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    [#02] Turno Livre – Nave do Ar

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    Harold Wilhelm
    Capricórnio

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    Data de inscrição : 26/02/2014
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    [#02] Turno Livre – Nave do Ar

    Mensagem por Harold Wilhelm em Qui Jul 24, 2014 7:10 pm

    Horário: Noite.
    Membros: Harold e Zion
    Resumo: Papo reto cos bro, coé n



    Não sentia mais sua cabeça latejar tanto, achando que fosse a hora de levantar-se e começar a andar com a vida. Recebera recomendações médicas para que não fizesse tanto esforço durante um tempo, mas andar e falar não era esforço, era? Talvez treinar fosse, mas no momento, não estava pensando nisso. Tinha algo pendente em mente, que estava para fazer há um bom tempo. Embora ultimamente, eu tenho arrumado um bom número de tarefas pra fazer. Como não gostava de ficar parado e sem fazer nada, aquilo realmente o animava. Ter coisas, muitas coisas para fazer e para ocupar sua mente. Entretanto, aquilo não tinha nada a ver com Lilith ou com qualquer outro assunto que tenha tratado com Rin, no dia de sua primeira sessão da terapia. O andar tranquilo e silencioso levou Harold até a Nave do Ar, onde entrava com muita raridade. Naquele lugar, buscava ter um pouco de mais atenção ao chão - embora não fossem muitos detalhes que passassem despercebidos pela atenção do capricorniano - afinal, não sabia se Aya estava em sua forma felina e não arriscaria pisoteá-lo ou chutá-lo sem querer.

    Direcionou-se ao quarto de seu irmão, então. Onde sabia que agora ele se alojava e fazia do recinto sua oficina atual. Conhecia a senha para entrar - não eram muitas as coisas que não sabiam um do outro. Provavelmente o Aquário não perceberia sua entrada, avoado como era. Adentrou no local e a porta se fechara, não se importando nem um pouco com a bagunça que o lugar abrigava, além da presença do ruivo que remexia qualquer coisa de, provavelmente, qualquer invenção nova. Já é uma boa chance de eu confiscar qualquer besteira dele, antes mesmo dele concluir. Aproximou-se e passou o braço por cima dos ombros do mais novo, dando isto como sinal de sua presença.

    E aí. — Tirou os óculos de Zion, vendo a imundisse que estavam as lentes e nem mesmo querendo saber se o maior se importava com aquilo ou não - é claro que não se importava. Ergueu-se novamente, já tendo a atenção que precisava e agora ocupando as mãos em limpar o objeto em sua própria camisa. Era o menos recomendável, mas melhor que nada. — Quero bater um papo com você. — Sempre direto, é claro. Mas era perceptível a forma como parte do vocabulário de Harold tornava-se mais informal na presença de Zion. Era a única pessoa ali que não precisava manter o ar sonso e superior, pois sabia que de nada afetaria na relação dos dois. Tratava o ruivo como seu igual, como seu irmão.

    Escorava-se na mesa e olhava de esguelha a máquina que Zion remexia. Entregava os óculos de volta para o seu dono, com as lentes um pouco menos sujas do que antes. Conhecia já aquela invenção. Ele estava consertando ao invés de criar algo novo? Era raro aquilo. Bem, talvez nem tanto, mas poderia significar algo? Guardou aquele pensamento para si e deixaria para quando fosse conveniente. Não desviaria do fluxo da conversa principal que queria ter.

    Faz tempo que eu não olho na sua cara, desde que você topou comigo no corredor da sala de Abel. Você não estava com uma cara legal... — Aproximou-se pouco dele, estreitando o olhar. — ... E conseguiu piorar, parabéns. — Ironizou, com um sorriso sacana. Gostava de zoar com seu irmão mais novo. Mas logo sua expressão neutra voltou. Impulsionou-se para trás, sentando na mesa e olhando para o robô sendo consertado ao seu lado. — Queria saber se você pretende ficar pra sempre enfurnado aqui, ou acolá.

    Conhecia Zion melhor que qualquer um e talvez, pelas circunstâncias de algum tempo atrás, melhor que ele próprio. Assim como ele mesmo, o mais novo preferia um canto solitário onde ficasse à vontade, do que um lugar aglomerado onde se sentisse desconfortável. Não era por ficar sozinho naquele quarto que Zion estava com aquela aparência decadente. Algumas suspeitas em sua mente sobre ela eram relevantes, mas nada comentaria. Todavia, era evidente que, se o próprio aquariano não estava percebendo que uma providência tinha que ser tomada, então Harold o convenceria de sua própria maneira.
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    Zionga
    Aquário

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    Data de inscrição : 07/03/2014

    Re: [#02] Turno Livre – Nave do Ar

    Mensagem por Zionga em Ter Jul 29, 2014 2:47 pm

    Desde o encontro inesperado com o irmão de consideração, Zion viera a não por uma vez sequer o pé para fora do quarto. Estava mais empenhado do que nunca naquele seu projeto pessoal e nada viria a lhe atrapalhar. Um projeto de anos, que se não fosse pelas demandas absurdas de Abel e dos outros idiotas do auto-escalão da nave, já teria terminado há muito tempo.

    Dessa vez o aquariano não seria feito de bobo, havia largado definitivamente o papel de criador e reparador principal da nave. Não queria saber de nenhum comando que lhe era dado, os outros funcionários que o fizessem. Havia até mesmo cortado a comunicação do quarto e de seus aparelhos com a central, assim evitaria ter que ficar ouvindo a voz chata de Abel reclamando e lhe ordenando coisas.

    Durante esses dias aprendera mais uma vez a conviver com Hiusang. Como um bom louco, nada era melhor do que conversar com os monstros da sua mente. Discutiam opiniões, o que em certo ponto ajudava bastante o ruivo indeciso. Havia voltado a ser aquela criança perdida no meio do mato, porém com uma diferença básica, dessa vez ele estava decidido a não deixar-se levar totalmente pela loucura que era a mulher. Não iria matar ninguém e esse era um dos principais motivo de ter se isolado daquela forma. Uma defesa, não só para si, quanto para os outros também. Não queria que as coisas acabassem como o acontecimento de Heike.

    As vezes tinha alguns acessos de raiva, como o que acontecera alguns minutos atrás — ou talvez já fossem horas, afinal, o relógio não importava muito ali. Havia quebrado Dan em meio a uma das discussões com Hiusang. Por tal motivo, e pelo apego que tinha, viera a dar uma pausa para concertá-lo. Uma tarefa relativamente fácil para Zion, por mais que a maquina praticamente tenha virado farelo.

    Dan já havia ganhado forma outra vez. Enquanto isso, era constantemente observado e criticado pela mulher inexistente qual por hora ignorava. Não gostava de dar ouvidos ou trocar alguma ideia com ela quando brigavam, afinal, daquele jeito ele acabaria perdendo a cabeça mais uma vez.

    Estava tão concentrado em reparar aquele robô e com as reclamações alheias que não prestara atenção no baixo bip em seu aparelho auditivo direito, qual indicava a abertura da porta e consequentemente a entrada de alguém. Só notara o capricorniano ali quando ocorrera o contato entre os corpos. Suas mãos abandonaram as ferramentas quase imediatamente, enquanto colocava o melhor verdadeiro sorriso que conseguia em seu estado. Estava realmente feliz pelo irmão estar ali.

    — E aí! — Disse animadamente, daquela forma patética e natural de sempre. Assim até parecia que o aquariano não estava um caos por dentro e de certa forma, era bom se sentir assim novamente. Virou a cadeira giratória para onde Harold se apoiava, ignorando o fato de não estar enxergando muito bem. Emagenei que sim... Na verdede, você até demorô. — Deu de ombros para o capricorniano. Não tinha certeza sobre o assunto, mas visto os acontecimentos que tinha conhecimento sobre o outro, esperava ser sobre o tratamento.

    Aceitou o óculos, ajeitando-o ao rosto. Realmente bem melhor que antes. — Bregado, bro. — Precisava voltar a usar a Micha com mais frequência agora que sentia a diferença de um óculos parcialmente limpo com o qual usava a alguns dias. Na realidade, precisava voltar a fazer algumas coisas que fazia antigamente, não só aquilo. Porém era um tanto difícil quando sua mente ficava lhe enchendo o saco e com um grande projeto nas costas.

    Suspirou pesadamente enquanto ouvia as palavras do irmão, entretanto apenas uma reação que logo fora subsistida por uma fraca gargalhada. — Desde quando eu tenho uma cara legal? Mas 'cho que eu não ando saindo muito poraê mesmo. — Manteve o sorriso, porém um pouco maior — e não menos verdadeiro — que no inicio. Uma mão era levada para a nuca, esfregando-a desajeitadamente — e provavelmente, sujando-a ainda mais. Porém não tivera sorte com o desenrolar daquela conversa. Seu sorriso fora deixado de lado, assim como toda sua expressão divertida, infantil e boba. Direcionou o olhar para Dan novamente, voltando ao trabalho mais uma vez, talvez assim pudesse disfarçar um pouco tal sentimento desagradável.

    — Eu não sei, aqui é comportável pelo menos... Dá pra adiantar meus projetos. E eu não sei o onde fica sacolá, mas não me parece muito comportável pelo nome. — Ergueu uma das sobrancelhas enquanto remexia em alguns fios e peças. Existiam cada lugar estranho naquela nave, imaginava aquele ser mais um deles. Não entendia muito porque Harold o citara, mas não deu importância. — As coisas não estão muito boas na nave ainda. Uma creansa como eu não faria muita diferença, então é melhor adiantar meus trabalhos pissoais na minha. Ao menos é melhor do que concertar as armas do palermabel.

    Não estava mentindo para Harold, nunca conseguiria tal façanha. Apenas estava deixando alguns fatores de lado, não detalhando muito seus motivos. Algo que sempre fazia, então esperava não ter muitos problemas. Ao menos, não pioraria os que já viria a ter. Como ambos se conheciam a tanto tempo e melhor que qualquer outro, sabia bem aonde aquela conversa iria levar. Retorceu as expressões em seu rosto, falhando algumas vezes em seu trabalho com o robô. Era complicado se concentrar e se desligar agora que tinha ainda mais coisa em mente do que o normal.
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    Harold Wilhelm
    Capricórnio

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    Re: [#02] Turno Livre – Nave do Ar

    Mensagem por Harold Wilhelm em Ter Jul 29, 2014 8:55 pm

    Permaneceu calado perante todas as respostas que obteve de seu irmão. Só se dava o trabalho de repetir todos os erros de linguagem do mais novo, sem interrompê-lo. Aquilo era de praxe, nunca se privaria daquela implicância – embora nem mesmo o próprio Zion se importasse. Cruzava os braços, curvando um pouco as costas até relaxar o peso em si mesmo. Riu de forma curta, da confusão que o ruivo fizera com “acolá”, mesmo que não fosse se dar ao trabalho de explicar o equívoco. Porém, de cenho franzido, percebeu a forma como o aquariano subestimava sua própria capacidade. Não estava ali para dizer “Ora, vamos lá, você consegue! É só querer e se esforçar!”. Não. Harold era do tipo que provocava, desencorajava e humilhava, para que então pudesse ser contrariado como prova de que estivera errado. Não era a melhor forma de lidar com pessoas de mentalidade frágil, mas era a maneira que gerava as mais diversas reações e sendo elas positivas ou negativas, eram sempre interessantes. Porém, com o ruivo era diferente. Admirava pessoas com o nível de inteligência próximo ou igual ao seu e Zion tinha talentos natos. Os quais o próprio capricorniano não tinha. Mas não era o assunto no momento.

    Esticou o indicador em direção a testa do Aquário, pressionando-o ali e forçando o mais novo a erguer sua cabeça em direção a si. Encarou aquelas expressões infantis durante poucos segundos, antes de começar a se pronunciar.

    Não sei quem colocou na sua cabeça que você é uma criança, mas você deve saber o que eu penso de “auto-consolação”. — Desencostou o dedo do rosto do menor, saindo da mesa onde estava sentado. — É o mais novo de nós, mas eu também só sou mais velho que você, por aqui. Acredite, ser chamado de “moleque” pelo Ren não é nada legal. — Sorriu de forma sarcástica. — Não acho que seja um pensamento muito aquariano se deixar levar pelo que os outros acham da sua utilidade. Você já provou ser muito mais útil do que a maioria aqui. Se não fosse por dois minutos da sua presença, Nero, Rin e Ren tinham virado carne moída. E se você não tivesse colocado uma das próteses em mim, eu não teria como resolver o problema da infecção gasosa nas naves. – Suspirou.

    É cansativo para um capricorniano ficar incentivando alguém... E eu cansei, então, termino minha encheção de linguiça motivadora por aqui. O resto, serão ordens. — Apoiou a mão sobre o ombro do ruivo, aproximou-se e sorriu, como se fosse convidá-lo a jogar vídeo game e deixá-lo usar o Player 1. — Você vai sair desta sala e vamos treinar juntos, não quero saber. Ordem de irmão mais velho. — Soltou-o e se afastou um pouco mais, voltando ao seu tom usual de fala. — Seus projetos podem esperar. Não é como se eles fossem fugir de você. Eu ouvi um sim? Bom menino.

    Era necessário. Zion tinha um potencial em campo de batalha e não se baseava apenas em máquinas. O ideal seria treiná-lo para que pudesse trabalhar em equipe e não depender apenas de si mesmo e de seus próprios aparelhos. Harold gostava de fazer as coisas sozinho, mas sabia quando uma companhia apresentava vantagens. Cruzava os braços, esperando realmente que Zion levasse em consideração seus dizeres.

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    Re: [#02] Turno Livre – Nave do Ar

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