Fórum RPG somente para jogadores dentro o grupo. Caso tenta interesse em entrar, entre em contato com a administração.


    [#01] Jogo da Garrafa

    Compartilhe
    avatar
    Arthemis W.
    NPC

    Mensagens : 53
    Data de inscrição : 10/12/2014
    Localização : Na cova

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Arthemis W. em Qui Jan 29, 2015 10:10 am

    Havia ficado de certa forma aliviada, ao perceber que o mais novo estava bem, embora fosse raro ele se enrolar com a linguagem de sinais. Mas entendia que a situação havia sido constrangedora; ela mesma precisou pensar um pouco antes de sinalizar, ao contrário de como costumava fazer fluentemente.

    Acompanhou o decorrer das situações e curiosamente um pouco depois de Harold, era a vez de Zion dar um beijo em Heike. Sabia que do irmão de sangue poderia esperar sempre o pior, mas com Zion era diferente. Arthemis nunca soube o que exatamente esperar do ruivo, então, apenas encarou o rapaz se levantar e passar por cima do outro, ligeiramente apreensiva e inquieta. Porém, relaxou ao ver o que aquilo havia se resumido. Ao menos não precisou desviar o olhar e inclusive, achara graça. Mas a graça passou assim que viu Heike girar a garrafa e novamente: caíra nela. Desta vez, o lado do fundo. Péssimo. Quase ficou tonta novamente pela situação em que havia se encontrado, mas ao ver quem havia sido sorteado pelo gargalo, sentiu todo o corpo relaxar de uma vez só.

    Rin.

    Por diversas razões, de todos ali, aquela era a pessoa que Arthemis poderia de fato se entregar, que sabia que ele não iria fazer nada que a deixasse desconfortável. Mesmo se resolvesse beijá-la da maneira convencional - afinal, não seria a primeira vez. Retribuiu o sorriso sincero que foi dado a si, pacientemente esperando o ato seguinte. Caiu o olhar para baixo assim que sentiu a cintura ser abraçada, percebendo que seu rosto não havia esfriado totalmente da vez anterior, para voltar a esquentar de novo com a aproximação que só aumentava. Mas não estava incomodada e nem realmente constrangida. Acompanhou o selar inicial, retribuindo e seguindo o ritmo ditado pelo loiro, roçando os lábios aos dele. Encolheu os ombros minimamente, apoiando a mão de maneira tímida ao braço que lhe entrelaçava pela cintura. Há muito tempo não sentia aquela sensação íntima, mas não conseguia ficar de outra forma com Rin a não ser relaxada e tranqüila. Ele proporcionava aquela segurança, embora um beijo sério fosse desnecessário para uma brincadeira do tipo que não agradava a nenhum dos dois.

    Assim que encerrava o ato, a albina levou os finos dedos aos próprios lábios, tampando-os de maneira constrangida, assim como seu sorriso. Como aquilo não significava nada, realmente não poderia ficar de outra forma a não ser: sem jeito. Era seu melhor amigo e não seria mais do que aquilo se dependesse apenas dela, então não sabia o que dizer, a não ser a dúvida que ficara pela expressão do mais novo ao olhar para um ponto que não era ela. Resolveu que ficaria quieta e ignoraria - o que provavelmente o próprio Rin faria - até notar a movimentação atrás de si mesma. Não entendendo o porquê daquele exagero, deu de ombros e decidiu que seria sua vez de girar o objeto. Se arrependendo logo em seguida, é claro. Se havia se tranqüilizado em ver que o gargalo da garrafa anteriormente havia caído em Rin, ao ver que agora havia sido sorteada de novo e com Lavi... A albina automaticamente escorregou as costas pelo sofá, encolhendo-se. Ao invés de corar, sentiu a testa suar frio. É óbvio que ele não iria beijá-la no rosto ou na cabeça, como queria. Mas só restava esperar, voltando a posição anterior.
    avatar
    Zionga
    Aquário

    Mensagens : 62
    Data de inscrição : 07/03/2014

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Zionga em Qui Jan 29, 2015 1:01 pm

    Levantara o olhar da tela para repreender o amigo de brincadeira com o olhar. Já estava acostumado com as zoeiras de Harold e Heike em relação a sua crush, tanto que logo em seguida, tornou a por o sorriso ao rosto.

    Entretanto este logo morrera quando olhara a posição da garrafa. Arthemis novamente, só que dessa vez não consigo, mas sim com Rin. Não pode deixar de olha-lo de forma nervosa. Por mais que conhecesse um pouco do loiro pseudo médico e soubesse que ele não gostava muito de contatos íntimos daquele jeito, tal como Arthemis e até mesmo a si, não tinha tanta certeza se o beijo entre eles seria inocente. Zion queria realmente pensar que não seria nada, mas todas as células do seu corpo estavam tensas, apreensivas, como se soubessem que o que pensava era um erro, daqueles bem grandes.

    Foi então que o medo se apoderou do ruivo. E se um dos dois nutria algum sentimento pelo outro? E se esse alguém fosse Arthemis? Era como se estivesse encarando seus piores medos e decepções em um único momento. A rodada entre ele e a albina que, apesar de bobo o animara tanto, agora representava quase uma sentença de morte. Se algo mais intenso e sério ocorresse ali, seu medo de que era mais do que friendzoned se tornaria verdadeiro. O que faria se isso acontecesse? Ele não sabia até aquele momento.

    Tudo aconteceu em câmera lenta para Zion, diferente de sua raiva, que crescera descomunalmente em questões de milissegundos. Ver os dois se beijando daquela forma tão intima... Tão mais intima que qualquer outro beijo no jogo, ou até mesmo que ele já presenciara de Heike e seus peguetes. Um ato que parecia comum entre eles, pelo visto, afinal, ambos pareciam cheios de segurança ali. E o que mais o destruiu fora ver que seu amor, agora realmente platônico, correspondia de forma tão livre.

    Logo já não continha mais tamanha frustração, fúria e tristeza dentro de si, precisava externar e fora o que fizera. Levantou-se imediatamente, praticamente, socando a mesa com toda a força que tinha. Sorte a mesma não ser de vidro ou frágil, pois seria provável dela quebrar, assim como seus eletrônicos haviam quebrado, cortando sua mão graças aos vidros. Quando ambos ao seu lado se separaram, encarou Rin com o mais completo e puro ódio, chegando a mostrar os dentes e se pudesse, até mesmo rosnaria para aquela expressão no rosto alheio. Este que teria socado inúmeras vezes se a mulher não estivesse entre eles e se a garrafa que rodava, não tivesse parado novamente com o fundo para ela.

    Se Zion achava que não podia piorar, estava completamente enganado. A sua sorte não podia ter sido pior naquelas duas rodadas. Se Rin que era mais retraído já havia sido ruim, não queria nem imaginar o que aconteceria sendo Lavi o par da vez. Pensou em se retirar do jogo, da mesa e até mesmo ir embora, por mais que tivesse de voltar a pé. Isso antes mesmo da garrafa parar, mas agora, queria ainda mais. Só que, não poderia se permitir sabendo que algo ali aconteceria.

    Ainda com as mãos sangrando sobre a mesa, pegou um de seus aparelhos agora quebrado e arremessou-o contra o calouro de medicina, mas assim como queria, o aparelho não atingiu-o, mas passou muito perto. Em seguida, o ruivo já estava inclinado sobre a mesa na direção do mesmo, apontando um dos indicadores bem em sua cara. — Nem PENSE, ouviu? — Era sim uma ameaça e sabia que não era o único naquela mesa que queria faze-la, certamente tinha total apoio de Harold, por mais que os motivos fossem um tanto divergentes. E diante do olhar e modo como Zion estava, se Lavi prezasse pela vida, era melhor não fazer nenhuma besteira.

    Voltou ao seu lugar, cruzando os braços enquanto ainda ainda emanava o mais puro dos ódios, um que nunca havia sentido e que não tinha controle nenhum sobre. Encarava o cabeça do jogo sem desviar o olhar nem por um segundo, ainda ignorando completamente a dor em uma das mãos e o sangue que escorria pela mesma e manchava sua camisa. Depois daquela rodada, se o rapaz tivesse um pingo de bom senso, poderia se retirar dali, que no momento era o que mais queria, já que temia ter que ver novamente a garota beijar outra pessoa.
    avatar
    Lavi Strauss
    Escorpião

    Mensagens : 78
    Data de inscrição : 12/06/2014
    Idade : 24

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Lavi Strauss em Qui Jan 29, 2015 4:29 pm

          Não sabia se todos aceitaram participar da brincadeira por estarem cansados demais pra negar, ou se sua insistência foi convincente demais. O beijo que Rin lhe deu não foi mais ou menos do que esperava, vindo do louro imaginava algo assim, o segundo beijo foi bem... como descreveria aquilo sem a palavra nojento? Não descreveria, obviamente, sua expressão vendo aquilo foi de puro nojo, não sabia quem era mais doente, Harold por ter aquela ideia ou Heike por parecer ter adorado aquilo... Rin fora sorteado novamente, o comentário do mais velho o fez rir e novamente um beijo totalmente obvio vindo do seu veterano.

             Aparentemente Arthemis estava dormindo até perceber a garrafa apontada para ela e seu irmãozinho adotado que, obviamente, era apaixonado por ela, coisa que não considerava difícil, pois a mulher era incrível, sorriu vendo o que ela fizera e as reações do ruivo foram deveras engraçadas. O beijo mais broxa da noite, sim mais broxa que aquele nojento que Harold deu, veio de Zion... Aquilo foi uma bosta pura, mas o fez rir. Inclusive comentou que Heike poderia gostar, porque ele adora uns bons tapas. 

              O contato, realmente, intimo de Rin e Arthemis não o surpreendeu como surpreendeu a maioria na mesa, eles eram próximos de verdade, melhores amigos, talvez mais, talvez não. As vezes os confundiam por namorados quando os três saiam juntos e achavam que Lavi estava lá segurando vela ou algo assim. Quando o gargalo apontou para si e o fundo para Arthemis parou por um tempo ponderando, eles eram amigos há bastante tempo e nunca tiveram nenhum contato assim e considerava algo assim realmente desnecessário, ver a albina se encolher no sofá e depois voltar a superfície o fez sorrir, ela parecia querer esse beijo tanto quanto ele... Seus pensamentos foram cortados quando algo voou em sua direção e sem dúvida queriam aquele objeto o acertasse, ele apenas maneou o olhar até o ruivo que tacara o objeto e sorriu depravado com o comentário dele. Ele havia conseguido, agora Lavi não só pensaria como ousaria e ousaria o pior. 

              Zion mal havia voltado a sentar-se e Lavi foi para cima dele, pegando-o bem surpreso e dando a ele um beijo bem profundo, talvez estivesse exagerando, mas aquele pirralho estava irritante demais, nem havia feito nada para ele tacar-lhe algo e para levantar a voz com ele então. Assim que decidiu parar o beijo mordeu o lábio inferior do ruivo e saiu de perto dele falando:

            - Feliz? Você tomou o lugar dela. Teve seu primeiro beijo. Quem sabe se você conseguir beijar um dia assim consiga beijar ela. Talvez Klaus queira ensiná-lo, ele adoraria domesticá-lo. - Disse todas as palavras como quis, sendo seco, foda-se. - Com licença Themis.

             Dito isso, o estudante de medicina levantou-se e esticou-se pela mesa, esticou a mão até Arthemis, colocou alguns fios de cabelo da garota atrás da orelha, acariciou-lhe a face e puxou seu queixo gentilmente para selar-lhe com algum afeto, um simples selo, sem qualquer malicia ou maldade, apenas um selinho daqueles que mães dão em filhos. 

             - Me desculpe e obrigado pelo beijo, Themis. - Disse a Albina e em seguida se direcionou ao ruivo: - Os lábios dela são doces. - Soltou a última provocação e sentou-se. - Aliás, isso era o que eu pretendia fazer o tempo todo se fosse sorteado com ela.

             Se havia comprado briga com alguém ali não ligava, estava bastante satisfeito com o que fizera. 
    avatar
    Arthemis W.
    NPC

    Mensagens : 53
    Data de inscrição : 10/12/2014
    Localização : Na cova

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Arthemis W. em Qui Jan 29, 2015 6:02 pm

    De uma hora pra outra, toda sua preocupação com o que estava prestes a acontecer se esvaiu com a insignificância que realmente representava. Não era só por ser estudante de medicina que odiava ver alguém se ferir ao seu lado, mas também, por esta pessoa ser importante para ela. A razão para o maior ter se exaltado não importava mais, agora que a ferida sangrava e não era em pouca quantidade. Se surpreendeu com o beijo de Lavi dado a Zion, que fez Arthemis franzir o cenho, extremamente aborrecida. Como eles conseguiam continuar com aquela brincadeira besta com alguém ferido de verdade na mesa? A vontade e audácia com que o beijo fora dado, fez a albina duvidar quanto aos motivos para o seu calouro querer fazer Medicina. Para um aspirante a devida profissão, ele estava agindo com total incompetência. Ainda mais, conhecia seu irmão adotivo há tempo suficiente para saber que aquele havia sido seu primeiro beijo. E como ele não gostava do contato, provavelmente se aborreceria ainda mais. Sendo necessário ou não, a garota nutria um profundo sentimento protetor acima de seus irmãos e as pessoas que eram importantes para ela – o que englobava até mesmo Heike e Rin. E por ser a mais velha do grupo (exceto, talvez, por Nero que não sabia a idade), assumiu a responsabilidade de fechar totalmente a cara e encarar Lavi voltar a si. Mantinha o cenho franzido e o olhar fixo totalmente insatisfeito ao mais novo, enquanto este deslizava seu próprio cabelo à sua orelha.

    Não corou, não se moveu, até mesmo sua respiração pareceu ser imperceptível. Recebeu o selar como se Lavi tivesse beijando uma pedra, e não desviou o olhar dele em um segundo sequer. Demonstrava tão clara quanto a água, que não havia gostado nem um pouco da atitude anterior do rapaz. Aceitava provocações em cima de seus irmãos, quando estas vinham de alguém próximo. Lavi era um completo estranho para os dois e, para evitar que os mesmos dessem cabo do rapaz, a própria tomaria a responsabilidade.

    Você não beija tão bem assim, Lavi. Não se gabe tanto. — Uma de suas sobrancelhas se levantou como reação, ao comentário cortante. Suspirou, pensando duas vezes antes de começar a falar demais. Ponderou-se e suavemente expôs a voz. — Desculpem-me, rapazes. Podem continuar a brincadeira sem mim por um tempo? — Tentou sorrir para quem não tinha nenhuma culpa daquilo estar acontecendo. Virou-se para Zion, olhando preocupada para o ferimento em sua mão e rezando para que ao menos seu pedido fosse atendido. Movimentou as mãos, ligeiramente trêmula por estar ainda irritada, mesmo que contida. “Pode vir comigo? Não posso deixar sua mão nesse estado e você não precisa mais passar por isso. Me deixe cuidar de você, está bem?” Sorriu, passando a olhar Harold, pedindo em silêncio para que ele se comportasse em sua ausência – o que seria ignorado, provavelmente, mas não custava tentar.

    Pedira a Rin para que desse passagem para os dois saírem da mesa, gentilmente. Quando foi feito, saíra e ajeitava a saia do vestido azul claro. Esperava que Zion a seguisse, não fazendo questão de olhar mais ninguém naquela mesa enquanto se afastava até o balcão. Caso desse prejuízo ao estabelecimento por estar usando algo sem permissão, perguntaria ao barman o que precisaria reembolsar depois. Por enquanto, não poderia de forma alguma deixar as coisas como estavam.
    avatar
    Zionga
    Aquário

    Mensagens : 62
    Data de inscrição : 07/03/2014

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Zionga em Qui Jan 29, 2015 6:53 pm

    A verdade era que Zion não ligaria ter gasto seu primeiro beijo com aquele mané se fosse para não precisar ver a mais velha sendo beijada por aquele aspirante a médico mais babaca que já conhecera. Achando que seria o que acontecia, não se moveu, sequer correspondeu o beijo. Na realidade, a única coisa que fizera em resposta fora morder a língua alheia com certa força. Não sentira nada diante do ato, nem mesmo raiva. O outro era tão sem graça que fizera-o ficar até mesmo com sono enquanto o zé mané falava sem parar. Quanta inutilidade.

    Entretanto sua raiva voltara como um vulcão prestes a entrar em erupção quando Lavi se aproximara de Arthemis e teria impedido-o se não planejasse acabar com a raça daquele desgraçado assim que o mesmo voltasse para seu lugar. Sua mão já apertava com toda sua força outro console destruído, entretanto quando decidiu se levantar novamente para partir pra cima do outro, a albina tomou partido diante da situação, deixando o ruivo momentaneamente sem reação. Sem saber o que pensar, arqueou as sobrancelhas e olhou-a de forma interrogativa.

    Não sabia bem o que a mais velha queria ao certo, se era só para que ele não causasse confusão com a situação ou se realmente preocupada. Era bem provável que fosse os dois. Respirou fundo e, assim sua mente se clareou. Não podia ser daquele jeito, certamente ela não havia gostado nem um pouco de suas ações e iria lhe dar uma bronca enquanto fazia seu papel de médica. Suspirou ao pensar, novamente, apenas uma situação de irmãos. Era o máximo que o outro iria conseguir, pelo visto.

    Largou o aparelho eletrônico e um tanto quanto desanimado, seguiu a albina, retirando-se da mesa. Entretanto, antes de continuar seguindo-a, não pode se conter a tentação. Sinalizou Arthemis por linguagem para esperar um instante e retornou a mesa, mais precisamente o lado contrário ao que estava sentado, aproveitando a possível distração pela saída deles para desferir um soco bem forte na cara de Lavi. — Babaca. — Agora se sentia melhor, com certeza.

    Então voltou a sua rota original, dirigindo-se até o balcão, onde sua irmã adotiva se encontrava, provavelmente irritada.
    avatar
    Harold Wilhelm
    Capricórnio

    Mensagens : 162
    Data de inscrição : 26/02/2014
    Idade : 22

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Harold Wilhelm em Qui Jan 29, 2015 7:38 pm

    What the hell foi a expressão mais usada por Harold durante aquele tempo. Principalmente depois que vira a aproximação dos irmãos ao seu lado. Sabia bem que Arthemis não iria fazer nada demais, e quando sua dedução foi confirmada com o beijo no nariz, só conseguiu rir e estapear o ombro do ruivo de leve, como consolo. Pensou em filmar o beijo de Zion com Heike, mas desistiu da ideia assim que a coisa toda se desenrolou de uma forma engraçada, mas nada que pudesse ser usado como chantagem depois. Ignorou completamente o beijo posterior - enquanto mexia no celular por baixo da mesa – e ignoraria o próximo também, mesmo que envolvesse sua irmã, se não fosse pela movimentação de Zion ao seu lado. Levantando os olhos acinzentados e entediados para a direção em que estava Arthemis, largou o celular no próprio colo, assumindo uma expressão de incredulidade que foi piorando a cada segundo, até os dois se separarem. Pela primeira vez em sua vida, várias palavras passavam em sua mente, todas ofensivas, mas não sabia qual delas usar e nem como usar. De todas as pessoas NO MUNDO que Harold pudesse imaginar Arthemis beijando, Rin com certeza não era uma delas, embora os dois tivessem uma relação amigavelmente plausível. O imbecil do caçula, obviamente, não precisaria nem ser olhado pra perceber que estava surtando com a cena. Por razões óbvias que só a fêmea lerda na mesa não conseguia notar. Já deve ser a milésima vez que penso isso hoje, mas: puta que pariu. E repetiu mais uma vez ao ver a combinação seguinte.

    Ignorando completamente a mão fodida de Zion, praguejou até o inferno pelo console não ter acertado onde deveria. Seria uma ótima hora pra eliminar a ameaça, antes que se tornasse realmente uma. Mas, do nada, o maior imbecil da mesa continuou fazendo sua lista interminável de imbecilidades. Harold não aguentou em gargalhar muito alto com o beijo que foi dado ao seu lado, sem ser pela situação do irmão. Mas quem diria que o moreno fosse sair lá da ponta do sofá, pra beijar o ruivo como se aquilo fosse servir de alguma coisa. O cérebro de algumas pessoas não trabalhava muito bem pelo visto.

    A gargalhada cessou de imediato assim que assumiu a compostura e o olhar bateu em sua primogênita. ... Eita. Fazia quantos anos que não via Arthemis com aquela cara de bunda? Desde que, quando crianças, ele e Heike resolveram vestir Zion com as roupas íntimas dela, talvez? Não. Provavelmente, quando atropelou o gato dela “sem querer” e não ligou a mínima. Ou...

    Só sabia que quando Arthemis ficava assim, ela fazia uma cara que o deixava extremamente incomodado. E se tinha algo que irritava Harold de verdade, era se “incomodar” de alguma forma. Não era algo fácil e provavelmente aquilo deveria ser ligação de irmãos de sangue. Era difícil irritar Arthemis naquele nível, da mesma forma. Se Harold levava tudo no sarcasmo, ela levava tudo na bondade e ambos se mantinham equilibrados daquela forma. Mas ao contrário de si, sabia que ela não era fria e apática. Ela sentia e muito as coisas, só reprimia ao máximo e não se deixava levar de maneira alguma. Era quase patético e só não era de fato, porque era sua irmã. Sorriu de lado, metade satisfeito com o belo soco dado em Lavi, assim que os dois saíram da mesa. Aproveitando que o outro ficaria atordoado pela agressão, agarrou o pote vazio de batata frita – seu item preferido daquela noite, pelo visto – e aproveitando que o objeto era de metal, não pensou mais de duas vezes para se levantar e girar o braço numa curva, até a tigela bater com força na face alheia. Voltou ao seu lugar, enquanto o eco da pancada ainda soava de forma curta.

    Escorregou, foi mal. — Largou o objeto de volta a mesa, voltando ao seu celular e se lembrando da brincadeira. Olhou todos em volta de esguelha, apontando com o indicador para a garrafa e fazendo pouco caso do que ocorrera até agora. — Ninguém vai girar, não?
    avatar
    taurusnero
    Touro

    Mensagens : 169
    Data de inscrição : 26/02/2014

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por taurusnero em Sab Jan 31, 2015 5:16 pm

    Suas tentativas de fugir foram completamente frustradas quando notara Lavi seguir em sua direção, a expressão de alguém que estava decidido o suficiente para capturar Nero e arrastá-lo para as garras da confusão, de seu possível desemprego, e de sua expulsão por não pagar o aluguel do cubículo onde morava. Ah, ou talvez da sua incapacidade de voltar para casa graças aos horários dos ônibus, o que era bem mais simples, mas que ainda o deixava realmente desgostoso ao ser arrastado e usado de apoio pelo amigo. Não decorara o nome de ninguém. Na verdade, sua expressão deixava bem clara a sua vontade de estar ali, uma face que era praticamente o contrário da simpática que carregava quando estava atrás do balcão, e que parecia carregar sentimento nenhum. Aliás, era mentira não ter prestado atenção por completo no que o outro falara. De fato, havia um nome que fizera questão de decorar, e o olhar breve e de esguelha que lançara para o loiro menor presente deixava claro que seu único interesse era o rapaz que descobrira se chamar Rin. Bonito nome.

    Com um suspiro pesado e um olhar de morte, o taurino deixou seu corpo cair sobre a cadeira reservada a si logo após retirar o avental que lhe enfeitava a cintura. As mangas da camisa foram dobradas até passarem da metade dos braços e o cabelo desmanchado para que pudesse fazer um coque desarrumado sobre a cabeça, e tudo pouco antes de simplesmente apoiar o cotovelo sobre a superfície e observar a garrafa no centro com a face apoiada na palma da mão, sem interesse algum. Odiava aquele tipo de jogo, principalmente porque tinha uma sorte horrível e sempre acabava em situações muito ruins - e isso aprendera em pouco tempo de convivência com os adolescentes de fora de sua aldeia. Naquele dia não seria diferente e sabia muito bem daquilo, então apenas se ocuparia em tentar manter tudo em ordem.

    O que não esperava era já se surpreender de início com o par que caíra. Rin e Lavi. Eles teriam que beijar, certo? Em silêncio, e fingindo indiferença, o moreno deixou o olhar acompanhar o loiro com certa curiosidade, o corpo cheio de uma singela e assustada expectativa, que logo se transformou em um sorriso mínimo ao escutar os dizeres alheios, os lábios escondidos por sua mão grande, antes que voltasse a focar a garrafa. E fora o beijo seguinte que o desestimulou por completo a continuar assistindo o que acontecia. Com uma careta enojada, desviou o olhar do ósculo cheio de batata para se distrair com a banda que iniciara a pouquíssimo tempo e que gostava bastante - lamentava não poder assisti-los com frequência, no entanto, já que precisava ir embora cedo. Praticamente se desligara de toda a situação, batucando levemente os dedos na mesa, seguindo o ritmo da música agradável, enquanto muitas coisas aconteciam sem que prestasse real atenção. Porém, em dado momento, sentiu uma tensão correr a mesa, e fora sem querer que seus olhos encontraram uma cena bastante... Intensa. Não esperava um beijo do tipo naquele local, não com a única moça que havia ali - que parecia bastante recatada -, e com, justamente, a pessoa que lhe interessara. Rin era hétero? Aquilo era uma descoberta bastante desagradável, e podia sentir seu interesse se quebrar em uma decepção muito grande para algo relativamente recente.

    Deixou o ar escapar com certo desapontamento pelo nariz, e estava prestes a voltar a focar a banda quando notou a forma com que o ruivo presente estava agitado, e o suficiente para causar transtornos ali. O descontentamento de Nero ficara evidente, uma singela irritação visível em seus olhos ao que ele bagunçava o local e ainda conseguia se machucar no processo. Lançou um olhar ansioso ao redor, notando que alguns dos seus companheiros de trabalho o observavam em reprovação, e praticamente fuzilou Lavi com o olhar ao notar ele piorar tudo. Ótimo, agressões. Não precisava daquilo tudo em seu bar e tratou de se erguer, deixando claro seu incômodo, antes de aproveitar o fato dos outros terem saído para arrumar um pouco da bagunça na mesa. Em um tom baixo e cheio do sotaque, deixou as palavras escaparem de seus lábios de forma educada, ainda que claramente agressiva. Lamento informar, mas precisarei acompanhá-los até a saída se continuarem a causar transtornos ao bar. Sequer se preocupara em ter compaixão pelos aparelhos quebrados do garoto sardento, jogando-os ao lixo sem pensar duas vezes.

    No entanto, ao limpar a mesa suja de sangue, acabara cometendo o deslize de acertar a garrafa, fazendo-a girar levemente e parar apontando com o gargalo para si. Que aquilo fosse à merda, não era como se precisasse continuar com a brincadeira depois de tudo o que acontecera. Ou esperava que não. Porém acabara sentido o olhar pesado de seu amigo - da onça -, sobre si, e mesmo acabado como estava, Lavi fazia questão de cobrar a continuidade daquele jogo estúpido. Com um novo suspiro, dessa vez bastante evidente, lançou um olhar para a garrafa e buscou a pessoa que a outra ponta indicava... E seu coração parou. Fitou Rin com os olhos levemente arregalados, uma sensação quente subindo à sua face - por mais que tentasse amenizar a surpresa ao máximo -, enquanto um incômodo se colocava em sua garganta. Em silêncio voltou a se sentar, e ficou encarando o loiro sem saber realmente o que fazer. Não queria assustá-lo com qualquer contato súbito, ou agir de forma inocente o suficiente para ser perturbado pelo escorpiano, por isso apenas ficou quieto no lugar por alguns minutos, pensando em como deveria realizar seu "desafio". Aquilo, no entanto, também não era a melhor solução, precisava agir, e fora com tal pensamento em mente que se aproximara do menor, curvando o corpo o suficiente para deixar um selar não muito rápido e nem demorado sobre os lábios do rapaz, o corpo voltando à posição inicial quase de imediato, apesar de se forçar a focar o lado oposto ao que Rin estava, sem jeito.

    E sentia-se realmente estúpido naquela situação.
    avatar
    Rin Damien
    Virgem

    Mensagens : 289
    Data de inscrição : 05/03/2014

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Rin Damien em Sab Jan 31, 2015 9:03 pm

    Ignorara completamente qualquer reação que suas ações tiveram, apenas com o sorriso educado de sempre no rosto, observando onde a garrafa parara. Não se preocupou muito; conhecia Arthemis o suficiente para saber que não precisava protege-la de alguém como Lavi – se ele passasse de qualquer limite, ela o jogaria em seu habitat natural: uma lata de lixo. E acreditava que ele possuía algum limite. Já o irmão de criação dela parecia querer ameaça-lo, sem saber que aquilo apenas deixaria o moreno com vontade de arrumar confusão. Já a albina, ao final da situação, parecia ter realmente se irritado, e Rin apenas saíra da mesa brevemente para dar espaço aos dois que queriam passar, tendo que conter o riso novamente ao ver seu calouro levar um soco merecido, e um objeto na cara.

    - Vai sobreviver, ou isso precisa de atenção médica também? – Mesmo dizendo aquilo, não tinha intenção alguma de ajudar Lavi, a não ser se a situação fosse mais grave do que pensava. Não tinha uma necessidade de proteger as pessoas tão grande quanto a de Arthemis – ainda que tivesse algo daquilo -  e mesmo cursando medicina, não moveria um dedo para ajudar alguém que não merecesse por causa da própria idiotice. O barman finalmente decidira fazer algo sobre o assunto, e ao menos alguém os chutaria pra fora do bar caso merecessem. Se fosse o caso, poderia finalmente ir pra casa dormir. Contudo, a garrafa se movera em um acidente, e pela primeira vez, o fundo apontava para Rin.

    Nero, se lembrava corretamente o nome, parecia extremamente sem graça com o resultado, e Rin apenas ficara quieto, oferecendo um sorriso de desculpas ao outro. O entendia, e sentia pena, de certa forma. Ele força forçado a socializar com um bando de pessoas – a maioria mais do que disposta a destruir o local se surgisse a oportunidade – que não conhecia, e agora era forçado a beijar alguém que não possuía qualquer intimidade com. Para muitos o ato não seria problema, porém, não presumia que todos os tipos de pessoa fossem que nem Heike; existiam aquelas que gostavam do contato apenas quando o momento era certo. Não se mexera durante o curto selar dos lábios, e a seu término, apenas girara a garrafa novamente, de modo que, mesmo o jogo continuando, o desconhecido não precisasse ficar mais desconfortável do que estava.

    Enquanto o objeto começava a girar, Zion e Arthemis pareciam ter voltado de sua pequena conversa, e novamente Rin abrira passagem para os dois. Parando de girar lentamente, uma ponta da garrafa apontara para Harold, e a outra para o vazio que, segundos depois, foi preenchido pela irmã do mesmo, sem que ela parecesse notar o ocorrido. A menina aparentemente não conseguiria ficar em paz por muito tempo naquele jogo, e o loiro apenas se perguntava o que aconteceria. Irmãos. Vindo de Harold, não duvido que seja ruim. Coitada.
    avatar
    Harold Wilhelm
    Capricórnio

    Mensagens : 162
    Data de inscrição : 26/02/2014
    Idade : 22

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Harold Wilhelm em Sab Jan 31, 2015 10:41 pm

    Depois que desistiu de arrumar algo de interessante pra fazer em seu celular, por falta de um Wi-Fi que prestasse, passou a tentar observar o que os dois irmãos estavam fazendo. Além de, é claro, Arthemis estar pagando de médica como sempre. Imaginava a situação do mais novo, sozinho com sua paixão platônica e sendo cuidadosamente tratado por ela. Ou, se estava levando a bronca do século por ter se ferrado pela terceira vez só naquela semana. Ou também, se estava finalmente se declarando. Ok, é mais fácil eu dançar moonwalk com meu carro do que isso acontecer agora. Mas ainda se manteve interessado, embora algumas pilastras estivessem na frente. Quando resolver olhar o que estava acontecendo na mesa por alguns instantes, se deparou com o selar que o barman dera em Rin. Sua reação automática foi olhar para a situação de Heike e, não muito surpreso, adorou ver aquela cara de decepção depressiva culminante – seja lá o que isso significasse, mas pareceu combinar.

    De alguma forma que não notou como, a mesa pareceu mais limpa, mas como estava olhando para o lado, não poderia se perguntar muito sobre algo que perdeu com a própria desatenção. Extremamente entediado, percebeu o casal de irmãos voltar, enquanto Rin girava a garrafa. Ah, não. Pelo ritmo lento em que o objeto começou a rotacionar, já via em quem iria parar o gargalo. Certo, era sua vez. Estava até com sorte, depois de ficar tanto tempo sem participar da brincadeira. Mas pareceu que toda aquela bênção fora por água abaixo, assim que a animal da albina resolveu sentar aquela bunda enorme onde o fundo da garrafa apontava. A vontade de estrangulá-la só não foi maior, porque não tinha coragem de machucá-la.

    Caralho, qual o seu problema? — Dizia, com o cotovelo apoiado na mesa, e a mão no próprio rosto, deixando espaço apenas para o olho esquerdo visualizar a irmã. Muito mal por sinal, já que os dedos tiraram o óculos do lugar e agora eles estavam em sua testa. Pior: ela realmente não havia percebido onde iria sentar. — Você tem gordura no lugar do cérebro, mulher. Só pode. Sai da vida. — Apenas Zion estava do seu lado - entre ele e a garota - e sabia muito bem que ele não iria ligar nem se resolvesse passar a mão na mais velha. Era sua irmã. Não poderia estar de outro jeito com aquilo, senão no máximo incrédulo com a tamanha estupidez da mulher. E apenas como “castigo” pela falta de atenção alheia, inclinou-se, esticando o braço na direção da gola do vestido que ela usava. Puxara o tecido, que desarrumou todo o resto da veste dela ao mesmo tempo que a trazia para si. É claro que ela se debateu antes, mas nada que fosse impedi-lo de unir os lábios aos da irmã.

    Só de sacanagem, resolveu beijá-la da forma mais abusiva que sabia, sem ser nojento e ao mesmo tempo nada ingênuo ou recatado. Só parou, quando sentiu a lateral do rosto amassar dolorosamente, próximo a sua têmpora. Ah, o belo soco de esquerda de quem só parecia ser fraca e indefesa. Sentiu-se tonto e ver a garrafa em cima da mesa girar, mas por conta da própria percepção confusa, pois o objeto mesmo estava parado. Riu, recuperando os sentidos em alguns segundos e voltando ao seu lugar, soltando a primogênita, que provavelmente não olharia na cara dele até o dia seguinte. Foda-se.
    avatar
    Arthemis W.
    NPC

    Mensagens : 53
    Data de inscrição : 10/12/2014
    Localização : Na cova

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Arthemis W. em Sab Jan 31, 2015 11:11 pm

    Chegando há mesa, sabia bem que teria que continuar toda aquela brincadeira até que terminasse. Suspirou cansada, esperando com todas as forças que não tivesse mais que se cansar mentalmente com nada. Só queria ir pra casa e pensar com mais calma em tudo o que martelava sua cabeça ainda. Não conseguia mais manter tão bem a mesma face tranqüila, quase entregando a indisposição mental que se instalara nela permanentemente. Sentiu-se descansar assim que sentou no sofá, voltando ao seu antigo lugar em volta da mesa que reunia os rapazes. Suspirou algumas vezes, distraída, até se lembrar mais uma vez que o jogo ainda existia e, ao mesmo tempo, acordar pra vida com a voz de seu irmão de sangue. A forma como ele a olhava normalmente era quando ela fazia alguma besteira sem perceber.

    Franziu o cenho, olhando a garrafa e quase soltando um palavrão – coisa que só fazia uma vez na vida e outra na morte – quando via aquela maldita coisa virada pra si mesma, DE NOVO. E pior, com o gargalo para Harold. Conhecia o irmão melhor do que qualquer um naquela mesa. Conhecia-o até melhor do que Zion. Ignorou totalmente a ofensa – quase cotidiana – direcionada a si, e o ameaçou com o olhar, faltando só ordenar em palavras para que não fizesse nada demais. Abriu a boca quando viu que seria necessário dizer, mas não teve tempo pra nada daquilo antes de ser puxada pela gola do vestido. Por reação, meteu a mão no rosto alheio, mas se atrapalhou e, antes que caísse com o tronco por cima de Zion, apoiou-se na mesa, permitindo o beijo do caçula biológico. Era a pior sensação do mundo. De todas as que já sentiu. Isso, por que anteriormente já estava com a cabeça latejando, só de saber que estava se comovendo demais com seu irmão adotivo. Agora, estava trocando saliva com seu irmão de sangue. A diferença, é que o primeiro era involuntário. Mas Harold estava fazendo aquilo por livre e espontânea vontade e o pior: só para irritá-la.

    Ótimo. A mão livre fechou-se de maneira tensa, estalando cada uma das articulações dos dedos da garota. Não havia agido por impulso. O soco foi dado estrategicamente próximo a têmpora e ao ouvido do maior, para que o atordoasse o suficiente até soltá-la. Feito, voltou ao seu lugar, limpando com muito desgosto os lábios violados. Virou-se para o barman sentado à mesa, pedindo desculpas pelo olhar com o ato de violência, esperando que ele a compreendesse e percebesse que ela não tinha intenção alguma de prolongar aquilo. Felizmente, por não agredir ninguém com freqüência, apenas uma única exposição daquilo era suficiente para sossegar seu irmão, quando se tornava realmente preciso.

    Suspirou, sem emitir uma única palavra. Só queria que aquilo acabasse de alguma forma. A mão que socou Harold, foi direcionada até a garrafa para girá-la mais uma vez. Enquanto o fazia, pode notar a vermelhidão que havia ficado em sua pele, pelo impacto. Recolheu-se, esperando pacientemente o resultando e quase ameaçando o objeto, como se ele pudesse entendê-la. “Fique longe de mim.” O resultado a tranquilizara de certa forma. Mas, imaginava se Nero estaria incomodado com aquilo. Ele não parecia estar nada feliz com aquela brincadeira e também, pudera. Apenas lamentava por ele, direcionando-o um olhar de piedade. Pelo menos, o próprio quem teria de beijar. Poderia ser da forma menos desagradável para ele, ao menos.
    avatar
    taurusnero
    Touro

    Mensagens : 169
    Data de inscrição : 26/02/2014

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por taurusnero em Dom Fev 01, 2015 4:49 pm

    Talvez fora graças ao contato que trocara com o loiro pequeno, mas não tivera capacidade mental e nem força de vontade para reclamar novamente da violência que ocorria ali. Bem, ao menos a mulher não havia usado nada da mesa para agredir ao irmão e ninguém parecia ter percebido, já que o som da banda era um pouco mais alto naquele instante. Apenas voltara realmente a si quando notou a garrafa voltar a apontar-lhe o gargalo - fazendo-o quase engasgar -, e precisou de bastante coragem para encarar quem seria a próxima pessoa que teria que beijar. Oh, Lavi. Relaxou quase imediatamente. Aliás, ao invés de relaxar, a sensação de apreensão se tornou em uma singela irritação, que logo mudou para um sorriso pequeno e nem um pouco simpático da parte de Nero.

    Sem pensar duas vezes, o taurino virou-se para o amigo - da onça -, as mãos seguindo rapidamente à camisa do rapaz para que fosse o novo causador de violência no local ao acertar-lhe a testa com a própria, em um golpe rápido e definitivamente doloroso. Claro, fizera seu melhor em atuar aquilo como uma brincadeira entre amigos, já que carregava um sorriso um tantinho maior que o simpático que usava para receber os clientes, e tudo para que enganasse os outros trabalhadores - não queria ser demitido, afinal. Por fim, deixou que as mãos se colocassem aos lados do rosto alheio e um beijo fosse depositado em cada orelha do mesmo, em estalos altos e propositais, apenas para irritar sua audição.
    avatar
    Lavi Strauss
    Escorpião

    Mensagens : 78
    Data de inscrição : 12/06/2014
    Idade : 24

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Lavi Strauss em Dom Fev 01, 2015 8:52 pm

          Estranhamente não se irritara com o soco que tomara do ruivo, talvez merecesse isso, afinal acabara de "violar" o espaço intimo e a privacidade alheia, além dele estar machucado no momento, deixou-se levar pelo memento, apenas suspirou para se acalmar e levar uma tigelada do outro irmão na testa, aquilo doeu, de certa forma, e o fez ouvir sinos, mas novamente para não causar qualquer problema ao seu amigo suspirou pesadamente dando um sorriso em retorno a ação do albino. E então voltou a por um sorriso dissimulado ao rosto ao ouvir as palavras de Rin, apenas assentindo com a cabeça e observando as coisas, Rin teria que beijar Nero e percebeu que o maior ficara feliz, muito feliz. então alguém ali havia o cativado? Isso talvez fosse uma pena para Heike, mas fazer o que, cada um tem seus gostos, não é mesmo. 

        O próximo beijo seria entre Harold e... Arthemis, Lavi até poderia rir das coisas que o albino dizia em direção a mais velha, mas seu mau humor momentâneo não permitia que fizesse isso. Surpreendeu-se um pouco devido a ação do pirralho em direção a veterana, e sentiu-se um pouco vingado com o soco que ela lhe dera, mas nada que realmente apagasse seu mau humor.

         Nada é tão ruim que não possa piorar. Essa frase era realmente interessante e estava descrevendo muito bem sua noite, planejava ter apenas uma noite divertida com os amigos e calouros, mas de repente tudo virara-se contra ele e no momento recebera uma cabeçada do moreno, algo que pareceu fazer seu cérebro sacudir dentro do crânio, ótimo agora sentia uma dor de cabeça infernal onde seu cérebro parecia pulsar tanto quanto seu coração, como se isso não bastasse Nero dera-lhe um beijo estalado em cada um dos seus ouvidos.

          - Toilet, com licença. - Disse tirando o sorriso do rosto e com a voz séria, uma voz que não usara a noite toda, uma voz que usava apenas quando estava realmente fora do sério, sem mais uma mísera migalha de paciência. - E você vem comigo, Nero. Precisamos conversar. - Seu tom era irredutível, não deixava transparecer qualquer dúvida que queria ter uma conversa séria com o mais alto.

           Não olhou para atrás vendo se o amigo o seguia, sabia que seguiria, dificilmente não faziam o que pedia quando usava aquele tom, chegando ao toilet viu que estava vazio e agradeceu, preferia que não o vissem assim.

          - Só me diz o que eu te fiz pra merecer isso. Eu apenas trouxe algumas pessoas para apresentar a você, não foi como se eu houvesse programado as porcarias que aconteceram. Eu tomei um soco calado e em seguida uma tigelada na cabeça. E não fiz nada, não é mesmo? Você sabe que normalmente eu faria, mas não fiz e sabe por quê? Porque o idiota aqui pensou em você e seu emprego, ficou preocupado com o que poderia lhe acontecer se trouxesse clara confusão ao bar e não aquelas coisas que pareciam mais incidentes. - Sorriu amargo. - Dai você me retribui com uma cabeçada que fez minha cabeça voltar a retumbar ainda mais, seguido por aqueles sons ensurdecedores. Mas quem liga não é? É apenas o otário do Lavi, o pirralho que fugiu de casa por birra. Desculpe por faze-lo se sujeitar a isso. - Viu que alguém estava entrando no banheiro então suspirou, direcionou-se a pia lavando o rosto e secando-o com um papel e em seguida botando o sorriso dissimulado no rosto, um sorriso que dizia que tudo estava bem e nada importava. - Vamos voltar o jogo tem que continuar, estou devendo algo para um amigo ainda. 
            Não via se Nero queria responder aquilo que dizia, e se quisesse não teve chance, pois não deu, após acabar de falar sentiu-se até sem folego, seguido por uma pequena tontura graças a dor de cabeça crescente. Pegou um remédio que sempre carregava na carteira e engoliu-o a seco. Sentia-se bastante melhor depois de vomitar aquelas palavras em cima do amigo, não sabia se devia tata-lo assim ainda.

            - Desculpem pelo transtorno. - Disse com a voz habitual seguida do sorriso. - E vamos continuar o jogo, como dizem o show não pode parar. - Girou a garrafa e então sentou-se mantendo o sorriso no rosto. Viu a garrafa apontar o gargalo para o lugar vazio onde Nero se sentaria e o fundo para o ruivo. 
    avatar
    Zionga
    Aquário

    Mensagens : 62
    Data de inscrição : 07/03/2014

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Zionga em Seg Mar 02, 2015 7:38 pm

    A verdade era que o ruivo roceiro ainda se encontrava com o sangue fervendo, a cabeça quente e, agora, desanimado e triste. Porém não demonstrava praticamente nenhuma característica citada acima, pelo contrário, tudo o que demonstrava era desgosto e desprezo pelo continuar do jogo. Agora que estava sem quase todos seus games e celulares, era obrigado a ficar ali presente, mas pelo menos ainda podia desviar a atenção vez ou outra para a banda estranha que tocava ali enquanto os outros se ferravam.

    Não ligou para os irmãos se beijando, na verdade, nem estava olhando quando o ato aconteceu. Preferiu desviar a atenção para a banda na hora, a mesma aconteceu no beijo do grandão desconhecido com o manézão que não pensava direito. As únicas coisas com a qual Zion fingia demonstrar interesse eram com o resultado da garrafa, mas logo focava sua atenção em algo além.

    Estava prestes a olhar para o bando de animal retardado dançando e fazendo uma pseudo rodinha perto do palco quando percebeu que não teria como desviar a atenção daquela vez, já que era consigo. Então decidiu ser mais rápido, principalmente ao ver o fundo apontado para si. Não queria ser vitima mais uma vez e não tinha mais motivos nenhum para desviar o propósito da brincadeira de realmente beijar alguém — afinal, havia perdido seu bv com Lavi, por mais que não considerasse, e ainda levaria um pé na bunda de Arthemis dia mais ou dia menos. Dessa forma, levantou-se do lugar que sentava em quase um pulo, praticamente subindo na mesa para alcançar a camisa do moreno. Puxou-o e então lhe beijou sem cerimônia nenhuma, mas mantendo a rapidez no ato, não queria enrolar ainda mais do que já haviam enrolado com aquela brincadeira.

    Tornou a se sentar, como se nada tivesse acontecido. Rodou a droga da garrafa e, sem olhar para as reações ao seu redor, finalmente pode levar a atenção para a rodinha de babacas que lhe interessava. Internamente torcia para que um deles caísse e quebrasse pelo menos um braço, seria engraçado. Pessoas caindo sempre eram engraçadas.

    Ao que se focava naquele bando de idiotas, a garrafa, ainda mais idiota, finalmente havia feito algo certo naquela noite e parava com o gargalo para Heike e o fundo para sua crush, o tal de Zero, ou era Bero? Que seja, só Heike ligava.
    avatar
    Heike_Walker
    Áries

    Mensagens : 170
    Data de inscrição : 26/02/2014
    Localização : Na casa do caralho

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Heike_Walker em Qui Mar 12, 2015 3:49 am

    Bêbado como estava mais cedo, observou os acontecimentos na mesa se desenrolarem quase como se não estivesse ali. Na realidade era mesmo impressionante tanta confusão acontecer num pequeno espaço de tempo e o jovem não estar metido em nenhuma. Talvez se estivesse um pouco mais sóbrio, trataria de se meter, mas fazia apenas rir dos amigos escrotos. Chegou até mesmo se surpreender com alguns beijos, gargalhando alto com o constrangimento alheio. Porém a medida que o efeito da bebida foi passando, para ser honesto também ficou com pena de Lavi em certo momento, já que não entendia porque estavam todos com raiva dele se estavam tendo um bom tempo ali, mas também não se pronunciou muito quanto a isso. Estava pouco a pouco ficando impaciente e irritado com aquele jogo. Quer dizer, estavam ali para se divertir e de um momento para o outro estavam todos tensos e irritadiços por besteira. Aquilo era uma brincadeira e todos participaram por vontade própria, certo?

    Quieto e entediado, só voltou o olhar com foco para o que acontecia no local quando viu o homem que havia achado bonito, beijar Rin todo sem jeito e pouco depois, pasmen, Zion de todas as pessoas praticamente se jogar em cima dele. Que ótimo isso, sua primeira paixão trocando saliva com a última, enquanto ele estava ali chupando o dedo só olhando. Não ia negar que foi uma visão agradável, os dois eram atraentes, claro. Mas que graça tinha só olhar? Cruzando os braços e bufando de forma irritada, estreitou os olhos ao ver que finalmente a garrafa havia apontado para si mesmo e para o barman. Havia broxado com tudo aquilo e chegou a pensar: foda-se essa merda. Mas ao olhar o mais velho parado ali a sua frente, sentiu o rosto esquentar e acabou desviando os olhos. Sentia-se envergonhado por algum motivo.

    Estalando os lábios em irritação, começou a empurrar Zion e Harold com força para saírem da frente, então se levantou e foi até o outro com o coração a mil. Hesitando por um segundo, se abaixou e não fez nada mais do que subir uma mão até sua bochecha e em seguida se inclinar e depositar um pequeno beijo sobre a outra, próximo a seus lábios. Levantou-se menos de um segundo depois e deu um passo para trás, desviando o olhar aparentando irritação. Eu não sei vocês, mas pra mim já deu todo esse jogo, chega disso. Vou embora. Dito isso, tirou algumas notas da carteira e jogou sobre a mesa, pagando a própria parte e um pouco mais. Se inclinou na direção de Arthemis depositando um beijo no topo de sua cabeça e murmurando um boa noite como despedida, foi seguindo até a saída tateando os bolsos em busca de um cigarro. Estava estressado.
    avatar
    taurusnero
    Touro

    Mensagens : 169
    Data de inscrição : 26/02/2014

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por taurusnero em Ter Ago 18, 2015 4:28 pm

    Nero conhecia Lavi muito bem, e o suficiente para saber que aquele chamado para ir ao banheiro com ele era um sinal nada bom. Estava sob a mira do lado dramático do amigo, estava prestes a ter que ouvir o que, se escrito, seria considerado um "textão" pelos usuários de redes sociais. Porém, como era a pessoa mais esperta do mundo, resolveu segui-lo mesmo ciente de tudo aquilo, afinal, precisava cumprir bem seu papel de amigo. Ao menos era essa sensação de obrigatoriedade que o fez se erguer e caminhar atrás do outro até o local que ele desejava, e fora essa mesma sensação que desaparecera no momento em que começara a ouvir todo aquele "blábláblá", o qual fez questão de tentar passar a maior parte de um ouvido a outro. Pena que somente sua expressão conseguira manter essa ideia, sua mente processando muito mais do que gostaria, simplesmente por ser orgulhoso e teimoso demais para aceitar tranquilamente tudo o que era dito.

    Na verdade, tudo começara errado no momento em que o outro questionara o que havia feito de errado, antes de simplesmente tentar justificar o que fizera de errado. Oras, ele sabia então, não precisava explicar, e estava pouquíssimo interessado nas desculpas que ele dava ali naquele instante. Ele não sabia que porcarias aconteceriam? Como ele não saberia. Ele havia levado um conjunto de jovens estudantes para um lugar com bebida alcoólica, introduzira um jogo cujo apelido deveria ser "caos" - pior, utilizando de seu querido nome de batismo -, e ainda o prendera ali contra sua vontade, no centro de toda uma confusão que poderia render sua imagem no trabalho. Que bom que ele tivera a decência de pelo menos não reagir aos ataques que recebera, seria ainda melhor se tivesse resolvido ser ainda mais agradável e não tê-lo procurado para dramatizar ao ponto de reviver o que ocorrera em seu passado. Quando fora que o descriminara por aquilo? Não lembrava.

    A melhor parte de tudo fora ser completamente impedido de responder às palavras absurdas e ainda ter sido obrigado a segui-lo até a mesa onde os outros estavam. Para quê ele precisava ter feito aquele chamado? Agora parecia que estava prestes a segui-lo porque o obedecia e não porque tinha um compromisso com os outros presentes. Estava tão feliz que podia ele mesmo manchar a própria imagem naquele momento, provavelmente dando um chute naquela bunda apertada por calça skinny de Lavi. Passou a mão pelos cabelos, caminhou a passos lentos e decidiu que ficaria tudo bem, ao menos o suficiente para que abrisse um sorriso... Que mais parecia próximo à psicopatia.

    Quando se sentara, tentando manter a expressão que sua mente processava como agradável, mas parecia reflexo do consumo de algo extremamente ácido, resolveu que aquilo já dera para si e que iria produzir o seu próprio textão para anunciar sua saída. No entanto, antes que pudesse entreabrir os lábios com as diversas desculpas prontas, finalmente percebeu que era um dos participantes da rodada seguinte, e não por notar a garrafa voltada para si, mas simplesmente por ter sido agarrado de forma bastante violenta por quem deveria ser o receptor, e beijado de forma breve, mas tão agressiva quanto o interromper de seus pensamentos. O moreno sentou-se quando o outro se afastou, encarando a mesa como se sua vida não fizesse sentido algum naquele momento, e tudo graças ao que era a posição do instrumento transmissor do caos - a garrafa. Ela girou no momento seguinte e sentiu que precisava voltar a falar antes que toda aquela baboseira continuasse, mas fora tarde demais.

    Piscou, suspirou ao ver que novamente tinha um papel naquela rodada, e lançou um olhar nada animado para a pessoa que deveria beijá-lo naquele instante. O rapaz batata. Esperou ele se aproximar com calma, vendo-o praticamente fazer dois corpos voarem para longe de seu caminho, antes que se posicionasse em sua frente... E agisse de forma extremamente sutil ao beijá-lo. Confusão passou pelo seu rosto, ao que o focava escapar agitado da brincadeira. Aproveitou a deixa alheia e levantou-se com um baque na mesa, fruto de uma batida do joelho no móvel, repetindo os gestos do menor ao também abandonar algumas notas no centro do objeto e seguindo silenciosamente para a sala dos funcionários. Iria pegar suas coisas e sair o mais rápido possível dali.

    Conteúdo patrocinado

    Re: [#01] Jogo da Garrafa

    Mensagem por Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Qui Ago 24, 2017 4:51 am