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    [#04] - Descoberta do Traidor Duas Caras.

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    Harold Wilhelm
    Capricórnio

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    Re: [#04] - Descoberta do Traidor Duas Caras.

    Mensagem por Harold Wilhelm em Seg Maio 11, 2015 6:18 pm

    Permitiu-se ficar sentado no mesmo lugar enquanto Rin se colocava a examinar a nuca de Lavi, anunciando que ali havia a razão para aquela mordida na cela não ter sido apenas um assédio desnecessário. Tinha um conhecimento basicamente nulo de magia, por nunca ter se interessado em se aprofundar no assunto. Imaginava como deveria funcionar, para que Rin percebesse antes do que Lavi, que estava com o feitiço no próprio corpo e não se deu conta de nada até então. Franziu o cenho, depois de acatar com o pedido do loiro para que fosse junto, dando no máximo dois passos até fitar o Escorpião fazer algo no próprio pescoço que, da forma mais conveniente possível, fez seu quarto parecer um frigorífico. Harold parou os olhos num ponto aleatório no alto, com um sorriso quase taciturno no rosto, mostrando como estava satisfeito com as paredes de seu quarto congeladas, assim como os móveis e, menos mal, seus computadores eram resistentes a altas e baixas temperaturas. Piscou uma, duas vezes, suspirando pesado e abafando um riso curto com o pedido de desculpas de Lavi. Se ele era a fonte, era lógico pensar que quando saísse do quarto, a temperatura ambiente voltaria ao normal e aquela merda toda viraria água. Foda-se, depois eu resolvo isso. Seguiu Rin já para fora do próprio quarto, com a porta fechando automaticamente.

    ‘Tá relaxado aí por quê? Ouviu o líder. Circula. — Ordenou firme, dando uma joelhada na perna de Lavi apenas para empurrá-lo da parede do corredor, na direção em que Rin começara a andar, depois que o próprio loiro especificou que iriam de qualquer jeito para o hospital. Se ele tentasse discutir por ser desnecessário irem para o atendimento médico, pelo menos com um impulso ele pensaria duas vezes. Escoltou-o por trás todo o caminho que fizeram até chegarem ao destino, cruzando os braços enquanto aguardava Rin reunir os médicos necessários para cuidarem do caso do escorpiano. Logo mais, o acompanhou até um local com menos movimentação, sabendo o que o loiro queria tratar ali.

    Piscou uma vez, levantando uma sobrancelha. Uma leve vontade de rir lhe subiu, de tão patética que era aquela solução, porém, igualmente eficaz justamente por sê-la. De fato, para cuidarem de alguém que deveria ser supostamente um aliado, sem que fossem suspeitos, deveriam ser mais sutis do que cautelosos. Amigáveis, quase. Mas nem tanto, ou sairiam do próprio normal.

    Sendo o geminiano que é, ele provavelmente vai se distrair se você puxar conversa também. Mas como não é bem o seu tipo jogar conversa fora, ele pode desconfiar da sua simpatia repentina. Não prefere que eu vá junto? Não conhecemos ele como traidor, apenas como nosso aliado. É claro que ele será cauteloso até o fim para que não seja descoberto. Se ele desconfiar de você, pode ser o fim. — Sugeriu, com o tom de voz bem menos violento e mais baixo do que havia usado com Lavi e até mesmo com a bronca que havia dado anteriormente em seu líder. A ideia era extremamente válida, mas não poderia dar errado e não teriam outra chance. Hans tinha o raciocínio rápido, fazendo jus ao seu signo. Não teriam brechas para vacilar com ele.
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    Rin Damien
    Virgem

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    Re: [#04] - Descoberta do Traidor Duas Caras.

    Mensagem por Rin Damien em Seg Maio 11, 2015 9:16 pm

    Era uma ideia estupidamente simples, porém justamente por isto, a chance de êxito era razoável; no entanto, Harold estava certo. Teria que executá-la com o máximo de sutileza possível, pois seria a única oportunidade. Se fosse descoberto por Hans, ou acabaria em conflito ou em uma fuga imediata, o que provavelmente resultaria em uma peça voltando para o lado de Kain. O que deveria ser evitado a todo custo. – Eu sei, mas também não planejo chegar jogando conversa fora. Também tenho motivos para ser... Eu mesmo, com ele. Hans toma – ou finge que toma – remédios para o pequeno problema de personalidade dele, e posso aproveitar para fazer ele pensar que estou checando nisso. Você também seria suspeito se puxasse assunto, e ainda não tendo nada do fator de simpatia. Vai ser mais fácil eu me aproximar. – Contudo, executar o plano sozinho também não soava como uma boa ideia. Enquanto gostaria de acreditar que era forte o suficiente para parar o traidor se necessário, tinha plena noção que não era uma confirmação absoluta. Ter alguém no ambiente tanto para mudar o rumo da conversa caso algo desse errado quanto como uma força a mais seria conveniente, se também arranjado de modo sutil. – Fique na cozinha. Devo levar Hans até lá mais tarde. Aí você poderá interferir se achar necessário.

    -

    Após a confirmação de seu plano, Rin ainda tomara um segundo do próprio tempo para ir visitar Lavi, constatando que os médicos não haviam encontrado qualquer solução para o problema dele. Como teria que lidar com a situação posteriormente, apenas aconselhou que o escorpiano não fizesse esforço e ficasse por ali, coisa que é claro, tinha noção de que ele poderia não seguir. No entanto, também garantiu que a outra situação estaria sob controle, evitando qualquer outro comentário sobre o assunto.

    Então, procurara uma brecha para quando exatamente seria o melhor momento para achar Hans. Já tendo guardado o que precisava botar no café na cozinha, usou as câmeras de segurança para ter noção de onde o mais novo estava. O observou por um período de tempo, também reunindo dados do que o regente de gêmeos fazia normalmente; nada incomum, e naquele momento, apenas andando pela nave. Parecia mais recluso que normalmente, não começando a falar imediatamente em oportunidades de conversa com outras pessoas, no entanto, com apenas um pouco de insistência, o traidor se soltava como costumava fazer. Esperou até que estivesse próximo das naves elementares para que finalmente fosse de encontro ao outro.

    Mentir era algo que vinha relativamente fácil para o virginiano. Não era um ação que gostava de fazer, mas o fato era; pessoas normalmente eram ruins naquilo por acharem que precisavam de agir de modo especial enquanto mentiam, ou pelos sentimentos atrapalharem em uma mentira em particular. Não precisava acreditar no que estava falando, apenas agir com naturalidade, seguindo os passos do que normalmente faria, mesmo que toda a preocupação que estivesse prestes a demonstrar fosse falsa. Ao encontrar Hans vindo em sua direção, o loiro o cumprimentou, como fazia com todos daquela nave, antes de observar a expressão alheia, notando que parecia levemente fora dos eixos. Com qualquer outro pensaria que era cansaço, no entanto, sabendo dos problemas de Hans, sua mente pularia para a conclusão de que poderia ter algo errado com ele, ou que talvez não estivesse tomando os remédios como deveria. Ação que o faria chama-lo, o fazendo parar no corredor.

    Sentiu o olhar curioso do outro sobre si quando o fez, o qual respondeu com o sorriso de sempre, com um toque de severidade na própria expressão. Não fora difícil iniciar a troca, perguntando se ele estava bem, deixando implícito que teria uma bronca vinda na direção dele, dependendo da resposta e do porquê de não estar. Inicialmente pôde sentir a cautela vinda do regente, que no entanto, se desfez fácil demais ao ter a preocupação de Rin em vista, o fazendo desatar a falar que estava bem e tentar desviar o assunto para outro lugar, tentando achar uma brecha para livrar-se dele. Naturalmente, o mais velho não acreditaria em qualquer desculpa, e não o fez, no entanto, com a natureza gentil que lhe era nata, apenas respirou fundo, um sorriso mais empático no rosto, enquanto o chamava para tomar um café para conversarem sobre aquilo. Não costumava falar muito com Hans, mas no pouco que haviam interagido, não havia tido nenhum desentendimento em particular, tirando os pequenos puxões de orelhas devido a ele fugir da própria medicação que lhe era necessária.

    Tendo sucesso na primeira coisa que precisaria, foram à cozinha da nave da terra, onde Harold estava, aparentemente distraído com trabalho e o próprio café. O cumprimentou brevemente, sinalizando para Hans sentar onde quisesse, se perguntando também se teria alguma suspeita no fato de ter mais alguém ali. Mesmo com raciocínio rápido, não achava que o Gêmeos acreditasse estar em uma situação hostil. No entanto, não forçou qualquer conversa, sabendo que seria estranho da própria parte, e assim como prevera, logo o silêncio pareceu passar a incomodar o suspeito, o levando novamente a começar a falar de assuntos aleatórios. O virginiano respondia vagamente, com a leveza de sempre no tom, concentrando-se no café. Em um momento que o traidor havia se focado no capricorniano, tentando um assunto qualquer, botou o sonífero – de efeito quase instantâneo – na xícara que daria ao outro, preparando uma para si e enchendo a do albino também, apenas então sentando-se à mesa.

    Tomando um gole do próprio café, voltou ao assunto que normalmente trataria com o geminiano. – Hans. Se você parar de correr do assunto, prometo fazer a bronca ser menor. – O sorriso estava de novo em sua face, e a alheia se tornava cômica, apesar de não séria, como alguém que fora pego em algo que não queria falar sobre. A resposta viera num tom rápido, comum ao regente, comentando sobre como ele não estava fugindo e dando desculpas sobre seu irmão; sua outra personalidade. Em meio ao falatório que parecia eterno, finalmente alguns goles foram dados na xícara alheia, e em alguns segundos, enfim Hans percebera que algo estava fora do lugar. A expressão na face do outro passou de confusão, a compreensão e acusação, antes dos olhos se fecharem e um baque ser ouvido conforme a cara do maior se encontrava com a superfície da mesa.

    De alguma forma, ainda não tinha uma sensação exata de vitória com aquilo. O sorriso sumindo do próprio rosto, o loiro meneou a cabeça para o corpo inconsciente, direcionando a fala a Harold, o tom baixo. – Me ajude a levar ele. Prisão de segurança máxima, pra aguardo de interrogação e julgamento. Vou contatar Abel sobre isso. – Era um sucesso, no entanto, a sensação de algo daria errado estava próxima. Preferia agir rápido, antes que acontecesse.
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    Harold Wilhelm
    Capricórnio

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    Re: [#04] - Descoberta do Traidor Duas Caras.

    Mensagem por Harold Wilhelm em Qui Out 01, 2015 7:20 pm

    A partir daquele ponto confiaria na decisão e na habilidade de manipulação de Rin. Mesmo que não tivesse sido convidado à cena, provavelmente estaria presente do mesmo jeito, pois a cozinha era um local que naturalmente frequentava, já que era inconveniente sequestrar a garrafa de café para seu quarto. Foi com o mínimo de interesse demonstrado que olhou Hans ao que este se sentava na mesa a convite de Rin, tentando cumprimenta-lo de forma que não recebesse aquele desdém comum do capricorniano. Era comum para qualquer um sob uma regência significativa do signo regido por Saturno, ter uma grande facilidade em manipular, embora fosse por um mecanismo extremamente diferente dos que eram influenciados pelo signo de Escorpião. Por uma naturalidade grande em entender a forma como pessoas e situações funcionavam, não era difícil agir conforme fosse necessário para que determinada ocasião ocorresse propositalmente. Além disso exigir senso de observação e um grande punhado de apatia – a fim de não se deixar levar pelos acontecimentos –, Harold tinha aquele desvio de personalidade que basicamente ditava a todas as células de seu corpo a forma perfeita de como fazer qualquer um de idiota. Não foi por força física afinal, que havia conseguido fazer meia população de refém, um por vez, sem ninguém desconfiar de nada por mais dez anos.

    Mas naquela cena, em questão, seria apenas o coadjuvante, aparentando continuar focado no próprio relatório. Tinha concentração suficiente para filtrar o monólogo do geminiano e ao mesmo tempo dar-lhe o mínimo de atenção para que não começasse a prestar atenção em Rin – podendo dá-lo espaço para preparar o que fosse. Seria muita imprudência – e muita burrice – se intrometer no assunto alheio, quando normalmente nada que pudesse vir do Gêmeos seria de seu interesse. Então a atenção que Harold oferecia se baseava em arqueares de sobrancelhas e alguns grunhidos que variavam de tom, dependendo de quando teria que afirmar ou negar alguma pergunta feita – insistentemente – a si. Hans não estava à vontade, é claro, mas era normal para alguém que gostava de falar tanto ficar desconfortável no meio de duas pessoas que apreciavam o silêncio. Por sorte, o regente mais experiente não era do tipo que se calava para se encaixar no silêncio alheio, mas sim, ignorava tudo isso e continuava a falar de assuntos paralelos que de algum jeito se interligavam. Sorte, pois quanto mais em silêncio ficasse, mais atento às coisas a sua volta ficaria também. De vez em quando, Harold lhe lançava alguns olhares de “cale essa boca” só para não perder o costume, sem obter sucesso algum, até que Rin enchia novamente sua caneca de café fresco e recuperava a atenção do convidado da Nave do Ar.

    O som da batida do rosto de Hans sobre a mesa de mármore foi o que fez Harold voltar toda sua atenção para o que precisava ali, cessando as atitudes de descaso para fins de disfarce. Acatando também às ordens de seu líder, tratou de levantar-se. O sonífero não duraria para sempre, então apressou-se em retirar o traidor de onde estava, jogando o corpo dormente por cima do próprio ombro e saindo da cozinha, enquanto optou por parecer que estava apenas carregando um aliado desacordado para os operários que transitavam regularmente pelas Naves Elementares, até que pudesse chegar onde a prisão adequada conteria o infrator. Especificou de forma curta e direta o necessário para que a segurança do lugar lhe oferecesse passagem, além de já ter a permissão concedida simplesmente por ser um dos guerreiros de Abel. Por trás de porta transparente, embora não fosse nada frágil, estava cela onde jogou Hans como um saco de cimento no chão. Trancou a porta automática com reconhecimento de digitais em um painel, preferindo não cantar vitória ainda, mesmo que o Gêmeos não fosse sair dali por conta própria.

    Esperava que Rin fosse breve com Abel, mas trataria de ficar ali até que o mais velho acordasse e percebesse por fim que não tinha mais saída.

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    Re: [#04] - Descoberta do Traidor Duas Caras.

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