conversou um bom tempo comigo e ele pretende proteger Luka; e acredite o garoto tem garra, ele vai conseguir fazer algo, talvez esses dois possam ser nossos substitutos um dia. – Explicava em um tom sério. – Talvez possamos até treiná-los. – Sorriu cansado e bocejou.
              - Estou exausto, se me dá licença vou para o quarto, dormir por um tempo. Depois combinamos sobre meu cabelo, que já é bem cuidado. Desculpe as brincadeiras, quando estou cansado meu humor é uma bosta, não sei como me aguento. – Sorriu gentil e se espreguiçou fazendo todos os ossos do corpo estalarem. – Até amanhã. Aliás, caso queria fazer aquele algo mais comigo, não estou tão cansado assim então qualquer coisa passe no meu quarto. – Viu o outro apenas o ignorando e entrando no quarto do paciente, típico de um virginiano.
               Após isso foi direto para seu quarto, tomou um banho quente e longo e então botou sua calça de moletom mais larga e confortável e jogou-se na cama, quando suas costas entraram em contato com a espuma macia ele sentiu com se uma onda de cansaço saísse de too seu corpo e então adormeceu.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Sab Jul 12, 2014 3:15 pm

    Falhava em ver a graça na brincadeira de Lavi, e também ignorara o fato de ser referido a ele como mãe. Não havia nada de errado em tal afirmação, no sentido de que ele próprio se considerava algo como mãe dos regentes. Porém, naquele caso, sendo parte de uma das tentativas alheias de dar em cima de si, apenas ignorou. De resto, voltara a ouvir sobre o garoto novamente com uma mentalidade desapegada dos pacientes. Substitutos. Treiná-los. Não que duvidasse do futuro de qualquer criança, porém, o escorpiano parecia sonhar demais, provavelmente devido a ter se apegado ao menino. Talvez fosse culpa do elemento. Água tendia a fazer isso.

    No entanto, as palavras chave logo se mostraram na fala alheia. Depois combinamos do meu cabelo. Até amanhã. Aha. Conseguiria cortar o cabelo do outro sem maiores problemas e sem ter que tentar de formas não agradáveis. E, mais cedo do que imaginara. Mais cedo inclusive do que Lavi imaginaria. – Até amanhã. – Respondeu suavemente, novamente não demonstrando nem ter ouvido o outro comentário, antes de entrar na sala da consulta, fechando a porta atrás de si.

    -

    Rin sempre tinha boas noites de sono; a não ser quando trabalhava até tarde ou pela madrugada, o que era extremamente raro. Sentia certa obrigação de dormir direito, assim como de fazer tudo direito na vida. Aquele dia não fora diferente, mesmo contando com trabalho e treinamento do dia anterior. Acordara quando o sol nascera. E após se tornar uma pessoa decente, depois de um banho e de arrumar o próprio quarto (mesmo que qualquer um que visse o aposento dissesse que estava impecável), se retirou para a cozinha, onde, após fazer café para si, andou o caminho para a nave da água. Iria acordar o regente de escorpião e lhe falar amigavelmente que era hora dele cortar o cabelo. Ao chegar, bateu na porta, esperando que ele atendesse. Educação em primeiro lugar. Depois julgaria se teria que invadir o local.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Sab Jul 12, 2014 6:15 pm

            Lavi não tinha uma boa noite de sono assim há séculos; a noite até parecia passar mais lentamente para que ele pudesse dormir mais e isso era bom muito bom ele sentia suas energias se revigorando.
          Queria que pudesse dormir o dia todo para recuperar totalmente suas energias, mas dormir nem sempre significa que você vai melhorar. O maior levantaria visitaria Luka e depois passaria o dia treinando, já programava bem a sua agenda para o dia, mas demoraria um bom tempo para realmente levantar-se, simplesmente não se sentia disposto.
            O tórax do escorpiano subia e descia em um ritmo constante e suave; um de seus braços acomodava-se em seu abdômen bem trabalhado e o outro estava na cama. Escutou algumas batidas na porta, mas ignorou, era cedo demais para se acordar ainda mais em um dia livre. Havia percebido que alguém se aproximava antes, não podia dizer exatamente quem, mas a pessoa parecia ser inofensiva e também poderia ser seu companheiro da Nave de Água o qual não teve muitas chances de conversar, Milo. 
             Lavi estava decidido sua agenda estava pronta e nada a faria mudar, deixaria a pessoa bater na porta até que percebesse que não havia ninguém, ninguém que quisesse receber outra pessoa a essa hora da manhã e esperava, realmente esperava, que essa pessoa fosse embora.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Sex Jul 18, 2014 1:26 am

    Havia visto o escorpiano se retirar para dormir no dia anterior, então, a não ser que ele sofresse de insônia depois de dias sem dormir, Rin sabia que o outro havia tido uma boa noite de sono. Tendo isto em mente, não sentia culpa alguma por estar batendo na porta daquele regente aquela hora da manhã, e passou um tempo de pé no corredor, apenas aguardando para ver se obteria algum sinal de vida de Lavi. Nenhum. Talvez outra pessoa teria desistido, mas o virginiano estava decidido a cumprir seu objetivo.

    Como um dos líderes, além de regente, tinha acesso irrestrito a maioria dos lugares da nave, o que não excluía o quarto dos guerreiros. Então, destrancou a porta suavemente e entrou, fechando-a ao fazê-lo. Olhara de canto para o mais novo, que parecia imerso em seu sono, e se encaminhou direto para as cortinas do aposento, as puxando para o lado de modo que o sol pudesse invadir o cômodo. – Bom dia. – Virou-se para Lavi, o sorriso costumeiro no rosto. – Ótima manhã para um corte de cabelo, não é? – Elaborou a razão de estar ali, mesmo não sabendo se ele havia verdadeiramente acordado ainda. Os regentes deveriam ter um sentido para o perigo imediato, então esperava que sim, mesmo que talvez não fosse exatamente o caso. Talvez.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Qua Jul 23, 2014 12:05 am

          Lavi não demorou a cair novamente em um sono profundo, estava dormindo extremamente bem novamente, até sentir uma claridade atravessando suas pálpebras e ouvir uma voz atravessar seus ouvidos, não havia entendido nada e nem reconhecido de quem era a voz, estava sonolento demais pra ter qualquer noção básica de reconhecimento, se algo fosse o definir no momento seria estar bêbado de sono.
          Num rápido movimento, ainda de olhos fechados, sem hesitação alguma Lavi prensou a outra pessoa contra a parede, sufocando-a com seu antebraço e colocando uma de suas adagas no pescoço da pessoa. Apenas a força de seu braço seria suficiente para matar a pessoa, mas ter uma garantia nunca era demais.
         - Se você se mover, eu te mato. Se tentar qualquer coisa eu te mato, não pense que eu hesitarei. – Sussurrou perigosamente no ouvido de sua vítima, ele não fazia ideia de quem era; a pessoa não parecia perigosa, mas os melhores assassinos eram os menos perigosos, certo?
          Apertou os olhos, fechados, com um pouco de força e então os abriu piscando algumas vezes para se acostumar com a luz e então um rosto familiar apareceu a sua frente. Droga. Droga, o quê estava fazendo? Ele havia avisado ao menor para não tentar algo assim, era imprudente demais. Assim que teve total certeza que sua vitima se tratava do virginiano, o escorpiano abaixou o braço, removendo-o do pescoço do menor e também tirou a adaga que apontava para o pescoço do mesmo.
           - Desculpa. – Sorriu sem graça enquanto penteava os cabelos com os dedos, jogando-os para trás. – Você se machucou? Eu não cheguei a te cort... – Assim que viu um filete de sangue escorrer pelo pescoço do menor, o espadachim sem hesitar abocanhou a ferida o pescoço do menor e sugou uma boa quantia do sangue, parou quando julgou que fosse suficiente. – Sente-se na cama. – Disse apressado praticamente jogando o menor na cama e correu em direção a uma maleta que estava em cima de uma cadeira num canto do quarto, de lá pegou um frasco.  – Aqui beba isto. Você não quer que eu faça da maneira difícil, não é? – Perguntou sério olhando o menor, sabia que o virginiano iria falar algo, muitas coisas na verdade. – Você tem três escolhas: Um beber pacificamente. Dois me fazer abrir sua boca e despejar o antidoto nela e ultima mas não menos importante fazer-me colocar o a liquido em minha boca e passar para a sua através de um beijo. Você sabe que eu vou preferir a terceira, então o quê vai ser? – Sorriu de modo sarcástico para o menor.
           Sabia que Rin era inteligente o suficiente para entender que a adaga que usou nele estava envenenada, mas também sabia que ele recusar-se-ia a tomar um líquido que não soube como fora feito, mesmo nessas circunstancias, algo assim talvez não fosse suficiente para fazer o louro beber o seu antidoto. Entretanto apenas Lavi sabia que as habilidades de cura do menor não o curariam daquele veneno, ele era especial...
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Qua Jul 23, 2014 2:09 am

    Esperara uma reação minimamente ágil - considerando que o outro era um regente - a alguém o acordando. E certo, fora rápida. Mas também, desnecessariamente violenta. Rin supunha que talvez tivesse sido uma decisão mais sábia esperar que Lavi acordasse antes de tentar completar seu objetivo, porém, o que estava feito estava feito; fora prensado com força contra uma parede, e decidiu enquanto um braço pressionava seu pescoço e sentia a ponta de um objeto metálico em sua pele, com o bônus de uma ameaça de morte sussurrada em seu ouvido, que cortar cabelos não compensava toda aquela situação.

    Mesmo com a ameaça iminente, o loiro não acreditava verdadeiramente que acabaria morto. O escorpiano estava acordado, com certeza, e em questões de segundos abrira os olhos. A tensão pairou no ar por mais alguns momentos, no qual o encarou sem uma palavra, com apenas um olhar paciente de quem esperava uma decisão ser feita. Um pensamento correu por sua mente; se ele tentasse matar o virginiano, seria um dos traidores? Não, havia chegado na nave há pouquíssimo tempo comparado aos outros. Porém, escorpião era um signo extremamente vingativo, e com certeza outra traição à nave não era uma teoria a ser descartada.

    Teria respirado em alívio ao ser solto, se não sentisse uma leve queimação em seu pescoço, a qual não teve muito tempo de refletir sobre, já que no segundo seguinte-- O que diabos Lavi pensava que estava fazendo? Imaginara que ele próprio tivesse sofrido pelo menos um corte, o que não era razão para o escorpiano estar com a boca pressionada no machucado, sugando o sangue. Ele deveria saber quantos germes existiam na boca de um ser humano, ao ponto de não ser saudável-- E, repentinamente, Rin percebeu a razão daquilo, sua mente parando de processar o quão não higiênica a ação anterior havia sido, se vendo sentado na cama no momento seguinte.

    Veneno. Escorpião, especialista naquele assunto. A adaga que estivera pressionada contra seu pescoço deveria ter contido aquilo. Sentia a sensação anterior se espalhar por seu corpo de forma que parecia vagarosa, e ainda assim, se nos próximos minutos não fizesse nada sobre aquilo... Já se sentia estranhamente tonto, porém, nada que o impedisse de pensar e ouvir. Três opções levando ao mesmo fim. A resposta parecia óbvia, porém, será que poderia confiar na substância que o mais novo lhe oferecia? Não poderia possivelmente ficar pior que envenenado, poderia? E ele não o matara antes. Se confiasse, teria uma chance, se não... Seu corpo parecia ficar mais pesado, enquanto encarava o frasco a sua frente, em silêncio. Se negasse, teria de tomar aquilo de jeito ou de outro. Cada vez mais sua cabeça parecia trabalhar mais devagar; até a ameaça a sua vida parecia algo distante em alguns segundos.

    Você me deve um corte de cabelo. – Fora quase um resmungo, apesar de dito em um tom neutro, enquanto estendia a mão para o objeto e abria a pequena tampa, virando o recipiente e sentindo o líquido queimar sua garganta. Um gosto horrível. Não sentiu exatamente uma melhora instantânea; continuava estranhamente lerdo, porém, a sensação do próprio sangue queimando enquanto se espalhava por suas veias parecia ter diminuído. Apenas encarou Lavi, como se esperasse a resposta para toda aquela situação.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Qua Jul 23, 2014 12:18 pm

                   O escorpiano estava pensando que deveria muitas explicações ao menor, sabia que ele iria as querer, mas também sabia exatamente o que falar, sua expressão séria passou ao ouvir o louro falar sobre o corte do cabelo. Ele pensava em cortar o cabelo de Lavi mesmo quase tendo sido morto por ele alguns instantes atrás, o virginiano era realmente interessante, isso fez o espadachim soltar um breve riso. Sentiu-se bastante descontente ao ver o virginiano virar e beber o conteúdo do frasco, mas ao mesmo tempo agradeceu por ele lhe dar ouvidos.
                  - Eu sei que você quer muitas explicações para o que aconteceu, mas primeiro não diga que eu não te avisei. Porque eu avisei e duas vezes. – Não perderia a chance de falar à outra pessoa que ele estava certo e ela errada, nunca perderia. – A sua sorte é que esse veneno está bastante velho e não tem os mesmos efeitos de antes, mas continua igualmente perigoso. Sua habilidade de cura não vai funcionar no pequeno corte ou a marca em seu pescoço. Eu o criei quando estava atrás de uns monstros que ficavam se regenerando, então ele bloqueia habilidades de cura... – Explicitou para o menor melhor entender. – Ah, eu tirei boa parte dele do seu organismo bebendo-o, porque sou imune a ele, na verdade sou imune a qualquer veneno que crio, não sou idiota de usar algo que pode me matar. – Suspirou e virou-se em direção a maleta onde pegou um pequeno pote com um creme dentro, aproximou-se do louro e passou no pequeno corte. – Isso vai ajudar a cicatrização, na verdade pela tarde já estará cicatrizado, o quê evitara qualquer infecção. Deite-se e descanse um pouco, você deve estar sentindo-se lento e tonto. Relaxe eu não vou fazer nada com você, mesmo que eu queira. – Sorriu de forma maliciosa.
                   Voltou-se para o seu armário onde pegou uma roupa qualquer, pensava em trocar-se ali, mas lembrou-se de que não usava nada além da calça de moletom, e se se mostrasse nu o virginiano certamente surtaria, o quê seria bastante interessante de se ver. Ficou por uns instantes ponderando o quê fazer e optou por trocar-se ali mesmo, o outro também era homem e era um médico, deveria estar acostumado a coisas assim. Colocou as roupas em sua escrivaninha e voltou a falar:
                  - Assim que você descansar um pouco você poderá cortar meu cabelo. – Sacudiu a cabeça fazendo os cabelos balançarem-se e então tirou sua calça ficando totalmente nu, não demorou muito a pegar a cueca boxer preta e em seguida uma calça jeans azul e uma regata preta. – Não quero eu você acidentalmente corte minha cabeça ou orelha. – Sorriu maliciosamente e saiu em direção ao banheiro para realizar sua higiene matinal.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Qui Jul 24, 2014 12:27 pm

    O virginiano podia não gostar de perder, porém, era sensato o suficiente para admitir quando estava errado, por mais que isto não o agradasse. Lavi havia lhe avisado. Contudo, Rin não esperara uma reação naquele nível, e não sabia dizer se era bom ou ruim o fato do escorpiano ser tão alerta, mesmo quando estava dormindo.  Bom, no sentido de segurança para com os perigos que poderiam surgir. Ruim, no de acidentalmente quase matar colegas. Apesar do lado ruim provavelmente não acontecer com frequência.

    Demorava um pouco para processar as palavras, e a própria lerdeza estava começando a irritá-lo – será que era assim a mente de um pisciano? - porém, não tanto como quando entendeu o fato de que aquele corte e a marca ficariam em seu pescoço por um tempo. No entanto, estava num estado em que apenas teve capacidade de lançar um olhar que claramente dizia, É sério isso? Passara os dedos pelo corte para tentar averiguar o dano, a retirando quando o outro começava a passar um remédio no local. Não parecia ruim demais, mas provavelmente esconderia aquilo de alguma forma. Não queria ter que responder o que havia acontecido, apesar de imaginar que a reação de outros àquilo seria hilária.

    Quanto à sugestão de deitar para descansar um pouco e ganhar novamente sua compostura, refletira por apenas alguns minutos antes de aceita-la. Se o escorpiano ameaçasse fazer qualquer coisa consigo, não sobrariam restos alheios para contar a história; mas lentamente estava aprendendo a confiar, ao menos um pouco, no outro regente. Deitou a cabeça no travesseiro mais próximo, fechando os olhos com a intenção de tirar um cochilo. Ouviu a voz de Lavi novamente, e um pequeno sorriso que sinalizava o sucesso de que faria o corte de cabelo surgiu brevemente na face do virginiano, antes dele abrir os olhos para ver que o mais novo se encontrava trocando de roupas, e no momento, sem nenhuma. Não poderia ligar menos para corpos, porém já ia pensando algo na linha de “onde então os modos da juventude” antes de lembrar que ele próprio invadira aquele quarto. Ah, detalhes. Apenas fechou os olhos novamente, momentos depois ouvindo o barulho de uma porta sendo fechada, e logo caindo em um sono leve.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Qui Jul 24, 2014 5:13 pm

                   Apos sair do banheiro não sabia ao certo o que fazer, normalmente não acordava assim tão cedo e nesse horário dificilmente teria algo a fazer. Foi até a cama e viu que o menor parecia estar tendo alguns sintomas do veneno ainda, mediu a temperatura do outro encostando a própria testa na alheia e percebeu que ele estava um tanto quente. Pegou um cobertor no armário e jogou sobre o corpo do menor, não sabia se seria suficiente, era seu único cobertor e era fino, Lavi não tinha problemas de sentir frio então aquilo era mais que suficiente.
                    Matar o mais velho não seria um problema, não se sentira culpado nem nada, seria apenas mais um que matara, mas de alguma forma aquele homem parecia ser diferente, não queria que ele morresse, talvez ele lhe fosse realmente útil. Esboçou um sorriso sincero, suspirou e deu as costas ao virginiano, sentou-se em sua escrivaninha e pegou um dos livros que estava escrevendo, abriu e leu a ultima parte que escrevera, ficou parado por alguns instantes como se estivesse encarando o nada, mas na verdade estava forçando sua mente a lembrar-se dos assuntos que queria escreve.
                    Molhou a caneta no tinteiro e voltou a escrever, uma caligrafia fina e bem desenhada, – ser médico não vinha com requisito de ter letra feia, afinal – em alguns momentos parava com a escrita a desenhava algum símbolo ou explicação e então voltava a escrever parando em alguns momentos para lembrar-se mais sobre o quê escrevia. Era um tanto exaustivo pensar em todos os livros que lera sobre esse tipo de magia e então interpreta-los, separar o que era lixo e o que era útil para então conecta-los de alguma forma, assim poderia reescrever uma síntese realmente útil deles, uma explicação realmente boa de magias. Estava reescrevendo, ou melhor dizendo, escrevendo um livro de magias de cura, pretendia entregá-lo ao menor quando fossem ter suas aulas.
                    Fez uma pausa para poder se espreguiçar e descansar um pouco e aproveitou para verificar a situação do menor, ele ainda dormia e ainda tinha um pouco de febre e parecia começar a suar frio, ele realmente precisaria de algo mais quente, mas o quê? Eu. Foi o primeiro pensamento que lhe viera à mente. Deitou-se na cama e puxou o louro para bem perto de si, não faria nada, além disso, havia dito a Rin, e o escorpiano era uma pessoa de palavra, nem sempre, mas em algumas situações sim.
                    Sentia o cheiro do shampoo do curandeiro invadir suas narinas, era um cheiro suave e leve, combinava com a personalidade do virginiano, também podia ouvir a respiração e os batimentos cardíacos do menor, esses pareciam estar normalizando-se depois que o escorpiano emprestara parte do seu calor ao líder, quando menos percebeu Lavi acabou adormecendo com Rin em seus braços. 
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Qui Jul 24, 2014 5:58 pm

    O sono de Rin era normalmente pacíficos, sem sonhos. Não gostava de tê-los, imagens fictícias de seu próprio cérebro apenas o fazendo sentir ou alegrias que já perdera ou raiva que continuava até os dias atuais. Naquela vez, parecia o sonho parecia ser calmo, apesar de estar com certo frio. Não se sentia exatamente bem, e conhecia exatamente o que era aquilo. Deitado, doente, sem poder fazer nada sobre sua condição, sem saber até quando aquilo duraria. No entanto, ela estava ao seu lado.

    Mamãe.

    Ela o abraçava, passava os dedos por seus cabelos, o garantia de que tudo ficaria bem. Há quanto tempo não sentia aquela sensação? Segurança, afeto. Algo que não duraria para sempre. Não se importava com solidão. Melhoraria. Porém, o buraco que fora deixado por alguém importante para si nunca sumiria. Ele não queria que sumisse. Nada daquilo era real, mas enquanto aquela sensação durasse...

    No momento exato em que aquele pensamento se fizera presente, abrira repentinamente os olhos, piscando lentamente. Se sentia ligeiramente melhor de que quando havia dormido, e havia um corpo extremamente próximo ao seu, fonte da maior parte do calor que sentia. Porém, nada como no sonho que acabara de ter. Lavi. Veneno. Cochilo. Certo. Se sentou, afastando os braços alheios de si com uma falta de delicadeza não muito típica de seu signo. Não parecia que nada havia sido feito consigo, e ainda... Pôs a mão na própria testa, sentindo um leve resquício de suor. Tivera uma febre, provavelmente efeito colateral do veneno. Não sabia por quanto tempo apagara, mas pelo sol, estavam pelo meio da tarde naquele momento.

    Tarde. Provavelmente já passara da hora de seu treinamento com o regente de touro começar. Provavelmente nunca chegara atrasado a lugar nenhum, nenhuma vez na vida. Acabara cochilando ali, e queria cortar o cabelo de Lavi, mas naquele caso, teria que deixar para mais tarde. Tanto por ter acordado cedo. Quase pulou da cama, levando um segundo para se estabilizar e lançando um último olhar para o escorpiano antes de sair do quarto praticamente correndo. Me aguarde. Correr não era algo ruim, já que era ao menos decente naquele aspecto de treinamento físico, e ao mesmo tempo que o fazia, tentava deixar seu cabelo e roupa minimamente desamassados. Chegando na área de treinamento, parou em frente à porta, respirando fundo algumas vezes antes de entrar. Nero estava lá, e esperava que considerasse que o virginiano apenas tivera um dia ruim. - Desculpe o atraso. - O cumprimentou, um sorriso automático aparecendo em seu rosto.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por taurusnero em Seg Jul 28, 2014 9:56 pm

    Não era como se estivesse esperando por muito tempo - na verdade, passava pouco do horário marcado -, mas, mesmo assim, sentira como se estivesse esperando por uma eternidade, e, principalmente, por estar esperando Rin. Desde quando Rin se atrasava? Nunca pensara que conheceria aquele lado do virginiano, aliás, nunca pensara que ele sequer existia. Rin não se atrasava, nunca. E se perguntava o que acontecera para a situação ser diferente no dia que corria.

    Quando já estava criando as mais mirabulosas das situações, elevando seu nível de preocupação ao máximo, a voz do loiro invadiu seus ouvidos e chamou a atenção de Nero ao corpo pequeno. Ele parecia levemente... Bagunçado, por mais que não conseguisse identificar exatamente como. Era diferente do Rin convencional, que chegava completamente composto. Mesmo diferente do Rin que já se soltava ao estar consigo. Era quase como se estivesse errado... Ainda que certo de alguma forma. Franziu a testa, confuso.

    Você está atrasado. Arriscou, por mais que não o acusasse com o tom. Apenas comentava, esperando que o outro fosse se explicar ao escutar aquilo. Porém, antes mesmo que a voz do loiro fosse exposta, a boa visão do taurino focou em uma região "diferente" na pele do mais novo. Aquela coloração... Torceu a face, incerto do que pensar, mas não conseguiu se segurar, e apontou a marca com o indicador, enquanto o olhar sério voltava ao companheiro de elemento. O que é isso?
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Seg Jul 28, 2014 10:30 pm

    Ao que chegara lá, apenas pensara brevemente no que falaria quanto a estar atrasado; preferia não falar de Lavi e do veneno, se fosse possível. Talvez pudesse dizer apenas que havia acontecido um imprevisto no trabalho e que correra para o local de treinamento depois, marcando o primeiro atraso que lembrava em sua vida. Parecia uma boa desculpa. Porém, quando viu a expressão de seu companheiro de nave, e logo em seguida o dedo apontado para si junto àquela pergunta, piscou, confuso, por um momento. O que havia...?

    Ah.

    Levou a própria mão ao lugar indicado em seu pescoço, o entendimento aparecendo em seu olhar. Como poderia ter se esquecido que seu pescoço estava visivelmente marcado? Mesmo que o corte não estivesse tão aparente graças ao remédio, havia nele uma marca que definitivamente não combinava em qualquer aspecto com Rin. Certo, fora envenenado, culpava aquele simples fato por sua mente parecer não estar trabalhando bem o suficiente para lembra-lo de esconder aquilo antes de encontrar qualquer outro ser humano. Agora, se mentisse e desse qualquer desculpa, a situação pareceria pior do que realmente era.

    Sem falar de que, estava lidando com Nero. O regente de touro tinha uma percepção incrível do mundo ao seu redor, e tendo lidado com ele fazia um tempo, era certeza de que ele veria através da mentira em um segundo. Normalmente não se importaria, mas já que agora existia uma evidência do que havia ocorrido que poderia ser mal entendida... Respirou fundo, abaixando a mão e lançando um sorriso cansado ao outro, decidindo pela verdade, naquela vez. Explicou como havia ido acordar o novo regente de escorpião, ameaçado por instinto após aquilo, envenenado e como Lavi tirara parte do veneno e o dera o antídoto depois; e também como acabara dormindo por efeito colateral e se atrasando. – Foi um dia estranho. – Concluiu, o sorriso de sempre voltando à face, como se nada houvesse ocorrido. Sabia que a reação alheia não seria das melhores, porém esperava que pudessem deixar o assunto de lado. – Vamos ao treino?
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por taurusnero em Seg Jul 28, 2014 10:49 pm

    Não estava ali para ouvir mentiras, e sabia que Rin tinha plena ciência de que não seria enganado por qualquer inverdade. Primeiro, porque era capaz de perceber qualquer sinal que indicasse uma mentira, era realmente bom naquilo - ao menos quando estava atento. Segundo, porque o cheiro do novo regente estava impregnado de forma até insuportável no seu companheiro de elemento. E aquilo realmente irritou Nero.

    Ah, mas se aquilo fora o suficiente para fazê-lo fechar a expressão, quase fora visível a raiva que subira ao seu olhar diante da explicação alheia. Em silêncio, e sem se importar com o chamado do outro ao treino, o taurino fitou a parede mais próxima por instantes. Porém, logo um sorriso torto surgiu em seus lábios e seus passos guiaram o corpo grande em direção a um lugar em específico. E sequer se importava se Rin iria segui-lo ou não... Apenas precisava ter uma conversa séria com o novo rapaz a quem liderava.

    Passos rápidos, ao menos considerando todo o peso que carregava consigo, levaram o regente de touro ao quarto do escorpiano. Porém não ousara invadir. Tinha ciência do quão incômodo aquilo poderia ser, por mais que não tivesse medido esforços em incomodar com batidas repetitivas, e as quais não parariam até a porta ser aberta para si.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Ter Jul 29, 2014 12:02 am

    Havia acordado quando o menor saiu de seus braços, saiu sem dizer nada o que era uma prova que ele tinha algum compromisso para o qual não poderia adiar ou se atrasar, mas julgou que ele já estava atrasado pela pressa com que saiu de seu quarto. Suspirou sentindo falta da pessoa em seus braços, mas não levantou ficaria ali por um tempo, não tinha o que fazer mesmo, bom, não mais. Levaria algo para se desculpar com Luka, ele era um bom garoto, entenderia o que houve, em menos detalhes é claro.
    Sorria preparando-se pra se levantar quando fortes batidas foram dadas contra sua porta. As batidas na sua porta poderiam ser comparadas a trovões, eram irritantes e incessáveis, não é que o escorpiano não fosse abrir a porta, certamente abriria, estava.
    - Um momento. – Disse levantando-se e amarrando os cabelos, mesmo pedindo por um tempo as batidas não pararam, derrube essa merda logo, infeliz. – Em que posso te ajudar, Nero. – Disse um pouco surpreso ao abrir a porta, não esperava que o taurino viesse ao seu quarto nesse horário, muito menos com aquela expressão carrancuda.
    Não se lembrava de falar ou fazer nada errado para deixar o líder irritado daquela forma, ou havia feito e não notara? Ficou parado na porta por um tempo ponderando o que poderia ser quando viu o outro líder aparecer ali... Ah as coisas ficaram claras. Eles deveriam estar juntos.
    Lavi não imaginava isso e Rin muito menos lhe alertara para parar com os flertes, poderia ser um galanteador – muitas vezes barato – mulherengo, homemrengo seja lá como fosse, ele sabia se controlar quando a pessoa tinha um relacionamento, ele dificilmente faria um relacionamento acabar, não perdoava pessoas que faziam isso.
    - Eu não fazia ideia de que estavam juntos, Nero. – Lavi disse suspirando e revirando os olhos. – Se eu soubesse que ele era seu nunca teria encostado nele, se bem que nem fiz nada demais. – Deu as costas a eles entrando no quarto e deixando a porta aberta para que eles entrassem. – Ele também nunca me disse nada. – Apontou para Rin. – Não que eu o esteja culpando. Apenas não tivemos essa conversa de Rin e você serem namorados.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por taurusnero em Ter Jul 29, 2014 7:42 am

    Por todos os instantes que o outro falara, e que permanecera diante da porta, silêncio fora a única resposta da parte do taurino. Aliás, era a única coisa que conseguia reproduzir diante de absurdos que chegara a demorar a entender. Seu olhar, sério, saiu do regente de escorpião, para parar em Rin, que tinha o alcançado na corrida, então a testa se franziu, e voltou a encarar Lavi, levemente abismado com o que ouvia. Ele e Rin juntos? Não sabia se ria, se ficava chocado com tamanho absurdo, ou se descia a mão na cabeça do outro para ver se ela começava a funcionar adequadamente. Porém, no fim, apenas aproveitou o espaço dado para adentrar o quarto do novo guerreiro e se apoiar na parede ao lado do batente da porta.

    Não sei o que você costuma comer, mas está afetando o seu cérebro. Não consigo entender do que está falando. Começara, em seu usual tom sério e inexpressivo, antes que uma sobrancelha se arqueasse. Rin não é minha posse, companheiro ou namorado. Não tenha ideias absurdas. Não negaria, no entanto, que tinha um sério complexo protetor quanto ao mais velho. Ele era seu amigo, talvez um dos poucos regentes que conseguia conversar com sem muitos problemas, e, por isso, sentia-se levemente impelido a tentar cuidar do mesmo. Talvez um pouco possessivo, porém apenas por proteção ao que considerava importante. Não porque era regido por um signo extremamente possessivo e ciumento com qualquer um, e qualquer coisa, que lhe fosse importante, longe disso.

    Mas deduzir que vim falar do seu comportamento, me poupa esforço, apesar de estar mais preocupado com outra coisa. Você precisa tomar mais cuidado com suas armas e reações involuntárias.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Rin Damien em Ter Jul 29, 2014 11:32 am

    Tanto por terem começado o treinamento como sempre naquele dia. Respirou fundo pelo que parecia a centésima vez naquele dia, e foi atrás de Nero em um passo rápido, apesar de não estar no humor para querer correr novamente.  Imaginara que ele fosse dar um sermão – e merecido – em Lavi, e por mais que uma pequena parte de si estivesse feliz com as ações protetoras do outro, o dia já fora agitado o suficiente para querer presenciar mais conflitos. Outra parte dele queria apenas ver e rir internamente da situação do escorpião. Esta parte ganhou.

    Ao chegar lá e ouvir as palavras alheias, apenas arqueou uma sobrancelha, surpreso. Achar que ele e o taurino estavam juntos apenas o lembrava que o novo regente era justamente isto; um novato entre eles. As respostas coerentes, no entanto, estavam sendo proferidas por Nero, e Rin apenas parou no batente da porta quando os dois entraram, cruzando os braços e os observando com olhos levemente interessados. Seu palpite estava certo. Agora apenas veria o desenrolar da situação.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por Lavi Strauss em Ter Jul 29, 2014 2:38 pm

    Ficou um tanto estático com a expressão do Virginiano, mas tudo voltou a fazer sentido com as palavras do Taurino. Não sabia se deveria rir da própria estupidez ou ficar sem reação alguma, ficar sem reação foi a ação vitoriosa, mas internamente ria a beça.
    - Primeiramente, não é possível que a comida afete o pensamento de alguém, Nero. – Falaria tudo que precisava para o maior a sua frente, por hora ignoraria Rin, pediria pra ele confirmar algo se necessário. – Não consegue entender? Veja bem, ele veio ao meu quarto pela manhã e eu acabei atacando-o sem querer, o corte foi algo que eu nem percebi que tinha feito nele e ele de tê-lo recebido, até o sangue escorrer, porém creio que você já saiba tudo que aconteceu, Rin não é idiota de explicar as coisas pela metade ou apenas pelo ponto de vista dele. – Encarou o menor com certa gentileza, pigarreou e continuou:
    - Depois de todos os acontecimentos você vem até meu quarto furioso. O quê mais poderia passar pela minha mente além de vocês terem um relacionamento? Siga minha linha de raciocínio e veja que ela não está errada. Eu acabei de chegar à nave, não conheço quase ninguém, quem dirá as relações dessas pessoas. Sim, sou regido pela água e emoção, mas isso não quer dizer que eu tenha um detector de relações, caso não tenha entendido. – Completou a última frase em um tom sarcástico e ácido, o taurino realmente o havia irritado, praticamente se metendo em algum assunto que não o apetecia.
    Sorriu e soltou um suspiro, iria falar tudo que o outro precisasse ouvir, caso fosse necessário falar algo que Rin deveria saber não haveria problema algum em verbalizar também, mesmo que superficialmente.
    - Minhas armas são envenenadas e isso é claro. Quem no zodíaco além do escorpião possui veneno? Você sem dúvidas percebeu que eu os usava no primeiro dia que nos encontramos. – Fez o favor de lembrar o maior daquele dia, taurinos eram boas pessoas e geralmente tinham boas memórias, era só preciso que alguém o ajudasse a despertar a memória. – Eu nunca tive a intenção de machucar o Rin. Eu o avisei para não aparecer aqui, por ser perigoso, as coisas as vezes simplesmente acontecem e foi o quê aconteceu. Eu não os conheço tão bem, vocês também não me conhecem, então ouvir um aviso é o mínimo que poderiam fazer. – Aproveitou o que falava para o moreno para já cutucar o louro. - Creio que onde vivia, algumas bestas colocavam sinais e avisos assim, para não invadirem o território delas, em certas épocas, e você não o fazia sozinho, certo? - Perguntou diretamente ao maior, sabia que ele não era dessa região da nave, era obvio por sua pele.
    - Entretanto veja pelo meu lado, eu estava sonolento e tão surpreso quanto ele quando isso aconteceu e fiz tudo que pude o mais rápido possível pra salva-lo. Ele está tão bem quanto antes. Nem tanto, mas logo estará e agora ele é imune a esse e outros venenos, creio que isso vai ajudar bastante na vida dele. – Lavi sorriu sínico.
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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

    Mensagem por taurusnero em Ter Jul 29, 2014 4:13 pm

    Não sabia se aquele se tornaria um costume, mas por todo o tempo em que o outro "tagarelava", Nero mativera silêncio absoluto. E não que o gesto indicasse seu interesse pleno no que era dito - até porque tinha interesse nenhum -, mas apenas uma atenção forçada. Afinal, sendo do signo que era, precisava ter noção completa da base, para saber como responder e despedaçar qualquer tracinho de confiança excessiva que o escorpiano parecia demonstrar... E que irritava o guerreiro ainda mais. Com um grunhido desagradado, ao fim das palavras alheias, sua voz escapara em um tom baixo e sério. Você realmente fala demais. Então a cabeça do taurino pendeu para o lado direito, em um gesto que quebrava um pouco da tensão que se instaurava em seu pescoço. Não entendo o porquê de, após ter envenenado um dos meus companheiros, seu primeiro pensamento ser de que eu estou vindo aqui por ciúmes. Lamento, mas acho que você deveria parar de deduzir os motivos alheios por si só.

    Suspirando pesadamente, os braços colocaram-se cruzados diante do peito do moreno, a face focada na expressão sarcástica, enquanto engolia a acidez do outro rapaz... Ou nem tanto.  Em momento algum eu critiquei suas ações posteriores ao acidente, e não sou estúpido para não entender os motivos dele ter acontecido, mas, como eu disse anteriormente, você precisa tomar cuidado com suas armas e reações involuntárias. Pensar antes de agir em qualquer situação. O olhar se estreitou levemente, e o guerreiro pareceu um tanto mais ameaçador. Não sei se você sabe, mas passamos por momentos muito difíceis aqui, e não precisamos de nenhum acidente a mais. Não podemos perder alguém, e, me desculpe, nada me garante que será rápido o suficiente da próxima vez. Fora isso, temos pessoas aqui que o organismo é muito mais frágil do que os nossos. Rin escapou, mas nada garante os outros trabalhadores daqui consigam lidar tão "bem" com isso.

    Afastou-se da porta calmamente, o olhar ainda pesado no escorpiano, antes que uma das palmas grandes pousasse na cabeça de Rin, virando-o para a saída. Entenda, eu sou um dos responsáveis daqui. O mínimo que preciso fazer é protegê-los... A delicadeza das palavras sumiu, pouco antes de sua face se erguer um pouco, o olhar mostrando-se ainda mais alto, fitando-o quase como se ele fosse insignificante perante si. Uma expressão que aprendera a usar desde a sua época em tribo, que se enraizara quando sua vida dependia da morte dos outros. E qualquer ameaça à segurança de meus companheiros será eliminada. Então tudo se suavizou, e a face se tornara até gentil, se comparada com todas as expressões que usara naquele instante. Eu só queria te dar esse aviso. Agora, se nos dá licença, temos um treino a concluir. Pode voltar a descansar, e perdoe a minha intromissão. Passou a caminhar para fora, guiando o corpo menor consigo. E quando conhecer alguém que pense adequadamente após comer algo estragado e parar no banheiro, me conte.

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    Re: [#12] Turno Livre - Ala Hospitalar

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