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    [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Dom Jun 07, 2015 10:56 pm

    O filme não estava sendo o suficiente para prender sua atenção. Ali, com o olhar focado na suposta boa narrativa de terror - e à qual não estava gostando nem um pouco -, com o peso da cabeça alheia sobre sua barriga, e com a maciez da cama sob si, Nero apenas sentia um ar de sonolência o envolver. Os sons que escapavam da tv pareciam se perder em sua mente, e detalhes como o cheiro do mais novo, e seu calor, pareciam muito mais evidentes, além de trazerem um agrado suficiente para fazer o moreno relaxar. Talvez fosse resultado de todo o estresse que passara mais cedo, de toda sua confusão mental, o sentir-se muito mais cansado que o natural.

    Prendeu um bocejo, segurando-se para que seus olhos não se fechassem por completo, enquanto um torpor invadia seu corpo e começava a nublar seus sentidos. Nero não costumava ficar bêbado - dado seu porte e a tolerância que desenvolvera ao trabalhar com bebidas no geral -, porém, quando ficava, acabava com a mente em um estado semelhante a quando tinha sono. Ou seja, naquele instante, sentia-se como se houvesse consumido uma quantidade exagerada de álcool. Se lhe fizessem a pior das piadas, acabaria rindo desesperadamente. Se o ofendessem, provavelmente a chateação ficaria exposta de forma manhosa na própria face. Se tivesse Heike sob seu olhar... Piscou, tentando afastar os pensamentos estranhos ao sacudir levemente a cabeça, o que apenas piorou seu estado de confusão e sonolência.

    Seu olhar havia se perdido no nada por longos instantes, porém, quando se deu conta do que acontecia, já estava novamente assistindo Heike. Seus olhos de tons distintos seguiam presos aos fios claros, com uma cobiça evidente em sua expressão - ao menos para quem quer que o visse de fora. Quando com sono, e quando tinha companhia, Nero colocava uma de suas maiores manias em ação, e antes que a vítima percebesse, o moreno estaria com os dedos entre seus fios, acariciando-os em uma forma de se colocar para dormir. Fazer cafuné o ajudava a dormir, por mais que destoasse do convencional. Mais um bocejo preso, e as barreiras que o forçavam a se conter pareciam cada vez menos evidentes. Sua mão se esticou, e antes que pudesse parar, já brincava com os fios loiros do menor, acariciando-os suavemente.

    Naquele momento, não percebeu qualquer reação da parte de Heike, muito menos se deu conta do que fazia, ou de como aquilo poderia ser desagradável para o menor. Nero apenas fez carinho na cabeça alheia até acabar cochilando. No entanto, por mais cansado que estivesse, o maior tinha consciência de que não deveria dormir quando havia convidado o outro rapaz para sua casa. Seu cochilo viera como um sono leve, então, tanto, que os sons da televisão vez ou outra o chamavam para realidade, ainda que não possuísse forças para abrir os olhos ou se mexer.

    Sentiu quando sua mão fora movida, mas sua mente não processou aquilo adequadamente, afinal, podia ser um sonho, ou Heike talvez quisesse ir ao banheiro. Cochilou mais uma vez, indiferente às movimentações do loiro sobre a cama, incapaz de perceber ser o foco da atenção alheia. Sonhava com coisas diversas, quando fora novamente acordado por alguns sons altos do filme ruim, e quase grunhiu em resposta por ter sido retirado de forma brusca de seu sonho com utensílios de cozinha. No entanto, voltou a sentir-se confortável quando um toque gentil lhe mexeu os cabelos, mesmo que por pouquíssimos instantes. Sorriria, se ainda não estivesse com preguiça demais, cansado demais... E novamente sua mente se perdeu.

    Porém, aquela vez fora estranha. Estava envolvido por um cheiro agradável e sentia-se um pouco mais quente que outrora, cócegas gentis com algo quente roçando em seu nariz; a respiração de Heike, por mais que não conseguisse decifrar. Suspirou, em meio ao sono, pouco antes de um novo conforto o embalar. Não conseguia ver ou compreender o que acontecia, mas os lábios do outro sobre os seus eram suaves o suficiente para que continuasse a sonhar com coisas diversas. Ao menos seriam, se sua mente não fosse desperta mais uma vez, por um som relativamente alto da televisão. Não grunhiu, e tampouco demonstrou seu desagrado de qualquer maneira, afinal, mais uma vez acordado, pode questionar-se qual era o motivo daquela sensação quente sobre seus lábios, e ao entreabrir parcialmente o olhar, encontrara orbes escuras o fitando de forma também parcial.

    Nero percebeu que estava sendo beijado.

    No entanto, Nero não percebeu que aquele tipo de ação não era algo comum, a sonolência o impedia de buscar o histórico de tudo que acontecera entre Heike e ele em sua mente. Muito menos possuía capacidade de pensar em negar um toque tão gentil, e que sentia tão agradável, tão bom... Que poderia voltar a dormir a qualquer instante. Mas não queria dormir mais, queria sentir mais daquele contato. Então antes que o loiro se afastasse assustado, a mão pesada do mais velho subiu preguiçosamente até alcançar sua nuca, e seus lábios se partiram vagarosamente para que pudesse beijar o lábio inferior alheio, retribuindo o contato iniciado pelo amigo, antes de cerrar seus olhos mais uma vez e puxá-lo preguiçosamente para mais perto com a mão livre. Heike tinha um sabor gostoso.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Seg Jun 08, 2015 12:52 am

    Se perguntassem para o ariano o que levou ele a agir daquela maneira, provavelmente não teria nenhuma resposta satisfatória pra lhes dar. Como na maioria das vezes se deixava agir por instinto, cedendo a personalidade tão impulsiva que tinha ao agir daquele jeito sem sequer se lembrar que existiriam consequências não muito agradáveis de qualquer maneira, o outro acordando ou não.

    O coração batia com tanta força ao que os lábios se roçaram aos dele que sequer conseguia escutar qualquer coisa vinda da televisão. O nervosismo era grande, mas o jovem estava quase hipnotizado pelo cheiro do moreno, sua respiração quente. Infernos, como tinha vontade de subir sobre seu corpo e o beijar de verdade até que ambos não tivesse mais força alguma. Como sonhava com esse tipo de coisa quase toda noite, poder tocar o corpo tão grande dele, deslizar a mão pela pele morena, arranhar, morder e beijar.. Reprimir todos esses desejos não estava fazendo bem para o jovem. Da mesma forma que pensar nisso agora também não estava ajudando a se conter, muito pelo contrário. Arrepiado e com a respiração pesada, suspirou brevemente e entreabriu os olhos distraidamente ao que pretendia se afastar, para dar de cara com as orbes de cores distintas do amigo lhe encarando tão de perto. Arregalando os olhos em susto e medo, tentou fazer força para se afastar, mas antes que pudesse de fato fazer qualquer coisa, sentiu a mão do moreno sobre a nuca num aperto firme e pesado, impossibilitando-o de sair.

    Talvez Heike tivesse morrido e aquele era algum tipo de paraíso. Porque não parecia verdade o fato de que o outro estava retribuindo um beijo e o puxando para perto ainda por cima. Mas não, não iria pensar nisso, não ia estragar o momento. Logo voltou a fechar os olhos e relaxou contra seu corpo sobre a cama, subindo uma das mãos até seu rosto para iniciar um carinho leve sobre sua bochecha enquanto usava o outro braço para se apoiar no colchão.

    Hm.. Com a mente rodando num misto de excitação e confusão, Heike aproveitou que ele abriu os lábios e deslizou a lingua contra eles de maneira tentativa e um pouco provocante, insinuando que queria aprofundar o contato. Foi difícil segurar um gemido ao sentir a maciez e o gosto da boca do amigo, mas o rapaz conseguiu se conter ao que apenas continuasse com o toque, desligando a mente para todas as preocupações, desligando a mente para tudo além do físico. Deixaria pra surtar depois, agora tinha algo muito mais importante que deveria manter focada sua atenção.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Seg Jun 08, 2015 1:16 am

    A sensação da língua alheia sobre seus lábios, junto ao toque em sua face, fez com que Nero quase ronronasse em agrado. Ainda com os olhos fechados, e lento pela sonolência - que também lhe impedia de raciocinar adequadamente -, o maior deixou que a própria língua buscasse provocar o outro, tocando-lhe os lábios, aceitando a insinuação de um contato mais profundo. Porém não permitiu que ele se iniciasse de imediato, uma vez que seu corpo se movera um tanto, enquanto forçava Heike a acompanhá-lo, mesmo que em um gesto sutil. Deitou adequadamente na cama, as costas apoiadas sobre o colchão macio, e fez com que o loiro se colocasse sobre si. Estava preguiçoso e não gostava daquela outra posição em que estavam, era desconfortável, e daquela forma poderia senti-lo melhor.

    Seus braços envolveram a cintura do outro rapaz, ainda que o toque não fosse tão firme quanto o que usara inicialmente em sua nuca, e tratou de aprofundar o ósculo sem dar o direito do mais novo de reclamar. De olhos fechados, apenas se preocupava com as sensações que o tato lhe ofereciam, ao mesmo que se deixava enebriar pelo perfume do mais novo, e pelo calor confortável que ele lhe proporcionava.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Ter Jun 09, 2015 5:25 am

    Assim que a lingua do moreno tocou seus lábios, Heike sentiu como se tivesse levado um choque, como se uma onda de emoções e sensações o atravessasse com violência, carregando a própria existência para longe dali. Quer dizer, quem diria que realmente estava ali fazendo aquilo? O próprio riria até chorar se alguém lhe dissesse que iria beijar o amigo e que seria correspondido ainda por cima, era loucura demais para acreditar que era verdade.

    O que só piorou quando sentiu o corpo ser puxado para o lado e antes que pudesse perceber estava por cima dele, por vontade dele, com os braços dele lhe envolvendo a cintura daquele jeito que estava fazendo a mente do loiro girar e o rosto esquentar. Se antes tivera dificuldade para conter um gemido, agora sequer fizera questão ao que o ósculo finalmente fora aprofundado e a lingua do moreno estava dentro de sua boca, enroscando-se com a própria. A resposta fora imediata, é claro, e o rapaz retribuiu cada toque e gesto da maneira que ele queria por algum tempo, num misto de nervosismo e excitação. Porém podia sentir como ele estava sonolento e se questionou por um instante no que aquilo tudo significava. Era pra ter algum sentido? Não iria dar para trás, Heike estava agarrando aquela chance de poder ficar com ele com unhas e dentes, não a desperdiçaria por inseguranças bobas. Assim, resolver tomar uma atitude par acordá-lo de vez para o que faziam ao que intensificou o beijo de maneira exigente e quase bruta, explorando sua boca com uma necessidade desesperada, excitando-se com os estalos molhados que se podia ouvir e os leves sons que ambos produziam em meio aos toques íntimos. Aquilo estava sendo real demais até para o ariano.

    Porém o ar faltou e interrompendo o contato contra a própria vontade, levou ambas as mãos até o rosto alheio e se ajeitou sobre seu corpo, fitando-o demoradamente com a respiração pesada e ofegante. Ele era tão lindo... Apenas olhar ele de perto sentindo seu hálito quente já era o suficiente para fazer acelerar o coração do rapaz loiro de um jeito doloroso.

    Logo juntou as bocas num beijo leve, seguido de outro e mais outro, repetindo os movimentos mais e mais com vontade a medida que começava a aprofundá-los e acabava se interrompendo, alternando entre mordidas, lambidas e pequenos sons de agrado enquanto tentava não hiperventilar antes de finalmente juntar as bocas e iniciar outro beijo longo.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Qua Jun 10, 2015 8:37 pm

    Por mais estranho que pudesse parecer, Nero se sentia completamente confortável na situação em que estavam, e, a tal ponto, que via-se capaz de voltar a dormir sem maiores complicações. Sentia-se embalado pelo calor de Heike, pelo ósculo lento - graças à sua enorme colaboração, claro -, e pela forma como o corpo alheio parecia moldado perfeitamente para seus braços. Era como uma carícia, uma armadilha de Morfeu para que voltasse ao seu mundo. E, na realidade, estava tão sonolento, que chegava ao ponto de acreditar já estar sonhando, afinal, nunca imaginara que a realidade fosse permitir um contato tão íntimo entre ele e seu amigo. Talvez aquela fosse uma mensagem de seu subconsciente, a resposta para toda a confusão que o envolvia instantes atrás.

    No entanto, não havia sono que resistisse ao som da voz de Heike escapando em um gemido. Sua mente reagiu imediatamente, trazendo seu corpo a buscar mais do contato com o alheio, seus dígitos apertando-lhe a cintura. E quando fora forçado a acompanhar o beijo bruto do outro, Nero não conseguiu continuar com seus planos de encontrar Morfeu. Teria que trocar de par, e o faria com todo o gosto, já que o ósculo exigente lhe trazia arrepios por todo corpo, assim como uma sensação quente. Aos poucos, sendo despertado de forma agressiva, percebia o que realmente acontecia ali. Chegara ao ponto de travar levemente por instantes mínimos, e aos quais abandonou antes que o loiro pudesse perceber qualquer coisa. Não tinha espaço pra se preocupar com o que acontecia, não podia se dar ao luxo de parar tudo naquele instante, e, espantava-se, realmente não queria fazer aquilo. Não queria abandonar a sensação de ter os lábios tentadores junto aos seus, de se ver envolvido em um gesto tão sensualmente agradável e viciante... Ofegou, sentindo o corpo esquentar sem que sequer pudesse se conter.

    Ao que o ósculo fora rompido, e a face de Heike ganhara sua visão, Nero percebeu que estava muito longe de conseguir pensar em agir de forma racional ali. Aliás, já sabia muito bem que não conseguiria, e isso desde o momento em que se viu desperto e compreendeu o que acontecia. Porém, ao poder focar o olhar do loiro, e perceber-se admirado pelas orbes escuras, seu coração descompassou ainda mais, e acabou por deixar um som agradado escapar por seus lábios levemente inchados. Não era narcisista ou egocêntrico, mas sentia como se fosse incrivelmente importante quando estava sob o olhar do mais novo. Não entendia os motivos, não sabia como se explicar, mas sabia bem que somente aquele olhar era o suficiente para acabar derretido. E tornara-se propositalmente esquecido ao deixar de lado pensamentos racionais e o medo do que aconteceria após tudo aquilo. Quem se importava com o futuro? Aquele presente era muito mais importante.

    Com um sorriso leve, seus olhos se esconderam sob as pálpebras, e sua face se moveu levemente contra as mãos que a tocavam, quase como se fosse um bichinho a pedir carinho ao seu dono, antes que novamente exibisse suas orbes de tons distintos. Então fora sua vez de admirar as feições do menor. Nero era devagar para muitas coisas, mas a beleza de Heike fora notada por si desde a primeira vez que se viram - ainda que não tivesse a melhor impressão sobre a personalidade do loiro na época -, e não tinha como negar aquilo. Não se importava em fazê-lo, também, uma vez que nunca achara errado admirar as pessoas e reconhecer suas aparências. Mas era engraçado como a proximidade fizera tudo muito mais evidente. Aliás, a proximidade o fizera dependente de Heike em diversos aspectos, chegando a tornar o moreno realmente frio, por não ter tanta consideração quanto deveria pelos sentimentos do outro rapaz. Algo que ficava evidente, e doía em seu peito, naquela situação. Não deveria estar agindo de forma tão íntima com o amigo, não quando sequer conseguia entender a própria cabeça, e os motivos que o levavam a agir daquela forma desconsiderada.

    Porém sua convicção de que aquilo era errado parecia se perder a cada novo contato dos lábios, sumia rapidamente junto aos beijos leves e com a forma com que aos poucos os contatos ganhavam mais intensidade. E se viu com a mente completamente nublada quando passou a retribuir as mordidas e lambidas, os sons incitando o mais velho a escorregas as palmas pesadas pelas costas do outro rapaz, forçando-o ainda mais contra si, enquanto ôfegos lhe escapavam involuntariamente. Um gemido de agrado escapou de seus lábios quando o novo beijo fora iniciado, e seu peito parecia prestes a se rasgar, tamanha a força e rapidez das batidas de seu coração.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Sex Jun 12, 2015 1:47 am

    O gemido que o moreno deixou escapar ao que Heike iniciara o beijo foi absolutamente delicioso, fazendo um lampejo de prazer atravessar o corpo do loiro ao que cedia sob a força de suas mãos e arqueava as costas, forçando-se contra seu corpo com outro gemido abafado. Os toques alheios pareciam deixar uma trilha de fogo no próprio corpo ainda que estivesse totalmente coberto e grande parte disso vinha do psicológico da realização de que aquilo estava realmente acontecendo.

    Estava beijando Nero. Estava fazendo muito mais que isso na verdade, estava deitado sobre seu corpo, estava tocando ele e sendo tocado, estava se esfregando nele e se rendendo as sensações de um jeito que beirava a submissão, ainda que continuasse com toques dominantes e predatórios no maior.

    Ofegando contra seus lábios, desvencilhou-se então de seu aperto e se sentou em seu abdome sem interromper o ósculo, percorrendo as mãos em seu tórax com avidez enquanto grunhia em satisfação contra sua boca, tirando daquele beijo tudo o que conseguiria sem restrições. Queria tocar ele sem a intromissão das roupas, queria ouvir ele gemendo mais, ver sua pele e sentir o contorno de seus músculos, queria sentir seu gosto por todo o corpo, queria tudo.

    No fundo Heike tinha em mente que de algum modo aquilo era bom demais para ser verdade. Não estava pensando nisso, sequer havia tempo ou espaço na cabeça agora, mas a sensação permanecia no fundo do peito como se Nero fosse interromper aquilo a qualquer momento e gritar que o que estava acontecendo era um erro, que Heike estava se aproveitando dele de alguma forma. Sabia que provavelmente o amigo não chegaria a esse ponto, mas não conseguia evitar tal medo afinal, depois de tudo que tinha passado, por isso talvez estivesse tão desesperado em seus toques, tão necessitado a cada movimento da lingua, suspirando em prazer e se apertando ainda mais a seu corpo, prensando-o contra o colchão. Não queria que aquilo acabasse.

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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Seg Jun 15, 2015 9:39 pm

    A razão de Nero estava completamente perdida, e o próprio moreno tinha plena consciência daquilo. Porém fora Heike se sentar sobre seu abdômen para que um singelo alarme tocasse no fundo de sua mente. Algo que brigava com sua já existente aceitação da situação, ainda que fosse de forma leve o suficiente para que o maior ignorasse e pousasse as mãos grandes sobre as coxas do loiro. Apertou-as, agindo em resposta aos toques em seu tórax, grunhindo contra o beijo em coro com o mais novo, e se aproveitando para deixar um machucado surgir nos lábio inferior alheio, de uma mordida um pouco mais forte que o convencional.

    No entanto, por mais que respondesse a cada atitude de Heike, Nero não tomava a dianteira da situação. Estava se sentindo impedido por vários motivos, ainda que não conseguisse apontá-los racionalmente. Não queria se impor ao loiro, não queria agir de forma precipitada, e, muito menos, acabar o confundido e machucando. Sentia-se travado, ainda que seus movimentos seguissem fluídos o suficiente para não ser percebido. Se fosse para algo acontecer, preferia que o amigo deixasse claras as suas intenções, não queria meter os pés pelas mãos.

    Porém estava sendo difícil se segurar ao sentir os fios do loiro escorregarem por sua face, ou ao sentir o calor alheio parecer invadir suas roupas e tocar diretamente seu corpo, quase como se estivesse despido aos toques do mais novo. Também era complicado não sentir-se intoxicado pelo cheiro bom que emanava do menor, e por mais que soubesse que o outro andava sempre cheiroso, não conseguia deixar de se surpreender com o quão agradável era seu odor. Suspirou, cessando o beijo por instantes mínimos, como se tivesse perdido o ar apenas por se dar conta de tudo aquilo, antes de escorregar brevemente a língua sobre os lábios do outro rapaz, puxando-lhe o carnudo com os dentes, enquanto seu peito subia e descia rapidamente. E não conseguiu evitar passar a escorregar os dedos por toda a extensão das coxas alheias, provando-as e aproveitando como podia.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Ter Jun 23, 2015 6:38 am

    Quando sentiu as mãos grandes e quentes lhe tocarem as coxas num aperto firme, e o lábio inferior ser cortado com uma mordida particularmente forte, Heike gemeu de forma quase entregue sem conseguir se conter a medida que se arqueava sobre seu corpo com o arrepio forte que lhe percorreu a coluna. Sua voz não parecia exatamente sua estando baixa e soprada, com um toque grave e rouco e ainda sim tão suave. Se escutar no quarto silencioso o trouxe de volta a realidade como num puxão. Isso não era bom, estava começando a ficar excitado demais para ser seguro continuar sentado em seu corpo, mas ao mesmo tempo não se sentia nem um pouco inclinado a se mover. Então assim que o moreno quebrou o beijo, Heike respirou pesado e se agarrou a realidade com aquilo. Quanto mais respirava, mais no controle se sentia, ainda que o outro estivesse fazendo um ótimo trabalho lhe distraindo com a própria língua, com as mãos tocando suas coxas com aquela intimidade. Não entendia se era pelos sentimentos que tentava negar, mas era engraçado como o corpo parecia tão sensível e mesmo vulnerável aos toques dele. Mesmo que enroscasse a língua a dele por fora da boca num movimento que não poderia ser nada mais que provocativo e as mãos deslizassem agora pelos seus braços, sentindo e memorizando os contornos e os músculos definidos se moverem por baixo da pele quente e macia, o jovem se sentia definitivamente nervoso. Será que Nero conseguia perceber o ritmo que seu coração estava batendo? Será que ele conseguia perceber como reagia daquele jeito por tão pouco? Não queria ficar assim pois estava ciente de que o outro não sentia nada em relação a si, mas de algum jeito também estava bem com isso naquele instante. Você não precisa necessariamente gostar de alguém para trocar saliva. Ou pelo menos estava conseguindo enganar a si mesmo sobre o assunto. Deixando isso de lado, afastou as bocas e de dispôs a deixar uma trilha de beijos em seu maxilar, deixando o corpo pesar sobre o dele e subindo uma das mãos até seu cabelo. Queria isso.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Qui Jun 25, 2015 9:57 pm

    Nero poderia fingir não mais se importar com qualquer coisa naquele momento, mas se pegou secretamente espiando as reações de Heike, buscando qualquer sinal negativo que pudesse se tornar uma rejeição ou aflorar seu lado racional. Talvez conseguisse algo que justificasse os apitos incômodos de sua razão, e trouxesse a possibilidade de uma interrupção. No entanto, por mais que observasse o loiro, não conseguia achar qualquer barreira, nenhuma ação que lhe impedisse de continuar o que fazia, ou demonstração de desagrado pelos seus toques. Ao contrário, os gestos do amigo lhe faziam levemente zonzo por simplesmente deixarem claro o quanto ele queria aquilo, praticamente da mesma maneira que o moreno o desejava naquele momento. Era quase como se o fato da situação ser bastante errada não fosse o suficiente para enfrentar e vencer o desejo que crescia entre ambos. E aquilo era um tanto enlouquecedor.

    Com um suspiro pesado, mesclado a um som de agrado, Nero permitiu-se ficar parado por alguns instantes. Com os olhos cerrados, buscava aproveitar a sensação dos lábios alheios da melhor maneira possível, sentir a maciez dos carnudos tocando o seu maxilar daquela forma, em selares que lhe arrancavam arrepios por todo o corpo. E aquilo lhe destruía junto ao seu autocontrole. A última gota se esvaiu, porém, no momento em que sentiu a mão alheia se enfiar entre seus fios de cabelo, e sua reação imediata fora deixar um som baixo, frustrado, escapar dos lábios, antes de, enfim, reagir.

    Para quem já não se comportava de maneira gentil havia algum tempo - dada em consideração a forma como apertava as coxas do outro rapaz -, as atitudes do moreno se tornaram mais exigentes, um tanto mais violentas. Fora em forma de aviso que impulsionara o tronco levemente para cima, mas não se ergueu de imediato. Antes, suas mãos alcançaram o quadril de Heike, apertando a região com força suficiente para impor sua vontade sobre o corpo alheio, arrastando-o de forma que o loiro assumisse seu colo. Ali, provavelmente seria descoberto pelo amigo. Ele perceberia o quanto estivera se contendo, já que, por mais que a excitação estivesse evidente em sua face, ela também se mostrava de maneira bastante específica em seu corpo. Nero não resistiu a gemer, agradado com a pressão que o corpo alheio fazia sobre sua intimidade.

    Enfim, o taurino erguera o corpo, posicionando o rapaz menor de forma que se colassem e ainda pudesse aproveitá-lo. Um sorriso pequeno, malicioso, o acompanhou quando pôde fitar Heike, e seguiu junto à sua expressão por todo o caminho que seu rosto traçou, os lábios se postando rentes à audição do mais novo. Isso não está certo... Porém, o sussurro, apesar de constatar um fato, não escapou como uma represália. O som que o taurino produziu fora quase um gemido conformado, uma provocação em meio à situação complicada. E logo deixou claro não utilizar os dizeres como uma tentativa de parar o que ocorria, ao que escorregou os lábios por toda a extensão do pescoço do loiro, calma e lentamente, até se tornar uma marca na tez clara, um símbolo de sua possessividade repentina. Várias marcas sucederam aquela, acompanhadas de dedos frios que se enfiavam por sob a barra da camisa alheia, tocando a pele quente de Heike com uma suavidade que destoava da necessidade que sentia.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Sex Jun 26, 2015 3:18 am

    Heike estava distraído por cima do amigo enquanto deixava beijos demorados pelo seu maxilar na direção do pescoço, pensando entre o agrado de provocar o moreno e se arrepiar com seu cheiro, que realmente queria aquilo. Como não? Queria aquilo desde que tinha colocado os olhos nele a primeira vez. Queria aquilo ainda mais desde que tivera a oportunidade de conhecer ele melhor. E considerando os toques nada inocentes que recebia, sabia que pelo menos agora o outro também o queria. Nada poderia impedir o ariano agora que sabia ser desejado. Exceto uma voz que lhe gritava no fundo da mente para que parasse. Talvez fosse melhor, pelo menos por alguns minutos, conversarem e resolverem aquela questão invisível que pairava entre ambos antes de continuar o que quer que estivesse rolando ali.

    Mas honestamente não se inclinava muito a reforçar a ideia na cabeça para de fato tomar uma atitude, não quando sentiu o corpo alheio se erguer um pouco e as mãos fortes lhe prenderem a cintura com uma firmeza inusual. Franzindo o cenho levemente, se interrompeu no que fazia ao que era forçado um pouco para trás até estar no colo dele, o que tentou impedir devido ao próprio estado. Do jeito que estava não ficava realmente óbvio o quanto estava duro apenas com aqueles beijos. Porém não levou mais do que meio segundo para o rapaz perceber que não era o único excitado ali, a respiração abandonando os pulmões quase como se tivesse levado um soco, o coração bombeando sangue como louco, as pupilas dilatadas num desejo surpreso, presas a figura pouco iluminada do amigo com as sombras que a televisão projetava.

    Quando escutou o moreno gemer ao que os quadris foram pressionados e o viu finalmente erguer o corpo com aquele sorriso malicioso, Heike tremeu dos pés a cabeça num arrepio tão forte que o deixou ligeiramente tonto, então tateou o peitoral alheio ao que abria e fechava a boca tentando dizer algo mesmo que não conseguisse pensar em nada coerente, falhando miseravelmente quando sentiu a respiração quente na própria orelha. Se encolhendo contra seu corpo pelo tom usado, aquelas palavras roucas ditas como uma provocação maldosa, Heike voltou uma das mãos até seu cabelo e a outra se direcionou a suas costas. N-Não... Concordou num sussurro sem força, deixando a cabeça pender para o lado num gesto tão inconsciente e entregue, abrindo espaço com um gemido trêmulo e deliciado ao sentir a respiração dele atingir aquela parte realmente sensível do próprio corpo. Se chegou a achar que estava no controle de qualquer coisa aquela noite, agora tal tinha ido completamente pelo ralo diante do aperto dominante e possessivo que o outro lhe infligia.

    Hng.. Nero... O nome escapou os lábios junto a um gemido engasgado de um jeito quase vulnerável quando a pele clara foi marcada sem dó. O gesto foi repetido não uma, mas várias vezes sobre a curva do pescoço naquele ponto fraco que o rapaz tinha, uma doce tortura que logo estava fazendo sua mente rodar em prazer e cada pelo do corpo arrepiar. Em resultado os dígitos esguios se agarraram ainda mais fortes aos fios do cabelo do amigo, puxando com força ao mesmo tempo em que afundava as unhas em suas costas como num apoio, para que pudesse aproveitar a posição em que fora colocado e empurrasse o quadril contra o dele, roçando os corpos tão firme e tão lentamente. Aquilo não era o suficiente.

    Grunhindo, aproveitou a posição para levar os a boca até a orelha de Nero e capturar o lóbulo entre os lábios, chupando e lambendo e deixando pequenos sons escaparem a garganta cada vez que pressionava os quadris, mais e mais forte.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Sab Jun 27, 2015 9:01 pm

    Nero já estava excitado - aquela não era mais uma novidade nem para o moreno e nem pro rapaz que o acompanhava naquela situação -, e percebeu-se bastante agradado ao confirmar que não era o único ali que estava sofrendo pelo aperto que as calças causavam ao seu baixo ventre. Sentira perfeitamente o quanto o outro estava alterado e quase se viu impelido a rir, graças à forma como ele parecera receber a "notícia" do quão animado o maior estava em meio àquela troca de carícias. No entanto, a mente do moreno abandonara a diversão para que pudesse se ver pronto a atacar o amigo, seu corpo arrepiando ao notar com o outro parecia trêmulo e entregue ao que fazia. A forma como ele tateara seu peito, assim como o jeito com que parecia incapaz de se pronunciar, a resposta sussurrada, e a forma como a mão alheia encontrara seus fios de cabelo - mais uma vez -, tornara impossível ao mais velho pensar em qualquer coisa que não o outro rapaz. E sentiu cada parte de seu corpo queimar em um desejo ainda mais intenso do que o que vinha carregando até então.

    O chamado ao seu nome fora a gota d'água para o moreno, e, seguido dos movimentos do quadril de Heike, além da provocação contra sua orelha, trouxe o maior a afundar os dentes contra o pescoço já abusado por seus gestos, em uma tentativa de conter-se em meio às vontades que cresciam em si. Porém aquilo não era o suficiente. As mãos de Nero escorregaram lentamente, abandonando as costas quentes de Heike, para que descessem todo o caminho para seu quadril, e ousou ao corrê-las até as nádegas do loiro, apertando-as, como se aquilo pudesse ajudar a amenizar a sensação de ansiedade que lhe bagunçava o estômago. Não foi o suficiente. Então, antes mesmo que conseguisse evitar, já estava utilizando das palmas para fazer o outro se mexer com ainda mais intensidade, trazendo uma sensação que deliciava o mais alto, e o fazia gemer contra a marca recém formada na tez clara. Lambeu a região, indiferente a qualquer incômodo que poderia causar, e deixou o ar correr em um sopro provocativo à sensibilidade da mesma.

    Gastara um tempo ditando o ritmo e a intensidade da movimentação alheia, porém aquilo não era o suficiente, e não desejava simplesmente parar ali. Sem se preocupar em pensar muito, permitiu que os próprios dígitos fossem movimentados, abandonando sua dominância nos movimentos repetitivos, para que pudesse aliviar um pouco o mais novo ao desabotoar sua calça em um gesto gentil. No entanto, não dera atenção à região, e simplesmente voltara a invadir a camisa que o menor vestia, pressionando os dedos contra a tez clara com uma força tal, que não seria surpreendente o surgimento de marcas na região. Sua face, do pescoço alheio, escorregara até se deparar com o ombro vestido, onde se apoiou por alguns instantes em tentativas de regularizar a respiração; uma tentativa inútil. Porém aquilo não o preocupava. Na verdade, havia algo que merecia muito mais atenção: Nero estava levemente zonzo por sentir-se extremamente possessivo, e sem razão qualquer aparente. E, por mais que aquele fosse um sentimento natural de sua personalidade, nunca se pegara sentindo-o tão intensamente. Talvez fosse reflexo de sua confusão de mais cedo, talvez fosse por ter Heike como alguém a quem considerava imensamente, não sabia ao certo, mas também não colocaria aquilo como pauta para sua discussão mental, quando tudo que desejava era tomá-lo como seu naquele instante, por mais egoísta que soasse tal pensamento. Arranhou as costas do mais novo, tanto como um gesto para voltar a atenção ao que fazia, assim como para mostrar o quão desgostoso estava por ter a camisa impedindo-o de sentir mais do gosto viciante do mesmo.

    Sem pensar duas vezes, o moreno buscou uma distância suficiente do menor para que pudesse prender a barra de sua camisa com os dedos. Avisou-o com apenas um olhar irritadiço, quase infantil em sua birra, antes de erguer o tecido e praticamente arrancá-lo do loiro, largando-o de lado. As mãos de Nero voltaram rapidamente às costas de Heike, às quais explorou com muito mais facilidade e gosto, porém aquilo não durou muito. O moreno não resistiu a impor seu peso sobre Heike, arrumando-o de forma que pudesse deitá-lo na cama e assumindo a posição que outrora pertencia ao mais novo, uma ação que deixava claro seu desejo de dominar a situação, reforçado por um sorriso pequeno junto ao olhar semicerrado de pupilas dilatadas. E fora com esse mesmo olhar que observara cada pedaço do outro rapaz, ainda que sob a iluminação mal fornecida pelo quarto. Mesmo no escuro, Nero viu-se tão bobo, que chegou ao ponto de prender a respiração por alguns instantes. Sequer entendia muito bem o porquê, mas a imagem dos cabelos loiros esparramados sobre o colchão, o peito subindo e descendo desritmado graças à respiração descompassada, o olhar sensual, além das marcas que produzira na tez clara... Se aquilo não era lindo, Nero não saberia nomear o que era.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Sab Jun 27, 2015 11:56 pm

    Aquilo era tão estranho para Heike que chegaria a estar confuso se tivesse em condições de considerar qualquer coisa aquele momento. Sempre fora tão decidido quanto a esse tipo de coisa, era sempre ele que tomava a iniciativa, que tomava a atitude, era sempre ele que provocava e ditava os toques nas pessoas, sempre tão orgulhoso e autossuficiente com sua personalidade que ansiava o poder sobre os outros.  Nunca havia sido afetado por tão pouco e ainda assim estava ali trêmulo, se derretendo em seus braços sem força para conseguir fazer nada além de apenas buscar por mais. Na realidade se movia apenas seguindo os próprios instintos e cada cêlula de seu corpo gritava para que cedesse ao moreno ao mesmo tempo em que tirava dele tudo o que conseguisse, e quando teve o pescoço preso entre os dentes alheios naquela mordida quase predatória o rapaz gemeu extasiado, uma onda de prazer atravessando o corpo.

    Um riso soprado escapou os lábios ao que sentia o pescoço latejar tão sensível e quente, e o ar não parecia o suficiente para ambos ali no quarto principalemnte quando sentiu os dígitos do outro se esgueirarem com firmeza e tão lentamente até lhe apertarem as nádegas, lhe arrancando agora um gemido mais baixo de satisfação maliciosa. Era extremamente provocante sentir aquelas mãos que tanto desejava lhe apertarem ali, lhe trazendo a mente toda uma gama de vontades e possibilidades do que poderia acontecer, contudo por hora não fez mais que se roçar ainda mais a ele, arqueando a coluna e puxando seus fios com mais força.

    Aos poucos, diante de tanto estímulo vinha a certeza de que o moreno não iria parar e Heike se viu deixando finalmente a tensão da surpresa com tudo aquilo de lado, o prazer nublando a mente ainda mais ao que com muita satisfação sentia ele lhe apertar contra si, intensificando os movimentos até que estivesse rebolando em seu colo. Ao escutar ele gemer ao seu ouvido para em seguida o corpo novamente arrepiar num estremecimento forte com a sensação de sua língua sobre a marca sensível que havia ganhado, seguido daquele sopro, Heike sentiu o próprio membro latejar dolorido contra o dele e grunhiu, voltando um pouco mais a si com sua confiança a medida que a impaciência se fazia presente. Era roupa demais, calor demais e toques de menos, ainda que não pudesse reclamar de ser guiado a se mover em seu colo.

    Um grunhido contrariado se fez presente ao que as mãos do moreno abandonaram seu corpo, mas foi com uma gratidão obscena que suspirou e fitou a parede a frente de um jeito vago quando teve a calça aberta e aquele aperto incômodo diminuiu. Acabou chiando num gemido entredentes ao ter as costas arranhadas e acabou fazendo o mesmo contra ele de um jeito automático, prestes a morder seu pescoço quando ele se afastou. Ofegando, passou a língua pelos lábios e o encarou com a expressão séria em contraste com o olhar irritadiço que recebeu, as pupilas dilatadas de prazer ao que um riso fraco escapou a boca com a violência com que a própria blusa fora arrancada de si.

    Não impediu ou protestou quando foi facilmente movido pelo amigo em seguida, muito pelo contrário, a nova posição era extremamente bem vinda ao que podia relaxar as costas sobre a cama macia e sentia o peso dele sobre si, seu calor e sua presença o envolvendo e o deixando com a sensação de que estava encurralado e não poderia escapar. Estava preso a suas vontades. Respirando pesado, aproveitou a distância para encarar o outro também demoradamente, apreciando os músculos fortes de seu corpo que não hesitou em tocar com suavidade. Com uma paciência que não era nem um pouco comum a si, as mãos se agarraram a barra de sua blusa e logo foi subindo-a aos poucos ao mesmo tempo em que acariciava seu tórax, sentindo a maciez e a temperatura da pele, sorrindo minimamente. Quando finalmente se livrou do tecido, voltou a percorrer as mãos pelo seu corpo quase que com devoção, aproveitando com calma e memorizando cada centímetro dele agora que tinha a oportunidade.

    Mesmo com toda a tranquilidade possível, acabou não se demorando muito no que fazia e logo desceu mais e mais as mãos ao que subia os olhos para encarar o moreno. Ondulando o quadril contra o dele, abriu sua calça e então com um pouco mais de atrevimento adentrou os dígitos na roupa, deixando um som satisfeito se fazer presente ao notar que não havia o menor espaço ali. Nero era maior do que tinha imaginado e tão quente contra a palma de sua mão que a própria mente novamente rodava em expectativa. Logo o loiro estreitou os olhos e arqueou uma sobrancelha ao que o encarava sugestivo, como se o desafiasse a fazer mais do que fizera até agora, como se o desafiasse a impedir que brincasse com a barra de sua boxer por um segundo antes de finalmente liberar seu membro, como se o desafiasse a continuar aquilo que era tão errado.

    A sincronia entre ambos era óbvia. Possessivo, Nero ansiava dominar. E Heike, mais do que satisfeito, ansiava por submeter àquela força desenfreada.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Qua Jul 01, 2015 8:00 pm

    Estar distraído ao ponto de parar as próprias ações fora algo que Nero somente percebera ao sentir o toque suave sobre seu tórax. Em silêncio, e sem mostrar realmente em sua expressão, despertou de seus momentos de admiração para focar-se na sensação que a delicadeza alheia lhe proporcionava. Sabia que Heike era uma pessoa boa por trás de sua personalidade viva e violenta, mas não imaginava que o loiro fosse possuidor de tamanha sutileza, ou de calma o suficiente para reproduzir movimentos tão lentos em uma situação como a que viviam. E tal fato parecia desregular sua respiração. Era como se os dígitos alheios, em sua viagem por seu corpo, fossem consumindo o ar que existia dentro de si, arrancando-o de dentro de seus pulmões, e infligindo um calor gentil por onde passavam.

    O moreno, em meio ao seu torpor, sentiu os músculos contraírem involuntariamente diante do toque direto dos dedos alheios em sua pele, e somente se moveu ao que barra de sua camisa alcançou o máximo que podia. Auxiliou Heike, movimentando os braços para facilitar o trabalho, e, antes mesmo que pudesse voltar a agir, sentiu o abuso dos toques alheios abrir sua calça - ao que agradeceu mentalmente o fim do aperto incômodo -, e se enfiar no espaço conquistado sem quaisquer pudores. Riu, soprado, por ter se surpreendido por alguns momentos com o avanço repentino, mas somente para se julgar mentalmente no instante seguinte, afinal, como não esperar algo do tipo do loiro? Permitiu-se apenas umedecer os lábios, em um reflexo involuntário pela ansiedade que crescia com o toque íntimo. No entanto, viu-se desafiado, e fora um sorriso suave sua resposta, junto ao erguer da própria sobrancelha.

    Sem se incomodar em pronunciar qualquer coisa, o maior transferiu todo seu peso a um dos cotovelos, o outro liberto para que pudesse guiar a palma em direção àquela que o provocava. Entrelaçou levemente os dedos, de forma superficial o suficiente para que pudesse guiar e forçá-lo a seguir adiante com seu intento. Seu sorriso aumentou e a malícia se tornou palpável ao que forçou Heike a fechar a mão ao redor de sua ereção, estimulando-o a perceber que havia algo que a diferenciava das convencionais. Nero era grande, e aquilo não era difícil de se deduzir com um toque inicial, porém, além daquele detalhe, haviam pequenas elevações na intimidade do moreno, algo provocado propositalmente graças ao implante de esferas sob a pele do próprio pênis. E seu olhar se focou na expressão alheia, em um misto de diversão e curiosidade sobre qual seria a reação de Heike. Porém, por mais que pretendesse aquilo como uma provocação, também era um alerta ao que esperava o outro rapaz se ele desejasse dar continuidade à situação.

    Não esperou qualquer resposta, no entanto, antes de forçar seu quadril contra a palma que mantinha sob controle, roçando-se em busca de mais do prazer que a presença dela proporcionava a si. Cerrou os olhos, pendeu a face para um dos lados, e não se importou com o fato de estar sob o olhar de Heike ao que expôs a expressão agradada junto a um gemido arrastado e excitado. E seu corpo pendeu parcialmente, permitindo que seus lábios alcançassem a audição alheia. Me toque, Heike... O pedido soando como uma ordem, antes que deslizasse a língua por toda a extensão da cartilagem, o lóbulo ganhando atenção especial ao ser sugado lentamente, mordiscado gentilmente, antes que a face do moreno buscasse abrigo na curva do pescoço alheio e sua mão deixasse de ordená-lo nos movimentos.

    E os dedos de Nero subiram pelo corpo do mais novo, tomando a liberdade de explorá-lo assim como fora anteriormente.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Seg Jul 06, 2015 3:04 am

    Honestamente, no fundo Heike sentia que ao ser tocado diretamente sem o impedimento das roupas o moreno iria retroceder e repensar o que faziam ali, afinal por mais que ele estivesse empolgado, o que o loiro queria estava muito além de ficarem apenas se beijando e se esfregando. O rapaz era ganancioso e não estava nem um pouco inclinado a perder tempo brincando, não quando realmente gostava do amigo e já tinha tanta coisa em jogo. Ou vai ou racha, era o que se passava em sua cabeça agora que chegara àquele ponto. Poderia ser um imbecil, mas não ficaria se sujeitando a servir como um qualquer que ele usaria apenas para aliviar o tesão de qualquer jeito. Heike era mais que isso, e se não poderia ter seus sentimentos queria ao menos poder aproveitar o que tinha ali completamente.

    Mas toda aquela arrogância que sentiu ao desafiá-lo com o olhar estava mista num nervosismo e excitação sem limites ao que podia sentir o membro pesar quente contra a mão. E foi com certa descrença que o fitou ao ter os dedos guiados a segurá-lo com mais firmeza, podendo sentir algo diferente em sua forma. Pircou e franziu o cenho, encarando aquele sorriso malicioso que ele exibia com uma ligeira confusão antes de tatear a carne em mãos, notando aquela linha de elevações na parte de baixo de sua extensão.

    Quando finalmente entendeu do que se tratava, o jovem arregalou os olhos ligeiramente e sentiu o corpo todo esquentar dos pés á cabeça ao que se encolhida sob o amigo, o coração acelerado de um jeito doloroso. Você tá de brincadeira com a minha cara... Sussurrou sem voz num misto de irritação e admiração, apertando-o de um jeito mais firme e esfregando a pele sobre as esferas com curiosidade, sentindo-as melhor e fechando os olhos como se de algum modo não encarar as orbes de cores distintas do moreno fosse impedir que ele notasse o quão vermelho estava. Que inferno, realmente não estava esperando por algo como aquilo. Que inferno pior ainda, só conseguia ficar ainda mais duro pensando no quanto aquilo iria doer. Nero já era enorme por si só, agora aquilo era crueldade. De algum modo Heike só conseguia ficar mais e mais excitado pensando que o moreno tinha um implante subdermal justo ali, de todos os lugares. Agora mais do que nunca Nero parecia bom demais para ser real. Queria ver aquilo de perto, tocar e entender. Queria chupar o moreno e ver qual era a sensação de ter ele em sua boca.

    Na verdade, o ariano estremeceu apenas de pensar na hipótese de chupar o amigo, praticamente gemendo em expectativa. Apertando os dedos ao redor de sua ereção, abriu os olhos e o encarou de um jeito faminto, a vista nublada de desejo ao que o moreno gemia em movia o quadril. Imitando o gesto, Heike deixou um sopro de riso excitado escapar os lábios quando sentiu a respiração dele lhe atingir a orelha e então aquele pedido num tom autoritário, seguido do arrepio violento que sentiu com aquelas provocações no lóbulo. Era demais para o jovem.

    Aproveitando a posição em que ele se colocou, levou os lábios ao pescoço alheio também, deixando uma linha de beijos e algumas lambidas sobre a pele quente ao passo que movia a mão em seu pênis lentamente com um interesse curioso na sensação que o implante causava contra a palma, ao mesmo tempo em que esfregava o polegar sobre a fenda no topo, arranhando-o bem leve com a unha. Aquilo, por melhor que fosse, não era o suficiente para o rapaz que estava excitado demais e impaciente também, então se moveu embaixo de seu corpo e com a mão livre libertou o próprio membro das roupas, gemendo baixo assim que juntou os dois no mesmo aperto e começou a masturbar ambos ao mesmo tempo. Era uma sensação diferente ter o próprio pênis se esfregando ao dele, mas aquele calor que vinha de seu corpo só deixava o ariano mais excitado, assim como os sons obscenos que se faziam ouvir mesmo com o volume da televisão.

    Hm... Nero... Ofegou seu nome num gemido, subindo a mão livre até os fios de sua nuca e puxando leve, apenas aproveitando um pouco aquele momento que sabia que não iria durar muito. Me diz... Continuou ainda mais baixo, juntando a boca contra sua orelha. Que você vai me foder... Terminou num tom que parecia quase implorar, movendo o quadril contra o dele e gemendo novamente ao que o próprio membro roçou firme contra as esferas no maior.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Ter Jul 07, 2015 10:57 pm

    Receio era a palavra chave para descrever os sentimentos de Nero enquanto esperava alguma resposta do outro rapaz. Ainda que estivesse cheio de si, e ao ponto de induzi-lo a tocar seu membro, e sentir as diferenças causadas pelos implantes, o moreno não iria forçar qualquer coisa a Heike, apenas agiria de acordo com as condições alheias, sejam elas quais fossem. Sentiu uma leve decepção atingir seu corpo ao notar o mais novo se encolher, porém por um tempo mínimo, já que logo ria dos dizeres dele, em pura diversão. Ergueu uma das mãos para afagar-lhe os fios de forma levemente desajeitada, em um pedido de desculpas pela surpresa, antes de mordiscar seu maxilar brevemente.

    A curiosidade de Heike fora seu impulso para acreditar que estava tudo bem, mas, ao mesmo tempo, fora o que lhe trouxera perdição. Os implantes eram recentes, e por mais que fosse natural possuir uma sensibilidade maior na área alterada, parecia que as sensações estavam ainda mais fortes do que o esperado, seu corpo todo arrepiando em agrado enquanto sentia os dedos do loiro pressionando a região de forma firme, em toques que deixavam claro seu interesse nas esferas. Gemeu, longo e rouco, em um quase ronronar, ao mesmo que escorregava a face contra a do amigo. E fora com uma surpresa singela, porém muito agradável, que sentiu o membro alheio se juntar à fricção, os sons deixando o taurino ainda mais excitado - tão sensível era a estímulos auditivos -, e a tal ponto, que fora apenas escutar os dizeres do mais novo, com a sensação ainda recente dos beijos e lambidas em seu pescoço, para que fosse banhado em uma urgência ansiosa.

    Uma de suas mãos desceu até que pudesse prender o pulso da mão que acariciava ambos, apertando-o levemente, em um pedido mudo para que parasse o que fazia, antes de erguer-se o suficiente para que pudesse acabar ajoelhado entre as pernas do outro. Seus olhos encontraram os do loiro de forma demorada, em um silêncio inquebrável, e que durou instantes demais para ser considerado natural. Porém, no momento seguinte, as palmas grandes do moreno se colocaram na barra da calça alheia, forçando-o a se mover para que pudesse livrá-lo do tecido incômodo junto à roupa íntima, ao que escorregava o próprio corpo até a borda da cama. Ainda quieto, permitiu-se levantar-se, as peças do loiro sendo abandonadas ao chão, antes que se desse o trabalho de tirar as próprias, sem qualquer pudor o impedindo de voltar a arrastar-se sobre o móvel, colocando-se entre as pernas do mais novo.

    Seus olhos encontraram os de Heike de forma demorada mais uma vez, e com um sorriso pequeno, que poderia até ser disfarçado de inocente, deixou a testa se colar à alheia, antes de sussurrar em um tom um tanto agressivo, para quem parecia tão calmo. Eu vou te foder de um jeito... Respirou pesado, juntando os lábios brevemente, para então continuar, tão calmo quanto realmente não estava. ... que amanhã você não conseguirá nem se mexer, Heike. O lábio inferior do loiro fora puxado, então, antes que uma das palmas do mais velho se prendesse ao membro do rapaz, apertando-o o suficiente para que fosse prazeroso o correr de seus dedos pela região. Sem mais palavras, o moreno abandonou sua posição para que seus lábios percorressem o pescoço do outro mais uma vez, só que seguindo uma linha tortuosa que o guiou ao peitoral do amigo, agradado ao sentir os músculos bem trabalhados sob a pele macia.

    Seus dentes abusavam da tez clara, sucções marcavam as regiões por onde seus carnudos passavam, e sua língua criava rastros de umidade que seguiram até que pudesse alcançar-lhe um dos mamilos. O músculo úmido o rodeou algumas vezes, em um ritmo tão provocativo, quanto o que usava contra o membro rijo, antes que o sugasse com força medida, e abandonasse a região para que pudesse abusar do outro. Adorou senti-los enrijecer sob os comandos de sua língua. Aliás, sentia-se incrivelmente agradado por poder arrancar reações de Heike, e ao ponto de gemer brevemente, ao que se impedia de continuar aquelas provocações, tão ansioso estava. Seguiu com um pouco de pressa ao que desejava, mas nada que o impedisse de deixar mais marcas por toda a extensão da barriga alheia, os dentes se prendendo em um pouco de pele próxima à virilha.

    Com um olhar breve a Heike, passou direto por sua ereção e foi morder-lhe as partes internas das coxas, com um tanto mais de força que outrora, tentado pela região tão macia. Enquanto dava atenção ao local, o moreno esticou uma de suas mãos ao criado mudo, vasculhando-o de forma desajeitada, em busca de algo que sempre guardava ali. E ao achar o pote que desejava, deixou de provocar o mais novo pra tocar-lhe o membro rijo com a ponta da língua, voltando a fitá-lo, questionando com o olhar se deveria continuar o que pretendia.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Qua Jul 15, 2015 9:17 pm

    O prazer que subia quente pelo corpo a medida que masturbava os dois ao mesmo tempo e ouvia o outro gemer daquele jeito era tão bom que Heike praticamente rosnou quando Nero impediu que continuasse com o toque, fitando-o de forma que ficasse bem evidente sua irritação com aquilo. Não iria parar, não agora que estavam ali, mas ele parecia impassível ajeitando-se sobre si. Na verdade o que viu no olhar do taurino naquele instante fez com que o loiro se aquietasse e prendesse a respiração, engolindo seco sem conseguir desviar os olhos dos dele. Sentia-se quase que hipnotizado e por isso sequer pensou em qualquer coisa coerente quando teve o quadril tocado e as ultimas peças de roupa retiradas de acordo com a vontade do moreno. Não tinha o que protestar ali quando seus gestos só prometiam mais do que queria, ainda que o membro latejasse dolorido só com a visão dele tão sério sobre si.

    Havia algo nos modos de Nero que estava deixando Heike desconcertado. Com sua personalidade geralmente doce e retraída, era uma bela de uma surpresa descobrir como ela na cama, mas de algum modo isso estava deixando o loiro receoso também, talvez de um jeito positivo, pensava. A excitação de não saber o que esperar só fazia com que tudo ficasse ainda melhor, só fazia com que o corpo se tornasse ainda mais sensível diante de seus toques com toda aquela expectativa, se arrepiando a cada mínimo movimento. Quer dizer, quem podia imaginar que ele iria agir daquele jeito, quando era tão idiota e bobo se tratando de todo o resto? Ele parecia até outra pessoa.

    Não disfarçou o olhar de interesse ao que o moreno tirava o que restava das próprias roupas também, finalmente deixando seu corpo escultural totalmente a mostra, então sorriu quase nervoso quando ele voltou a se aproximar, juntando as testas. Fitando-o com a respiração densa, se permitiu admirar as cores dos olhos alheios ao mesmo tempo que notava como sem nenhum tecido entre ambos o calor que os rodeava parecia ainda mais forte. Se ajeitando com ele entre as pernas e subindo uma das mãos ao seu cabelo e a outra a seu pescoço, o puxou para mais perto e extava prestes a tomá-lo num beijo bruto quando ouviu suas palavras naquele tom estranhamente calmo e feroz, tão baixo e centrado que Heike sentiu o corpo paralizar abaixo dele. Momentaneamente se viu muito ciente de tudo o que estava acontecendo ali: o som da respiração de ambos e as vozes na televisão, o barulho suave do vento contra as plantas no jardim, um cão latindo ao longe no bairro, o coração prestes a sair pela boca, o cheiro intoxicante que Nero tinha. Porém ao mesmo sentia como estivesse numa realidade diferente de tudo isso, longe e alheio, preso àquele olhar e aquela promessa agressiva do que viria.

    Voltou a si quando um som rouco deixou a garganta ao ter o lábio inferior puxado entre seus dentes, então se sentiu zonzo e acabou tremendo visivelmente, fechando os olhos e se segurando mais forte a seu corpo, deixando um gemido surpreso escapar ao sentir os dígitos esguios e firmes envolverem o próprio membro num aperto decisivo. - A-Ahn.. N-

    O nervosismo excitante que sentia antes começou a sair do controle e Heike se viu tateando o corpo dele, voltando a gemer com a sensação dos lábios e da respiração quente deslizando pela pele ao passo que o amigo se movia sobre si. Infernos, queria tanto ele. Queria tanto isso, por tanto tempo, e agora finalmente estava ali em seus braços prestes a ser fodido até não aguentar mais. Os lábios se partiram em uma exclamação soprada num gemido estrangulado ao sentir a língua de Nero rodear e o provocar no mamilo, então afundou a unha em suas costas e empurrou o quadril contra sua mão num movimento instintivo ao ter aquela área já tão sensível sugada com força, arqueando-se sobre a cama e deixando mais sons escaparem da boca ao que ele continuava com aquela tortura deliciosa.

    De algum modo, sendo manipulado e provocado daquela maneira, estava começando a se sentir estranho. Parecia... Real demais. Não estava conseguindo pensar em nada realmente, a respiração estava pesada e fora de controle e toda a confiança que sentia sobre o que estavam fazendo ali pareceu sumir sem qualquer explicação. Era o que queria, certo? Era o que seu corpo implorava e a mente dizia para seguir em frente, para aproveitar aquela chance, pois não sabia se teria outra. Então porque o nervosismo não passava? Porque estava tão afetado com uma frase que não devia servir para mais nada além de deixá-lo fodidamente excitado? Realmente tonto e sem força pelo estranho conflito interno, tentou ralaxar na cama e deixar que ele continuasse, se entregando as sensações que o amigo proporcionava e mordendo o lábio inferior para impedir um gemido particularmente mais alto ao ter a pele próxima a virilha marcada, como se ele soubesse exatamente o quanto era sensível ali.

    Abrindo os olhos, se apoiou nos cotovelos e o fitou com os olhos perdidos numa nuvem de excitação. Já estava uma completa bagunça com o cabelo desarrumado, os lábios vermelhos e levemente inchados, a pele do clara pescoço e do tórax marcada pela possessividade alheia. A cabeça estava começando a latejar com tantos estímulos, mas não fez nada mais do que abrir as pernas de modo convidativo, jogando a cabeça para trás e ofegando com a mordida forte que recebeu na parte interna da coxa, a dor que aquilo trazia a pele fina ali percorrendo toda a coluna de uma forma que só o deixou ainda mais fora de si.

    Sequer percebeu ele se mover para pegar o que quer que fosse, apenas o fitou atordoado com a sensação quente da língua na ponta do membro, então levou os dígitos trêmulos até seu cabelo, apertando-os ali num incentivo mudo enquanto abria os lábios para fechar em seguida, sem sequer saber como reagir a todo aquele prazer. Diante daquilo tudo sequer percebeu também algo quente escorrer pelo rosto até pingar no pescoço e peito.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Sex Jul 17, 2015 11:01 pm

    Não era surpreendente que, em meio a uma situação tão intensa, Nero estivesse longe da sua capacidade de percepção normal. Claro, era muito fácil para o moreno notar como o corpo alheio reagia a cada provocação sua, a mente focada em buscar aqueles gestos para que pudesse dar continuidade ao que fazia. Porém sua visão seguia levemente nublada, quase como se não enxergasse adequadamente graças a toda excitação que corria sua anatomia, o que também o deixava levemente trêmulo em expectativa.

    Não enxergar adequadamente fez com que seu olhar não se prendesse à situação que se desenrolava à sua frente, ao menos não de imediato. E ao invés de perceber o que corria pela face de Heike, apenas sentiu o estímulo em seus cabelos, o convite para que continuasse o que fazia, e não pensou muito antes de escorregar os lábios ao membro alheio, envolvendo-o sem maiores pudores por quase toda a extensão. No entanto, em sua tentativa de observar como o outro reagia às suas investidas, o mais velho ergueu o olhar como podia, focando porcamente a expressão do amigo, mas para finalmente notar que algo de diferente acontecia ali.

    Sua mente pareceu clarear com certa dificuldade, ao mesmo tempo em que os olhos se escondiam sob as pálpebras algumas vezes, como se a pele pudesse limpar as nuvens que se alastravam ali, e trouxesse de volta sua capacidade de focar adequadamente a visão. Porém, por mais que conseguisse enxergar perfeitamente após algumas tentativas, ainda não entendia muito bem o que ocorria. E demoraram momentos para que afastasse de vez a face da intimidade alheia, encarando Heike com os olhos arregalados em puro terror. Sem pensar demais, tratou de se arrastar sobre o mais novo, levando a mão grande até alcançar a face dele e empurrá-la um pouco pra trás desajeitadamente, como se o gesto pudesse conter o que escorria do nariz do loiro.

    S-seu nariz...! O mais velho não se explicou adequadamente, movido pelo desespero que ainda o consumia. Suas mãos tatearam o que podiam da cama, enquanto os olhos seguiram pra cada ponto, em busca de qualquer coisa que pudesse utilizar para limpar as manchas que jaziam sobre o corpo do outro. Em meio à aflição, escolheu o lençol, puxando sua ponta para perto, escorregando o tecido contra o sangue que banhava o pescoço e peito de Heike em tentativas frustradas, já que não conseguira nada além de espalhar mais da coloração avermelhada pela tez clara; um grunhido de insatisfação fugiu de seus lábios quase imediatamente após fitar sua arte.

    O nervosismo não o ajudou a pensar coerentemente, principalmente ao que notara que o sangramento não cessara. Aquilo o fez praticamente pular da cama, ignorando o fato de estar completamente sem roupa, para vasculhar o próprio quarto com uma expressão perdida. Gavetas foram bagunçadas, móveis foram chutados sem querer, e mesmo portas do guarda-roupa foram abertas, até que, enfim, conseguisse por as mãos em uma caixa de lenços de papel, e a qual jogou ao mais novo sem pensar duas vezes. Coloca isso no nariz! Eu vou... Buscar algo pra te limpar.

    Voltando aos poucos a sentir-se dono da situação, o maior percebeu que estava sendo um gênio ao esquecer a possibilidade de utilizar uma toalha umedecida para seu trabalho. Foi a passos mais calmos, ainda que rápidos, que seguiu ao banheiro, demorando nada a retornar ao amigo com o objeto que o ajudaria. E fora em silêncio que passara a escorregar o tecido pelas marcas que havia piorado, sentindo um leve constrangimento ao notar a forma como outras colorações ali não eram passíveis de limpeza, já que foram frutos de sua própria agressividade. Com um piscar demorado, Nero sentiu seu corpo ser invadido pela vergonha, algo que o cutucava para chamar a atenção a tudo que fizera até o momento anterior, e que ainda deixava sua face ser banhada com um suave rubor. Por que diabos tinha que se empolgar tanto em determinados momentos? Com que cara olharia na face do loiro após aqueles dizeres típicos do calor do momento?

    Suspirou, lamentando sua esquisita tendência, ao que também se perguntava se deveria pedir desculpas por toda sua afobação. Resolveu apenas continuar seu trabalho, o olhar focado na própria mão como desculpa para não fitar o outro, e a voz baixa se fazendo presente para questionar o mais novo de forma preocupada. Você... Está bem?
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Dom Jul 19, 2015 2:02 am

    Quando Nero finalmente parou de provocá-lo e deslizou os lábios sobre a extensão do membro de Heike, o loiro xingou alto e arqueou o corpo, agarrando os dedos com força em meio ao cabelo escuro do amigo. O calor era demais. Ter a noção de que era ele ali com a boca em seu pênis depois de tanta frustração e dor era demais. Sentir o músculo úmido o rodeando e pressionando era demais. Estava quase engasgando com oxigênio, se é que tal coisa era possível, e sequer percebeu que tinha fechado os olhos, chamando o nome do maior de um jeito fraco. Será que alguém já tinha desmaiado de tanto tesão? Sentia que estava prestes a descobrir a resposta ali.

    Mas por mais que fosse bom, o nervosismo exagerado estava lhe fazendo mal de algum jeito que não conseguia entender e parecia difícil até mesmo puxar o ar para os pulmões. Por isso quando sentiu o outro parar o que fazia, suspirou audivelmente sem saber se sentia alívio ou se sentia raiva, então abriu os olhos e o encarou com o cenho franzido sem conseguir focar direito a mente até que a mão alheia tocou seu rosto. Meu nariz? Pensou, sem entender bem, então piscou algumas vezes e respirou fundo ao se dar conta de que estava realmente tonto. Fechou os olhos com um grunhido e deixou-se ficar na posição que o outro empurrava, contando até dez e forçando a mente a se concentrar ao mesmo tempo que regularizava a respiração. Enfim abriu os olhos novamente quando sentiu que algo era esfregado no próprio corpo e respirou fundo, olhando para o lençol e então para a própria pele manchada de vermelho.

    Sangue? Franziu o cenho e deu um tapa na mão de Nero para afastá-lo, se ajeitando sobre a cama e então levando os dígitos ao rosto quando sentiu-o molhado. Corando e se afastando mais dele, fechou os olhos e grunhiu em vergonha quando se deu conta do que tinha acontecido. E lá era hora pro corpo dar uma de mal agradecido e ferrar com provavelmente o que ia ser o melhor sexo da vida de Heike? Se encostando na parede e deixando a cabeça um pouco inclinada para parar o sangramento enquanto apertava o nariz, observou em silêncio Nero se desesperar pelo quarto abrindo tudo que via pela frente, aparentemente procurando alguma coisa. Não se arrependeu nem um pouco em preferir focar a atenção na vista perfeita que tinha da bunda dele com a luz pálida da televisão, do que na vergonha que sentia. E tão distraído nas curvas fartas da anatomia do amigo que só voltou a si quando algo atingiu seu rosto em cheio.

    Encarando o outro disparar na direção do banheiro, suspirou pesado e abriu o pacote de lenços, levanto um ao nariz e notando parecia ter parado de escorrer. Enquanto tentava limpar todo aquele sangue de um jeito distraído e continuava a pressionar para garantir, fitou o próprio pênis ainda duro quase com pena. Inferno.

    Assim que o moreno voltou com uma toalha, Heike sequer se moveu, apenas continuou onde estava apertando a base das narinas agora sem muita força e fitando o outro com a expressão meio vazia ao que era limpado. Podia perceber que ele estava evitando lhe fitar e por um momento teve de se conter para não acabar socando ele, irritado com todo aquele cuidado e tato quando tinha ferrado com a noite. Saco, não era pra isso acontecer. Não era pra serem interrompidos, pois agora nunca teria outra chance. Sentindo os olhos arderem ao mesmo tempo em que algo afundava no peito, fechou-os numa tentativa de se impedir de continuar aquilo e estalou os lábios com raiva, empurrando a mão dele pra longe. O clima tinha ido pelo ralo. Não é hoje que vou morrer de hemorragia. Respondeu com ironia, passando a lingua pelos lábios e suspirando baixinho.

    Precisava de um cigarro. Se já não bastava aquela humilhação, todo o nervosismo do amigo com uma coisa tão idiota apenas deixou tudo mais embaraçoso. Se por um lado agora conseguia respirar direito e sentia uma leve tranquilidade que não entendia, por outro estava extremamente frustrado e ainda excitado. Talvez devesse ir pra casa? Provavelmente era o melhor. Não sabia nem o que falar agora, já que se sentia impelido a se desculpar por acabar interrompendo. Mas não faria aquilo, não era idiota o suficiente. E o outro parecia envergonhado, o que não fazia sentido considerando que a poucos minutos estava dizendo coisas tão obscenas. Será que ele já tinha se arrependido do que estavam fazendo?

    Sentindo a cabeça doer, abriu os olhos e fitou Nero, então respirou pesado de novo deixando uma risada escapar os lábios. Queria chorar de raiva de si mesmo. E isso era tão idiota que só fez com que risse mais ainda.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Seg Jul 20, 2015 5:38 pm

    Por todo o tempo em que estivera preocupado em auxiliar Heike, o rapaz mais velho não se preocupou com quaisquer expressões ou ações negativas por parte do loiro. Não ligou ao ter a mão estapeada, e, muito menos se importou ao ouvir o comentário ácido logo após ter conseguido livrá-lo de boa parte do sangue que manchava sua tez - e de ser impedido de continuar seu trabalho. Fora com um suspiro pesado que deixou a toalha de lado e lançou um olhar breve ao menor, sua expressão tentando se manter o mais neutra possível, ainda que parte do constrangimento ainda fosse visível. Queria saber com quais palavras poderia desculpar-se por ter sido tão exagerado, e, mais, por ter mudado completamente a situação de forma tão desesperada. Porém, não havia como evitar a preocupação. Antes de ter Heike em sua cama, ele ainda era seu amigo, a pessoa a quem liberara o espaço mais próximo a si, e a quem queria cuidar da melhor forma possível. E era essa sensação que parecia agredi-lo ainda mais forte ao que lembrava como agira até então.

    Não deveria ter se deixado levar, muito menos ao ponto de ter desconsiderado os sentimentos alheios e se permitido quase dormir com o rapaz sem ao menos terem uma conversa adequada antes. Não iria continuar se o outro não quisesse, mas não era certo sequer ter começado sem saber o quanto aquilo afetaria o mais novo quando tudo acabasse. Heike gostava de si, e Nero, gostava dele como uma pessoa extremamente importante, mas não retribuía ao seus sentimentos adequadamente. Aquilo era algo nojento a se fazer, era digno de um "filho da puta" sem um pingo qualquer de consideração. Os olhos de tons distintos se fecharam por instantes, ao que levava uma das palmas à nuca, esfregando a região de forma desolada, ao notar que não se arrependia por completo. Apesar de saber bem como aquela situação era desfavorável, o moreno estava se sentindo realmente bem ao agir com tamanha intimidade com Heike. Na verdade, ainda sentia-se impelido a voltar a tocá-lo, voltar a observar suas reações e deixar ainda mais marcas no corpo menor... Respirou fundo, sacudindo a cabeça.

    Você está com raiva? Era óbvio que ele estava, imaginou. Havia sido tratado como qualquer um, forçado de um jeito tal ao ponto de ter um sangramento nasal, e ainda fora abandonado em meio à uma situação do tipo sem qualquer consideração, para ter que ver uma barata tonta entrar em desespero daquela forma. Fechou os olhos, grunhido baixo, antes de se aproximar um pouco mais, forçando uma das pernas por sob uma das alheias. Heike, me descul... Começou, sentindo-se realmente infeliz, mas somente para ser interrompido pelas risadas do outro rapaz. Atordoado, e fitando-o de forma surpresa, Nero apenas entreabriu os lábios, como se fosse se pronunciar de alguma forma, mas somente para ver-se incapaz e deixar um riso sem jeito escapar dos carnudos. Mais uma vez e outra, até que uma das palmas cobrisse o próprio rosto de uma forma que pareceria desolada, se não fosse a risada constante, frustradamente contida em meio ao sacudir do próprio corpo.

    Em que situação haviam se metido? Estavam os dois, nus, excitados, constrangidos após uma situação inusual, e à qual sequer sabia lidar com. Enxugou algumas lágrimas que escaparam dos próprios olhos, graças ao estranho riso, antes que levasse os dígitos da mão livre ao pulso alheio. Não o apertava e nem exigia nada, apenas sentia-se inclinado a buscar mais contato com o corpo menor, como se aquilo fosse acalmá-lo de alguma forma, ou amenizar a tensão da situação. Com o mesmo pensamento, sua face pendeu para frente e sua testa ganhou o ombro alheio, em uma posição que fazia o mais velho parecer bem menor do que realmente era - o que refletia bem a forma como estava se sentindo naquele momento. Não demorou nada para que se aproximasse ainda mais do corpo do amigo, quase abraçando-o, por mais que não utilizasse dos braços para isso. Estava realmente sem jeito para pronunciar-se, então acabou agindo da melhor forma que conseguia, ao tentar passar seus sentimentos por meio de contato físico. Só esperava que Heike os compreendesse adequadamente.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Seg Jul 20, 2015 8:19 pm

    Quando ouviu a risada de Nero ecoar pelo quarto após um quase pedido de desculpas, o ariano sentiu como se uma onda de tranquilidade o atingisse. Abrindo os olhos, fitou o amigo que escondia o rosto entre as mãos para rir e a fofura do ato fez com que Heike sorrisse com afeto ao que finalmente parava de rir. Ainda estava envergonhado e respondendo a pergunta do maior, estava sim com raiva. Não dele exatamente. Mais de si mesmo e da situação, era difícil definir com certeza. Quer dizer, tinha perdido aquele momento, mas pelo menos ainda tinha a amizade dele e há muito já tinha se convencido de que aquilo era o bastante e que tinha que se contentar.

    Mas era difícil tentar deixar pra lá o fato de que quase transaram quando o amigo estava nu a sua frente e, arriscando um olhar, ainda duro como pedra mesmo depois de todo o ocorrido. Corando e engolindo seco, desviou o olhar com a expressão irritada e passou a língua pelos lábios tentado a sair da cama quando viu de relance ele se mover, e assim teve o pulso preso em sua mão. Arqueando uma sobrancelha, não impediu que ele se aproximasse, mas se encontrou surpreso ao sentir a respiração quente no peito quando ele apoiou a testa no ombro.

    Estava arrepiado com a proximidade, mas se viu realmente confuso. Ele queria continuar? Não parecia com raiva também, nem incomodado, mas não fez mais nada além de ficar tão próximo então não soube o que pensar. Logo, fez o que julgou ser mais razoável e passou os braços ao redor de seu corpo num abraço leve, acariciando suas costas com calma e suspirando ao que apreciava o calor de sua pele. Abriu a boca para dizer algo, mas então fechou novamente e apoiou o queixo em seu ombro, mordendo o lábio inferior para não suspirar de novo.

    Não ia conseguir ficar irritado com ele.

    Acho que eu preciso de um cigarro. Repetiu o pensamento agora em voz alta, falando qualquer coisa para quebrar o clima. Com um grunhido, afundou o rosto a curva de seu pescoço e o puxou para mais perto um pouco.

    Eu... Acho que.. Aquilo tudo foi demais. Tentou, hesitando por algum tempo pensando. Não, erm, pelo que aconteceu. Continuou se referindo ao nariz sangrando, e riu sem graça, tentando ser honesto com o pouco de coragem que tinha. Sabia que com Nero o melhor era falar o que pensava, visto que o outro era uma mula pior do que si mesmo. Eles iam se entender. Se continuaram amigos depois de uma declaração, continuariam amigos depois de uma quase foda. Mas não sei se isso.. Ia ser certo. Terminou, desconfortável em dizer aquilo principalmente com a ereção extremamente próxima a perna do moreno. Por que estavam tão perto mesmo? Talvez devesse ir no banheiro dar um jeito nisso.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Seg Jul 20, 2015 11:59 pm

    Ter os braços alheios envolvendo seu corpo trouxe a Nero um alívio tão grande, que pareceu que a tensão escapou de si junto ao ar que expirava. Ao mesmo tempo, o carinho diretamente em suas costas causou um estremecimento suave no corpo grande, uma reação infeliz graças à sensibilidade que possuía na região, e que tentou fingir não existir, ao que apertou o mais novo levemente contra si, em um agradecimento mudo pelo contato. No entanto, assim que o escutara, acabou afrouxando levemente o aperto para que pudesse bater com certa força contra as costas alheias. Você precisa largar o cigarro. E o tom de voz deixava bem clara a insatisfação pelo vício do amigo, sentimento que não era novo, ainda que não o importunasse sempre com isso.

    No entanto, por mais que agisse daquela forma protetora, não permitiu-se abandonar o contato ao ter o outro ainda mais próximo de si, seu corpo recuperando um pouco do calor que perdera em meio ao estresse passado anteriormente. E, sentindo-se confortável daquela forma, não fez mais do que menear a cabeça em concordância aos dizeres do amigo, sentindo-se ainda mais incomodado por ter sido tão precipitado em suas ações. Me desculpe, Heike. Por mais que eu tivesse... Bem... Ficado excitado com tudo isso, foi muito desrespeitoso de minha parte. Suas palavras escaparam em um murmúrio pesado em constrangimento. Digo, eu realmente quis... Hm...

    Nero suspirou pesadamente, afundando mais o rosto contra o ombro de Heike, e se perguntou se seu tom deixaria clara a vergonha que sentia em confessar o que iria ao mais novo. Porém resolveu não pensar muito e se permitir ser sincero, afinal, o loiro estava se esforçando ali, poderia fazer o mesmo também. Eu não costumo dormir com as pessoas assim, então não sei bem o que aconteceu, mas eu realmente... Mesmo, gostei de te tocar daquela forma, e acho que me deixei levar pelas sensações. Foi injusto de minha parte, me perdoe.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Ter Jul 21, 2015 12:30 am

    Heike protestou pela primeira frase do outro e pela agressão nas costas, ainda que não se importasse, retribuindo com um beliscão em seu quadril. Porém o restante de suas palavras apenas aumentou a vontade que o loiro tinha de sair de perto e abusar um pouco de nicotina para relaxar.

    Ao fim, quando ele se desculpou pela segunda vez e ainda sim se manteve próximo, o mais novo rodou os olhos e bufou pesadamente. Mano, vai se ferrar. Resmungou mais para si mesmo do que para o amigo, sem estar realmente com raiva. Quer dizer, não sabia bem o que sentir ali. O que foi mais desrespeitoso, sua boca no meu pênis ou você falando que ia me foder até... Como foi? Eu não conseguir mais me mexer? Provocou com uma certa ironia agressiva, afundando as unhas em suas costas com força ao que descia até sua cintura e decidindo que estava com sim, com raiva.

    Apesar de tudo não queria que ele se desculpasse. Queria mandar ele calar a boca e ir pro inferno. Mas ao mesmo tempo ele assumiu que tinha gostado de fazer tudo aquilo, então no fundo a irritação não era pra valer. Na verdade o coração estava acelerado num sentimento bom, e se parasse pra tentar entender ia realmente ficar confuso com tudo o que sentia no momento. Deixando tudo de lado já que pensar não estava ajudando, depositou um beijo em seu pescoço sem pretensão alguma, respirando fundo e fechando os olhos.

    Você.. Hm.. Não se arrependeu então? Perguntou num fio de voz quase frágil, mesmo que ele já tivesse dado a resposta. Queria a confirmação, queria se sentir um pouco melhor com aquilo tudo. Não te culpo, então você não tem que se desculpar, seu infeliz desgraçado.. Bem, você não precisa gostar de mim pra querer transar. É só que.. Acho que quis isso por tanto tempo que não assimilei bem quando tive. Eu não.. Conhecia esse seu lado e.. Acho que.. Fiquei nervoso demais, no fim. Admitiu baixinho, rindo sem graça, mas se sentindo bem por falar a verdade. Confiava em Nero o suficiente pra se expor de tal maneira. Mesmo que ele não retribuísse o que sentia, sabia que ele iria ao menos entender. Ficou um tempo em silêncio, deslizando o indicador em suas costas em desenhos imaginários até que enfim resolveu arriscar num tom incerto após uma risada curta. Mas eu.. Eu gostei, caso não tenha ficado claro.

    Nunca imaginou que um dia em sua vida estaria expondo o que sentia daquele jeito, depois de toda uma situação como aquela. Era engraçado. Só que não.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Sex Jul 24, 2015 4:48 pm

    Ao escutar Heike retrucar seus pedidos de desculpa com aqueles dizeres, Nero sentiu como se seu rosto tivesse sido jogado em lava. Com a face quente, e, provavelmente, avermelhada o suficiente para ser notado, o moreno a ergueu um mínimo, tentando mover os lábios de maneira a formar qualquer frase que fosse, mas não fazia a menor ideia do que poderia dizer após aquilo. No entanto, e para sua sorte - ao menos parcialmente -, fora impedido de se pronunciar pela ardência repentina que correu suas costas, e o fez trincar os dentes em resposta. Que bom que o loiro não podia visualizar sua face, afinal, poderia jurar que seria alvo de bons risos com a diversidade de sentimentos que passaram pela mesma.

    Porém, sua vergonha pareceu diminuir consideravelmente, junto com a tensão que tinha invadido seu corpo quando recebeu a agressão, e tudo graças ao beijo que fora dado em seu pescoço. O mais velho pensou que Heike estava irritado consigo, mas sentir aquele toque suave, e que lhe causou arrepios singelos, fez com que a impressão se suavizasse, já que não imaginava a raiva do outro se exibindo junto a carinhos do tipo. Teve ainda mais certeza ao escutar o questionamento alheio, sentindo toda a fragilidade que o outro, muito provavelmente, não mostraria normalmente a si. Piscou, sentindo algo quente se espalhar por si mais uma vez, ainda que não soubesse nomear a sensação adequadamente.

    Não o respondeu de imediato, e, graças a isso, não demorou para que a voz do menor continuasse a invadir sua mente em palavras que o deixavam ainda mais tranquilo. Considerando o que lhe era dito, amaldiçoou-se mais uma vez por ter exagerado, principalmente quando o amigo não conhecia aquele lado seu, ainda que não tivesse um controle adequado sobre o mesmo quando estava muito... Animado. De qualquer forma, tentou não pensar muito naquilo, já que o próprio rapaz fazia questão de deixar claro que não o culpava e que, no fim, havia gostado do que estivera acontecendo. Um sorriso passou pelos lábios do moreno, escapando de si de forma involuntária, e ao mesmo tempo que o estremecer suave que correu seu corpo em energia renovada. Disfarçou desfazendo o contato excessivo com o corpo do outro rapaz, ainda que só tivesse afastado o tronco, e para que pudesse fitá-lo com as íris de tons distintos.

    Eu não me arrependi. E fora quase de forma automática que tocou o rosto do menor, o gesto transbordando carinho ao que escorregava os dígitos pelas feições bonitas e adornadas por fios bagunçados de cabelo. Riu, encostando a testa na alheia, enquanto os dedos seguiram em busca de desembaraçar aquele ninho loiro, ignorando que também deveria estar uma bagunça diante do outro rapaz. Não queria te deixar nervoso... Só estava tudo muito bom, Heike. Não consegui me controlar. Então um sorriso divertido, junto a um piscar breve, denunciaram que deixara a culpa de lado para permitir que o outro voltasse a se sentir confortável ali. Bom... Posso te garantir que gostei o suficiente para querer fazer tudo isso de novo.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por Heike_Walker em Sex Jul 24, 2015 10:30 pm

    Era difícil pensar de forma coerente na presença de Nero. Principalmente um Nero nu e excitado abraçado em si. Mas mesmo assim o jovem queria tentar entender, talvez, como tinha ficado tão nervoso se estava tão confiante antes. Quer dizer, entendia os próprios motivos, mas ainda sim agora pareciam tão bobos... Nunca tivera problema nenhum em transar com ninguém, só que de algum jeito tinha conseguido ser ridículo justo com a pessoa que mais queria. Chegava até ser injusto não conseguir ter se controlado assim.

    Acabou contendo um suspiro pesado quando ele se afastou e franziu o cenho de leve ao ter o rosto tocado, mas deixou a cabeça tombar contra seus dedos apreciando o carinho e semicerrando os olhos ao ter então a testa alheia contra a própria, as respirações se misturando. Com o coração acelerando, fechou os olhos enfim e deixou uma risada sem graça escapar, cutucando-o no ventre sem força. É, percebi. Resmungou baixo, se sentindo envergonhado com o que estavam fazendo agora, conversando tão tranquilamente como se aquilo não fosse nada, como se o clima não pesasse ao redor de ambos. Infernos, por que tudo tinha que ser tão difícil? Quando voltou a fitá-lo e percebeu o moreno piscando e sorrindo, a tensão deixou os ombros do ariano e por fim acabou respirando fundo e sorrindo também. Olha só, você não vale nada sabia? Brincou com afeto, cutucando-o novamente e empurrando um pouco a testa contra a dele.

    Nem parece o imbecil que parecia uma virgem envergonhada toda vez que falava de quem gostava. Continuou com uma risada baixa, fitando-o nos olhos com algo que parecia uma diversão cúmplice e quase travessa, então se inclinou para frente e roubou um selar de lábios bem rápido, que mesmo considerando o que haviam feito antes agora parecia realmente atrevido fazer. Não sabia se aquilo era certo. Tinha entendido o que ele insinuou, mas... Será que a amizade ia continuar a mesma depois disso? A amizade com Harold e com a maioria das pessoas que se envolveu continuaram intactas, mas eram todos uns inúteis e Heike não tinha realmente sentimentos por nenhum. Agora não sabia se devia arriscar o que tinha com Nero. Para ele podia ser só uma transa, mas Heike se conhecia e sabia que ficaria insuportável depois pensando naquilo e se deixando levar.

    Hm.. Fitando os olhos de cores distintas com interesse enquanto pensava, subiu os dígitos esguios até sua nuca e entrelaçou os dedos em meio aos fios escuros, fazendo um carinho distraído ali. Ia tentar não levar aquilo a sério, concluiu. Dois amigos passando o tempo da melhor forma possível, ia lidar com isso e ia ser adulto. Nero queria aquilo, não era nenhum impulso, e Heike sabia que se não quisesse o amigo não lhe forçaria. Poderia confiar nele assim.
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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

    Mensagem por taurusnero em Ter Ago 04, 2015 1:55 pm

    Nero não havia ficado realmente ofendido ao escutar a provocação do mais novo, mas não evitou moldar a expressão em fingida indignação ao ser comparado a uma virgem envergonhada. Heike estava certo, no fim das contas, não sabia lidar com os próprios sentimentos na maioria das vezes, e sempre acabava agindo de forma idiota quando lidava com as pessoas que gostava. Nem sempre era como uma virgem envergonhada, no entanto, às vezes apenas parecia uma criança destrambelhada ou um ser humano com sérios problemas para reproduzir seus pensamentos adequadamente. De qualquer forma, aquela era a primeira vez - que se lembrava, pelo menos -, que estivera junto a uma pessoa tão confortavelmente. Estar perto do loiro era sempre confortável, mesmo após uma situação tão íntima e uma tão ridícula - estava repassando mentalmente o fato de ter corrido pelo quarto sem qualquer peça de roupa o cobrindo.

    Porém, apesar de se sentir bem na presença do menor, não conseguia mais processar continuar o que vinham fazendo antes da pausa abrupta. Pensar em tentar se aproximar do mais novo com toques tão intensos quanto antes soava absurdo, principalmente quando mantinha o toque das testas e o olhar preso àquele que parecia ainda mais bonito visto de perto. Piscou confuso, franzindo a testa rapidamente, tentando repassar os próprios pensamentos de forma bagunçada, quase como se eles flutuassem em sua cabeça por caminhos diversos que não os necessários para a compreensão do sentimento que o invadiu ao ver-se admirando a beleza alheia, mas logo foi impedido de tentar entender-se ao que sentiu o toque suave sobre seus lábios. Sorriu, incapaz de evitar, e puxou o outro corpo para mais próximo ao seu, sentindo o calor que ele emanava com agrado.

    O toque em seus fios fizera Nero voltar a devanear, meio perdido enquanto focava as íris escuras, trocando sua atenção entre uma e outra, como se buscasse alguma coisas nelas, como se pudesse tirar daquele olhar direcionado a si uma noção do que passava pela mente de seu amigo. Mas não conseguia, pelo menos não perfeitamente, já que apenas o fato do outro não se afastar imediatamente servia como um sinal do que ele pensava. Piscou demoradamente e aproximou os lábios mais uma vez, em um toque que não tinha nem um terço de toda a malícia que outrora se exibia nos ósculos que trocavam. Era suave, porém demorou muito mais que o selar com que Heike lhe presenteara, e terminara com um som estalado e baixo, propositalmente provocado pelo maior que sorriu amplamente para o loiro.

    No entanto, sua suavidade não era suficiente para ultrapassar a necessidade que ainda existia ali. Nero não precisava olhar para saber que Heike ainda precisava de ajuda com certo problema, que também existia por sua parte, mas, ainda assim, o moreno desceu um olhar interessado ao membro do mais novo, seu sorriso mudando de gentil para algo levemente divertido e cheio de uma provocação que também escapou por entre suas palavras. Você precisa de ajuda aqui? O maior não esperou resposta antes de guiar sua mão à intimidade do amigo, tocando com a mesma suavidade com que selara os lábios, ainda que soubesse que o efeito seria muito diferente naquele caso; escorregou o dígito pela fenda. Poderia, ao menos, trazer alívio ao outro, certo? Quer que eu cuide disso, Heike? E a intenção não era soar malicioso, ainda que fosse impossível não ser.

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    Re: [#26] Portas e ovelhas homoafetivas

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