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    [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

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    Lavi Strauss
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    [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Lavi Strauss em Qui Jul 24, 2014 1:11 am

             Tinha acabado de sair da mesa de cirurgia, uma cirurgia bastante delicada, mas que realizou com sucesso e facilidade, o médico era bastante preciso em tudo que fazia. Entretanto quando chegou a sua sala já achou um problema, achou apenas a bainha da espada... Isso seria muito problemático, apenas esperava que ninguém se cortasse na arma, pois seria terrivelmente problemático.
             - Ann, desculpe o incomodo, mas onde está minha espada? – Disse em suspiro encarando a enfermeira. – Lembro-me de tê-la entregue a você antes de ser requisitado no centro cirúrgico, pedi que a trouxesse para cá e deixasse em cima da minha mesa na minha sala. O problema é que só a bainha dela está aqui. – Mostrou o objeto a enfermeira que o olhava assustada.
            Lavi não entendia o motivo da mulher o olhar daquele jeito, ele estava sendo gentil e educado de certa forma, só estava com a voz um tanto séria devido à preocupação de que alguém pudesse acabar machucando-se ou talvez se matando indiretamente com a arma.
             - Eu não sei, senhor. Eu a trouxe para cá como me pediu e então fui atender alguns pacientes, faz pouco tempo que voltei para cá... Eu até mesmo tomei bastante cuidado para não tocar na lamina como o senhor instruiu. – A mulher respondeu receosa, deveria estar pensando que devia ter trancado a porta da sala...
              - Uma espada não pode simplesmente sumir assim. – Lavi revirou os olhos e suspirou. – Eu vou procurar por ela, meu turno acabou de qualquer forma. Não precisa ficar com medo, eu me responsabilizarei por qualquer coisa que aconteça, vá para sua casa e descanse, seu marido deve estar lhe esperando, casaram-se faz pouco tempo não é? – O maior colocou a mão no ombro da mulher para tentar lhe passar alguma segurança. – Agora vá. – Deu um sorriso alegre para a mulher.
                - O-Obrigado, senhor. Desculpe por esse inconveniente. Sim, faz uma semana. – A mulher lhe retribuiu o sorriso e se retirou da sala.
                Ótimo, agora o escorpiano precisava encontrar uma lamina envenenada e torcer pra que ninguém tivesse se cortado nela e também esperava que ninguém estivesse com ela, talvez Ann apenas tivesse derrubado e não percebera, não seria difícil de acontecer para alguém que não entende nada de armas como a mulher. Espreguiçou-se, suspirou e começou a andar pelos corredores em busca da espada perdida.
                Andou por toda a ala médica e não encontrou nem sinal da sua espada, então continuou sua busca, até que decidiu procurar nas naves elementares. Primeiro fora a sua a Nave da Água, mas nada, então fora a de Ar e nada, tentara ir a de Fogo, mas ela parecia fechada, o que seria plausível devido ao fato dos regentes dela não se encontrarem no momento, pelo que soube, e além disso o outro regente quem deveria ser o outro habitante dela estava preso sabe-se lá por qual razão, mas descobriria logo.
                Sua ultima opção era a nave da Terra e se ele não a encontrasse lá teria que conversar com Abel sobre o ocorrido e não duvidava que fosse levar uma bronca daquelas, primeiro por estar andando com uma espada na ala médica, coisa que poderia assustar os pacientes e blá blá blá e então por ser uma lamina envenenada com algo extremamente perigoso e blá blá blá, seria totalmente irritante ouvir aquele sonso ficar falando dessas coisas, não que ele deixasse de ter razão, mas era um costume carregar arma, não podia fazer nada. 
               Sem mais delongas foi em direção a Nave da Terra, nunca entrara nela, então esperava não se perder. Suspirou pensando que não devia mais carregar a arma consigo, poderia substitui-la por um bisturi e Abel não poderia reclamar de nada.
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Harold Wilhelm em Sex Jul 25, 2014 7:12 pm

    Quando foi que seu pé começou a pinicar de repente? Oh... Quando foi que começou a ver um rastro sutil de sangue pelo caminho que havia feito, assim que olhou para trás? Ooh... Não precisou pensar muito para voltar a mesma trilha de sangue enquanto abaixava o olhar. Havia um belo corte na lateral de seu pé, do nada. Não sentiu quando o mesmo havia sido desferido, seja lá pelo que fosse. Ainda era insensível à dores, então não percebeu de imediato. Precisou andar mais alguns metros antes. Ou então, precisou se sentir levemente zonzo até pensar no que poderia ser aquilo. ... Que diabos..? Encontrou algo largado, reluzindo do lado da lixeira do corredor principal da Nave da Terra. Algo reluzindo como metal, sujo de vermelho. O vermelho do seu sangue, já que a trilha partia do objeto. Como pisou naquela merda escondida no canto? Aliás, aquilo era uma espada, não era?

    Certo. Algum imbecil acéfalo largou uma arma branca no chão. Algum imbecil acéfalo ia ficar com os ouvidos latejando por uma semana, no mínimo. O problema é que, no exato segundo em que abaixou o corpo para recolher a arma do chão, desequilibrou-se e caiu para frente, indo de cabeça na parede. Xingou todos os palavrões que conhecia silenciosamente, ao se sentir tonto o suficiente para não conseguir nem abaixar direito sem cair. Só que caiu de joelho em cima da lâmina. O líquido vermelho escorregou bem devagar, sem muito volume. Não havia sido um corte sério em nenhum dos lugares, mas se sentia no nível de Ren na qualificação "desastrado". A questão é que, sua visão havia ficado turva. Ok, sua visão já era turva normalmente, mas estava de lente. Era coisa do seu cérebro, mesmo. Aquela merda estava envenenada - foi a única resposta que encontrou. Tateou o chão até conseguir segurar a espada pela bainha, tentando erguer-se e desta vez, caindo para trás, sentado. Patético.

    Além de largar a arma por aí, o filho da puta larga a arma envenenada. É bom ser um viado, pra já estar acostumado a levar na bunda. — Falava da boca pra fora, é claro. Não estava com equilíbrio nem pra se manter de pé, quanto mais acertar o "buraco" de alguém. Mas se estivesse, faria com aquela espada no dono da mesma, exatamente o que fez com a vassoura de Rin, em Ren. Ou não. Não, não, não, não, não, não! Por que teve que pensar naquilo? Sangue. Os sintomas que começavam a se alastrar pelo veneno o estava fazendo estremecer aos poucos, principalmente suas mãos. Mas o enjôo que de repente subiu em seu estômago era proveniente de outra coisa, além do veneno. Mesmo com a mão trêmula e com a onda de dor constante que se espalhou por todo seu corpo, internamente, segurou o abdômen e o manteve tenso, como se aquilo fosse impedí-lo de vomitar. Arrastou-se até a parede e sentou-se encostado na mesma, reduzindo o ritmo da respiração e segurando ainda a vontade de vomitar seu almoço, além da tontura que alastrou-se e não dava indícios de melhorar. Ainda segurava a espada em mãos, encarando a mesma por um curto tempo. Perdeu o olhar em direção a lâmina, tentando raciocinar mesmo naquela situação.

    Senhor, sua pressão arterial está caindo numa velocidade alarmante... Que medidas devo tomar? — A voz de Arthemis era serena, mas a personalidade artificial permitia que usasse um tom de preocupação. Desmaiaria em pouco tempo se não procurasse ajuda ou mesmo o antídoto para o problema. Mas mal estava conseguindo se levantar. Aquilo era péssimo e extremamente ridículo. Estava quase morrendo por simplesmente topar o pé numa espada envenenada. Doía mais a noção do quão patética era aquela situação, do que o fato de ser crítica e possivelmente fatal.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Lavi Strauss em Sex Jul 25, 2014 11:45 pm

                    Assim que pisou na Nave da Terra notou que alto estava errado, conforme foi andando no corredor principal notou o que estava errado, um homem de curtos cabelos platinados estava sentado no chão com sua espada nas mãos. Espera, se pudesse ver bem a espada estava um pouco torta, mas que diabos, o quê aquela pessoa tinha feito com sua espada?! Não bastava pega-la para brincar, tinha que conseguir entortar um pouco do seu fio e ainda por cima conseguir se cortar e deixa-la com o sangue.
                   - O quê pensa que está fazendo com minha espada?! Onde a pegou? – Suspirou tomando a espada da mão alheia. – E ainda a deixa com sangue, animal. – Lavi com um rápido movimento fez o sangue sair da lamina, ela poderia estragar se deixasse com o sangue, depois teria que arrumar o fio que estava um pouco torto e também polir devidamente a espada.
                   Começou a analisar o homem a sua frente e conforme o via seu estado se preocupou, ele devia estar suportando esse veneno há uns cinco minutos, uma pessoa normal já teria morrido, ele tinha muita sorte por possuir o gene de saturno W type, julgava que ele aguentaria por mais quinze minutos antes de desmaiar e no máximo trinta minutos após desmaiar, deveria trata-lo antes dos dez minutos acabarem se não quisesse deixa-lo com sequelas.
                  - Quem é você e o quê faz aqui? – Lavi disse abaixando-se e pegando albino no colo. – Eu aconselho que converse comigo enquanto o levo para meu consultório, tente ao máximo ficar acordado. Segure-se em mim. – Disse segurando o outro com um pouco mais de força, ele era um tanto pesado, mas nada que o médico não pudesse suportar.
                   Os passos de Lavi eram largos e apressados, estava andando o mais rápido que podia, queria correr, mas no momento não era o melhor a se fazer, correr faria o paciente se mexer demais e isso poderia prejudicar sua situação.
                   Ao chegar ao seu consultório colocou o paciente sentado na maca e abriu a última gaveta de sua mesa, de onde tirou uma pequena maleta de madeira polida, da qual tirou quatro frascos com líquidos de cores diferentes. Se se lembrava bem a combinação desses quatro antídotos fariam o antidoto para aquele veneno, mas talvez dependendo da situação seu sangue também seria necessário, mas não sabia se ele se adequaria ao outro, tinha o sangue mais raro e que combinava com qualquer outro tipo, mas devido a mutação que o outro tinha ele poderia ter um tipo sanguíneo fora dos padrões então se voltara em direção ao capricorniano e perguntou:
                   - Qual seu tipo sanguíneo? Possuí alguma mutação pelo W type? – Perguntou o encarando sério. – E tire a sua calça pra eu aplicar a injeção. – Falou essas palavras em um tom bastante sério, um tom que nunca imaginou que usaria quando mandasse alguém tirar as roupas inferiores.
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Harold Wilhelm em Sab Jul 26, 2014 1:08 pm

    Ficou ali, encolhido, sem dar qualquer tipo de resposta à Arthemis. Pensara se era viável chamar Rin, mas mesmo que ele soubesse como tratá-lo, não sabia quanto tempo o veneno demorava para matar. O recomendável seria que o dono daquela espada lhe indicasse o medicamento correto, mas quem ele era? De todos os seus companheiros, nenhum que conhecia usava uma espada. Porém, com detalhes se encaixando um por um, percebeu.

    Arthemis... — A voz saiu baixa e rouca. — ... Por um acaso, temos um Escorpião? Pegue nos arquivos de ficha dos regentes. Se não for o caso... — Foi interrompido por uma reclamação. Virou a cabeça lentamente para onde vinha a voz desconhecida, tendo a espada retirada bruscamente de sua mão.

    Um inimigo? Não conhecia aquele rosto. Merda. Ele não estava tão perto assim para que sua coordenação motora atual permitisse acertar um tiro, mesmo sem precisar acionar o canhão. Estava zonzo e enxergava dois do rapaz à sua frente, mesmo sabendo que era um só. A sensação de enjôo cessou, visto que conseguiu dissipar pensamentos indesejáveis, mas o resto do mal estar era provocado pelo veneno. Este, só piorava. E pra piorar, ainda tinha que ficar escutando o ser reclamar sobre a espada. Oh, por favor. Pegue o fio dela, enfie no seu cu e guarde-a lá pra sempre, que assim não perde mais. Gênio. Revirou os olhos.

    Mas, oh. Então não era um inimigo. O indivíduo apresentou um mero sinal de preocupação ao lhe levantar. Só era completamente dispensável pedir a um capricorniano conversar. Principalmente, conversar com um indigente que não conhecia e que, possivelmente, foi o responsável pelo seu envenenamento. Arthemis lhe enviara com uma resposta. A ficha armazenada no sistema sobre o regente de Escorpião. Espadas eram usadas por lutadores de curta-distância. Nero, Heike e Zion usavam armamentos diferentes. O único que restava era o regente de Escorpião, que até então, Harold nem estava ciente de que existia. Depois que deixou de ser líder, as informações começaram a chegar um pouco atrasadas a si. Aquilo era bem irritante. A foto na ficha batia com o rosto que via à sua frente. Era ele. Não era inimigo. Pensar em matá-lo estava fora de cogitação.

    Contorceu o rosto ao ver de novo aquela merda de lugar branco. Êh, inferno. Deitado na maca, observou de esguelha o rapaz preparar algo com que se parecia uma vacina. Ele era médico? Ele sabe sobre o Gene. Se tinha aquele tipo de estudo - que era relativamente recente - então sim. Ele era médico. Porém, seu nível de ética não parecia chegar nem perto do nível do Virgem.

    Ignorou o pedido alheio para que retirasse suas vestes inferiores. Desobedecer médicos não era uma atitude aconselhável, porém, não se sentia muito na obrigação de obedecer alguém que largava suas armas envenenadas por aí, no chão. Sentou-se, com o cenho franzido e uma clara expressão de mau humor. Já começava a transpirar e precisou entreabrir os lábios para conseguir respirar melhor. As mãos foram à barra da calça no tornozelo esquerdo e, com uma força que achou que não tinha mais, rasgou o tecido verticalmente até a metade da panturrilha. A veste jeans não tinha tanta elasticidade, mas em compensação, era bem larga. Subir a barra até que expusesse sua coxa não foi difícil. Ele poderia aplicar a injeção ali mesmo.

    Sou tipo A... Com Rh negativo. Não tenho nenhuma mutação sanguínea, sou só... — Pausou e engoliu saliva. Sua garganta ardia também. Fitou de lado o escorpiano, desconfiado. — ... Mais resistente. — Como ele sabia que seu tipo de gene era o W Type? Não era um detalhe visível a olho nu. E por que pediu para tirar a calça, sendo que injeções como aquela poderiam ser aplicadas no braço? Suas próteses não davam para ser diferenciadas do resto do corpo - pelo menos não mais. Não demonstrava curiosidade expressiva; apenas deitou novamente enquanto formulava deduções para aquelas perguntas que se apresentaram. Mas, antes de perguntar, ainda estava guardando também a bela bronca que cuspiria naquele infeliz, pela sua incompetência desumana.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Lavi Strauss em Seg Jul 28, 2014 10:25 pm

               Nunca recebera tantos olhares irritados, de desprezo e desconfiança vinda da mesma pessoa em menos de trinta minutos. Ah como as expressões dele eram engraçadas, aquele tapa-olho talvez o deixasse mais engraçado, mas pior que isso seria se ele lhe encarasse com ódio sem um dos olhos, Lavi não sabia se seria capaz de segurar a gargalhada.
               - Você não precisa ser assim tão tímido ao tirar as roupas, não é como se eu fosse comê-lo. – Não conseguindo resistir soltara algo que parecia ser uma cantada, mas que na verdade era pura paria para com o outro.
              Como já havia separado os frascos com os antídotos, pegou uma seringa e tirou um pouco de seu sangue e colocou em um frasco vazio onde misturou outro líquido e então colocou um pouco de seu sangue com os antídotos nos três frascos e os sacudiu por um tempo até que mudassem de cor, se não se enganava aquela era a cor exata que precisava para restringir totalmente o veneno que corria pelas veias do albino.
                Encheu a primeira seringa e deu três petelecos nela e jogou um pouco do antídoto pelos ares e fez o mesmo com as outras duas para então deixa-las de lado. Pegou um algodão com álcool e passou na perna branca do outro, sem nenhum sinal de hesitação aplicou a dose do antídoto na perna do outro. Quem quer que o visse aplicando essa injeção pensaria que ele estava maltratando o paciente, entretanto era o total oposto apesar do movimento brusco e repentino a agulha enterrava-se na carne alheia com bastante delicadeza para então ser retirada tão rapidamente quanto fincada ali, o escorpiano havia adquirido o habito de aplicar qualquer agulhada daquela forma, quando ficou responsável pelo tratamento de crianças. Fazia da forma mais rápida que pudesse; algumas vezes as crianças nem percebiam a injeção e o médico respondia que era apenas uma picada de um inseto qualquer.
                - Eu acho que você percebeu que são três doses da vacina. – Lavi disse em um tom neutro olhando nos olhos, ou melhor, no olho de seu paciente. – Elas não podem ser dadas no mesmo membro, então tire a porra da calça. – Encarou o outro com um sorriso sínico enquanto falava em um tom sério: - Os cortes foram nos membros inferiores então é necessário que seja dada uma injeção em cada membro. Como o veneno já está há algum tempo no seu organismo o ideal é que eu faça uma intravenosa na sua outra perna, mas isso impossibilita a vacina na perna, em questão. Você deve saber onde quero chegar, julgando que você é inteligente. Anda, vamos. Mostre essa sua bunda branca. – Estalou o pescoço, sentia-se cansado, mas parecia que quanto mais trabalho acabava, mais trabalho tinha. – E seu nome, diga seu nome, não me sentiria muito confortável dando uma injeção na bunda de alguém que não conheço. – Ditou em um tom mais ameno, que fazia a conversa ser quase casual.
                  Sem duvidas após essas vacinas o outro iria falar muitas coisas para ele, levaria um sermão daqueles, isso estava escrito na expressão carrancuda do outro. Independente do que ouvisse do outro, Lavi iria rir, não se importava com isso mesmo, e o que aconteceu, aconteceu, nada que fizesse poderia mudar o fato. Se o monolho reclamasse que teve que ser tratado por descuido seu, o médico apenas perguntaria se ele preferiria estar no necrotério no momento. 
                A única coisa que realmente intrigava o escorpiano e era digna de sua preocupação era  saber quem pegou sua espada e a deixou na Nave da Terra daquela forma; se o mais novo estava envenenado ele não seria capaz de entortar a lamina daquela forma, o fio sim, mas a lamina não. Revirou os olhos e suspirou enquanto esperava as reações e palavras do outro que pareciam demorar um pouco, afinal o efeito do veneno não passaria completamente só com uma dose.
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Harold Wilhelm em Ter Ago 12, 2014 10:05 am

    Era engraçado como as pessoas tinham a capacidade de falar tanta coisa em tão pouco tempo. E mais engraçado ainda era que, mesmo com tanta informação útil pra expor, ainda tinham a necessidade de falar o desnecessário, é claro. De toda forma, agradecia por metade dos seus sentidos estarem dispersos, o que fez com que Harold conseguisse absorver apenas o suficiente do que foi dito pelo escorpiano. Só não entendeu porque ele mencionou sua bunda, sendo que há poucas frases ele disse que as injeções deveriam ser nos membros. Ele deveria ter algum problema de coerência. Provavelmente, ele também não notou que seu braço esquerdo era apenas 80% mecânico. A terceira injeção seria aplicada ali, respeitando muito bem as indicações do jovem médico.

    Tá, foda-se. — O albino ignorou absolutamente tudo o que foi dito para que ele fizesse. Com a lerdeza sutil de um regente da terra, pegou a seringa da mão de Lavi com a destra e aplicou na parte de cima de seu braço esquerdo. É claro, na carne. Harold não era médico, mas de tanto torturar seres humanos, obviamente, adquiriu uma capacidade quase cirúrgica para lidar com anatomia. Além de, é claro, ter uma noção básica de substâncias e genética também. Sua área era a tecnologia, mas não é como se não pudesse saber do resto. — Agora pode aplicar a intravenosa na perna, como quiser. — Touro era o signo mais teimoso do Zodíaco, de fato. Mas todo o resto do elemento terra também tinha uma porcentagem dessa característica. Não tinha motivos para obedecer o Escorpião, então, não o faria.

    Mesmo que tenha sido aplicada apenas pouco mais da metade do antídoto, os efeitos do veneno já estavam se dissipando aos poucos. Já podia sentir sua mente trabalhar melhor e sua força voltar gradativamente. Esperou pacientemente o rapaz dar-lhe a intravenosa na perna, para que sua recuperação pudesse ser mais eficaz. Semi-cerrou o olho em direção ao novo regente, analisando-o dos pés a cabeça. Certo que, metade da culpa era sua por não prestar atenção onde pisava. Mas largar uma arma envenenada por aí ainda era uma falta de responsabilidade sem igual, ainda mais para alguém com a patente que ele tinha.

    Grato pelos cuidados. Você parece gostar bastante da sua espada, não é? — Comentou, como se fosse jogar conversa fora. Notou aquilo ao que a primeira coisa que o outro fez assim que o avistara no corredor, foi reclamar do estado de sua arma. — Fiquei curioso por um instante, sobre a sua reação se ela fosse colocada em órbita, ou talvez, explodida pelos ares em caquinhos. É o que vai acontecer se ela se perder por aí mais uma vez. Fique de olho no que é seu, certo? — Não fez questão de sorrir nem nada do tipo. Aquilo não era uma ameaça, mas um aviso. Realmente iria fazer aquilo se achasse a arma largada de novo. Se o pobrezinho iria se emputecer e tentar matá-lo, seria antes de tudo, questionado pela sua falta de responsabilidade. Não teria moral alguma para se rebelar, visto que teria sido um resultado de sua própria incompetência. Se mesmo assim se revoltasse, seria risível apenas ele ser tão infantil.

    Mais uma coisa. Crie um antídoto mais fácil de ser aplicado. Um veneno com a reação tão rápida deve ter uma cura tão rápida quanto. Se isso for impossível, pelo menos mais versátil de ser utilizada. Acho que num campo de batalha, com um aliado impossibilitado de se mexer ou mesmo desacordado, você não vai ficar pedindo pra que ele “tire a calça”, correto? Além de ser um atraso mesmo que você em si possa fazê-lo. Praticidade, colega. — Deu de ombros. Esticou a barra da calça de volta e levantou-se da maca, balançando a cabeça como se fosse necessário para “endireitar” suas reações.

    Lavi, não é? Sua ficha diz que você é médico profissional, mas criei boas dúvidas até que me prove o contrário. Espero que não traga mais problemas do que já temos e sua primeira impressão foi bem... Ineficiente. Sou Harold Wilhelm, o regente de Capricórnio. — Não estendeu a mão para cumprimentá-lo, mas acenou com a cabeça, não esperando também uma resposta. Olhou para a espada que havia sido o motivo de tudo aquilo, observando sua lâmina torta. Não havia reparado naquele detalhe anteriormente. Seria muito delicado para um objeto daquele porte entortar só com um pisão, também.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Lavi Strauss em Ter Ago 12, 2014 10:32 pm

    Perguntava-se com qual palavra poderia descrever o capricorniano, talvez esquentadinho, afinal ele era irritante e fazia coisas irresponsáveis.  Suspirou ao ver que ele mesmo aplicara a injeção em 20% do braço.
    - Espero que aguente a dor que se sucederá depois. – Disse num fio, essa parte apenas lhe escapou. Ignoraria o que o outro falara sobre a espada, ele não seria capaz, afinal e essa não era a única. – Comecemos com fato de que eu não a deixei lá, foi a primeira vez que entrei na nave da terra. A espada estava, ou melhor, era para estar aqui. A entreguei para uma enfermeira, logo antes de ir fazer uma cirurgia de emergência fora do meu turno. Pedi que a colocasse aqui com exatidão e extremo cuidado. O quê me leva a pensar que você a pegou para brincar e acabou se machucando. – Deu um sorriso sarcástico, era obvio que isso não acontecera, mas a cara de bunda do outro o dava uma leve irritação e precisava acusar alguém, mesmo que soubesse que a pessoa não tinha feito isso.
    Uma veia saltara em sua testa quando ele questionou a sua capacidade de produzir antídotos para seus venenos e sobre suas capacidades médicas também. Por sorte do capricorniano o médico era munido de uma paciência bastante grande, suspirou duas vezes antes de começar novamente um de seus discursos.
    - Primeiramente, esse é um antidoto experimental; nessa nave não havia o ingrediente principal para o antidoto original. Tudo bem que é uma espécie rara de planta, mas julgando que essa é a Nave Mãe, ela deveria possuir. Cobaia é o que eu julgaria que você está sendo para um antidoto que está 30% pronto, e pelo que vejo ele fez bastante efeito, não? Diria que sou realmente bem ineficiente. – Suspirou e sorriu de forma perigosa. – Segundo, eu sei quem atacar em um campo de batalha onde estarei devidamente alerta e não confunda polidez de um momento com ação em campo. Quanto ao veneno, ele não seria tão eficiente em campo de batalha, ele é fraco, você ficou assim por tomar duas doses grandes.
    Ponderava o que mais deveria falar ao outro, mas acreditava que não tinha muito mais a lhe dizer, exceto pelo fato de mais algumas prescrições médicas. Coisa que até mesmo cogitou deixar de lado devido a petulância alheia, mas seu senso profissional foi mais gritante.
    - Eu ainda não acabei. – Disse pegando o outro pela gola da camisa e jogando de volta na maca, com uma violência desnecessária, ainda mais para um paciente, mas esse em especial havia questionado seus métodos gentis. – Deixe-me ver o corte do seu pé. – Falou por educação, pois já estava com o pé do outro sobre seu joelho. 
    O corte era um tanto profundo, não era surpresa já que a reação que o outro teve ao veneno foi tão forte; pegou um algodão molhado em soro e limpou a região do corte, onde havia um pouco de sangue seco e de onde ainda queria sair mais sangue. Pontos não seriam necessários, na pior das hipóteses ele estaria curado em 24 horas com o remédio que usaria. Fez o mesmo processo com o corte do joelho. Agradeceu que não precisou recorrer a mais força o outro apenas continuava a encara-lo com uma cara nada agradável.
    - Deveríamos achar um sapatinho para seu pé, Cinderella? – Disse dando um leve tapa no corte e tirando o pé do seu joelho.
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Harold Wilhelm em Sab Set 06, 2014 10:17 pm

    “Espero que aguente a dor que se sucederá depois.” Era pra rir? Não tinha dois braços e um dos olhos e ainda tinha que escutar mais essa. Piscou uma, duas vezes, tentando assimilar se o rapaz realmente estava dando aquele aviso para ele como algo válido. Ah, a estupidez humana. Em seguida, mais uma surpresa. Então quer dizer que o escorpiano bonitinho se deixou ser roubado. Harold sorriu debochado, fazendo sua expressão mais sarcástica, arqueando uma das sobrancelhas.

    Então, o bebê teve o brinquedinho roubado por um garoto mau e está triste? Oh, que dó. É claro que peguei sua espadinha. Roubar as coisas de quem não toma conta direito é meu passa-tempo preferido. Vai chorar? — O semblante desmanchou-se repentinamente para a expressão carrancuda anterior. Agora falava sério. — Sua espada já estava assim quando eu a encontrei. Além de ter sido roubado igual um idiota, ainda teve a arma danificada. Você só consegue piorar sua imagem a cada coisa que me diz. Fique calado, que é melhor pra você.

    Revirou os olhos para as explicações que o Escorpiano lhe dava. Era difícil entender que estava dando uma dica? Não queria saber da eficiência geral dele ou o que ele poderia e sabia fazer com as manipulações químicas. Cometeu erros ali e deveria se corrigir, ao invés de ficar tagarelando no ouvido dos outros. Não responderia, ou obteria nada mais que uma resposta tão longa quanto aquela, e tão inútil também. Iria encerrar aquele assunto ali, se não tivesse sido pego pela gola da camisa e jogado de volta a maca. Freou com o pé para que não derrubasse o leito assim que atingiu o mesmo, não desequilibrando tanto mesmo depois daquilo. Seus sentidos haviam voltado de todo, finalmente. Iria perguntá-lo qual a necessidade daquilo, já que havia se esquecido dos ferimentos em seu pé e joelho. Mas interessou-se em algo percebível na fala agressiva e em seguida, na provocação do Escorpião.

    Ficou nervosinho? — Sorriu, ligeiramente satisfeito. — Que meigo. Posso fazer carinho na sua cabeça pra você botar a língua pra fora e balançar o rabo também? — Inclinou o tronco, até que pudesse alcançar o queixo alheio com o dedo indicador e coçar de leve o local. Ergue-se e levantou mais uma vez, levando ambas as mãos aos bolsos da calça que vestia.

    Brincadeiras a parte, não é legal pensar que tem gente aqui dentro que se dispõe a roubar a arma de um regente, danificá-la e largá-la por aí. Seria legal se essa pessoa tivesse sido envenenada por acidente e por isso a largou no chão, mas, pra não contar com a sorte, verei se posso te ajudar. Câmeras de vigilância servem pra alguma coisa, né. — Apontou com o polegar a pequena câmera que se encontrava no flanco superior esquerdo da sala, quase imperceptível.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

    Mensagem por Lavi Strauss em Seg Dez 08, 2014 6:34 pm

            Ignorou boa parte do que o outro falara, sabia que ele tinha razão, colocar a culpa nos outros ou dar desculpas não resolveria o problema, que fizessem algo que resolvesse tudo logo de uma vez, além de que esperava que isso fosse um caso isolado, porque se os outros regentes fossem ter as armas roubadas também seria um tanto problemático, especialmente para esse a sua frente, aparentemente seu braço mecânico  seria sua arma. Os gestos alheios acompanhados da frase idiota o incomodaram bastante, mas não deixou isso transparecer, ficou com a mesma expressão que estava anteriormente, não se deixaria levar pelos insultos do albino, estava munido com certa paciência no dia de hoje apesar de certos acontecimentos. 

           - Vou prescrever um remédio para você continuar tomando por alguns dias. – Mais uma vez seu senso de dever e profissionalismo o fizeram optar pelo certo, mesmo o outro, talvez, não merecendo esse tipo correto de tratamento, mas paciente era paciente, e ele era responsável pelo estado do outro, como médico e criador da substância que fez aquilo com o albino.

           Enquanto o outro discorria como poderia ajuda-lo a achar quem roubou a espada, Lavi escrevia a receita e colocou uma observação com instruções extras para como manipular e tomar os remédios. – Se acontecer algo procure a mim. – Disse entregando o papel ao outro que apontava para a câmera. 

         - Se a pessoa teve a mesma sorte que você, já deve estar morta. – Riu pensando na incapacidade alheia. - Você sabe porque suportou o veneno, além da energia da sua constelação ter ajudado um pouco é claro. – Suspirou e pegou uma fita no bolso do jaleco e então amarrou o cabelo, o comprimento o estava incomodando um pouco, mas que se dane, isso não importava agora.

          Ficou observando o outro esperando que falasse algo mais, algo que indicasse se teriam que ir à sei lá, sala de segurança ou algo assim para ver o vídeo. E no momento que viu a câmera só pode agradecer que nunca tinha tido a brilhante ideia de trazer alguém para a sala para fazer coisas inapropriadas para o lugar. 

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    Re: [#01] - Turno Livre. – Nave da Terra.

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