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    [#04] Turno livre - Fora da Nave

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    taurusnero
    Touro

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por taurusnero em Dom Out 22, 2017 9:37 pm

    Com tudo decidido, nada restava além de comunicar a todos as decisões que haviam tomado, dessa vez em alto e bom som e tentando ao máximo ignorar o excesso de barulho que o sagitariano produzia. Muito provavelmente - depois de tamanha bagunça - a maioria dos guerreiros já possuía suspeitas do que seria feito naquela primeira parte da missão, porém tomou como sua responsabilidade deixar tudo o mais claro o possível, observando as palavras serem convertidas em um arquivo por Arthemis e repassado para os comunicadores de todos os guerreiros que os acompanhariam naquela missão – também, provavelmente, para outros que por ventura precisassem dar suporte em caso de falhas graves durante a mesma.

    Após tudo estar devidamente explicado, seus ouvidos propriamente trabalhados para somente escutar aquilo que considerava importante, e suas mãos ocupadas por sua arma e uma bolsa que pesava consideravelmente sobre seu ombro, lançou um olhar breve aos que entrariam consigo, acenando com a cabeça em direção ao teletransporte, e, finalmente, atravessando-o para dar de cara com um ambiente há muito conhecido, mas que parecia bem diferente do que estava acostumado a ver.

    Não demorou mais que um segundo para largar a bolsa ao chão - próxima ao aparato tecnológico - e acionar o enorme machado, liberando as lâminas de plasma e se preparando para qualquer possível ataque. Nada. Não havia nenhum inimigo por perto, se sua análise breve lhe era confiável. Sob suas plantas do pé não havia qualquer vibração, qualquer sinal de movimento próximo, e os odores que absorvia somente lhe diziam “floresta” e reaviva a certeza de que tinha os seus companheiros aos seus lados. Estreitou o olhar. Aquilo era estranho.

    Porém, nada foi vociferado por si de imediato, apenas desviou o olhar para Rin, esperando que ele assumisse o posto outrora combinado e focou Harold logo em seguida, observando-o trabalhar por instantes mínimos.

    Certo, também precisava agir.

    Sem pensar muito, deixou que as pernas o guiassem para um pouco afastado do capricorniano. Não precisaria ir longe, ao menos não naquele momento inicial. Apenas tentaria usufruir de seus sentidos absurdamente avançados e assistir a floresta sem necessariamente usar dos olhos. Respirando fundo, deixou que as pálpebras escondessem as orbes e aguçou a audição, o tato, o olfato... Ouvia muito bem os movimentos de seus companheiros. Ouvia o vento batendo nas folhas, ouvia os sons da natureza e sentia sua fragrância invadir suas narinas e criar imagens em sua mente. Mais uma vez, sob os pés, focou em toda possível vibração...

    E algo lhe incomodou profundamente.

    Nero não resistiu a abrir os olhos, estreitando-os em pura confusão para o nada, antes de lançar um olhar breve para os companheiros. Eles estavam bem, e isso era bom. Mas tinha algo de muito estranho acontecendo. Ainda com a face contorcida, o taurino voltou a fechar os olhos e suas suspeitas foram confirmadas.

    Tudo que sentia... Era morto.

    Florestas possuem animais. Possuem movimentos pequenos e grandes e todos os tipos de sons. No entanto, o máximo que ouvia era o chacoalhar das folhas, o uivo do vento – que ainda parecia tímido -, as palpitações de apenas três fluxos sanguíneos. Aquilo não era normal. Era, em realidade, extremamente assustador. E novamente abriu os olhos, caminhando a passos incertos até o capricorniano.

    - Está tudo muito quieto. Isso não é normal.
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    Harold Wilhelm
    Capricórnio

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Harold Wilhelm em Sab Out 28, 2017 5:24 pm

    Por mais que Harold tivesse todos os desvios de caráter que o fizeram ter motivos suficientes para estar ali – naquela merda toda – como uma suposta pena de morte, trabalho ainda era trabalho. Ele lhe rendia força, habilidades, evolução. Dinheiro, também, ainda que bem mais indiretamente do que quem recebia salário ali. O que não era o caso do albino. Mas era sua forma de ainda continuar vivo, já que lhe foi tirada a única fonte de prazer que possuía antes da lavagem cerebral. E não tinha o direito de sequer sentir falta dela. Porém, agora isso era um problema unicamente seu e tal era a falta de emoções em seu corpo, que entendia racionalmente a razão de ter acabado assim. Não havia espaço para rancor, indignação ou o que fosse, uma vez que também entendia racionalmente seus erros desde que começara a cometê-los. Até porque não havia espaço para arrependimento, da mesma forma.

    Era um desafio próprio, testar os próprios limites e superar qualquer obstáculo que aparecesse. Uma pena que o capricorniano era incapaz de evoluir a índole como evoluía a mente. Mas fora isso, a hora em que precisava se concentrar, era também a hora em que absolutamente nada desviava sua atenção do objetivo atual. O foco era sua engrenagem principal. Havia alguns preparativos instalados em seu olho mecânico, mas estar absorto era imprescindível e apesar de considerar já ter nascido com esse aspecto em perfeito estado, aprendera a leva-lo além do que achava que era possível nos treinos com Ophelia. Captou as palavras dos líderes atuais comunicando o plano aos regentes presentes, assumindo a posição para espera-los e entrar no portal. Não se importava com o mérito das próprias estratégias o bastante para ficar presente sem fazer nada, enquanto elas eram explicadas por outrem. O importante é que funcionassem de acordo.

    As últimas modificações que fizera nas próteses regulavam o fluxo de energia da constelação para que a potência independesse do formato que elas assumissem. Além disso, havia um programa de mapeamento instantâneo em seu olho, sincronizado à Arthemis e cirurgicamente acoplado em seu cérebro, para que tivesse uma visão mais ampla de qualquer ambiente que estivesse. Bem mais do que um olho humano seria capaz de ter. Para quem passou dezenove anos acostumado com oito graus de miopia em cada retina e acessos de fotofobia na luz do sol, aquilo era quase um novo significado para “ambição”. Mas aquilo iria ajudar no reconhecimento de Rin e Nero, sem que precisasse sair de onde estava.

    Dada a largada, deu apenas os passos suficientes para que o ambiente mudasse pelo portal e então, próximo a ele, começou o que tinha que fazer. Confiava nas habilidades de seus companheiros de elemento para sentir qualquer risco próximo que atrapalhasse o plano. Ainda que fosse instinto avaliar se não havia nada ameaçador por perto, mentalmente deixou essa função com os dois e a íris artificial cresceu ao redor do globo ocular. E no mesmo segundo, absolutamente tudo ao redor dos três – exceto os próprios –, num raio de dez quilômetros, não seria mais capaz de se mexer. Concluindo a pausa com eficácia, a íris mecânica voltara ao tamanho normal, terminando o mapeamento da área petrificada no tempo-espaço.

    Os outros dois sabiam o que estava feito, por já terem experiência naquele tipo de processo. Ainda que fosse a primeira vez que o fazia tão rápido. E em seu próprio reconhecimento em meio ao controle do ambiente, não detectara nada de suspeito.

    Na verdade, não detectara nada.

    Levantou uma sobrancelha, quando o líder mais alto veio expôr exatamente o que estava pensando, no mesmo segundo. Conhecia aquilo o bastante para saber que não era um bom sinal. No meio de uma floresta distante de qualquer civilização maior que tribos espalhadas, era quase hilário dizer que era possível estarem num silêncio total. Fazia sentido parar o tempo e mais nada conseguir emitir som ou vibração, mas Harold teria detectado seres emitindo calor além das plantas. Pássaros, cobras, insetos, predadores, qualquer desgraça que gostasse de um matagal virgem como aquele. — É. — Proferiu, num sussurro grave o bastante e sem nenhum pingo do tom sarcástico que era presente em 99% das coisas que saíam de sua boca. Aquilo realmente não era normal. — Mas, em teoria, nada vai sair do lugar agora, sob a minha jurisdição. Já faz uns dois minutos que estamos aqui e nada continua acontecendo. Talvez o silêncio seja suspeito, mas seria mais eficiente os outros entrarem para concluirmos a inspeção e que sejam avisados desse aspecto de antemão. A última vez que vi esse silêncio no meio do mato, foi visitando Capricórnio. E mesmo com ela, estava bem longe de ser um bom sinal. — Sugeriu, ainda sem espaço para cinismo. Parar o tempo lhe drenava energia de forma contínua. Era bem mais cansativo manter aquilo por um longo espaço de tempo, do que em espaços curtos intercalados. Eles precisavam aproveitar aquela deixa enquanto o atirador ainda estava indiferente ao esforço. Dera um prazo claro. Esperava que eles fizessem bom uso dele.
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    Rin Damien
    Virgem

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Rin Damien em Sab Out 28, 2017 7:03 pm

    Após Nero finalizar a explicação e deixar todos na mesma página, era o momento de agir. Não lembrava há quanto tempo não ia em uma missão com tantos regentes, juntos. Com cada um tendo poder suficiente por si só, eram ocasiões raras, e extremamente perigosas. Qualquer deslize poderia ter consequências trágicas, e desentendimento entre eles não era uma opção, quando entrassem no portal.

    Suspirando profundamente, foi até Jack enquanto o taurino passava os arquivos com o plano atualizado para o resto dos Sabaoth. Não havia absorvido qualquer palavra do que considerava apenas barulho vindo do Sagitário, e iria direto ao ponto naquilo. Com uma das caixas de primeiros socorros e uma de provisões alimentícias em mãos, as estendeu para ele, esperando que fossem pegas. — Deixe dentro da sua jaqueta. Em último caso, pode salvar nossas vidas. — Não havia espaço para questionamento, e assim que o mais baixo o fez, voltou para perto de seus companheiros de nave, trocando um olhar com eles.

    Era hora.

    O verde das árvores e da mata costumava ser uma visão revigorante, mexendo de forma positiva com a energia de Virgem. Por mais perigoso que fosse, sabia que podia manipular praticamente tudo ali, especialmente tendo a força de Gaia, que o dera liberdade e controle sobre as plantas. Ter aquela sensação, mesclada à óbvia tensão que a situação pedia, deixava a concentração do loiro ainda mais apurada.

    Usando a viga de uma das árvores para se puxar para cima da mesma, não demorou até estar no ponto mais alto possível de uma. Em volta, as outras folhagens denotavam que aquela não era a mais alta da região. Então, subiu na mais próxima, que o tronco corria para cima. Chegando enfim a um ponto em que pudesse ver a expansão do local com vantagem, confirmou que a vegetação parecia seguir infinitamente para todos os lados. Também não havia nenhuma energia particularmente ruim, que talvez, fizesse algo em si reagir. Bichos manipulados por Kain, nas últimas missões que estivera contra eles, deixavam o virginiano com um formigamento peculiar na cabeça. Mas havia a probabilidade de não estarem próximos suficientes de um, ou que ele não estivesse relacionado.

    Desceu para um dos galhos mais altos, de forma que conseguisse ver parte do solo. Nunca havia presenciado tanta quietude naquele tipo de ambiente, então deixaria as questões sonoras para Nero. As visuais mais expansivas, para Harold, já que o próprio campo de visão não estava captando nada suspeito. Pausou, por alguns instantes, para fechar os olhos, com a mão enluvada se apoiando no tronco próximo; então, concentrou-se na conexão que tinha com a terra, e tudo derivado da mesma.

    Se focasse o suficiente, conseguia sentir uma energia diferente emanando de todo o espaço à volta deles. Era vida. Pura e simples. Curiosamente, naquele estado, conseguia senti-la em animais, também, ainda que em um raio não muito extenso. E até onde conseguia captar… Havia folhas. Árvores. Plantas. Flores. Raízes, se estendendo por debaixo do solo.

    Nenhum bicho, sequer um inseto, estava presente.

    Com a conexão cortada repentinamente, abriu as pálpebras, franzindo o cenho. O tempo havia parado. Mesmo que não houvesse nada imediatamente em volta, eles deveriam estar lá. Eram, desde os primórdios da humanidade, os bichos mais numerosos. Se estavam mortos, havia chance de tudo ali estar. Pela primeira vez, a hesitação de não saber com o que estava lidando se tornou uma preocupação maior. Continuando o que havia sido designado para fazer, subiu outra vez, mantendo vigia sobre qualquer movimentação ou energia que não fosse afetada pelo tempo.

    Dois minutos antes do limite de tempo acabar, desceu da árvore, se reunindo aos companheiros. Ouvir a parte deles somente confirmava o que havia sentido; mas em uma área muito mais expansiva. — Antes do tempo parar, eu chequei, e não parece que tem nada em volta, tirando as plantas. Nem insetos, nas árvores ou debaixo da terra. E nada anormal de cima. Vou mandar um relatório pra eles e o sinal verde pro segundo grupo entrar. — Em poucos segundos, mandou a ordem para que os escolhidos adentrasse o portal, juntamente a uma explicação do que tinham percebido. Por mais estranha que fosse a situação, estavam ali para lidar com ela. E iriam, da melhor forma possível.
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    Heike_Walker
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por Heike_Walker em Qua Nov 01, 2017 7:59 pm

    Se Heike gostou de saber que teria que esperar 40 longos minutos para poder sequer atravessar o portal e participar de alguma ação? Claro que não. Mas diante da seriedade da situação que não conheciam, de nada adiantaria reclamar, seria perder um tempo precioso.

    O ariano gostava de dar ordens, mas segui-las, principalmente quando não concordava, sempre custava um pouco a mais do autocontrole e paciência que não tinha. Por isso não fez mais do que respirar fundo, fechar os olhos e assentir de leve quando Rin e Nero se pronunciaram, rangendo os dentes com força para se distrair. Em missões grandes como aquela, mesmo que já tivesse um tempo que não era líder, parecia complicado demais abaixar a cabeça e ficar para trás esperando tudo acontecer. Abrindo os olhos depois de todas as explicação e avisos, observou os três regentes de Terra passarem pelo portal com um peso de ansiedade no peito.

    O lado bom de tudo aquilo é que Orion estaria ali esperando também, por isso o loiro não perdeu tempo em se aproximar dela, buscando a companhia da guerreira que tanto gostava no tempo que restava até ela ir embora. A mulher tinha uma energia tão explosiva quanto a própria, por isso ficar por perto ajudava um pouco a fazer com que se sentisse melhor quanto ao impulso de quebrar alguma coisa. Jack também estava inquieto, por isso Heike o puxou para perto também antes que ele resolvesse aprontar alguma coisa.

    Os minutos ali se arrastaram com uma lentidão impressionante mesmo que estivesse se distraindo com os companheiros de elemento, e quando já estava quase no limite do tempo finalmente receberam uma mensagem de Rin com as informações necessárias e com a liberação para atravessarem. Abrindo um sorriso largo e feroz por finalmente poder agir, se levantou e acenou com a cabeça para os que ainda ficariam ali.

    Jack, Aya, Orion, vamos. - Disse depois de confirmar com todos as informações que recebera. Apesar da situação incomum e mesmo preocupante que estavam lidando, ao menos tudo ainda estava indo conforme o plano.

    Ao passar pelo portal o Ariano deparou-se logo de cara com os líderes e Harold. Imediatamente sentiu a influência do poder do capricorniano, simplesmente pela estranheza que era ver a floresta completamente imóvel sem qualquer som ou movimento, fazendo-o franzir o cenho em desgosto. Apesar de ser a primeira vez que presenciava tal coisa num ambiente aberto, tinha a impressão de que nunca se acostumaria com aquilo.

    E então? O que vem agora?
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    oreobiscuit
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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

    Mensagem por oreobiscuit em Dom Nov 05, 2017 8:49 pm

    Após dar as informações requisitadas pelo guerreiro sem aura, a mulher viu-se confusa graças ao excesso de informação que foi jogado em cima de si. Sua face se torceu, deixando claro como se sentia, quando recebeu a instrução de questionar o “sistema da nave” a direção para onde tinha que ir, afinal... Conhecia, em termos gerais, a teoria por trás daqueles dizeres, porém, considerando sua origem, não sabia nem por onde começar a “perguntar” algo a um “sistema”.

    No entanto, sua confusão sobre aquele assunto em específico demorou a ser sanada, já que logo perdia o peso que tinha entre os braços, para visualizar a aura desnorteada de seu antigo “bichinho de pelúcia” sobre uma das mesas. Não podia enxergar, mas não precisou do sentido para compreender que o outro usara de algum tipo de magia para se teletransportar de um lugar a outro. Seus lábios foram levemente pronunciados, em uma expressão contrariada por perder o calor do pequeno guerreiro – o repentino choque frio fazendo todos os pelos de seu corpo se arrepiarem -, mas as mudanças em suas feições não ficaram visíveis por muito tempo, já que havia se descuidado o suficiente para receber um tecido na cara. Naquele momento, quando sentiu a presença alheia sumir de novo, perguntou-se se deveria rir ou questionar a capacidade de guerreiros tão afetados. Entretanto, não havia uma espécie de ideia que corria por aí? De que as pessoas loucas eram talentosas? Tentaria acreditar naquilo.

    Mas, por enquanto, precisava perguntar ao “sistema da nave” para onde deveria ir.

    - Sistema...? Preciso ir para o salão dos portais?

    Sentir-se idiota por falar com o nada fora algo rapidamente encoberto pela surpresa que fora ouvir uma voz fria do além. Pulando no mesmo lugar, e lamentando sua falta de controle repentina, ouviu a apresentação do tal sistema da nave, que prontamente passou a lhe indicar as coordenadas. Certo, estava seguindo uma voz do além, tão semelhante a de um fantasma... Aliás, fantasmas ainda conseguia ver, aquela existência, entretanto... Não possuía nada? Seria mais um dos “artifícios da tecnologia” como os livros e seu irmão lhe ensinaram? Não sabia, porém Arthemis era algo estranho e suspeito e muito dificilmente mudaria sua opinião.

    Pelo menos fora guiada com segurança para o tal salão dos portais. Ao adentrá-lo, posicionou-se mais uma vez em um canto estratégico, de onde poderia visualizar as auras de todos os presentes ali, e onde seria mais fácil se defender caso fosse repentinamente atacada. Em silêncio total, aguardou até os líderes e o tal estrategista se reunirem, e, involuntariamente, escutou todo o plano antes dele ser repassado para todos ali. Ótimo, teria que esperar quase uma hora para poder voltar às suas terras.

    Órion havia desenvolvido sua paciência. Conseguia manter-se calma na maioria das situações – pelo menos externamente -, porém ainda possuía uma grande parte de sua personalidade explosiva dentro de si. Considerando que sua tribo corria perigo e estava há um tempo considerável sem sua presença, a mulher praticamente vibrava em uma energia mal contida. Queria voltar logo, tanto quanto sentia o ariano – em sua energia – querer dar início à sua parte na missão. Recepcionou-o, porém, com uma aura de paz parcial, um sorriso largo lhe partindo os lábios, antes que batesse com força malmente medida contra as costas alheias. “Paciência”, tentava dizer silenciosamente, por mais que tal sentimento também faltasse a si.

    Fora com enorme alívio, então, que fora chamada para seguir o seu líder temporário. Atravessou o tal portal com as pessoas selecionadas para aquele grupo – incluindo o que possuía uma das auras mais chamativas do local -, para dar de cara com energias muito estranhas em ação.

    E, então, simplesmente congelou.

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    Re: [#04] Turno livre - Fora da Nave

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      Data/hora atual: Ter Nov 21, 2017 2:16 pm