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    [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

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    Rin Damien
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    [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Rin Damien em Seg Dez 22, 2014 7:26 pm

    Todo ano, surgia uma vontade no coração de Abel de reunir as pessoas da nave Principal, fossem regentes, Conselho ou trabalhadores comuns em uma festa de natal. Era um evento relativamente grande e formal, apesar do comportamento de muitos ser questionável a cada ano para realmente classifica-la como tal. As pessoas bebiam, comiam, dançavam, se divertiam, conversavam, e no geral saíam de suas preocupações do dia-a-dia. Ninguém era obrigado a atender, mas era subtendido ser uma falta de respeito com o Líder Supremo se não o fizessem – ao menos, intimação para quem ligava para aquele tipo de coisa; e Rin se encontrava naquele grupo. Odiava festas, e lugares com muita gente fazendo absolutamente nada útil. Achava perda de tempo para com as responsabilidades que tinha ou de coisas mais úteis que poderia estar fazendo, mesmo que fosse apenas limpar. Entretanto, estava se esforçando ao menos para achar algo agradável para fazer ali. A comida era agradável, e não planejava tocar em nenhuma bebida naquela noite. Havia acabado sentado em uma de muitas mesas, conversando com uma das enfermeiras do hospital sobre o trabalho; ou era pra ser o assunto. A menina parecia exageradamente empolgada em estar tendo uma conversa normal com seu chefe, e o virginiano podia apenas sorrir e fazer comentários educados sobre o que lhe era dito sobre a vida alheia. Poderia ligar menos. Pelo menos não havia ninguém fazendo confusão, nada explodindo, ninguém brigando naquele ano. Ainda. Era apenas o começo.


    Última edição por Rin Damien em Seg Dez 22, 2014 8:30 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Heike_Walker em Seg Dez 22, 2014 8:04 pm

    Heike estava excitado para aquela festa. Fazia tanto tempo que não bebia e relaxava que mal podia se lembrar. A ultima vez que saira da nave para tal coisa, aliás, foi quando descobriu Aya em sua forma felina perto de um dos bares que frequentava. Então estava praticamente necessitando de algo assim, mesmo que fosse apenas uma caretice das que Abel sempre aprontava final de ano.

    Apesar da vestimenta formal, tinha abandonado a parte de cima do terno e a blusa social vinho estava com as mangas dobradas até os cotovelos e os primeiros botões abertos, deixando a pedra no peito a mostra junto com os diversos cordões prateados que usava, combinando com os anéis e pulseiras pretas. Dessa forma, caminhava já com um copo de bebida na mão, cumprimentando e conversando com as pessoas mais importantes, muitas das quais conhecia desde criança.

    Já estava se cansando de toda aquela pose de social quando viu Rin mais distante, então pegou uma taça de cidra e se aproximou do loiro por trás. Esperava encontrar Nero logo, mas do jeito que o taurino era, duvidava que fosse aparecer assim logo no início da festa, então se contentava com a companhia do virginiano. Logo os outros regentes apareceriam por ali, tinha certeza. Lançou um olhar ameaçador para a garota ao lado do mais velho, que saiu de perto em menos de meio segundo, e assim sentou-se no lugar dela de forma folgada, oferecendo a bebida ao loiro enquanto tomava um gole da própria.
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    taurusnero
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por taurusnero em Seg Dez 22, 2014 9:00 pm

    Nero estava cansado de sentir-se mau humorado, porém parecia que o universo não o favorecia. Mais uma vez, e em um período minúsculo de tempo, inventaram algo para tirá-lo de seu conforto e de suas obrigações: uma festa. Aliás, uma comemoração que não tinha nada a ver consigo nem no menor dos detalhes de sua concepção. Que estava fazendo indo comemorar algo de uma religião diferente da própria? Era muito melhor respeitar os próprios costumes e se manter fazendo o que lhe fora designado, cumprindo suas responsabilidades, suas obrigações, dormindo um pouco... Pena ter sido avisado muito antes de negar a sua presença, que se ousasse contrariar as vontade do líder supremo receberia as devidas punições. Claro, punições que fugiam das leis naturais do ambiente, mas que existiriam, e não queria conhecê-las. Imagina precisar lidar com os lamúrios de um pisciano? Agradecia a oportunidade, porém precisava recusá-la.

    Grunhindo e sem qualquer sinal da felicidade natalina em sua face, o taurino se olhou no espelho para fitar-se com uma careta de puro desgosto. Estava vestido de forma pomposa demais, apertado demais, e com roupas que jamais usaria em seu dia-a-dia. Estava moldado para parecer perfeito aos olhos da sociedade em que passara a viver, mas que em nada tinha a ver com seus costumes anteriores. Ao menos estava aceitável, e a roupa preta - mal abotoada por pura preguiça do guerreiro -, sob o terno branco passava um ar de seriedade que batia até a expressão natural do moreno. Pecara um pouco, talvez, ao manter a franja cobrindo parcialmente um de seus olhos, enquanto o resto dos fios seguiam levemente impulsionados para trás, porém não queria deixar evidente a expressão contrariada que carregava na face - se dera até o trabalho de manter os óculos de descanso -, não queria Abel reclamando consigo. No entanto, e de forma abusada, dera a si a liberdade de fazer uma pequena reivindicação, e, antes de partir para o salão onde ocorria a festa, colocou um colar feito com garras diversas de aves de rapina, ciente de que o tom escuro das mesmas iria combinar perfeitamente com o resto de suas roupas.

    Suspirara pesadamente, e resolvera olhar nos fundos dos próprios olhos pelo espelho. "Pense positivo.", falou consigo mesmo, "Ao menos terá comida boa.". E aquela constatação fora o suficiente para que tentasse amenizar a própria expressão e seguisse rumo à comida... E à festa, claro.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Lavi Strauss em Seg Dez 22, 2014 10:12 pm

             Lavi estava estranhamente animado para festa de Abel, o pisciano tinha algumas ideias legais às vezes, o natal era uma data festiva bastante interessante, o escorpiano gostava dela, era algo meio clichê de reunião com seus iguais e coisa do tipo, mas não deixava de ser divertido.

             Não fazia ideia de quem além dos regentes estaria na festa então optou por vestir-se com uma roupa social, uma camisa cinza azulada dobrada até os cotovelos, colete e calças cinza e uma gravata preta, esperava que isso fosse o suficiente, e bem seria afinal Lavi sabia que conseguia ficar bonito usando qualquer coisa.

              O salão tinha bastante gente quando chegou, cumprimentava as pessoas que o olhavam com um sorriso simpático, hora ou outra o escorpiano era parado por algum paciente e ficavam conversando por um tempo, continuou dessa forma até ter avistado Rin e Heike num canto, então seguiu para onde eles estavam.

               - Boa noite. – Cumprimentou ambos com polidez e sorriu, vendo que Heike oferecia bebida a louro, Lavi pegou uma taça de espumante para si. – Devia beber, Rin, de vez em quando não faz mal e é uma festa. – Tentou incentivar o outro a aceitar a oferta do ariano.
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Harold Wilhelm em Seg Dez 22, 2014 10:26 pm

    "Se você não for, pode levantar suspeitas de que estará fazendo algo que não devia." Certo, aquilo resumia basicamente tudo o que se queria dizer quando recebera a notícia de que precisava ir. Sentado numa cadeira móvel, com o cotovelo apoiado numa bancada e a mão contorcendo parte de seu rosto, Harold encarava aquele terno pendurado na porta do guarda-roupa. Pra. Quê. Caralhos. Usaria. Aquilo? Piscou. Não ia usar. Piscou outra vez. Levantou-se decidido e encarou o holograma de Arthemis, que lhe fitava com uma sutil reprovação. O rapaz lançou-lhe um olhar de "Não sou obrigado" e se dirigiu até a porta. Teria de ir, não é? Iria. Mas também iria da forma que bem queria. Só a cerimônia já era uma palhaçada sem tamanho. Então iria como um palhaço pra combinar. Passou reto pelo espelho e nem se deu o trabalho de olhar como estava.

    Harold. — Olhou para trás, com o chamado. A figura apontava um acessório em cima da bancada. Havia ganhado de sua mãe, como mensagem de Natal, já que ela gostava daquelas coisas. E ignorava completamente o gosto contrário do filho, obviamente. Aquariana desgraçada. Sorriu, fazendo a vontade de Arthemis, que parecia sugerir o uso daquilo na inocência de que, assim talvez o rapaz se adaptasse melhor ao espírito natalino. Quando a intenção de Harold seria ir com aquilo na cabeça pelo mais puro deboche, devido aos trajes que usava.

    Saiu do quarto, com as mãos no bolso de uma bermuda azul marinho, com finas listras da mesma cor num tom mais claro. Arrastava os pés, milagrosamente calçados, embora o design do sapato não fosse dos melhores, além do material emborrachado causar uma impressão mais desleixada ainda. De peito exposto além das inúmeras cicatrizes na pele clara, permanecia apenas com uma jaqueta jeans bastante desgastada, de mangas compridas, porém dobradas até os cotovelos. Em sua cabeça, como "toque final", uma touquinha de Natal, demonstrando o claro deboche em se fazer de ridículo, numa cerimônia que achava igualmente ridícula. Justo.

    Adentrava o enorme local, esbarrando em algumas pessoas em seu caminho, até chegar a mesa de petiscos. Encheu as duas mãos de salgadinhos sortidos, e procurou com o olhar se havia no recinto outros regentes, enquanto enchia a boca com parte do que pegara. Fazia questão de mastigar de boca aberta, da forma menos requintada possível, até que conseguiu avistar Rin. Levantou uma das mãos, cumprimentando de longe o Virgem, sabendo que ele adoraria ver seu estado. Só não esperou pra ver a reação alheia, porque um dos salgadinhos caiu ao chão e ele precisou abaixar para pegar de volta.
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    Rin Damien
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Rin Damien em Seg Dez 22, 2014 11:11 pm

    Conseguira de alguma forma estar quase dormindo e ao mesmo tempo continuar fingindo-se de interessado nas palavras intermináveis da mulher com quem conversava. Sentiu-se extremamente aliviado ao vê-la sair da mesa, assustada por alguma razão; apesar de ter conseguido sorrir educadamente e murmurar um “até”. Apenas aí deixou-se pensar em que diabos havia acontecido, e a resposta chegara em um segundo na forma de alguém com chifres tomando o lugar da cadeira previamente ocupada. Negou com um menear de cabeça que não queria a bebida, apesar de apreciar bem mais aquela companhia do que a anterior. E, é claro, Heike sendo um dos ligeiramente problemáticos, era bom tê-lo em sua vista enquanto estivesse naquela festa. O tendo diretamente em foco, o virginiano notou algo que não estava presente anteriormente. Havia uma marca óbvia no pescoço alheio, com a forma evidente de uma mordida. Normalmente, teria perguntado para curá-lo imediatamente, mas também notara o bom humor vindo do outro loiro. Bom humor. Mordida. Nero? Oh. Preferia não comentar.

    Logo após ter tal pensamento, Lavi chegara, usando uma roupa parecida com a própria, tirando alguns detalhes e cores. Rin, é claro, estava mais arrumado, as mangas propriamente em seu lugares, a camisa branca impecável por baixo do colete preto, e calça formal da mesma cor. – Boa noite, Lavi. Mas não, obrigado, não plane- - Sua frase fora cortada ao ver alguém diretamente atrás do escorpiano acenando para si, um ponto berrante, diferente de toda a formalidade da festa. Sabia que formalidade não agradava a Harold, porém, não esperava algo tão... Não tinha palavras para descrever o que aquilo era, podendo apenas o encarar em uma rara expressão de puro choque, que mudava lentamente para incredulidade, especialmente ao vê-lo pegar um salgadinho que havia derrubado e comê-lo.

    Controlando a própria expressão, voltou-se novamente a Lavi em um sorriso educado, enquanto ao mesmo tempo pegava a taça da mão alheia e bebia o que havia ali em apenas alguns goles. Sentia o gosto característico de álcool passar por sua garganta, e sabia que não seria bom para o próprio comportamento, porém tinha apenas uma única certeza na vida naquela hora; esta sendo a de que não era obrigado. Após terminar, pegou a taça que Heike segurava e fez o mesmo, enquanto localizava o garçom mais próximo e sinalizava para ele chegar perto. Pegando a bebida mais próxima na bandeja, a fez ter o mesmo destino das outras duas. Ah. Aquela era mais forte. Não a reconhecia, e sentiu o ambiente girar de uma forma estranha após termina-la.

    Fechou os olhos, esperando a tontura regredir, antes de ignorar completamente as outras presenças e levantar-se, outro som raro saindo de seus lábios; uma risada. Não educada, não psicótica, apenas sincera. Bebida tinha aquela vantagem sobre si, de deixar tudo irritantemente hilário, uma das razões para não ingerir nada do tipo normalmente. Então, seguiu em linha reta em direção a Harold – ou ao menos ao que ele esperava que fosse uma reta – parando ao lado do mesmo na mesa de petiscos e apoiando-se nela com uma mão, a outra gesticulando o albino de cima a baixo, enquanto, com uma mistura de censura e riso na expressão, finalmente falava. – Harold. O que. É. Isso?
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    Heike_Walker
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Heike_Walker em Seg Dez 22, 2014 11:45 pm

    Ignorando o olhar do loiro na direção de seu pescoço, como muitos fizeram até o momento, Heike ainda bebia quando Lavi chegou, cumprimentando-o com um aceno breve da cabeça. Como esperado não demorou para os outros regentes começarem a aparecer e o clima da festa seguia ameno enquanto o ariano observava a interação dos médicos com a expressão ligeiramente desdenhosa, não pela presença de ambos, mas pelas amenidades desnecessárias. Não é como se não se vissem todo santo dia.

    Estava prestes a se levantar e vagar pelo lugar quando reparou a expressão estranha que o virginiano fazia, e seguindo na direção com o olhar, Heike cuspiu todo o líquido que bebericava no chão ao dar uma gargalhada alta, mal notando quando tivera os copos tomados das mãos enquanto se acabava de rir da visão.

    Harold estava ridículo. Levou a mão ao abdômen que ficou dolorido com a contração súbita pela risada, então balançou a cabeça de forma negativa observando Rin ir até o albino com um sorriso perigoso na face. Encarou Lavi de lado e voltou a relaxar na cadeira pensando em pegar outra bebida para ambos, até que teve uma ideia e abriu um sorriso malicioso. Chamando um garçom conhecido, puxou-o pelo braço e sussurrou em seu úvido, pedindo para que trouxesse algumas coisas específicas para a mesa. Dispensando o rapaz, voltou o olhar para os dois regentes mais afastados enquanto comentava. - Essa noite promete.
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    taurusnero
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por taurusnero em Ter Dez 23, 2014 12:34 am

    Se seus movimentos eram naturalmente lentos, Nero praticamente abusava de sua lerdeza naquele caminhar de pés arrastados. Não queria chegar à festa, e aquilo já era óbvio, mas agia quase como se fosse uma lesma em seu habitat natural, escorregando pelas folhinhas de forma tranquila e calma. Claro, não deslizava em uma folha e estava longe de estar tranquilo ou calmo. Ainda cultivava o evidente desagrado por ter que participar daquela reunião sem fundamento, forçado, e ainda vestido com coisas que lhe apertavam e incomodavam. Tudo para que socializasse com pessoas que não via na maior parte do tempo, ou com gente que já via demais. Bancar o simpático por horas, simplesmente porque o grande e respeitoso líder supremo não tinha mais o que fazer, e preferia atrapalhar o pouco tempo de trabalho alheio para chamar atenção daquela forma estúpida - ele era cristão ao menos?

    Pena não poder fugir daquele destino cruel, livrar-se das amarras das ordens dos outros para terminar o pouco que faltava de seu trabalho e, enfim, dormir até não poder mais. Pior era ter a face torcida em uma careta que demonstrava toda sua infelicidade naquele instante; uma expressão que assustaria qualquer um que por ventura viesse a encontrar nos corredores, ainda que aquilo lhe importasse menos do que os surtos repentinos de seu companheiro ariano. Grunhiu, coçando de leve a cabeça e bagunçando um pouco o cabelo que tivera o trabalho de arrumar. Iria conter a vontade de reclamar da própria estupidez também, queria sentir-se um pouco menos Harold naquele instante.

    Porém, no momento em que virara o corredor, a expressão do taurino se suavizou de forma tal, que até deixara um sorriso mínimo lhe partir os lábios. Era aquilo, o único motivo de sua felicidade em meio a tantos infortúnios. Seu amor verdadeiro, o motivo de sua existência, a razão por não ter ido socar a cara de Abel no mesmo instante em que recebera o convite autoritário... O cheiro que lhe fazia o coração falhar uma batida, e seus olhos se fecharem em um instante de apreciação. Aumentara a velocidade de seus passos para que pudesse adentrar o ambiente festivo sem se importar com qualquer um em seu caminho, sua mão já se estendendo para que pudesse alcançar o que tanto queria, e antes que pudesse conter-se, já estava com um pedaço enorme de bolo enfiado entre os lábios. Comida... E realmente havia algo de bom naquilo tudo.
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    Lavi Strauss
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Lavi Strauss em Ter Dez 23, 2014 10:33 am

                 O virginiano dava o seu fora usual quando de repente parou atônito e então sorriu-lhe e pegou as taças da mão do ariano. O quê diabos ele havia visto para mudar de opinião de forma tão drástica e rápida? Quando olhou para trás obteve sua resposta. Não ousou encarar o outro por mais de um segundo, temendo que ele viesse próximo a si, ele estava sério sobre isso? Porra, por quê? Ele queria envergonhar as pessoas? Aquilo era mais vergonha alheia que vergonha própria, porque afinal ele não se importava nem um pouco com a própria aparência.
                    Contudo teve que acompanhar a risada de Heike, mesmo que mais discretamente. Harold era realmente demais. Se tivesse mais intimidade com o albino com certeza o arrastaria dali a força e o faria vestir-se adequadamente, sabia que o virginiano o ajudaria se não tivesse bebido, mas entendia o porquê de tê-lo feito. Engoliu o restante de espumante em sua taça num só gole, não aquilo não era nem de perto suficiente, estava prestes a chamar um garçom para pedir algo mais forte quando vira o regente de aries pedir por algo, deixaria vir o que ele pedisse, qualquer coisa que viesse para beber era bem-vinda.
                    - Se eu ainda tivesse o cabelo azul, chamaria menos atenção que ele. – Lavi pensou alto quando ouviu o outro dizer que a noite promete, e bom realmente prometeria. – Olhe pelo lado bom, Heike, isso vai ser muito mais divertido do que era pra ser a principio, Rin até mesmo já bebeu, poderíamos deixa-lo bêbado. – Sorriu de canto observando a conversa do virginiano e capricorniano, imaginava quando o taurino chegaria à festa isso se viesse, quando olhou para a mesa com comida o avistou devorando um pedaço de bolo.
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    Klaus Löwe
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Klaus Löwe em Ter Dez 23, 2014 6:14 pm

    Klaus recebeu o convite que mais lhe parecia uma intimação, festa? O leonino não negaria adorar qualquer tipo de festa e diversão, porém, uma festa como aquela planejada por Abel não era exatamente o que agradava o homem, ainda assim, teria bebida, certo? Já estava de bom tamanho apenas com aquele fato e mesmo se não estivesse interessado em ir, havia sido quase que intimado por sua mãe também, aparentemente, Ophelia achava importante fazer presença nesses eventos e seria uma desfeita imperdoável não comparecer. Ao lembrar-se das palavras da mãe Klaus revirava os olhos, ainda que risse baixo, a mulher havia até mesmo lhe mandado um bilhete junto a uma caixa, dentro desta um smoking Só pode ser brincadeira... Ophelia realmente esperava de Klaus vestisse aquilo? O leonino suspirou pesado, seria uma noite longa.
    Por fim apenas para que a mãe não implicasse tanto, o homem decidiu vestir aquela roupa, ao menos parte dela, colocou a camisa azul marinho, dobrando a manga até os cotovelos, estava calor! O que Ophelia tinha na cabeça? Vestiu a calça preta e o colete da mesma cor,  a blusa tinha como de costume os primeiros botões abertos deixando assim os colares que sempre trazia no pescoço a mostra, assim como o colete que Klaus não se dava ao trabalho de fechar, ao contrário do de costume não vestiria a capa, ainda que se sentisse estranho sem aquela peça a qual tanto apreciava, ainda assim sorriu satisfeito com o que via no espelho, era um homem bonito, sabia disso, qualquer coisa ficaria bem em si, riu baixo com os próprios pensamentos e após ajeitar os fios de cabelo para trás pegou o que seria um presentinho para sua mãe, adorava implicar com a mulher, não podia negar.

    Colocou nos fios claros uma tiara vermelha com chifres de rena na cor verde, assim fitou novamente o próprio reflexo e dessa vez riu divertidamente, ficava bem até mesmo com algo tão...ridículo, enfim deixou o próprio quarto, não poderia levar Yue para a festa, achava tal fato um absurdo! Mas não diria nada, estava atrasado levaria uma bronca de Ophelia se ela já estivesse na festa e se bem conhecia a mãe, ela seria provavelmente uma das primeiras a chegar ali....

    Não demorou muito para adentrar o salão de festas e avistar alguns dos conhecidos, porém antes que pudesse fazer qualquer coisa, os olhos pararam em Harold, o que diabos era aquilo? Ele havia perdido alguma aposta? Aquilo só podia ser brincadeira....o leonino não podia negar que achava o capricorniano bonito, muito bonito, mas ao ver o homem vestido daquela maneira..era um tanto deprimente, tão deprimente que fazia Klaus rir baixo e discretamente, negando de maneira sútil com a cabeça, Rin parecia conversar com ele, provavelmente lhe dando uma bronca, de qualquer forma aquilo não era da conta do maior que seguiu calmamente até a mesa preparada, sorrindo ao deparar-se com quem estava ali, o regente de touro, como de costume, comia apressadamente. – Nero! Boa noite. –  Simples e objetivo o homem sorria de maneira singela logo focando-se no que tinha exposto na mesa, escolhendo o que gostaria de comer primeiro, acabando por optar por comer alguns salgados, logo virando-se para ver se encontrava os pais e também, para pegar uma bebida para si. Dava um longo gole no líquido da taça enquanto analisava as pessoas naquele lugar.
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    Harold Wilhelm
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Harold Wilhelm em Ter Dez 23, 2014 7:26 pm

    Não teve tempo de voltar a erguer-se novamente e botar o salgado na boca, pra perceber o Virgem cambalear em sua direção. Se não tivesse engolido rápido o petisco, provavelmente teria engasgado com a vontade de rir. Ele estava sóbrio há minutos atrás. Ele era fraco pra bebidas, pelo visto. Riu do ser rindo de si, acompanhando com os olhos os gestos alheios, achando graça de como o estado alheio se encontrava. Por que ele se embebedou de uma hora pra outra? Esperava entrar naquele lugar pra causar vergonha nas pessoas, mas acabou fazendo Rin entornar do nada? Que gracinha.

    Como assim "O que é isso"? To combinando com a festa. — Apontou para a touca na própria cabeça, com a mesma cara de paisagem. — E com a ideia dela, claro. — Enfiou mais alguns salgados na boca, engolindo e tendo uma leve ideia. Olhara para seu lado, vendo os garçons passarem e sinalizando um, que olhou para si com uma expressão perplexa. Fingiu que não entendeu, sinalizando mais uma vez pra que o rapaz saísse da perplexidade e viesse de fato atendê-lo - ainda com a mesma expressão, claro. Na bandeja havia algumas taças e a garrafa em si, da bebida que estava sendo distribuída. Harold não era fraco pra álcool, embora quase nunca bebesse. Apenas uma ou duas taças não iria fazer a menos diferença, então, pegou a garrafa. Antes que o garçom pudesse dizer algo, Harold já havia aberto o recipiente e começado a beber do gargalo. Quente, cortante e ligeiramente desagradável. Talvez beber acetona causasse a mesma sensação. Passou alguns minutos entornando, decidido em só parar quando sentisse a mente trabalhar menos. Quando faltava alguns poucos milímetros para acabar a garrafa, Harold largou-a, suspirando alto ao recuperar parte do fôlego. Voltou a bebê-la, terminando de ingerir todo o conteúdo enfim.

    Num ritmo totalmente diferente de ações, o albino se manteve de cabeça baixa durante uns minutos, sentando-se em cima da mesa. Ainda sobrara uma coxinha em suas mãos que, ao largar a garrafa vazia na mesa, introduziu o polegar dentro do petisco. Abriu os outros dedos e a outra mão aberta também, em volta do salgado, causando a impressão - estúpida - de que ela estava na verdade, flutuando. Pois não dava pra ver o polegar dentro da mesma.

    Você não sabe fazer isso, ó. — Demonstrava à Rin, como se aquilo superasse toda a capacidade do outro como um todo. Só. Aquilo. As palavras não saíram emboladas, pois conseguia controlar a dicção ainda. Fazia ruídos com a boca, direcionando a mão com a coxinha presa até a boca de Rin, forçando-o a comê-la. A risada saiu espontânea após aquilo, como se tivesse ouvido a melhor piada do século. Afinal, nada melhor do que um desleixado bêbado pra estragar a aparência de qualquer cerimônia de alto nível. Sacrificaria sua sanidade em prol daquilo. Não fazia a menor questão, de toda forma. Acompanhar Rin naquilo talvez fosse divertido, também. Tinha plena noção do que estava fazendo, apesar de tudo. Só não estava sabendo muito bem discernir o que era necessário ou não fazer.
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    Rin Damien
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Rin Damien em Ter Dez 23, 2014 8:52 pm

    - Combinando com a festa. – Repetiu, não conseguindo conter as risadas que sua mente inebriada causava. Claro, Harold tendo achado toda a situação ridícula, se mostrara tão ridículo quanto. Rin entendia não gostar de ocasiões assim, mas apenas aquela pessoa conseguiria aparecer de tal forma apenas para fazer aquela afirmação silenciosa. Continuava parcialmente apoiado na mesa, apenas observando um garçom se aproximar a pedido do capricorniano, que então pegara a garrafa trazida e começara a beber sem pausa alguma. Pegando uma das taças da bandeja do mesmo trabalhador, bebeu lentamente o que quer que estivera nela, sentindo ser forte que nem a bebida anterior.  Contava em sua cabeça quanto tempo demorara para o outro acabar com o líquido do recipiente em que bebia; menos de um minuto, se pudesse acreditar na própria capacidade de pensar no momento. Pessoas assim ainda possuíam alguma esperança de serem seres decentes naquele mundo?

    Achava até os próprios pensamentos hilários, e pensou por um segundo em empurrar Harold enquanto este mantinha a cabeça baixa, apenas para – além de rir – ver se ele realmente ficava bêbado com aquela quantidade de álcool. Plano arruinado ao vê-lo sentar-se na mesa, ao que passou a falar algo sobre modos que ele próprio não entendera. Calara-se ao ver o truque mágico demonstrado a sua frente, e ao ter jogado em sua face que não sabia fazer aquilo. O sorriso sumira por um segundo do rosto do loiro, que passava a questionar intensamente em sua mente todas as suas habilidades físicas e psicológicas devido ao truque ridículo com uma coxinha, antes de ter a mesma enfiada em sua boca sem cerimônia. O que fora suficiente para, de alguma forma, engasgar rindo.

    A única forma de conseguir voltar a respirar fora engolindo o salgadinho, que, apesar ter passado por uma mão suja, possuía um gosto normal. Mão. Harold não tinha mãos, nem braços, mas próteses ficavam sujas também, não? Pensamentos vagos corriam por sua mente, e algo aparentemente genial surgira nela ao pousar o olhar em um grande panetone a seu lado. Percebia que não tinha mais a mínima noção de como medir suas ações e agir propriamente, mas ao menos se divertiria, o que parecia ser todo seu objetivo momentâneo. – Você quer combinar com a festa, não é? – Deixando a taça que segurava com um dos garçons que passava, pegou o maior pedaço possível do panetone em uma das mãos, subindo na mesa ao lado de Harold, e ajoelhando-se de lado, de forma que facilitasse próxima ação. No próximo segundo, enfiou todo o pedaço do bolo natalino na boca alheia, com força o suficiente para que a cabeça do outro fosse de encontro a mesa. Não conseguiu – ou nem tentou – conter a risada alta que saía de seus lábios.  
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    Heike_Walker
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Heike_Walker em Ter Dez 23, 2014 10:22 pm

    Riu dos dizeres do regente de escorpião, balançando a cabeça em concordância. O capricorniano não tinha nenhuma noção, e o fato de ter certeza que ele fizera tal coisa de birra só tornava aquilo ainda mais engraçado. Voltando o olhar para o homem a frente, não hesitou em abrir um largo sorriso malicioso, encarando-o nos olhos. - Acho que não vai precisar de muito mais pra deixar ele bêbado. - Comentou, lançando um olhar para o loiro e o albino que interagiam daquele jeito cômico ao fundo do salão que ficava mais cheio a cada segundo. - Mas já providenciei nossa diversão da noite, Lavi, só tenta não abusar muito daquele virgem.

    Riu-se em seguida da pequena provocação, passando o olhar pelo salão novamente enquanto começava a ficar impaciente com a demora do garçom, que praticamente tinha acabado de sair, quando avistou Nero e Klaus perto da mesa de comida, ambos destacando-se pela altura no meio das pessoas. Sequer lançou um segundo olhar ao leonino, em compensação os olhos exóticos do loiro se cravaram na figura do taurino, principalmente no modo como ele estava vestido. Parecia uma provocação clara ao ariano, ainda que na realidade não tivesse nada a ver. Ele estava deslumbrante naqueles trajes e o tom claro das roupas criavam um belo contraste com seu tom de pele. O cordão não passou despercebido, e por um momento o regente pegou-se imaginando como o outro ficaria usando apenas o acessório. Fogo.

    Acabou voltando a realidade quando viu o infeliz do jovem que trabalhava ali voltar apressado e com uma aparência nervosa, segurando a bandeja cheia com as duas mãos. Quando ele finalmente chegou perto de ambos Heike o presenteou com um olhar sério porém satisfeito, que deixou o garçom aliviado. Tomando a bandeja de suas mãos, o dispensou e colocou tudo aquilo em cima da mesa, encarando Lavi de um jeito excitado. - Lilith's Punch. - Sussurrou o nome da bebida, pouco se importando se o outro conhecia ou não. Haviam várias garrafas de diversos sabores, todos adocicados e ligeiramente picantes, mas em todas o líquido era néon e brilhante, além de borbulharem de um jeito suspeito. A bebida tinha um teor alcoólico muito grande, causava uma ligeira alucinação, euforia, bem estar e aumento dos sentidos táteis. Havia sido proibida em alguns lugares pelo efeito quase imediato e abuso das pessoas que certamente causava muitos problemas sérios.

    Abriu a garrafa e pegou uma taça, despejando o líquido azul claro e translúcido que era um pouco espesso e brilhante; logo algumas bolhas começaram a se formar, assim como uma fumaça fina e clara que caía pelas bordas de vidro. Estendeu aquilo para Lavi, exibindo um sorriso de incentivo.
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Zionga em Qua Dez 24, 2014 11:49 pm

    Festa? Que se dane malditas festas e que Abel fosse junto. Era o que Zion pensava sobre toda aquela besteira. Ele estava de folga como quase todo regente, mas não era pra ficar gastando seu precioso tempo com coisas inúteis. Ele tinha projetos pessoais pra fazer e todas essas coisas muito mais legais do que olhar pra cara de humanos tediosos. Teria se esquecido completamente dessa confraternização se não fossem os funcionários da área de concertos e reparos lhe enchendo o tempo todo. Chegaram a oferecer até algumas boas garrafas de café para o aquariano na intenção de convence-lo a ir. O que o ruivo não sabia era que bebia café irlandês, caprichado no álcool e que no fim, iria ser mesmo convencido a ir para a maldita.

    Sua sorte era que mamãe havia planejado tudo, pelo visto, o pisciano queria mesmo que o nerd saísse da toca. Mas o problema estava no manual sobre como colocar aquelas coisas feias, aparentemente desconfortável e estranha. Foi por isso que o ruivo no fim desistiu de se vestir adequadamente. Após colocar um colete de risca de giz sobre o tronco nu, tratou de pegar um macacão jeans jardineiro, dobrando a calça da mesma até um pouco abaixo do joelho. Enfiou o blazer por cima de tudo, entretanto o calor era tanto que tratou de dobrar/retirar as mangas do mesmo e aquela coisa estranha chamada gravata ele amarrou na cabeça. Logo depois colocou uma bota e um sapato social, afinal, estava na dúvida do que era melhor, então por que não os dois? E pra finalizar, colocou a barba branca de papai noel como se fosse um chapéu e o chapéu como se fosse a barba.

    Era esse o resultado de um aquariano levemente alterado tendo que vestir roupas incomuns.

    No fim, enfiou seu sinto de mil e uma utilidades só pra não se sentir totalmente desprevenido, enchendo a caneca de café e finalmente se dirigindo para a festa chata do abel babaca. Mas, infelizmente, Zion começou a achar que as bombinhas pequenas que tinha guardado ali eram na verdade bombas de fumaça e ficava tacando-as enquanto fingia ser um mágico que sumia. Foi assim que entrou na festa, com uma explosão normal de si, só que ao invés de entrar normalmente, fingia não ser visto para poder sumir e aparecer na próxima bomba, perto de Harold.

    Alou! — Comprimentou os outros, erguendo a caneca de café em um pseudo brinde a todos que estavam ali e abraçava com um dos braços o irmão mais velho. — Tude baum, galere?
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por taurusnero em Qui Dez 25, 2014 12:45 am

    Se antes estava feliz por toda a variedade de comida que havia na festa, Nero passou a sentir-se radiante ao notar que não era apenas questão de quantidade, tudo que provara estava extremamente bom. E, como já era de praxe, uma comida boa sempre traria um pouco que fosse de animação a uma pessoa do signo de touro. Seu mau humor estava quase esquecido, principalmente ao provar o fondue de chocolate, o sabor cítrico do morango se misturando ao doce assim como suas memórias ruins se misturavam à mais pura felicidade. Por que estava irritado mesmo? Não lembrava. E que se danasse, tinha um prato de pudim para pegar em seguida.

    No entanto, fora retirado de seu momento de apreciação ao escutar a voz que recentemente aprendera a reconhecer. Seus olhos subiram para que focasse o leonino, e sua cabeça se mexeu quase automaticamente em um cumprimento, já que estava incapacitado de responder com palavras graças à boca cheia de comida. Pessoas. Haviam pessoas ali, e, apesar de não se importar muito com o fato, lembrara repentinamente que era líder, ou seja, tinha um mínimo de obrigação com todas elas. Deveria largar seus momentos de felicidade para cumprimentar pelo menos parte dos convidados, e, claro, dar atenção àqueles que eram seus superiores diretos, e os que estavam sob seu comando. Suspirou, mas tentou não alimentar novamente o humor ruim. A comida não fugiria de si, supunha, e era certeza que haveria muito mais guardado na cozinha. Abel não seria um péssimo anfitrião, então gastaria um pouco de sua paciência e depois voltaria para reabastecer seu corpo com alegria. Soava um bom plano.

    No momento em que abandonara a mesa, porém, acabou esbarrando com uma cena deveras desagradável. Harold parecia um mendigo forçado a se envolver com o espírito natalino, suas ações eram dignas de pena  - afinal, ele brincava com a pureza de um alimento -, e Rin não parecia na melhor das condições para pará-lo. Aliás... Rin estava piorando tudo. Que desperdício de comida, pensou. Piscou demoradamente, decidido a ignorar tudo que havia visto, e retornou a focar a mesa, recolhendo o drink que parecia mais bonito aos seus olhos, antes de caminhar pelos presentes com a expressão suavizada o suficiente para parecer simpático. Cumprimentou todos com quem se batera, e gastara um momento trocando palavras breves com Abel, sobre como a festa estava, caham, interessante. Elogiara a comida verdadeiramente, pelo menos, e tentou evitar que o outro visse o que acontecia junto a ela. E, só então, voltou para a parte principal do salão, tomando goles demorados do álcool disfarçado de suco, e para dar de cara com Zion.

    Lindos, todos estavam lindos. Muito maravilhosos, espetaculares... Grunhiu, insatisfeito. Se soubesse que estariam dando tanta atenção à festa, teria feito o favor de combinar com a dupla dinâmica e vestir algo menos insuportavelmente justo. Não apareceria de forma tão horrenda, claro, mas um pouco de conforto nunca cairia mal. Desviou o olhar, tentado a encontrar pelo menos uma pessoa que lhe fosse mais confortável de olhar do que os sapatos bizarros do capricorniano, e não demorou para achar alguém que deveria ter notado de primeira. Apesar de não gostar realmente do que via...

    Que Heike não o levasse a mal, era óbvio que ele estava lindo, e Nero demorara um pouco para processar qualquer outra coisa que não fosse a camisa frouxamente posta, os botões deixando parte do corpo do outro suficiente à mostra para que o taurino sentisse vontade de se aproximar e se livrar de qualquer outro empecilho. Contudo, ainda incomodava ver o ariano agindo de forma tão amigável com Lavi. Era ciumento, claro, mas havia decidido não se importar mais com besteiras como aquelas, afinal, o loiro estava carregando uma marca muito bonita em seu pescoço, e que atestava o fato de que aceitara ser somente do moreno... No entanto, para tudo havia limite, e Lavi já era sacanagem. Foi com tal pensamento, então, que seguiu rumo aos dois guerreiros, a cara fechada.
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Lavi Strauss em Qui Dez 25, 2014 4:58 am

                    Lavi estava absorto em seus pensamentos, ouvira o que o ariano falara, mas decidira ignorar por hora, afinal nunca se está bêbado o bastante, quanto a fazer algo com ele, não sabia se seria uma boa, só de observar as coisas que ele fazia com Harold... Decidiu olhar para o outro lado da festa, vendo pessoas igualmente bem vestidas que vezes ou outra encaravam os regentes abismados.

                   Não se fez de rogado, quando Heike lhe ofereceu a bebida, pegou a taça mais próxima que vira na mesa e a enchera com a bebida, hoje não seria uma noite pra se desperdiçar com tentativas frustrantes, tentaria algo, o quê desse e depois partiria para outra vítima. Sentiu o gosto apimentado e doce da bebida, o alto teor alcoólico e sabe-se lá mais o que, só sabia que aquela bebida estava tão boa do quanto se lembrava, já sentia seus efeitos subirem um pouco, realmente fazia tempo que não tomava um soco desses, riu do próprio pensamento e encheu sua taça novamente virando-a num só gole sentindo a bebida descer novamente de forma mais fácil. – Talvez eu seja uma masoquista por querer tomar dois socos de uma só vez. – Lavi verbalizou seu pensamento para que o outro escutasse, afinal aquilo era verdade, conhecia os efeitos que essa bebida tinha, contudo agora ela parecia ainda mais forte do que antes.

                      – As loucuras da vida. – Lavi encheu a taça de Heike e a sua também, propondo um brinde, com a terceira dose já conseguia sentir o efeito, em seu corpo, sentia-o formigar levemente e sentia calor, talvez estivesse usando muita roupa, então afrouxou a gravata, só para sentir um pouco mais de ar entrar.

                       Viu que Nero aproximava-se da mesa com uma cara nada agradável e decidiu sair para deixa-los a sós, mas não sem antes emprestar os ouvidos de Nero por um instante:

                - Boa noite, Nero. Encontra-se bastante bonito vestido dessa forma. – Lavi cumprimentou e elogiou o outro com sinceridade. – Olha eu não sei o que te fiz, mas minhas sinceras desculpas. Sempre te tratei bem e você só me olha assim. – Maneou a cabeça para falar da expressão do taurino no momento. – Não sou obrigado, então espero que não espere que eu continue com esse tratamento, você é o líder e merece respeito, isso terá, mas simpatia não mais. – Lavi não tinha muita noção do que dizia, mas eram apenas verdades, a bebida realmente fazia efeito rápido, não é? Não estava bêbado, pois conseguia pensar adequadamente, mas ainda assim estava alto falando coisas que não queria falar e preferia esconder, mas agora já havia começado a falar então foda-se. – Aliás, Heike é um cara maneiro, se tu machucar ele, cara eu juro que faço algo só pra te matar. – Não sabia o porquê de falar isso para o gigante a sua frente, ele dificilmente machucaria alguém que gosta, mas nunca se sabe, não é? Heike também era crescidinho para se cuidar sozinho, mas era verdade, o ariano era realmente legal, até agora o único que havia tratado Lavi da forma mais próxima do que, achava que, chamavam de amigo. – E também, contenha-se pelo menos um líder tem que mostrar que possui responsabilidade. - Disse apontando para Rin que parecia divertir-se como criança junto com Harold. – Acho que a mesa não é tão forte pra conseguir aguentar você e Heike transando em cima dela, voyeurs. – Disse mais um pouco do que pensava, sem escutar se o outro tinha algo a dizer em sua defesa, saiu misturando-se a multidão que dançava.

                   A música parecia mostrar-se mais alta lá, as luzes apagadas também davam um clima a mais assim como as pequenas luzes coloridas que giravam por todo lado, olhava a pista de dança e notava que os regentes não eram os únicos loucos ali, muitos os olhavam indignados assim como muitos estavam talvez piores que eles.
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Harold Wilhelm em Sex Dez 26, 2014 5:12 pm

    Por alguma razão que não entendeu, logo após Rin subir na mesa, sentiu parte de alguma coisa doce e macia ir direto em sua boca. Entendeu menos ainda do que porque estar enxergando o teto do salão e as luzes que circulavam o local, vindas da pista de dança. Virou a cabeça para trás, deitado na mesa, mastigando o panetone até conseguir engolí-lo. Segurou o pulso de Rin, que havia enfiado o bolo em sua boca, mas sem força. Movimentar as próteses não exigia muito de sua coordenação. Era como mover braços normais - graças a tecnologia delas, é claro. Mas realmente não estava notando se estava fazendo pouca ou muita força. Por sorte, estava fazendo pouca. Levantou-se, ainda mantendo-se sentado na mesa ao lado de Rin, ajoelhado e rindo. Começou a rir junto, baixo, e a balançar o pulso alheio enquanto resmungava meia dúzia de palavras que nem ele mesmo entendeu.

    Porém, antes que pudesse soltar uma frase entendível, sentiu um braço lhe passar os ombros. Inclinou o corpo para o lado e ao olhar quem era, sorriu de maneira extremamente sacana ao ver Zion naquele estado, tão ou mais deplorável que o seu. Esse é o meu garoto. Pensou, orgulhoso como se aquele tivesse sido o feito do ano dos dois.

    Pfff, que isso, cara. Você vem sempre aqui, desse jeito? — Cantou o ruivo, é claro, mais como uma piada do que realmente na intenção de fato. Aproveitando que o braço alheio estava em seu ombro, abraçou o outro pela cintura, sincronizando o ato com a fala. Gesticulou com a outra mão, mudando totalmente o foco, enquanto mudava a expressão pra uma mais perplexa, apontando a barba e o chapéu trocados no aquariano. Mal comentou alguma coisa e só com a ideia do que falaria, já começou a rir. Esfregou a mão no rosto, tirando parte dos farelos de panetone que o sujou, olhando de relance para frente. Viu Lavi se dirigir pra longe de Heike e, antes disso, Nero se aproximar. Arregalou os olhos e soltou um "Iiiiih", cutucando Rin sobre a possível situação que ocorreria ali. Apesar disso, não demorou muito prestando atenção na mesma coisa, virando-se e soltando o irmão pra pegar mais bebida na mesa, além de mais comida. Derrubou algumas coisas ali até alcançar uma garrafa, que parecia ser Vodka. Aquela, teria um destino diferente. Abriu e virou o recipiente. Na cabeça de Rin. Quando viu os fios loiros sendo lavados pelo álcool, não conseguiu conter uma gargalhada alta.
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Rin Damien em Sex Dez 26, 2014 5:46 pm

    Poderia ter se livrado facilmente – ao menos em sua mente – da mão que segurava seu pulso, não sentindo força no ato, porém, poderia ligar menos naquele momento. Se quisesse, ainda tinha um braço livre para usar caso precisasse atacar novamente com comida. No entanto, seus pensamentos foram cortados ao notar quem havia chegado repentinamente. De primeira, sua mente inebriada não o reconhecera, mas logo fizera uma associação de que ninguém além de uma pessoa poderia vir vestido pior que Harold para uma ocasião daquelas. Isto, juntado à cantada óbvia do albino em Zion, fizera um novo ataque de risos surgir em seu peito, ao mesmo tempo em que balançava a cabeça negativamente, como se não acreditasse na desgraça.

    Olhou brevemente para o lugar apontado a si, vendo Lavi falar eternamente algo para Nero, perto de Heike. – Pff. Espero que se- - Sua frase foi interrompida ao sentir um líquido exageradamente gelado ser jogado sobre si, descendo sobre seus cabelos, rosto, e corpo. Passou a mão que anteriormente esteve presa nos olhos, de modo a que voltasse a enxergar, antes de levar um dígito aos lábios para saber exatamente com o que fora atacado. Álcool, certamente. Já bebera aquilo na festa, apesar de não reconhecer de gosto. Piscou algumas vezes, a expressão séria, antes de repentinamente voltar a rir alto. Alguma hora aquilo secaria, não? Em vários movimentos precários, devido à própria falta de coordenação, tirou o colete, agora molhado, que usava, e tacou na cara de Harold. – Aproveite e vista isso. Vai ficar bem em você. – Com esta fala, pegou um punhado de coxinhas e levantou-se em cima da mesa, passando por trás do capricorniano até chegar ao lado de Zion. A mão com o alimento fora à boca do outro, o forçando a comer, para logo após irem à barba natalina presa à cabeça alheia, a retirando e tacando o mais longe que podia, para logo em seguida fazer o mesmo com o chapéu, enquanto ria e resmungava palavras desconexas.
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Heike_Walker em Sex Dez 26, 2014 8:35 pm

    O ariano se surpreendeu ao ver Lavi tomar não um, nem dois, mas três drinks daquele de uma vez. Aquilo era loucura, tomar uma quantidade tão grande num espaço de tempo tão pequeno. Logo ele iria começar a ver duendes pela festa, certamente. Ficaria acabado no dia seguinte também, se não acabasse destruído em algum canto.

    Naquele meio tempo, percebeu Nero se aproximar com a cara fechada, mas antes que pudesse ter a oportunidade de dizer qualquer coisa, o escorpiano foi mais rápido e começou a tagarelar sem parar para o moreno num tom acusativo. Apenas arqueando uma sobrancelha ao ser elogiado e pasmem, defendido pelo outro, Heike teve que dar uma gargalhada com o final da frase, quase entornando o conteúdo da própria taça no chão ao se curvar. Mas ele já estava ruim assim? Ou não sabia que Nero tinha aquela cara naturalmente? Teve que fazer um esforço para parar de rir mesmo depois que o outro foi embora, mas logo focou o olhar no líder à frente, arqueando uma sobrancelha e sorrindo ladino.

    Cara feia pra mim é fome. Nem parece que você acabou de comer. - Provocou, tomando um grande gole da bebida em mãos, sentindo o gosto agradável ao paladar e ainda sim tão forte ao descer arranhando a garganta. Direcionou o olhar a Rin e Harold, agora ambos acompanhados por Zion que estava tão deplorável quanto o albino. O nível dos três em meio a uma festa tão gande e importante era deplorável, mas o ariano se divertia imaginando pelo menos Rin no dia seguinte aguentando a própria vergonha. Voltando a atenção para o moreno, passou os olhos novamente por todo o seu corpo antes de abrir um sorriso malicioso.

    Que tal a gente tirar a prova e ver se essa mesa aguenta nós dois? - questionou baixo, brincando provocante. Terminou de tomar o conteúdo azul claro e puxou o maior pela blusa, forçando um beijo exigente com ele para dividirem o resto da bebida, sem se importar com as pessoas ao redor observando.
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por Zionga em Dom Dez 28, 2014 11:10 pm

    Uma onda de risos tomou conta de Zion com a "cantada" do irmão e também pelas vestimentas deles estarem quase no mesmo nível que as suas. — Desce jeito eu 'nu sei, bro... Má quem sabe. — Ofereceu-lhe alguns tapinhas nas costas, dando de ombros com a pergunta muda de Harold sobre o chapéu e a barba e rindo mais um pouco com o outro.

    Após o albino se afastar, apenas passou a acompanhar ele e Rin enquanto terminava de beber seu café irlandês. Porém não esperava que os outros dois fossem agir daquela forma, passando a rir ainda mais escandalosamente quando Harold deu um banho em Rin e quando Rin ofereceu aquela peça de roupa minuscula pro irmão. Como seria ainda mais hilário o outro vestindo aquilo, se é que fosse entrar nele. Rin certamente não estava bem das ideias, mas bem, ele também não estava.

    O que não esperava era que fosse atacado daquela forma enquanto ria. De inicio engasgou, mas logo depois preferiu aproveitar a comida. Mas o maior problema estava no fato de ter engasgado, agora precisava muito beber alguma coisa, porém parecia que Harold e Rin estavam acabando com tudo e, não queria beber álcool. Foi então que ele avistou uma bebida aparentemente legal, ignorando completamente o fato de estar perto dos namoradinhos e indo lá pegar para beber.

    O problema era que, na verdade, aquilo não era nada bom e agora precisava era de um bom café outra vez. Então, assim como chegou, tacou uma das suas bombinhas no chão ao lado de Nero e Heike para que pudesse assim sumir na fumaça como um verdadeiro ninja em busca de seu amado café.
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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

    Mensagem por taurusnero em Qui Jan 01, 2015 7:04 pm

    Por mais que realmente desgostasse da presença de Lavi ao lado de Heike, e que, de fato, não fosse com a cara do outro guerreiro, a última coisa que o taurino esperara fora se deparar com toda aquela bagunça de palavras desnecessárias, que o escorpiano teimava em lançar à si. Em silêncio, e levemente descrente do que presenciava, o mais alto apenas guiou o canudo de sua bebida aos próprios lábios e ficou encarando o outro regente com a expressão mais neutra possível, quase como se assistisse à birra de uma criança grande. Uma pena, porém, que sua bebida terminara antes dos últimos dizeres do outro, trazendo uma careta leve a Nero, a expressão se mantendo ao que escutava as opiniões dele sobre como os líderes deveriam se portar e seu possível agarramento com o ariano sobre a mesa. Oh, aquela até que não era uma má ideia. Mas não gostara nada de todo o desdém que ele apresentava em seu tom ao apontar o virginiano. Quer dizer que Rin não poderia se divertir? Era ótimo que o outro líder estivesse mais solto, ele precisava daquilo às vezes. O que ele não precisava era de um imbecil metido a besta o julgando.

    No entanto não tivera a oportunidade de retrucar nenhum dos dizeres do escorpiano, afinal, o querido Lavi havia dito tudo que queria antes de simplesmente sair andando como se fosse um rei... O rei da lata de lixo, talvez. E até cogitou acompanhar o ariano em seu riso, mas tudo que fizera fora fitá-lo com uma expressão divertida, onde era possível ler um "Você acredita nisso?" em seu olhar. Fora provocado pelas palavras alheias em seguida, e sua reação imediata fora arquear uma das sobrancelhas e depositar o copo vazio sobre a mesa. Nada disse, e apenas ficou aproveitando a proximidade com o outro guerreiro para poder visualizar melhor tudo aquilo que havia chamado sua atenção de longe; e quase sorriu ao notar a sua marca visivelmente exposta no pescoço alheio.

    Ah, a sugestão. Heike realmente não tinha um pingo de vergonha na cara, e aquilo não impressionava em nada o taurino. Já sabia, sabia muito bem que o outro não resistiria a fazer um comentário do tipo - ainda mais após praticamente comer o maior com o olhar -, porém fora pego de surpresa ao ser puxado, e, além de ter os lábios juntos, perceber-se compartilhando um pouco da estranha bebida que o ariano vinha tomando. Boa, porém a sensação que corria sua garganta não era exatamente agradável, e aquilo fez com que rompesse o beijo para fitar os outros copos esfumaçantes, seu olhar voltando ao mais novo em um questionamento mudo, as faces ainda próximas.

    Mas, antes que obtivesse qualquer resposta de seu companheiro, seus ouvidos doeram com um som de estalo próximo e sua respiração cessou automaticamente graças à fumaça repentina. Afastou-se rapidamente de Heike, tossindo, a mão grande se ocupando em afastar o cheiro ruim, enquanto amaldiçoava todas as gerações de Zion. Depois o castigaria adequadamente.

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    Re: [#17] Turno Livre - FESTA, parte 1

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